PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Hás-de temer o Senhor, teu Deus…” (cf. Deuteronómio 6, 2)

Só Deus é Deus e Senhor. E não há outro Deus a quem amar, servir, adorar, acreditar, rezar, agradecer… Temer o Senhor não é ‘ter medo de Deus’. Não precisamos ter medo de Deus: Ele é amor, perdão, misericórdia, alegria, paz, salvação e esperança… Temer o Senhor é reconhecer a grandeza do seu poder; a santidade do seu nome; a ternura que nos dedica; a alegria da vida que nos oferece. Temer o Senhor é acolher a sua Palavra; cumprir os seus mandamentos; responder com fidelidade aos seus apelos; confiar na sua promessa e anunciá-la com a bondade dos nossos gestos. Quem ‘teme a Deus’ procura fazer tudo para não pecar contra ele; fazer nascer no coração o receio e a tristeza de o poder ofender. O apelo feito pela palavra de Deus aponta-nos o caminho da verdade, da justiça, da caridade, da compaixão. Uma grande exigência que nos trará a felicidade e a bênção.

sábado, 23 de março de 2013

PALAVRA DO PAPA



- no discurso proferido pelo Papa Francisco aos delegados fraternos das Igrejas, Comunidades Eclesiais e Organismos Ecuménicos Internacionais, representantes do povo judeu e de religiões não cristãs, reunidos em Roma para a celebração do início oficial do Seu ministério petrino.

“…A Igreja Católica está ciente da importância que tem  a promoção da amizade e do respeito entre os homens e mulheres de diferentes tradições religiosas; quero repetir isso: promoção da amizade e do respeito entre homens e mulheres de diferentes tradições religiosas. Confirma-o, também, o valioso trabalho realizado pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. Ela, também, está ciente da responsabilidade que todos nós temos em relação ao nosso  mundo, - a toda a criação - que devemos amar e proteger. Podemos fazer muito pelo bem de quem é mais pobre, de quem é fraco e de quem sofre, para favorecer a justiça, para promover a reconciliação, para construir a paz. Mas, especialmente, devemos manter viva, no mundo, a sede do absoluto, não permitindo que prevaleça uma visão da pessoa humana com uma só dimensão, segundo a qual o homem se reduz ao que produz e ao que consome: esta é uma das armadilhas mais perigosas do nosso tempo.
Sabemos quanta violência produziu, na história recente, a tentativa de eliminar Deus, o divino, do horizonte da humanidade, e chamamos a atenção para o valor de testemunhar, nas nossas sociedades, a originária abertura à transcendência que é inerente ao coração humano. Nisto, sentimo-nos perto de todos aqueles homens e mulheres que - ainda não se reconhecendo pertencentes de nenhuma tradição religiosa - sentem-se, porém, em busca da verdade, da bondade e da beleza - verdade, bondade e beleza de Deus - e que são nossos valiosos aliados no compromisso da defesa da dignidade do homem, na construção de uma convivência pacífica entre os povos e na guarda cuidadosa da criação…”