PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Hás-de temer o Senhor, teu Deus…” (cf. Deuteronómio 6, 2)

Só Deus é Deus e Senhor. E não há outro Deus a quem amar, servir, adorar, acreditar, rezar, agradecer… Temer o Senhor não é ‘ter medo de Deus’. Não precisamos ter medo de Deus: Ele é amor, perdão, misericórdia, alegria, paz, salvação e esperança… Temer o Senhor é reconhecer a grandeza do seu poder; a santidade do seu nome; a ternura que nos dedica; a alegria da vida que nos oferece. Temer o Senhor é acolher a sua Palavra; cumprir os seus mandamentos; responder com fidelidade aos seus apelos; confiar na sua promessa e anunciá-la com a bondade dos nossos gestos. Quem ‘teme a Deus’ procura fazer tudo para não pecar contra ele; fazer nascer no coração o receio e a tristeza de o poder ofender. O apelo feito pela palavra de Deus aponta-nos o caminho da verdade, da justiça, da caridade, da compaixão. Uma grande exigência que nos trará a felicidade e a bênção.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

CATEQUESE





FESTA DO ACOLHIMENTO

As crianças do 1º ano da catequese da Igreja Matriz foram acolhidas pela comunidade, na celebração da Eucaristia deste Sábado, dia 27 de Outubro. Na simplicidade deste acolhimento, quisemos manifestar a nossa alegria porque Deus, nosso Pai, continua a impulsionar as famílias para o testemunho da fé, para a formação cristã dos seus filhos e para a corresponsabilidade na educação integral das crianças. A presença dos pais é fundamental para a transmissão da fé às gerações mais jovens. No abraço deste acolhimento, confiamos a Jesus a decisão destas crianças, que querem conhecê-l’O melhor para viverem de acordo com os Seus ensinamentos.

PALAVRAS DO PAPA



- na Audiência geral, no dia 24 de Outubro, em Roma.

“…O que é a fé? (…) É um confiante confiar num “Tu”, que é Deus, que me dá uma certeza diferente, mas não menos sólida do que aquela que me vem do cálculo exacto ou da ciência. A fé não é uma simples adesão intelectual do homem a uma verdade particular sobre Deus; é um acto com o qual confio livremente num Deus que é Pai e me ama; é adesão a um “Tu” que me dá esperança e confiança. Certamente esta adesão a Deus não é privada de conteúdo: sabemos que o próprio Deus se mostrou em Cristo; mostrou a sua face e fez-se realmente próximo a cada um de nós. Mais, Deus revelou que o seu amor pelo homem, por cada um de nós, é sem medida: na Cruz, Jesus de Nazaré, o Filho de Deus feito homem, mostra-nos, do modo mais luminoso, a que ponto chega este amor, até a doação de si mesmo, até o sacrifício total. Com o Mistério da Morte e Ressurreição de Cristo, Deus desce até ao fundo da nossa humanidade para a trazer de volta a Ele, para elevá-la à sua altura. A fé é crer neste amor de Deus que não diminui diante da maldade do homem, diante do mal e da morte, mas é capaz de transformar cada forma de escravidão, dando a possibilidade da salvação. Ter fé, então, é encontrar este “Tu”, Deus, que me sustenta e me concede a promessa de um amor indestrutível que não só aspira à eternidade, mas a dá; é confiar-se a Deus como a atitude de uma criança, que sabe bem que todas as suas dificuldades, todos os seus problemas estão seguros no “Tu” da mãe. E esta possibilidade de salvação através da fé é um dom que Deus oferece a todos os homens. Acho que deveríamos meditar com mais frequência – na nossa vida quotidiana, caracterizada por problemas e situações às vezes dramáticas – sobre o facto de que crer de forma cristã significa este abandonar-me com confiança ao sentido profundo que me sustenta a mim e ao mundo, aquele sentido que nós não somos capazes de dar, mas somente de receber como dom e que é a razão pela qual podemos viver sem medo. E esta certeza libertadora e tranquilizante da fé devemos ser capazes de anunciá-la com a palavra e de mostrá-la com a nossa vida de cristãos. ...” ( cf Zenit )

ANO DA FÉ

“…Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia, também, para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é «a meta para a qual se encaminha a acção da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força». Simultaneamente esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada e reflectir sobre o próprio acto com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano. Não foi sem razão que, nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. É que este servia-lhes de oração diária, para não esquecerem o compromisso assumido com o Baptismo. Recorda-o, com palavras densas de significado, Santo Agostinho quando afirma numa homilia sobre a redditio symboli (a entrega do Credo): «O símbolo do santo mistério, que recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre as quais está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no alicerce seguro que é Cristo Senhor. E vós recebeste-lo e proferiste-lo, mas deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele». ( cf. Bento XVI, in Porta Fidei, nº 9)

