PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Hás-de temer o Senhor, teu Deus…” (cf. Deuteronómio 6, 2)

Só Deus é Deus e Senhor. E não há outro Deus a quem amar, servir, adorar, acreditar, rezar, agradecer… Temer o Senhor não é ‘ter medo de Deus’. Não precisamos ter medo de Deus: Ele é amor, perdão, misericórdia, alegria, paz, salvação e esperança… Temer o Senhor é reconhecer a grandeza do seu poder; a santidade do seu nome; a ternura que nos dedica; a alegria da vida que nos oferece. Temer o Senhor é acolher a sua Palavra; cumprir os seus mandamentos; responder com fidelidade aos seus apelos; confiar na sua promessa e anunciá-la com a bondade dos nossos gestos. Quem ‘teme a Deus’ procura fazer tudo para não pecar contra ele; fazer nascer no coração o receio e a tristeza de o poder ofender. O apelo feito pela palavra de Deus aponta-nos o caminho da verdade, da justiça, da caridade, da compaixão. Uma grande exigência que nos trará a felicidade e a bênção.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

PALAVRAS DO PAPA



- na Audiência geral, no dia 7 de Novembro, em Roma.

“… cada bem experimentado pelo homem conduz ao mistério que envolve o próprio homem; cada desejo que nasce no coração humano é eco de um desejo fundamental que jamais será plenamente satisfeito. É verdade que este desejo profundo - que esconde também algo de enigmático - não faz chegar directamente à fé. O homem conhece bem o que o não satisfaz, mas não pode imaginar ou definir o que é que o levaria a experimentar a autêntica felicidade que o seu coração anseia e deixa nele um vazio de saudade. Não é possível conhecer Deus apenas a partir do desejo do homem. Deste ponto de vista surge o mistério: o homem é um buscador do Absoluto, um buscador com passos pequenos e incertos. E, todavia, a experiência do desejo, do “coração inquieto” como o chamava Santo Agostinho, já é significativa. Isso atesta que o homem é, no fundo, um ser religioso (cfr Catecismo da Igreja Católica, 28), um “mendigo de Deus”. Podemos dizer com as palavras de Pascal: “O homem supera infinitamente o homem” (Pensamentos, Ed Chevalier 438; Ed Brunschvicg 434). Os olhos reconhecem os objectos quando estes são iluminados pela luz. Daí o desejo de conhecer a própria luz, que faz brilhar as coisas do mundo e com ela acende o sentido da beleza…”