PALAVRA COM SENTIDO
“…Hás-de temer o Senhor, teu Deus…” (cf. Deuteronómio 6, 2)
Só Deus é Deus e Senhor. E não há outro Deus a quem amar, servir, adorar, acreditar, rezar, agradecer… Temer o Senhor não é ‘ter medo de Deus’. Não precisamos ter medo de Deus: Ele é amor, perdão, misericórdia, alegria, paz, salvação e esperança… Temer o Senhor é reconhecer a grandeza do seu poder; a santidade do seu nome; a ternura que nos dedica; a alegria da vida que nos oferece. Temer o Senhor é acolher a sua Palavra; cumprir os seus mandamentos; responder com fidelidade aos seus apelos; confiar na sua promessa e anunciá-la com a bondade dos nossos gestos. Quem ‘teme a Deus’ procura fazer tudo para não pecar contra ele; fazer nascer no coração o receio e a tristeza de o poder ofender. O apelo feito pela palavra de Deus aponta-nos o caminho da verdade, da justiça, da caridade, da compaixão. Uma grande exigência que nos trará a felicidade e a bênção.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
SANTOS POPULARES
terça-feira, 21 de maio de 2013
PROFISSÃO DE FÉ
Neste Domingo, dia 19 de Maio, dia de Pentecostes, as crianças do 6º ano de catequese da Igreja Matriz fizeram a sua profissão de fé. À sua medida, proclamaram o seu desejo de viver para Jesus, na fidelidade aos compromissos baptismais, testemunhando a força do seu amor que transforma o mundo. Baptizados na fé dos seus pais e padrinhos, expressão da fé da Igreja, são convidados a mostrar, nas suas obras, que o seu coração pertence a Jesus; que a sua vida é para Deus; que o seu agir, os seus sentimentos e as suas decisões têm a marca do Espírito Santo; que, dia-a-dia, se esforçarão por crescer e permanecer no caminho da santidade. A comunidade cristã sente-se mais viva e mais responsável. A verdade da nova evangelização desafia-a à coragem, à renovação interior, ao anúncio de Cristo vivo e presente na vida. Que estes tempos fortes de celebração não passem em vão.
SOLENIDADE DO PENTECOSTES
D. MANUEL CLEMENTE NOMEADO PATRIARCA DE LISBOA
Levarei comigo e em ação de graças as mil e uma expressões da amizade com que me recebestes e ajudastes no exercício do ministério. Nas comunidades cristãs, nas várias associações de fiéis e movimentos, nos institutos religiosos e seculares, bem como nas diversas instituições públicas e civis da grande região portuense, encontrei sempre o mais generoso acolhimento e a vontade firme de servir o bem comum. Em tempos tão exigentes como os que atravessamos, todas essas realidades a que dais corpo e alma são a melhor garantia daquele futuro fraterno, justo e solidário, de que ninguém desistirá decerto. Quando vos saudei em 2007, disse trazer um só propósito e programa: conhecer, servir e amar a Diocese do Porto. Com a graça de Deus, algo se cumpriu de tal desiderato. Conheci-vos de perto, servi-vos como pude e com estima que permanece, em perpétua gratidão. Em tudo foi da maior valia a colaboração de muitos, começando pelos Senhores Bispos que me acompanharam no serviço diocesano, com incansável entrega. Com eles, os vigários gerais, os membros do colégio de consultores (cabido da sé) e todos os membros da cúria diocesana e da casa episcopal; bem assim os responsáveis pelos nossos três seminários diocesanos, os vigários da vara e seus adjuntos, os responsáveis pelos secretariados diocesanos, os membros dos conselhos presbiteral e pastoral e de outros conselhos e comissões, instâncias de participação e organismos. Referência especialíssima quero fazer ao clero paroquial, secular ou regular, incansável na sua dedicação ao serviço quotidiano do Povo de Deus, especialmente aonde tem de acumular várias comunidades e serviços. Saliento também os diáconos permanentes, os consagrados/as e os milhares de fiéis leigos que colaboram ativamente na catequese e no serviço da Palavra e da oração, na vida litúrgica e na ação sociocaritativa. Grande e bela é a Diocese do Porto, na imensa aplicação dos seus membros ao serviço de Deus e do próximo! É por tudo isto que vos quero reiterar uma palavra de agradecimento e bons votos. Agradecimento, que traduzirei em oração por todos e cada um de vós, as vossas comunidades e famílias. A minha entrada no Patriarcado será a 7 de julho, ficando convosco até perto desse dia. O coração não tem distância, só profundidade acrescida. Aqui ou além, continuaremos juntos, no coração de Deus.