PARA REZAR



SALMO 126

Quando o Senhor mudou o destino de Sião,
parecia-nos viver um sonho.
A nossa boca encheu-se de sorrisos
e a nossa língua de canções.
Dizia-se, então, entre os pagãos:
«O Senhor fez por eles grandes coisas!»
Sim, o Senhor fez por nós grandes coisas;
por isso, exultamos de alegria.
Transforma, Senhor, o nosso destino,
como as chuvas transformam o deserto do Négueb.
Aqueles que semeiam com lágrimas,
vão recolher com alegria.

À ida vão a chorar,
carregando e lançando as sementes;
no regresso cantam de alegria,
transportando os feixes de espigas.

SANTOS POPULARES



TODOS OS SANTOS

No dia 1 de Novembro, celebramos a memória de Todos-os-Santos. Numa única festa, louvamos a Deus pelo amor que fez germinar no coração de tantos homens e mulheres que se confiaram a Cristo e de deram, na caridade, aos outros. Agora, revestidos da glória de Cristo ressuscitado, contemplam a face de Deus e rejubilam na Sua presença. Na vida, professaram a sua fé mostrando-a nas suas boas obras; fizeram-se uma oblação até ao fim, até ao martírio; renunciaram às vaidades do mundo para, na sua pobreza, encontrar o verdadeiro tesouro: Cristo. A propósito desta solenidade, disse o Papa Bento XVI: “… ‘Para que serve o nosso louvor aos santos, o nosso tributo de glória, esta nossa solenidade’. Com esta interrogação tem início uma famosa homilia de São Bernardo para o dia de Todos os Santos. É uma pergunta que se poderia fazer também hoje. E é actual a resposta que o Salmo nos oferece: ‘Os nossos santos - diz São Bernardo - não têm necessidade das nossas honras, e nada lhes advém do nosso culto. Por minha vez, devo confessar que, quando penso nos santos, sinto-me arder de grandes desejos’. (Disc. 2; Opera Omnia Cisterc. 5, 364ss.). Eis, portanto, o significado da solenidade hodierna: contemplando o exemplo luminoso dos santos, despertar em nós o grande desejo de ser como os santos: felizes por viver próximos de Deus, na sua luz, na grande família dos amigos de Deus. Ser santo significa: viver na intimidade com Deus, viver na sua família. Esta é a vocação de todos nós, reiterada com vigor pelo Concílio Vaticano II, e hoje proposta de novo, solenemente, à nossa atenção. Mas como é que podemos tornar-nos santos, amigos de Deus? A esta interrogação pode-se responder, antes de mais, de forma negativa: para ser santo não é necessário realizar acções nem obras extraordinárias, nem possuir carismas excepcionais. Depois, vem a resposta positiva: é preciso, sobretudo, ouvir Jesus e depois segui-lo sem desanimar diante das dificuldades. ‘Se alguém me serve Ele admoesta-nos que me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. Se alguém me servir, o Pai há-de honrá-lo’ (Jo 12, 26). Quem nele confia e o ama com sinceridade, como o grão de trigo sepultado na terra, aceita morrer para si mesmo. Com efeito, Ele sabe que quem procura conservar a sua vida para si mesmo, perdê-la-á; e quem se entrega, quem se perde a si mesmo encontra a própria vida (cf. Jo 12, 24-25). A experiência da Igreja demonstra que cada forma de santidade, embora siga diferentes percursos, passa sempre pelo caminho da cruz, pelo caminho da renúncia a si mesmo. As biografias dos santos descrevem homens e mulheres que, dóceis aos desígnios divinos, enfrentaram por vezes provações e sofrimentos indescritíveis, perseguições e o martírio. Perseveraram no seu compromisso, ‘vêm da grande tribulação - lê-se no Apocalipse -, lavaram as suas túnicas e branquearam-nas no sangue do Cordeiro’ (Ap 7, 14). Os seus nomes estão inscritos no livro da Vida (cf. Ap 20, 12); a sua morada eterna é o Paraíso. O exemplo dos santos constitui para nós um encorajamento a seguir os mesmos passos, a experimentar a alegria daqueles que confiam em Deus, porque a única verdadeira causa de tristeza e de infelicidade para o homem é o facto de viver longe de Deus…” ( cf. Bento XVI, Homilia do dia 1 de Novembro de 2006 )

terça-feira, 23 de outubro de 2012

MISSA NOVA DO P. CÉSAR COSTA



Foi em verdadeiro ambiente de festa que o Padre César Costa, missionário Passionista, da Paróquia da Feira, celebrou a sua Missa Nova. Não faltaram os tapetes de flores, a música e o canto que o acompanharam até à entrada principal da Igreja Matriz.


