PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Hás-de temer o Senhor, teu Deus…” (cf. Deuteronómio 6, 2)

Só Deus é Deus e Senhor. E não há outro Deus a quem amar, servir, adorar, acreditar, rezar, agradecer… Temer o Senhor não é ‘ter medo de Deus’. Não precisamos ter medo de Deus: Ele é amor, perdão, misericórdia, alegria, paz, salvação e esperança… Temer o Senhor é reconhecer a grandeza do seu poder; a santidade do seu nome; a ternura que nos dedica; a alegria da vida que nos oferece. Temer o Senhor é acolher a sua Palavra; cumprir os seus mandamentos; responder com fidelidade aos seus apelos; confiar na sua promessa e anunciá-la com a bondade dos nossos gestos. Quem ‘teme a Deus’ procura fazer tudo para não pecar contra ele; fazer nascer no coração o receio e a tristeza de o poder ofender. O apelo feito pela palavra de Deus aponta-nos o caminho da verdade, da justiça, da caridade, da compaixão. Uma grande exigência que nos trará a felicidade e a bênção.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE



“…Neste domingo que se segue ao Pentecostes celebramos a solenidade da Santíssima Trindade. Graças ao Espírito Santo, que ajuda a compreender as palavras de Jesus e orienta para a Verdade completa (cf. Jo 14, 26; 16, 13), os fiéis podem conhecer, por assim dizer, a intimidade do próprio Deus, descobrindo que Ele não é solidão infinita, mas comunhão de luz e de amor, vida doada e recebida num eterno diálogo entre o Pai e o Filho, no Espírito Santo Amante, Amado e Amor, para citar Santo Agostinho. Neste mundo, ninguém pode ver Deus, mas foi Ele mesmo quem se fez conhecer a fim de que, com o Apóstolo João, possamos afirmar: "Deus é amor" (1 Jo 4, 8.16), "nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem" (Encíclica Deus caritas est, 1; cf. 1 Jo 4, 16). Quem encontra Cristo e estabelece com Ele um relacionamento de amizade, acolhe a própria Comunhão trinitária na sua alma, segundo a promessa de Jesus aos discípulos: "Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará e Nós viremos a ele e nele faremos morada" (Jo 14, 23). Para quem tem fé, todo o universo fala de Deus Uno e Trino. Desde os espaços interestelares até às partículas microscópicas, tudo o que existe remete a um Ser que se comunica na multiplicidade e variedade dos elementos, como numa imensa sinfonia. Todos os seres são ordenados segundo um dinamismo harmonioso que, analogicamente, podemos definir: "amor". Mas é somente na pessoa humana, livre e racional, que este dinamismo se torna espiritual, se faz amor responsável, como resposta a Deus e ao próximo, num dom sincero de si. Neste amor o ser humano encontra a sua verdade e a sua felicidade. Entre as diferentes analogias do mistério inefável de Deus Uno e Trino, que os fiéis são capazes de entrever, gostaria de citar a da família. Ela é chamada a ser uma comunidade de amor e de vida, em que as diversidades devem concorrer para formar uma "parábola de comunhão".
Entre todas as criaturas, a obra-prima da Santíssima Trindade é a Virgem Maria: no seu Coração humilde e repleto de fé, Deus preparou para si uma morada digna, para completar o mistério da salvação. O Amor divino encontrou nela uma correspondência perfeita e foi no seu seio que o Filho Unigénito se fez homem. Dirijamo-nos com confiança filial a Maria para que, com a sua ajuda, possamos progredir no amor e fazer da nossa vida um cântico de louvor ao Pai, por meio do Filho no Espírito Santo…” ( Bento XVI, Angelus de 11 de Junho de 2006)

PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO



 
- na audiência-geral de 22 de Maio, Praça de São Pedro – Roma

“…«Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica»: dizemos nós no Credo depois de professar a fé no Espírito Santo. Na verdade, há uma profunda ligação entre estas duas realidades da fé, porque é o Espírito Santo que dá a vida à Igreja, que a guia e anima no anúncio do Evangelho. São sinais da sua intervenção: primeiro, a unidade e a comunhão, como se viu no dia de Pentecostes, quando cada um dos presentes conseguia ouvir os Apóstolos na sua própria língua. É que todos falavam uma língua nova: a língua do amor que o Espírito derrama nos nossos corações. O segundo sinal é a coragem humilde que o Espírito dá ao mensageiro do Evangelho, fazendo brotar sempre novas energias, novos caminhos e nova audácia para a missão. E o terceiro sinal: tudo parte sempre da oração, porque, sem ela, torna-se vazia a nossa acção e sem alma o nosso anúncio…”

 
- na homilia da Solenidade da Santíssima Trindade, na paróquia de Santa Isabel e São Zacarias, na festa da 1ª comunhão.