Sempre vosso amigo e irmão,
PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO
“…O Espírito Santo guia a Igreja e cada um de nós para a Verdade. Diante de uma época como a nossa, em que impera o relativismo, é importante lembrar que Espírito Santo é Aquele que nos permite encontrar a Verdade. Ter encontro com a Verdade que se fez carne: Jesus Cristo. De facto, a acção do Divino Paráclito consiste em recordar e imprimir no coração dos fiéis as Palavras de Jesus, fazendo com que estas se transformem em princípio e guia da vida cristã. É do íntimo de nós mesmos que nascem as nossas acções; é o coração que deve converter-se a Deus, e o Espírito Santo transforma-o se nos abrirmos a Ele. Neste Ano da Fé, somos convidados, seguindo o exemplo de docilidade de Nossa Senhora, a deixar-nos inundar pela luz do Espírito Santo, predispondo-nos à Sua acção, buscando conhecer mais a Cristo e as verdades da fé: meditando a Sagrada Escritura, estudando o Catecismo e aproximando-se com mais frequência dos sacramentos…”
PARA REZAR
Abri os corações ao sopro do Senhor.
Que infunde vida nova às almas que visita:
Um povo novo sai das águas,
Das águas em que paira o Espírito da Luz.
Abri os corações ao sopro do Senhor.
Lançai o vosso corpo entre as línguas de fogo
Que queima e purifica o coração da terra.
Tendes na fronte marcas sagradas:
O Verbo de Jesus é o Verbo da vitória.
Abri os corações ao sopro do Senhor.
Dai todo o vosso ser às sementes do Céu
Que vem juntar-se em vós a todo o sofrimento.
O Corpo do Senhor é feito das angústias
De quantos neste mundo a injustiça esmaga.
Abri os corações ao sopro do Senhor.
Olhai dentro de vós o Hóspede divino,
Sem nada mais querer senão esta presença.
Vivei do Espírito e para o Espírito
Nas vossas orações e nos vossos silêncios.
Abri os corações ao sopro do Senhor.
SANTOS POPULARES
domingo, 12 de maio de 2013
SEMANA DA VIDA
SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR
PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA REZAR
O nosso bom Jesus, manso Cordeiro,
Que por nós nele a vida ofereceu;
Levou cativo o nosso cativeiro,
Subindo para o Céu, donde desceu:
Em pago de nos dar a liberdade
Dêmos-Lhe nós a nossa saudade.
Que d’Ele, que subia, saudosos
Não lhes lembrava já coisa da vida.
Dêmos-Lhe com suspiros piedosos
Em doce pranto a alma consumada,
Pois Ele no-la pôs em liberdade;
Dêmos-Lhe nós a nossa saudade.
SANTOS POPULARES
Gemma
Maria Humberta Pia Galgani nasceu no dia 12 de Março de 1878, em Borgonuovo, um
pequeno povoado perto da cidade de Lucca, na Itália. O seu pai era farmacêutico e descendente
do Beato João Leonardi. A sua mãe era de origem humilde. Os Galgani eram católicos, muito piedosos. Gemma recebeu este nome porque os pais a acolheram
como a pedra mais preciosa das suas vidas e desejando que se tornasse preciosa
aos olhos de Deus e da Igreja. ( Gemma, em italiano, significa pedra preciosa ). Gema
Galgani teve uma infância feliz, cercada das coisas do cristianismo. Muito
pequena, aprendeu orações que não se cansava de recitar e pedia constantemente
à mãe que lhe contasse coisas da vida de Jesus. Os valores da fé e da religião
entranharam-se, profundamente, no seu coração de criança. Mas esta felicidade
terminou aos sete anos. A sua mãe morreu precocemente e a dor da sua falta
levou ao falecimento, também prematuro, do pai. Ficando órfã, caiu doente e só
suplantou a grave enfermidade graças ao abrigo e cuidados encontrados no seio
de uma família de Lucca. Família muito católica, adoptou-a e cuidou da sua
formação. Gemma, com a tragédia da perda dos pais, apegou-se ainda mais à religião.
