- Educar para a Fé
Na Igreja Matriz de Santa Maria da Feira, sob proposta da Assessoria Vicarial da Pastoral Familiar, realizou-se, no dia 8 de Fevereiro, um encontro de formação ( o último de três programados: São Jorge, Santa Maria de Lamas ) com o tema: Educar para a fé. Como já havíamos informado, orientou este trabalho o Dr. Daniel Bastos, Diácono permanente da Paróquia de Matosinhos e psicólogo de profissão. Estiveram presentes numerosos casais que, no espaço do diálogo, interpelaram o conferencista acerca dos desafios da educação da fé, num mundo tão marcadamente secularista. O encontro teve, também, momentos de carácter artístico - cultural, animados pela Mafalda Campos e pelo João Carlos Soares que tocaram e cantaram para admiração e deleite dos participantes. Um abrigado sincero pela disponibilidade de todos os intervenientes.
- Formação de catequistas
Por propostas dos Secretariados Paroquiais da Catequese das Paróquias de Escapães e Santa Maria da Feira (pólo da Igreja Matriz), realizou-se, no dia 9 de Fevereiro, na Casa do Povo de Santa Maria da Feira, um encontro de formação, com o tema: “Revitalizar e professar a fé: conhecer a proposta da ‘Porta da Fé’…” As paróquias mobilizaram os seus catequistas, que estiveram presentes, em grande número. O trabalho foi orientado pelo pároco de ambas as paróquias.
Na minha primeira Encíclica,
deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre
estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental
do apóstolo João: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1
Jo 4, 16), recordava que, «no início do ser cristão, não há uma decisão ética
ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá
à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus
foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um
“mandamento”, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso
encontro» (Deus caritas est, 1). A fé constitui aquela adesão pessoal – que
engloba todas as nossas faculdades - à revelação do amor gratuito e
«apaixonado» que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus
Cristo. O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o
intelecto: «O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da
nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no acto globalizante
do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o amor
nunca está "concluído" e completado» (ibid., 17). Daqui deriva, para
todos os cristãos e em particular para os «agentes da caridade», a necessidade
da fé, daquele «encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o
seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do próximo já não seja
um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas uma consequência resultante
da sua fé que se torna operativa pelo amor» (ibid., 31). O cristão é uma pessoa
conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor - «caritas Christi
urget nos» (2 Cor 5, 14) -, está aberto de modo profundo e concreto ao amor do
próximo (cf. ibid., 33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de
ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar
os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade
ao amor de Deus. «A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e
assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor!
(...) A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração
trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é
a luz – fundamentalmente, a única – que ilumina incessantemente um mundo às
escuras e nos dá a coragem de viver e agir» (ibid., 39). Tudo isto nos faz
compreender como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente
«o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado»…”
Na Igreja Matriz de Santa Maria da Feira, sob proposta da Assessoria Vicarial da Pastoral Familiar, realizou-se, no dia 8 de Fevereiro, um encontro de formação ( o último de três programados: São Jorge, Santa Maria de Lamas ) com o tema: Educar para a fé. Como já havíamos informado, orientou este trabalho o Dr. Daniel Bastos, Diácono permanente da Paróquia de Matosinhos e psicólogo de profissão. Estiveram presentes numerosos casais que, no espaço do diálogo, interpelaram o conferencista acerca dos desafios da educação da fé, num mundo tão marcadamente secularista. O encontro teve, também, momentos de carácter artístico - cultural, animados pela Mafalda Campos e pelo João Carlos Soares que tocaram e cantaram para admiração e deleite dos participantes. Um abrigado sincero pela disponibilidade de todos os intervenientes.
- Formação de catequistas
Por propostas dos Secretariados Paroquiais da Catequese das Paróquias de Escapães e Santa Maria da Feira (pólo da Igreja Matriz), realizou-se, no dia 9 de Fevereiro, na Casa do Povo de Santa Maria da Feira, um encontro de formação, com o tema: “Revitalizar e professar a fé: conhecer a proposta da ‘Porta da Fé’…” As paróquias mobilizaram os seus catequistas, que estiveram presentes, em grande número. O trabalho foi orientado pelo pároco de ambas as paróquias.
- Bento XVI, na mensagem para a Quaresma 2013
“… A fé como resposta ao amor de Deus
Na minha primeira Encíclica,
deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre
estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental
do apóstolo João: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1
Jo 4, 16), recordava que, «no início do ser cristão, não há uma decisão ética
ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá
à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus
foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um
“mandamento”, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso
encontro» (Deus caritas est, 1). A fé constitui aquela adesão pessoal – que
engloba todas as nossas faculdades - à revelação do amor gratuito e
«apaixonado» que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus
Cristo. O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o
intelecto: «O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da
nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no acto globalizante
do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o amor
nunca está "concluído" e completado» (ibid., 17). Daqui deriva, para
todos os cristãos e em particular para os «agentes da caridade», a necessidade
da fé, daquele «encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o
seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do próximo já não seja
um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas uma consequência resultante
da sua fé que se torna operativa pelo amor» (ibid., 31). O cristão é uma pessoa
conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor - «caritas Christi
urget nos» (2 Cor 5, 14) -, está aberto de modo profundo e concreto ao amor do
próximo (cf. ibid., 33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de
ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar
os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade
ao amor de Deus. «A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e
assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor!
(...) A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração
trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é
a luz – fundamentalmente, a única – que ilumina incessantemente um mundo às
escuras e nos dá a coragem de viver e agir» (ibid., 39). Tudo isto nos faz
compreender como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente
«o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado»…”