 
Recebeu-o o Pároco, P. Eleutério, numa Igreja repleta de fiéis que, com a sua presença, quiseram manifestar ao P. César o seu carinho, o seu apreço e, sobretudo, a sua comunhão na acção de graças e na oração para que continue a dar-se a Jesus e aos outros.
 
 
 
 
 
 
 
A beleza da novidade da celebração, o impacto da profundidade e harmonia dos cânticos, as palavras que dirigiu à assembleia tornaram este acontecimento uma memória e um desafio aos mais jovens para que se deixem tocar pelo amor de Jesus e possam dizer-lhe, também: “Pai, eis-me aqui”.
 
 
 
 
 
A nossa alegria partilha da alegria da sua família e da sua congregação. Parabéns ao P. César. Que nos caminhos da sua missão espalhe, sempre, a bondade de Jesus que a todos chama “amigos”.
 
 

PALAVRAS DO PAPA



- na Audiência geral, no dia 17 de Outubro, em Roma, aos peregrinos de língua portuguesa
“…Queridos irmãos e irmãs: Hoje, iniciamos um novo ciclo de catequeses que se inserem no contexto do Ano da Fé, inaugurado recentemente. Com estas catequeses, queremos percorrer um caminho que leve a reforçar ou a reencontrar a alegria da fé em Jesus Cristo, único
Salvador do mundo. De facto, o mundo de hoje está profundamente marcado pelo secularismo, relativismo e individualismo que levam muitas pessoas a viver a vida de modo superficial, sem ideais claros. Por isso, é essencial redescobrir como a fé é uma força transformadora para a vida: saber que Deus é amor, que se fez próximo aos homens com a Encarnação e se entregou na cruz para nos salvar e nos abrir novamente a porta do céu. De facto, a fé não é uma realidade desconectada da vida concreta. Neste sentido, para perceber o vínculo profundo que existe entre as verdades que professamos e a nossa vida diária, é preciso que o Credo, o Símbolo da Fé, seja mais conhecido, compreendido e rezado. Nele, encontramos as fórmulas essenciais da fé: as verdades que nos foram fielmente transmitidas e que são luz para a nossa existência...”

PALAVRA DO BISPO DO PORTO


- da carta de Roma aos diocesanos do Porto
 “ Caríssimos irmãos e amigos: De partida para o Sínodo dos Bispos, partilhei convosco algumas ideias que trazia, em especial respeitantes ao presente e ao futuro das nossas comunidades cristãs. O que tenho ouvido a muitos membros do Sínodo, provenientes de diversas partes do mundo, tem-me reforçado a convicção de que esse mesmo tema os preocupa e positivamente os move. Por um lado, pronunciam-se sobre a necessidade premente de iniciações cristãs propriamente ditas; por outro, requerem para tal a existência de envolvimentos comunitários – famílias, grupos, paróquias – que as proporcionem de facto. Todos reconhecem que ambientes excessivamente secularizados e muito dispersivos, como os actuais, requerem reforçadas integrações comunitárias, alimentadas pela Palavra de Deus, a oração e a prática sacramental, irradiando em iniciativas de caridade concreta. Tem sido muito estimulante ouvir testemunhos nesse sentido, provindos de meios tão distantes como o Sudoeste Asiático, várias partes da África ou a América Latina, para não falar da nossa “velha” Europa, onde tal vai acontecendo também, com promissoras ligações entre paróquias, movimentos e grupos. Não se trata só de almejar o futuro, mas de o ver a despontar aqui e além. Tudo isto me faz sonhar com uma Diocese do Porto cada vez mais densa na sua malha comunitária e intercomunitária, com uma corresponsabilidade crescente de padres, diáconos, consagrados e leigos, com especial referência às famílias e aos catequistas, além de todos os outros dedicados agentes dos vários âmbitos pastorais. A Nova Evangelização tem como sujeito colectivo a Igreja diocesana, mesa de encontro e partilha de tudo quanto o Espírito nos dá ‘para a vida do mundo’…”

ANO DA FÉ

 
SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS

Creio em Deus,
Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra;
e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor,
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria;
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado;
desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia;
subiu aos Céus;
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo.
na santa Igreja Católica;
na comunhão dos Santos;
na remissão dos pecados;
na ressurreição da carne;
na vida eterna. Amém.