Recebeu a Primeira Comunhão antes do tempo marcado para as outras meninas e levava
tão a sério o preceito da caridade que dividia a sua merenda com os mais
pobres. Manifestou sempre a vontade de se tornar freira. Depois de ter tido, em
sonhos, a visão de Nossa Senhora, pediu para entrar no convento da Ordem das
Passionistas de Corneto. Porém, a resposta foi negativa. Muito triste com a
recusa, fez por si mesma e para si mesma o juramento do serviço religioso e os
votos de castidade e caridade. Factos extraordinários começaram, então, a acontecer
na sua vida. Quando rezava, Gemma era constantemente vista rodeada de uma luz
divina. Conversava com anjos e recebia a visita de São Gabriel da Virgem
Dolorosa, santo passionista como ela desejara ser. Apareceram no seu corpo os
estigmas de Cristo - as marcas da Sua crucifixão - que lhe trouxeram terríveis
sofrimentos. Mas, incarnar os sofrimentos de Cristo era tudo o que ela desejava.
Ficando cada vez mais fraca fisicamente, os estigmas e as penitências que se
auto infligia acabaram por consumir a sua vida. Padeceu muitas provações, mas
nunca se queixou ou deixou de confiar em Jesus. Muito doente, Gemma Galgani morreu
aos 25 anos. Uma das irmãs que a acompanhou na hora da sua morte
vestiu-lhe o hábito dos Passionistas, que era a ordem à qual Gemma sempre
aspirou. Gemma Galgani morreu no dia 11 de Abril de 1903, Sábado Santo, com
fama de santa. Logo se expandiu a devoção à “Virgem
de Luca” como é conhecida. Muitos milagres são atribuídos à sua intercessão.
Gemma Galgani foi beatificada pelo Papa Pio XI, no dia 14 de Maio de 1933 e
canonizada no dia 2 de Maio de 1940, pelo Papa Pio XII. A sua memória litúrgica
faz-se no dia 11 de Abril. Os Missionários Passionistas e a Diocese de Lucca
celebram-na no dia 16 de Maio.sábado, 4 de maio de 2013
DIA DA MÃE
BENTO XVI REGRESSA AO VATICANO
PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO
“…Celebramos hoje a festa de São José Operário, e iniciamos o mês tradicionalmente dedicado a Nossa Senhora. A figura de São José remete-nos para a dignidade e importância do trabalho, pois foi com o seu pai adoptivo que Jesus aprendeu a trabalhar. De facto, o trabalho enche o homem de dignidade e, em certo sentido, assemelha-o a Deus que, como se lê na Bíblia, “trabalha sempre” (cf. Jo 5,17). Isso leva-nos a pensar em tantas pessoas que se encontram desempregadas, muitas vezes por causa de uma concepção económica que busca somente o lucro egoísta. Também São José teve de enfrentar momentos difíceis, saindo vencedor pela confiança em Deus que nunca nos abandona. Ao lado de São José, Nossa Senhora acompanhava, com carinho e ternura, o crescimento do Filho de Deus feito homem. Aproveitemos o mês de Maio para reforçar a consciência da importância e beleza da oração do terço que permite aprender de Nossa Senhora a contemplar os mistérios da vida de Jesus, percebendo sempre mais a Sua presença junto de nós.”
PARA REZAR
Louvado sejais, Senhor, pelos povos de toda a terra
Na terra se conhecerão os vossos caminhos
e entre os povos a vossa salvação.
e governais as nações sobre a terra.
