- no discurso proferido pelo Papa
Francisco aos delegados fraternos das Igrejas, Comunidades Eclesiais e
Organismos Ecuménicos Internacionais, representantes do povo judeu e de
religiões não cristãs, reunidos em Roma para a celebração do início oficial do
Seu ministério petrino.
“…A Igreja
Católica está ciente da importância que tem a promoção da amizade e do
respeito entre os homens e mulheres de diferentes tradições religiosas; quero
repetir isso: promoção da amizade e do respeito entre homens e mulheres de
diferentes tradições religiosas. Confirma-o, também, o valioso trabalho
realizado pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. Ela, também,
está ciente da responsabilidade que todos nós temos em relação ao nosso
mundo, - a toda a criação - que devemos amar e proteger. Podemos fazer muito
pelo bem de quem é mais pobre, de quem é fraco e de quem sofre, para favorecer
a justiça, para promover a reconciliação, para construir a paz. Mas,
especialmente, devemos manter viva, no mundo, a sede do absoluto, não
permitindo que prevaleça uma visão da pessoa humana com uma só dimensão,
segundo a qual o homem se reduz ao que produz e ao que consome: esta é uma das
armadilhas mais perigosas do nosso tempo.
Sabemos quanta
violência produziu, na história recente, a tentativa de eliminar Deus, o divino,
do horizonte da humanidade, e chamamos a atenção para o valor de testemunhar,
nas nossas sociedades, a originária abertura à transcendência que é inerente ao
coração humano. Nisto, sentimo-nos perto de todos aqueles homens e mulheres que
- ainda não se reconhecendo pertencentes de nenhuma tradição religiosa -
sentem-se, porém, em busca da verdade, da bondade e da beleza - verdade,
bondade e beleza de Deus - e que são nossos valiosos aliados no compromisso da
defesa da dignidade do homem, na construção de uma convivência pacífica entre
os povos e na guarda cuidadosa da criação…”