PARA REZAR



SALMO 33

As palavras do Senhor são verdadeiras,
as suas obras nascem da fidelidade.
Ele ama a rectidão e a justiça;
terra está cheia da sua bondade.

Os olhos do Senhor velam pelos seus fiéis,
por aqueles que esperam na sua bondade,
para os libertar da morte
e os manter vivos no tempo da fome.

A nossa alma espera no Senhor;
le é o nosso amparo e o nosso escudo.
Nele se alegra o nosso coração
e em seu nome santo confiamos.

enha sobre nós, Senhor, o teu amor
pois depositamos em ti a nossa confiança.

SANTOS POPULARES



BEATO GONÇALO DE LAGOS

Gonçalo nasceu em 1360, em Lagos, no Algarve. Era filho de pescadores de atum e, desde muito cedo, ainda criança, revelo grande dedicação e carinho para com os mais pobres, com quem repartia o atum das dornas do seu pai. Esta atitude está ligada aos primeiros milagres que lhe foram atribuídos; muitos diziam que, depois de distribuir o peixe, encontravam as barricas sempre cheias, como se delas nada se tivesse retirado. Mais tarde, foi com uns seus parentes para Lisboa, onde começou a clarificar a sua vocação e entrou no Convento da Graça, da ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. A sua inteligência tornou-o notado pelos seus superiores que, depois do noviciado, o mandaram frequentar as Escolas Gerais Universitárias, então instaladas próximas daquele mosteiro. A sua humildade levou-o a recusar doutorar-se em Teologia, preferindo ficar apenas como pregador. Foi prior do Mosteiro da Graça, em Santarém; do Convento de S. Lourenço dos Francos e do Convento da Graça, em Lisboa. Finalmente, em1412, tornou-se Prior do Convento da Graça de Torres Vedras. Este convento era tão pobre, que o próprio frei Gonçalo “tinha de andar de alforges às costas a pedir esmolas para manter os seus irmãos”. Sempre que necessário, exercia outras funções, como as de “porteiro, de cozinheiro e, muitas vezes, de enfermeiro, já que para ele cuidar e auxiliar os doentes era uma missão de que não prescindia”. O seu testemunho de pobreza era extraordinário: a sua cama era “um molho de vides, sem travesseiro nem cobertores, vides que eram renovadas todos os anos pelas colheitas”; dormia muito pouco e levava o tempo que lhe restava “em oração e penitência”. Para uma melhor e mais eficiente evangelização, Gonçalo sentava-se todos os dias, ao pôr do sol, à porta do seu convento - por onde passavam os trabalhadores que vinham dos campos e muitos dos que exerciam as suas profissões na vila - para lhes dar conselhos salutares e ensinar-lhes a Doutrina Cristã. A porta do seu convento de Torres Vedras era a sua cátedra. Nas suas visitas pelos montes e casas, pedindo auxílio para o seu convento de Torres Vedras, sentava-se à porta das residências onde aproveitava a oportunidade para ensinar a doutrina cristã e dar bons conselhos, regressando muitas vezes apenas com alguns bocados de pão e pouco mais, mas sempre alegre e contente, dando graças a Deus.“Diz-se que todos muito se honravam por possuírem os bancos onde o Santo Prior se sentava”… Sendo Prior do Convento da Graça de Torres Vedras e realizando-se, em 1413, o Capítulo Provincial no seu Convento (...), em face da pobreza da casa, viu-se na necessidade de se deslocar a Lisboa a pedir uma esmola ao Arcebispo D. João Escudeiro, seu antigo aluno das primeiras letras. (...) O arcebispo em face de semelhante pedido e de quem o fazia (...), ordenou que lhe dessem tudo o que quisesse, mas Gonçalo limitou-se aos pães que os alforges podiam comportar e encheu uma pequena almotolia de azeite e uma borracha de vinho, o que podia conduzir a pé de Lisboa a Torres Vedras. E partiu contente, como sempre, dando graças a Deus pelo que tinha obtido do seu grande amigo.
Porém, o arcebispo enviou-lhe, seguidamente, azémolas carregadas de pão, vinho, carnes, pescado e tudo o que fosse necessário para o funcionamento do Capítulo, ficando o referido prelado edificado com a atitude humilde de Frei Gonçalo de Lagos. Foi, neste convento de Torres Vedras, que viveu os seus últimos anos de vida tendo aí falecido no dia 15 de Outubro de1422. Após a sua morte, continuaram a ser-lhe atribuídos muitos milagres, correndo veloz a sua fama, pelo que, à “sua sepultura, no Convento da Várzea Grande, (...) ía imensa gente, de toda a parte. Como a afluência fosse muita e o presbitério, onde o corpo do Santo se encontrava, fosse pequeno, resolveu a comunidade do convento colocar as relíquias de S. Gonçalo dentro de um arco, na capela onde estava sepultado, do lado do Evangelho, “em rico cofre fechado com duas chaves”. No século XVI, construíram um novo convento. Então, os seus restos mortais foram trasladados para o novo edifício, em 5 de Agosto de 1559. O velho túmulo de pedra só seria levado para o novo convento em 1570. Antes, e por sugestão de D. João II, de 26 de Setembro de 1495, a Câmara de Torres elegeu, no dia 13 de Outubro desse ano, o beato Gonçalo como padroeiro e defensor da vila e concelho de Torres Vedras. Foi beatificado pelo Papa Pio IV, no dia 27 de Março de 1778. O dia da sua memória litúrgica é a 27 de Outubro. ( cf. vedrografias…)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ORDENAÇÃO SACERDOTAL DO P. CÉSAR COSTA