Deus nos dê a sua bênção,
e chegue o seu louvor aos confins da terra.
SANTOS POPULARES
Catarina nasceu em Bolonha no ano de 1413, filha de Benvenuta Mamolin e de Giovani Vigri. Foi educada na corte de Ferrara, como dama de companhia de Margarida, filha de Nicolau III, marquês D’Este, ao serviço de quem estava o seu pai como diplomata. Aos treze anos de idade, após ter ficado órfã de pai e depois do casamento de Margarida com Roberto Malatesta, de Rimini, Catarina decide-se pela vida religiosa. Foi exactamente na corte de Ferrara, num ambiente moralmente deturpado, que a semente da vocação religiosa germinou no coração de Catarina. Deixando a mãe, uma irmã e um irmão, entrou num mosteiro de Terciárias Agostinianas, em1427, com apenas catorze anos. Esta comunidade tinha sido fundada por uma grande dama de Ferrara, Lúcia Mascaroni, que na época a dirigia. Durante a sua permanência na corte de Ferrara, Catarina mantivera estreito contacto com os Frades Menores da Observância, no Convento do Santo Espírito, onde recebia a orientação espiritual que solidificou o seu desejo de servir a Deus. Percebendo que a comunidade na qual ingressara não vivia com radicalidade evangélica a sua opção, sentia cada vez mais o anseio de que, de comum acordo, passassem a viver a Regra de Santa Clara, e que tivessem a orientação dos Frades Observantes, cujo testemunho de vida sempre a impressionara. Com o apoio sincero e confiante de Lúcia Mascaroni - depois de inúmeras dificuldades e vicissitudes motivadas por divisões internas do grupo de mulheres que viviam, então, no Mosteiro Corpus Christi, mas por influência decisiva de Catarina - adotam finalmente a Regra própria de Santa Clara. O Papa Eugénio IV, numa bula de Abril de 1431, enviou algumas Clarissas de Mântua para que formassem as componentes da nova comunidade, estimulando a exacta observância da Regra no seu primitivo rigor, atendendo assim às santas aspirações de Catarina e das suas companheiras. Depois de algum tempo de aprofundamento neste estilo de vida - o que considerou como o seu noviciado - Catarina professou, em 1432, com dezanove anos de idade, a Regra de Santa Clara, pela qual tanto lutara. Catarina era de saúde muito delicada, mas esquecia-se complemente de si mesma, impondo a si mesma os trabalhos mais pesados e difíceis para poupar as demais. Desempenhou muitas funções ao serviço da sua comunidade: entre elas, a de padeira e de enfermeira. Foi exemplar na humildade e na obediência, no meio de inúmeras tentações de rebelião e de desespero, durante boa parte de sua vida em Ferrara. Era sempre pródiga na caridade para com as suas irmãs. Dotada de uma inteligência, de uma sensibilidade e de uma perspicácia únicas, destacou-se como grande escritora, poetisa, pintora e mística do renascimento italiano. O seu estilo literário é original, precioso para o estudo da própria língua italiana da época, no dialeto da sua região. Jamais quis aceitar o ofício de abadessa em Ferrara, mas foi, durante muitos anos, mestra de noviças. O seu livro “As Sete Armas Espirituais” é uma síntese belíssima da sua pedagogia espiritual. Na perspectiva de realizar uma nova fundação em Bolonha, Catarina foi escolhida como abadessa, nas véspera da partida das fundadoras, em cujo grupo ela já se contava. O temor em relação à difícil missão que o Senhor lhe pedia fez com que adoecesse gravemente naquela noite, tanto que pensavam as Irmãs que não sobreviveria. Mas, na manhã seguinte, como por um milagre, partia com quinze companheiras para Bolonha, numa viagem memorável, em carruagem adaptada como clausura, que o povo acompanhava ou aclamava com júbilo. Era o ano de 1456. Em pouco tempo, duplicou o número de Irmãs, em Bolonha. A fama de santidade de Catarina atrai muitas jovens. A própria mãe de Catarina e a sua irmã fazem-se clarissas. O Mosteiro Corpus Domini, de Bolonha, torna-se um verdadeiro centro espiritual naquela cidade de douta cultura. O número de Clarissas rapidamente chega a sessenta. Entre as mais fiéis colaboradoras de Catarina estão as Bem-aventuradas: Giovana Lambertini (+1476), Paula