PALAVRA COM SENTIDO
“…Hás-de temer o Senhor, teu Deus…” (cf. Deuteronómio 6, 2)
Só Deus é Deus e Senhor. E não há outro Deus a quem amar, servir, adorar, acreditar, rezar, agradecer… Temer o Senhor não é ‘ter medo de Deus’. Não precisamos ter medo de Deus: Ele é amor, perdão, misericórdia, alegria, paz, salvação e esperança… Temer o Senhor é reconhecer a grandeza do seu poder; a santidade do seu nome; a ternura que nos dedica; a alegria da vida que nos oferece. Temer o Senhor é acolher a sua Palavra; cumprir os seus mandamentos; responder com fidelidade aos seus apelos; confiar na sua promessa e anunciá-la com a bondade dos nossos gestos. Quem ‘teme a Deus’ procura fazer tudo para não pecar contra ele; fazer nascer no coração o receio e a tristeza de o poder ofender. O apelo feito pela palavra de Deus aponta-nos o caminho da verdade, da justiça, da caridade, da compaixão. Uma grande exigência que nos trará a felicidade e a bênção.
domingo, 30 de dezembro de 2012
FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA
PALAVRA DO PAPA
ANO DA FÉ
Aqueles que não apreciam suficientemente o valor da vida humana, chegando a defender, por exemplo, a liberalização do aborto, talvez não se dêem conta de que assim estão a propor a prossecução duma paz ilusória. A fuga das responsabilidades, que deprecia a pessoa humana, e mais ainda o assassinato de um ser humano indefeso e inocente nunca poderão gerar felicidade nem a paz. Na verdade, como se pode pensar em realizar a paz, o desenvolvimento integral dos povos ou a própria salvaguarda do ambiente, sem estar tutelado o direito à vida dos mais frágeis, a começar pelos nascituros? Qualquer lesão à vida, de modo especial na sua origem, provoca inevitavelmente danos irreparáveis ao desenvolvimento, à paz, ao ambiente. Tão pouco é justo codificar ardilosamente falsos direitos ou opções que, baseados numa visão redutiva e relativista do ser humano e com o hábil recurso a expressões ambíguas tendentes a favorecer um suposto direito ao aborto e à eutanásia, ameaçam o direito fundamental à vida.
Também a estrutura natural do matrimónio, como união entre um homem e uma mulher, deve ser reconhecida e promovida contra as tentativas de a tornar, juridicamente, equivalente a formas radicalmente diversas de união que, na realidade, a prejudicam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu carácter peculiar e a sua insubstituível função social.
Estes princípios não são verdades de fé, nem uma mera derivação do direito à liberdade religiosa; mas estão inscritos na própria natureza humana – sendo reconhecíveis pela razão – e consequentemente comuns a toda a humanidade. Por conseguinte, a acção da Igreja para os promover não tem carácter confessional, mas dirige-se a todas as pessoas, independentemente da sua filiação religiosa. Tal acção é ainda mais necessária quando estes princípios são negados ou mal entendidos, porque isso constitui uma ofensa contra a verdade da pessoa humana, uma ferida grave infligida à justiça e à paz.
Por isso, uma importante colaboração para a paz é dada também pelos ordenamentos jurídicos e a administração da justiça quando reconhecem o direito ao uso do princípio da objecção de consciência face a leis e medidas governamentais que atentem contra a dignidade humana, como o aborto e a eutanásia.
Entre os direitos humanos basilares mesmo para a vida pacífica dos povos, conta-se o direito dos indivíduos e comunidades à liberdade religiosa. Neste momento histórico, torna-se cada vez mais importante que este direito seja promovido não só negativamente, como liberdade de – por exemplo, de obrigações e coacções quanto à liberdade de escolher a própria religião –, mas também positivamente, nas suas várias articulações, como liberdade para, por exemplo, testemunhar a própria religião, anunciar e comunicar a sua doutrina; para realizar actividades educativas, de beneficência e de assistência que permitem aplicar os preceitos religiosos; para existir e actuar como organismos sociais, estruturados de acordo com os princípios doutrinais e as finalidades institucionais que lhe são próprias. Infelizmente vão-se multiplicando, mesmo em países de antiga tradição cristã, os episódios de intolerância religiosa, especialmente contra o cristianismo e aqueles que se limitam a usar os sinais identificadores da própria religião.
O obreiro da paz deve ter presente também que as ideologias do liberalismo radical e da tecnocracia insinuam, numa percentagem cada vez maior da opinião pública, a convicção de que o crescimento económico se deve conseguir mesmo à custa da erosão da função social do Estado e das redes de solidariedade da sociedade civil, bem como dos direitos e deveres sociais. Ora, há que considerar que estes direitos e deveres são fundamentais para a plena realização de outros, a começar pelos direitos civis e políticos.