Numa celebração cheia de alegria, o César acolheu a unção de Deus que fez dele ministro do Altíssimo. Na Igreja dos Passionistas, neste Domingo, 14 de Outubro, toda a assembleia, unida pelo sabor sagrado da vocação, respondeu: “Graças a Deus”… A nossa paróquia partilha desta alegria e eleva as mãos ao céu para agradecer o dom do sacerdócio que, daqui para a frente, preencherá a vida do Padre César Costa. Congratulamo-nos com a sua família, com a Congregação dos Missionários Passionistas… Ser padre, hoje mais do que nunca, é ser imagem de Cristo bondade, misericórdia, compreensão, perdão, simplicidade. Desejamos ao P. César a concretização fiel da vontade de Deus, num serviço humilde à Igreja e aos outros, segundo o carisma Passionista. No próximo Domingo, dia 21 de Outubro, às 16.30, na Igreja Matriz de Santa Maria da Feira, viveremos com ele, e com todos os seus amigos, a alegria da sua Missa Nova.

PALAVRAS DO PAPA



- na homilia da Missa de abertura do Sínodo dos Bispos, no dia 7 de Outubro, em Roma

“…Com esta solene concelebração inauguramos a XIII Assembleia-Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que tem como tema: A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã. Esta temática responde a uma orientação programática para a vida da Igreja, de todos os seus membros, das famílias, comunidades, e das suas instituições. Tal perspectiva reforça-se pela coincidência com o início do Ano da Fé, que terá lugar na próxima quinta-feira, dia 11 de Outubro, e pelo 50º aniversário da abertura do Concílio Ecuménico Vaticano II.(…) Queria agora reflectir, ainda que brevemente, sobre a «nova evangelização», relacionando-a com a evangelização ordinária e com a missão ad gentes. A Igreja existe para evangelizar. Fiéis ao mandamento do Senhor Jesus Cristo, os seus discípulos partiram pelo mundo inteiro para anunciar a Boa Nova, fundando, por toda a parte, comunidades cristãs. Com o passar do tempo, essas comunidades tornaram-se Igrejas bem organizadas, com numerosos fiéis. Em determinados períodos da história, a Divina Providência suscitou um renovado dinamismo na acção evangelizadora na Igreja. Basta pensar na evangelização dos povos anglo-saxões e eslavos, ou na transmissão do Evangelho no continente americano, e, em seguida, nos distintos períodos missionários junto dos povos da África, Ásia e Oceania. (…) Também nos nossos tempos, o Espírito Santo suscitou na Igreja um novo impulso para proclamar a Boa Nova, um dinamismo espiritual e pastoral que encontrou a sua expressão mais universal e o seu impulso mais autorizado no Concílio Ecuménico Vaticano II. Este renovado dinamismo de evangelização produz uma influência benéfica sobre os dois "ramos" concretos que se desenvolvem a partir dela, ou seja, por um lado, a missio ad gentes, isto é, a proclamação do Evangelho para aqueles que ainda não conhecem a Jesus Cristo e a Sua mensagem de salvação; e, por outro lado, a nova evangelização, destinada principalmente às pessoas que, embora baptizadas, se distanciaram da Igreja e vivem sem levar em conta prática cristã. A Assembleia sinodal, que se abre hoje, é dedicada a essa nova evangelização, para ajudar essas pessoas a terem um novo encontro com o Senhor, o único que dá sentido profundo e paz à nossa existência; para favorecer a redescoberta da fé, a fonte de graça que traz alegria e esperança à vida pessoal, familiar e social. Obviamente, esta orientação particular não deve diminuir nem o impulso missionário, em sentido próprio, nem as actividades ordinárias de evangelização nas nossas comunidades cristãs. Na verdade, os três aspectos da única realidade de evangelização completam-se e fecundam-se mutuamente.(…)” ( cf. Zenit )