Mezzavaca (1426-1482) e Iluminata Bembo (+1496). Todas elas entraram no Convento em Ferrara, antes da observância da Regra de Santa Clara; participaram do grupo que fundou o Mosteiro de Bolonha e foram exemplares no seu testemunho de vida. A Irmã Iluminata Bembo foi a primeira biógrafa de Santa Catarina. O seu manuscrito “Espelho de Iluminação” conserva-se actualmente no Mosteiro Corpus Domini de Bolonha, com as obras pessoais de Catarina: ‘As Armas necessárias às batalhas espirituais’, ‘Breviário’, ‘Tratado sobre o modo de comportar-se nas tentações’, ‘Regras de vida religiosa’, ‘Louvores e devoções’, ‘Cartas’, ‘Louvores espirituais e poesias’ - todos manuscritos autógrafos e alguns inéditos. A partir de 1461, Catarina passa por períodos sucessivos de grave doença, até à sua morte a 9 de Março de 1463. Foi beatificada pelo Papa Clemente VII. Em 1712, Clemente XI declarou-a santa. O seu corpo conserva-se incorrupto, em perfeito estado de conservação e flexível, na Igreja do Mosteiro Corpus Domini: Catarina está sentada, com a Regra de Santa Clara nas mãos. É um dos casos mais interessantes da história! A festa litúrgica de Santa Catarina de Bolonha celebra-se no dia 9 de Maio.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
FESTA DO CREDO
PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA REZAR
é paciente e misericordioso.
O Senhor é bom para com todos;
a sua ternura repassa todas as suas obras.
Louvem-te, Senhor, todas as tuas criaturas;
todos os teus fiéis te bendigam.
Dêem a conhecer a glória do teu reino
e anunciem os teus feitos poderosos
para mostrar aos homens as tuas proezas
e o esplendor glorioso do teu reino.
O teu reino é um reino para toda a eternidade
SANTOS POPULARES
“…Atanásio foi sem dúvida um dos Padres da Igreja antiga mais
importantes e venerados. Este grande santo é, sobretudo, um apaixonado teólogo
da encarnação do Logos, o Verbo de Deus, que, como diz o prólogo do quarto
Evangelho "se fez carne e veio habitar entre nós" (Jo 1, 14). Tendo falecido o Bispo Alexandre, Atanásio tornou-se, em 328, seu sucessor como Bispo de Alexandria e, logo depois, demonstrou-se decidido a recusar qualquer compromisso em relação às teorias arianas condenadas pelo Concílio niceno. A sua intransigência, tenaz e por vezes muito dura, mesmo se necessária, contra quantos se tinham oposto à sua eleição episcopal e sobretudo contra os adversários do Símbolo niceno, atraiu a implacável hostilidade dos arianos e dos filo-arianos(…) A crise ariana, que se pensava estar resolvida em Niceia, continuou por decénios, com vicissitudes difíceis e divisões dolorosas na Igreja. E, por cinco vezes, entre 336 e 366, Atanásio foi obrigado a abandonar a sua cidade, passando 17 anos no exílio e sofrendo pela fé. Mas durante as suas forçadas ausências de Alexandria, o Bispo teve a oportunidade de defender e difundir no Ocidente, primeiro em Trier e depois em Roma, a fé nicena e também os ideais do monaquismo, abraçados no Egipto pelo grande eremita Antão com uma opção de vida à qual Atanásio sempre esteve próximo. Santo Antão, com a sua força espiritual, era a pessoa mais importante na defesa da fé de Santo Atanásio. Voltando de novo, e definitivamente, à sua sede, o Bispo de Alexandria pôde dedicar-se à pacificação religiosa e à reorganização das comunidades cristãs. Faleceu a 2 de Maio de 373, dia em que celebramos a sua memória litúrgica (…)”
segunda-feira, 22 de abril de 2013
FESTA DA PALAVRA
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
nos deste o Espirito de confiança e de amor:
envia operários para a tua Igreja;
dá vitalidade de fé a cada família, paróquia e diocese,
onde desabrochem numerosas vocações sacerdotais e religiosas
e os baptizados vivam generosamente o Evangelho;
ilumina com a santidade da tua palavra
os pastores e os consagrados;
anima os jovens nos seminários e nas casas de formação;
renova a esperança na Igreja e continua a chamar muitos
para que nunca faltem testemunhas autênticas,
transfiguradas no encontro contigo,
e anunciadoras da tua alegria à comunidade cristã e aos irmãos.