E, entre os direitos e deveres sociais actualmente mais ameaçados, conta-se o direito ao trabalho. Isto é devido ao facto, que se verifica cada vez mais, de o trabalho e o justo reconhecimento do estatuto jurídico dos trabalhadores não serem adequadamente valorizados, porque o crescimento económico dependeria sobretudo da liberdade total dos mercados. Assim o trabalho é considerado uma variável dependente dos mecanismos económicos e financeiros. A propósito disto, volto a afirmar que não só a dignidade do homem mas também razões económicas, sociais e políticas exigem que se continue « a perseguir como prioritário o objectivo do acesso ao trabalho para todos, ou da sua manutenção ». Para se realizar este ambicioso objectivo, é condição preliminar uma renovada apreciação do trabalho, fundada em princípios éticos e valores espirituais, que revigore a sua concepção como bem fundamental para a pessoa, a família, a sociedade. A um tal bem corresponde um dever e um direito, que exigem novas e ousadas políticas de trabalho para todos…”
PARA REZAR
SANTOS POPULARES
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
MENSAGEM DE NATAL
MENSAGEM DE NATAL DO PAPA
Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro, boas-festas de Natal para todos vós e vossas famílias!
ANO DA FÉ
PARA REZAR
domingo, 16 de dezembro de 2012
PALAVRAS DO PAPA
ANO DA FÉ
PARA REZAR
Ó Sol do novo dia, Luz, Verdade,
Vencei da noite o sono tão profundo.
Chegue depressa o tão feliz momento
e contemplar a luz da vossa glória!
De tantos males somos esmagados!
Abri a vossa mão libertadora!
SANTOS POPULARES
SÃO PEDRO CANÍSIO
- da catequese do Papa Bento XVI, em 9 de Fevereiro de 2011
Hoje, gostaria de vos falar de Pedro Canísio, uma figura importante na Igreja Católica do século XVI. Nasceu no dia 8 de Maio de 1521, em Nijmegen, na Holanda. O seu pai era o Presidente da Câmara daquela cidade. Enquanto estudava na Universidade de Colónia, na Alemanha, visitava os monges cartuxos de Santa Bárbara - um centro dinamizador da vida católica – e contactava com outros homens piedosos que cultivavam a espiritualidade chamada devotio moderna. Entrou na Companhia de Jesus a 8 de Maio de 1543, em Mainz (Renânia-Palatinado), depois ter frequentado um curso de exercícios espirituais sob a supervisão do Beato Pedro Faber, um dos primeiros companheiros de Santo Inácio de Loyola. Foi ordenado sacerdote, em Junho 1546, em Colónia, e, no ano seguinte, esteve presente no Concílio de Trento, como teólogo do Bispo da Áustria, o cardeal Otto Truchsess von Waldburg, onde trabalhou com outros dois jesuitas, Diego Lainez e Alfonso Salmeron. Em 1548, Inácio de Loyola mandou-o para Roma, para completar a sua formação espiritual no Colégio de Messina, onde realizou humildes serviços domésticos. Em Bologna, obteve o doutoramento em teologia, no dia 4 de Outubro de 1549. Logo de seguida, foi enviado por Santo Inácio à Alemanha, para se dedicar ao apostolado. Em 2 de Setembro daquele ano, 1549, visitou o Papa Paulo III, em Castel Gandolfo. Depois disso, foi à Basílica de São Pedro para rezar. Aí, implorou a ajuda dos grandes apóstolos Pedro e Paulo, para que dessem uma eficácia permanente à bênção apostólica - que tinha recebido do Papa - para poder cumprir o desígnio de Deus e realizar plenamente a missão que lhe foi confiada. No seu diário, escreveu algumas das palavras da oração que fez: "Lá, senti um grande consolo e a presença da graça que me foram concedidos por meio desses intercessores (Pedro e Paulo). Eles confirmaram a minha missão na Alemanha e pareciam transmitir-me, como apóstolo da Alemanha, o apoio da sua benevolência. Senhor, tu conheces de que maneira e quantas vezes, nesse mesmo dia, me confiaste a Alemanha; quero cuidar dela e por ela desejo viver e morrer". Devemos lembrar que estamos na época da Reforma luterana, no momento em que a fé católica - nos países de língua germânica - diante do fascínio da Reforma, parecia estar a apagar-se. Era uma tarefa quase impossível para Pedro Canísio, responsável pela revitalização e pela renovação da fé católica nos países germânicos. Isso só seria possível com a força da oração; só seria possível apenas a partir de uma profunda amizade com Jesus Cristo; a partir da amizade com Cristo no seu Corpo, a Igreja, que é alimentada na Eucaristia, sua presença real. Fiel à missão que recebeu de Inácio e do Papa Paulo III, Pedro Canísio partiu para a Alemanha. Foi, em primeiro lugar, ao Ducado da Baviera, que durante muitos anos foi a sede do seu ministério. Como decano, reitor e vice-chanceler