ANO DA FÉ



“ A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de facto, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O próprio Concílio, na Constituição dogmática Lumen gentium, afirma: «Enquanto Cristo “santo, inocente, imaculado” (Heb 7, 26), não conheceu o pecado (cf. 2 Cor 5, 21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (cf. Heb 2, 17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A Igreja “prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus”, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cf. 1 Cor 11, 26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz».[11] Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados (cf. Act 5, 31). Para o apóstolo Paulo, este amor introduz o homem numa vida nova: «Pelo Baptismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova» (Rm 6, 4). Em virtude da fé, esta vida nova plasma toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afectos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida. A «fé, que actua pelo amor» (Gl 5, 6), torna-se um novo critério de entendimento e de acção, que muda toda a vida do homem (cf. Rm 12, 2; Cl 3, 9-10; Ef 4, 20-29; 2 Cor 5, 17). ( nº 6, Porta Fidei, Papa Bento XVI, Santa Sé)

PARA REZAR



SALMO 90

Ensina-nos a contar assim os nossos dias,
para podermos chegar ao coração da sabedoria.

Volta, Senhor! Até quando...?
Tem compaixão dos teus servos.
Sacia-nos pela manhã com os teus favores,
para podermos cantar e exultar todos os dias.
Alegra-nos pelos dias em que nos afligiste
pelos anos em que sofremos a desgraça.

Manifesta aos teus servos a tua obra,
e aos filhos deles, o teu esplendor.
Venham sobre nós as graças do Senhor, nosso Deus!
Confirma em nosso favor a obra das nossas mãos;
faz prosperar a obra das nossas mãos.