Amém.
PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO
Daqui deriva uma consequência para a nossa vida: despojar-nos dos numerosos ídolos, pequenos ou grandes, que temos e nos quais nos refugiamos, nos quais buscamos e muitas vezes depomos a nossa segurança. São ídolos que, frequentemente, conservamos bem escondidos; podem ser a ambição, o carreirismo, o gosto do sucesso, o sobressair, a tendência a prevalecer sobre os outros, a pretensão de ser os únicos senhores da nossa vida, qualquer pecado ao qual estamos presos, e muitos outros. Há uma pergunta que eu queria que ressoasse, esta tarde, no coração de cada um de nós e que lhe respondêssemos com sinceridade: Já pensei qual possa ser o ídolo escondido na minha vida que me impede de adorar o Senhor? Adorar é despojarmo-nos dos nossos ídolos, mesmo os mais escondidos, e escolher o Senhor como centro, como via mestra da nossa vida. Amados irmãos e irmãs, todos os dias o Senhor nos chama a segui-Lo corajosa e fielmente; fez-nos o grande dom de nos escolher como seus discípulos; convida-nos a anunciá-Lo jubilosamente como o Ressuscitado, mas pede-nos para o fazermos, no dia-a-dia, com a palavra e o testemunho da nossa vida…”
PARA REZAR
Aclamai o Senhor, terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo.
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.
SANTOS POPULARES
segunda-feira, 15 de abril de 2013
PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO
No entanto, esta relação filial com Deus não é como um tesouro que conservamos num canto da nossa vida, mas deve crescer, deve ser alimentada, todos os dias, com a escuta da Palavra de Deus, a oração, a participação nos sacramentos, especialmente da Penitência e da Eucaristia, e a caridade. Nós podemos viver como filhos! E esta é a nossa dignidade: nós temos a dignidade dos filhos. Comportar-nos como verdadeiros filhos! Isso quer dizer que, em cada dia, devemos deixar que Cristo nos transforme e nos faça como Ele; quer dizer: procurar viver como cristãos, buscar segui-lo, mesmo que vejamos os nossos limites e as nossas fraquezas. A tentação de deixar Deus de lado para colocar-nos no centro está sempre às portas e a experiência do pecado fere a nossa vida cristã, o nosso ser filhos de Deus. Por isso, devemos ter a coragem da fé e não deixar-nos levar pela mentalidade que nos fala: “Deus não é necessário, não é importante para ti”, e assim por diante. É exactamente o contrário: só comportando-nos como filhos de Deus - sem desanimar por causa das nossas quedas, pelos nossos pecados – e sentindo-nos amados por Ele, a nossa vida será nova, animada pela serenidade e pela alegria. Deus é a nossa força! Deus é a nossa esperança!...”
PARA REZAR
Eu Vos glorifico, Senhor, porque me salvastes
e não deixastes que de mim se regozijassem os inimigos.
Tirastes a minha alma da mansão dos mortos,
vivificastes-me para não descer à cova.
Cantai salmos ao Senhor, vós os seus fiéis,
e dai graças ao seu nome santo.
A sua ira dura apenas um momento
e a sua benevolência a vida inteira.
Vós convertestes em júbilo o meu pranto:
Senhor, meu Deus, eu Vos louvarei eternamente.



