da Universidade de Ingolstadt, cuidou da vida acadêmica do Instituto e da reforma religiosa e moral do povo. Em Viena - onde, por um breve tempo, foi administrador da diocese - desenvolveu o seu ministério pastoral nos hospitais e nas prisões, tanto na cidade como no campo, e preparou a publicação do Catecismo. Em 1556, fundou o Colégio de Praga e, até 1569, foi o primeiro superior da Província Jesuíta da Alta Alemanha. Entre outras tarefas, estabeleceu - nos países germânicos - uma densa rede de comunidades da sua Ordem, especialmente colégios, que foram pontos de partida para a reforma católica, para a renovação da fé católica… Em 1580, retirou-se para Friburgo, na Suíça, dedicando-se inteiramente à pregação e à composição das suas obras… Foi editor das obras completas de São Cirilo de Alexandria e de São Leão Magno, das Cartas de São Jerónimo e das Orações de São Nicolau de Flüe. Publicou livros de devoção em vários idiomas, biografias de alguns santos suíços e muitos textos de homilética. Mas os seus escritos mais populares foram os três Catecismos elaborados entre 1555 e 1558. O primeiro foi desenvolvido para estudantes que já tinham um nível de compreensão das noções elementares de teologia; o segundo, para as crianças, para o início da instrução religiosa; o terceiro, para jovens com uma formação escolar média ou superior. A doutrina católica foi exposta em forma de perguntas e respostas breves, usando os termos bíblicos de forma muito clara e simples. Morreu na Suíça, em 21 de Dezembro de 1597. Foi beatificado pelo Beato Pio IX, em 1864; proclamado, em 1897, o segundo Apóstolo da Alemanha pelo Papa Leão XIII. Foi canonizado pelo Papa Pio XI e proclamado Doutor da Igreja, em 1925. A sua memória litúrgica faz-se no dia 21 de Dezembro.
sábado, 8 de dezembro de 2012
PALAVRAS DO PAPA
ANO DA FÉ
II. Igreja de S. Gonçalo (Amarante)
III. Igreja Matriz de Santa Maria da Feira
IV. Santuário de Nossa Senhora da Assunção (Santo Tirso)
V. Santuário de Nossa Senhora da Piedade (Penafiel)
VI. Santuário de Nossa Senhora da La Salette (Oliveira de Azeméis)
VII. Santuário de Santa Quitéria (Felgueiras)
VIII. Santuário Diocesano de Santa Rita (Ermesinde)
IX. Santuário do Menino Jesus de Praga (Avessadas - Marco de Canaveses)
X. Santuário do Monte da Virgem (Vila Nova de Gaia)
P António Coelho, Vigário Geral
PARA REZAR
Embora seja noite.
Embora seja noite.
Embora seja noite.
Embora seja noite.
Embora seja noite.
Embora seja noite.
Embora seja noite.
Embora seja noite.
E esta eterna fonte está escondida
Em este vivo pão a dar-nos vida,
Embora seja noite.
Porque é de noite.
Embora de noite.
SANTOS POPULARES
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
A PARÓQUIA DA FEIRA ASSINALA O ANO DA FÉ
16h00H | Igreja Matriz
21H00 | Igreja Matriz
17H00 | Centro de Cultura e Recreio do Orfeão da Feira
ADVENTO
O tempo do Advento celebra a expectativa da vinda do Senhor. Tem uma duração de quatro semanas: de 2 a 24 de Dezembro. Ao longo deste tempo, queremos reavivar a esperança da vinda do Senhor: da Sua vinda, no fim dos tempos; da Sua vinda em cada hora, de cada dia; a Sua vinda há cerca de dois mil anos. Ao prepararmos o Natal, somos convidados a viver com mais alegria, com mais fidelidade, com mais caridade dando testemunho da nossa fé em tudo o que o Senhor fez para nos salvar. A liturgia do Advento mostra, através de vários sinais, a dinâmica da espera que desemboca na alegria do Natal: nas orações e na palavra de cada Domingo, repetem-se, muitas vezes, expressões como: “vem, Senhor Jesus”, “a salvação está próxima”, “preparai os caminhos do Senhor”; não se reza ou canta o “Glória”; a música torna- se mais sóbria; reduz-se a decoração dos altares; as vestes litúrgicas tomam a cor roxa. Acerca do Advento, disse o Papa Bento XVI:

“…O Advento, este tempo litúrgico forte que estamos a começar, convida-nos a determo-nos para captar uma presença. É um convite a compreender que os acontecimentos de cada dia são gestos que Deus nos dirige, sinais da atenção que Ele tem por cada um de nós. Quantas vezes, Deus nos faz sentir algo do seu amor! Escrever, por assim dizer, um "diário interior" deste amor seria uma tarefa bonita e saudável para a nossa vida! O Advento convida-nos e estimula-nos a contemplar o Senhor que está presente. A certeza da sua presença não deveria ajudar-nos a ver o mundo com olhos diferentes? Não deveria ajudar-nos a considerar toda a nossa existência como uma "visita", um modo em que Ele pode vir ter connosco e estar ao nosso lado em cada situação? ...”


