SANTOS POPULARES



SÃO PAULO DA CRUZ

Paulo Danei Massari nasceu em Ovada, na Itália, no dia 3 de Janeiro de 1694. Mais tarde, mudou-se para Castellazzo Bormida, não muito longe da sua terra natal. A sua mãe ensinou- o a ver na Paixão de Jesus Cristo a força para superar todas as provas e dificuldades. Assim, enamorado de Jesus crucificado, desde criança, quis entregar-Lhe toda a sua vida. Por volta de 1715-1716, desejoso de servir a Cristo, apresentou-se em Veneza e alistou-se no exército. Queria lutar contra os turcos, que então ameaçavam a Europa, com mística de cruzado. Enquanto adorava o Santíssimo Sacramento numa igreja, compreendeu que não era aquela a sua vocação. Abandonou a carreira militar, serviu durante alguns meses uma família e regressou a casa. Embora o seu tio sacerdote prometesse deixar-lhe toda a sua herança no caso de vir a casar, Paulo renunciou à oferta. Diz-se que uma aparição da Virgem Maria permitiu-lhe conhecer o hábito, o emblema e o estilo de vida do futuro Instituto, que teria sempre Jesus Cristo crucificado como centro. O bispo de Alexandria, Mons. Gattinara, ouvido o conselho de confessores prudentes, revestiu-o com o hábito da Paixão, a 22 de Novembro de 1720. Decidiu passar 40 dias na sacristia da igreja de S. Carlos, em Castellazzo. As suas experiências e o seu estado de espírito, durante aquela "quarentena" conservaram-se até hoje com o nome de "Diário Espiritual". Além disso, elaborou um esboço das regras, destinadas a possíveis companheiros, aos quais chamava de "Os Pobres de Jesus". O seu irmão João Baptista, que o visitava, quis associar-se a ele, mas Paulo, naquela altura, não o permitiu. Concluída a experiência, o bispo autorizou-o a viver na ermida de Santo Estevão, em Castellazzo, e a realizar apostolado como leigo. No verão de 1721, viajou até Roma, no intuito de obter uma audiência papal para explicar as luzes recebidas acerca de uma futura Congregação. Os oficiais do Monte Quirinal, onde
residia o papa, não o deixaram entrar, pois pareceu-lhes tratar-se de mais um aventureiro. Aceitou a humilhação que o configurava a Jesus crucificado e, na Basílica de Santa Maria Maior, perante a Virgem "Salus Populi Romani", fez voto de se consagrar a promover a memória da Paixão de Jesus Cristo. De regresso à sua terra, deteve-se um pouco em Orbetello, na ermida da Anunciação do Monte Argentário. Ao chegar a Castellazzo, encontrou-se com o seu irmão João Baptista e, juntos, resolveram levar uma vida eremítica no Monte Argentário. Depois, a convite de Mons. Pignatelli, deslocaram-se para a ermida de Nossa Senhora, em Gaeta Mais tarde, Mons. Cavallieri recebeu-os durante algum tempo, em Troia, tendo regressado a Gaeta, mas, desta vez, para o Santuário da Virgem da "Civita", em Itri. Os esforços para fundar uma comunidade fracassavam sempre. Para serem pregadores da Paixão era necessário tornarem-se sacerdotes. Por isso, resolveram viajar para Roma. Enquanto estudavam Teologia, foram prestando o seu serviço no hospital, atendendo os doentes infectados pela peste. O Papa saudou-os no Monte Célio, junto à igreja chamada "La Navicella" (Santa Maria em Navicella), e deu-lhes uma autorização oral de poderem fundar a ordem no Monte Argentário. Uma vez ordenados sacerdotes, em 1727, os dois irmãos abandonaram Roma e dirigiram-se para o Monte Argentário. Iniciaram o seu apostolado entre pescadores, lenhadores, pastores etc. Rapidamente foram-se juntando outros companheiros, entre eles o seu irmão António e sacerdotes bem preparados. Os bispos dirigiam-lhes pedidos para missionarem as terras daquela zona. Quando ali se declarou a guerra dos Presídios, Paulo exercia o seu ministério em ambas as facções, sendo bem recebido dos dois lados. O primeiro convento, dedicado à Apresentação, foi inaugurado em 1737. Paulo apresentou as Regras para o novo Instituto, em Roma. Depois de algumas alterações, viriam a ser aprovadas pelo papa Bento XIV, em 1741. Embora tenha sido sempre Superior Geral, desde 1747, não deixou de pregar nem de escrever cartas como director espiritual. O Instituto teve alguma oposição dentro de um sector da Igreja, facto que determinou a suspensão da fundação de vários conventos, até que uma comissão pontifícia deliberasse em favor dos Passionistas. Defendeu sempre, com grande determinação, o espírito de solidão, pobreza e oração, não só com os seus conselhos, mas indicando também o exemplo do seu irmão João Baptista. Quando este morreu em 1765, Paulo sentiu-se como um órfão. Após a supressão da Companhia de Jesus, Clemente XIV levou os Padres da Paixão à igreja de S. André do Quirinal e concedeu a Paulo da Cruz a casa e a Basílica dos Santos João e Paulo, que eles mantinham no Monte Célio. Nela, a dois passos do Coliseu de Roma, viveu o santo os últimos anos da sua vida; ali recebeu as visitas de Clemente XIV, em 1774, e de Pio VII, em 1775, e aí faleceu, no dia 18 de Outubro desse ano. Os seus restos mortais conservam-se em capela própria, inaugurada na Basílica dos Santos João e Paulo, em 1880. Foi beatificado, em 1 de Maio de 1853, e canonizado no dia 29 de Junho de 1867, pelo Papa Pio IX. A sua festa litúrgica celebra-se no dia 19 de Outubro. ( cf.Wikipédia )

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

CATEQUESE PAROQUIAL




Hoje, Sábado, dia 6 de Outubro, na Eucaristia, os catequistas da Igreja Matriz celebraram a renovação do seu compromisso. Diante da comunidade, manifestaram a sua disponibilidade para a missão que a Igreja lhes confia: testemunhar Jesus e comunicá-l’O, com o exemplo das suas vidas, às crianças e jovens que, de coração simples e aberto, querem acolher Jesus e os valores da fé cristã. Sendo uma tarefa difícil, confiam na presença do Espírito, na acção da graça de Deus, no amor de Jesus e na colaboração e na oração das famílias. Da fórmula de compromisso, destacamos: “…Comprometemo-nos, na medida das nossas possibilidades,a aprofundar, cada vez mais, a mensagem do Evangelho; a viver, com determinação e esperança, os valores da fé em Jesus Cristo; a fazer ecoar o Evangelho com o testemunho das nossas obras; a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que os catequizandos e as suas famílias possam chegar à comunhão com Jesus Cristo e viverem a sua vida com a marca da Fé…” A paróquia agradece a dedicação destes homens e mulheres que, esquecendo tantos sacrifícios, se dedicam, de alma e coração, ao serviço dos outros.

 

PALAVRAS DO PAPA


- na homilia, no Santuário de Nossa Senhora do Loreto, no dia 4 de Outubro

“…Na crise actual que atinge não apenas a economia, mas vários sectores da sociedade, a Encarnação do Filho de Deus fala-nos de quanto o homem é importante para Deus e Deus para o homem. Sem Deus o homem acaba por deixar prevalecer o seu egoísmo sobre a solidariedade e sobre o amor, as coisas materiais sobre os valores, o ter sobre o ser. É preciso voltar para Deus para que o homem volte a ser homem. Com Deus, mesmo nos momentos difíceis, de crise, o horizonte da esperança não desaparece: a Encarnação diz-nos que jamais estamos sozinhos; Deus entrou em nossa humanidade e acompanha-nos. (…) Existe ainda um ponto importante do relato evangélico da Anunciação que quero destacar; um aspecto que jamais deixa de maravilhar-nos: Deus pede o "sim" do homem; criou um interlocutor livre; pede que a sua criatura Lhe responda com plena liberdade. São Bernardo de Claraval, num dos seus Sermões mais célebres, quase "representa" a espera da parte de Deus e da humanidade pelo "sim" de Maria, dirigindo-se a ela com uma súplica: «O anjo espera a vossa resposta, porque chegou o tempo de voltar ao que o enviou... Ó Senhora, dai essa resposta (…) que os céus esperam. Como o Rei e Senhor de todos desejava ver a vossa beleza, assim deseja ardentemente a vossa resposta afirmativa... Levantai-vos, correi, abri! Levantai-vos com a fé, apressai-vos com a vossa oferta, abri com a vossa adesão!» (In laudibus Virginis Matris, Hom. IV, 8: Opera omnia, Edit. Cisterc. 4, 1966, p. 53s). Deus pede a livre adesão de Maria para se tornar homem. Certo, o "sim" da Virgem é fruto da Graça divina. Mas a graça não elimina a liberdade; pelo contrário, cria-a e a sustém. A fé não tolhe nada à criatura humana, mas permite a sua plena e definitiva realização” (cf. Zenit )

MENSAGEM DO BISPO DO PORTO



“…De partida para o Sínodo dos Bispos, que decorre este mês em Roma, deixo-vos uma breve partilha de algo que levo no pensamento e no coração, a propósito do tema que nele será versado: “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”. Comemoram-se os cinquenta anos do início do Concílio Vaticano II e abre-se o Ano da Fé. Eu e os irmãos Bispos que comigo exercem o ministério na Diocese do Porto, dirigimos-vos, em Junho passado, uma Carta a este propósito, tentando resumir a mensagem central do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica, radicando em Cristo o que podemos saber e devemos testemunhar sobre Deus e a vida a partir de Deus. Reconhecendo a real dificuldade em assimilar toda a reflexão eclesial e as propostas do magistério ao longo de meio século, oferecemos-vos um breve roteiro, ou ponto de partida, para a mais fácil compreensão do todo. Estou certo de que o aproveitareis ao
longo do Ano da Fé e das Jornadas Vicariais que o pontearão na Diocese, bem como na reflexão pessoal e comunitária. Na verdade, a nossa sociedade requer a presença consciente e activa dos cristãos, só possível com a consciência mais certa e a consequência mais justa da fé que professamos: Devemo-nos isto, a nós e para os outros. No Sínodo, terei ocasião de participar na grande partilha que faremos sobre o tema da “Nova Evangelização” que o Papa João Paulo II, em boa hora, trouxe à reflexão e à vida da Igreja. De todo o mundo virão contribuições, alimentadas pela vida das Igrejas particulares nas diversas sociedades e culturas. Terei também ocasião de partilhar a experiência portuense e portuguesa, especialmente motivada pelo que tem
sido feito desde a visita ‘ad limina’ de 2007, procurando ‘repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal’…” ( da mensagem de D. Manuel Clemente sobre a Nova Evangelização, 4 de Outubro de 2012, Diocese do Porto)

ANO DA FÉ



“…Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida (cf. Mt 5, 13-16). Também o homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde jorra água viva (cf. Jo 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. Jo 6, 51). De facto, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma força, este ensinamento de Jesus: «Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna» (Jo 6, 27). E a questão, então posta por aqueles que O escutavam, é a mesma que colocamos nós também hoje: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?» (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de Jesus: «A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou» (Jo 6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação.” ( nº 3, Porta Fidei, Santa Sé )