“…Queridos irmãos e irmãs,
O vosso pároco, nas suas palavras, fez-me lembrar uma coisa muito linda de Nossa Senhora. Quando Nossa Senhora recebeu o anúncio de que seria a mãe de Jesus, e recebeu, também, a notícia de que a sua prima Isabel estava grávida - diz o Evangelho - saiu de casa apressadamente, não esperou, não perdeu tempo. Ela não pensou: "Agora que estou grávida, devo cuidar de minha saúde. A minha prima tem amigas que, de certeza, a vão ajudar.” Maria sentiu qualquer coisa e "saiu apressadamente." É bom pensar que a Virgem Maria, nossa Mãe, estava com pressa, porque, dentro de si, sentia um apelo forte para ir ajudar. Vai para ajudar; não vai para se gabar dizendo à sua prima: "Escuta, agora sou eu que mando porque sou a Mãe de Deus!" Não, Ela não fez isso. Foi para ajudar! Nossa Senhora é sempre assim. É uma Mãe que anda sempre com pressa porque precisamos dela. Seria bom poder adicionar, à Ladainha de Nossa Senhora, uma prece que dissesse assim: "Senhora sempre apressada, rogai por nós" Esta é linda, não é? Apesar de Maria andar sempre apressadamente, Ela não esquece os seus filhos. E, quando os seus filhos estão com problemas; quando têm necessidade e chamam por Ela, Ela vai rapidamente. Isso nos dá segurança: a segurança de ter uma mãe ao lado, sempre ao nosso lado. Nós experimentamos isso mesmo: andamos melhor na vida quando temos a mãe perto. Pensemos em Nossa Senhora que nos dá esta graça: estar sempre perto de nós, sem estarmos à espera. Sempre! Ela está - temos confiança nisso - para nos ajudar. Nossa Senhora está sempre com pressa, por nossa causa. Nossa Senhora também nos ajuda a compreender melhor a Deus, a Jesus; a compreender a vida de Jesus, a vida de Deus; a entender melhor quem é o Senhor, como é o Senhor; quem é Deus…”

PARA REZAR



HINO DA SANTÍSSIMA TRINDADE ( Hora intermédia )

 
Adoremos o Pai e o Verbo Eterno
E o Espírito Divino, não criado.
Elevemos ao Céu o nosso canto
Com alegria.

Ninguém pode entender este mistério
Da indivisa e santíssima Trindade,
Mas os Anjos e os Santos a celebram
Na glória eterna.

Senhor dos mundos, Criador supremo
De tudo quanto tem sopro de vida,
Aquecei ao calor do vosso fogo
Os corações.

Com os Anjos e os Santos nas alturas
Nós Vos cantamos fervorosamente,
Até que um dia entremos na alegria
Da paz sem fim.

 

SANTOS POPULARES



SANTA JOANA D’ARC (de uma catequese do Papa Bento XVI)

“…Joana nasce em Domremy, um pequeno povoado situado na fronteira entre a França e a Lorena. Os seus pais são camponeses abastados, conhecidos por todos como cristãos excelentes. Deles recebe uma boa educação religiosa, com uma notável influência da espiritualidade do Nome de Jesus, ensinada por são Bernardino de Sena e propagada na Europa pelos franciscanos. Ao Nome de Jesus é sempre unido o Nome de Maria e assim, por detrás da religiosidade popular, a espiritualidade de Joana é profundamente cristocêntrica e mariana. Desde a infância, ela demonstra uma grande caridade e compaixão pelos mais pobres, pelos doentes e por todos os que sofrem, no contexto dramático da guerra. Joana d’Arc não sabia ler nem escrever, mas pode ser conhecida, no mais profundo da sua alma, graças a duas fontes de extraordinário valor histórico: os dois Processos que lhe dizem respeito. O primeiro, o Processo de Condenação, contém a transcrição dos longos e numerosos interrogatórios de Joana, durante os últimos meses da sua vida (Fevereiro-Maio de 1431), e cita as próprias palavras da santa. O segundo, o Processo de Nulidade da Condenação, ou de «Reabilitação», contém as desposições de cerca de 120 testemunhas oculares de todos os períodos da sua vida. Das suas próprias palavras sabemos que a vida religiosa de Joana amadurece como experiência mística, a partir da idade de 13 anos. Através da «voz» do Arcanjo São Miguel, Joana sente-se chamada pelo Senhor a intensificar a sua vida cristã e, também, a comprometer-se pessoalmente na libertação do seu povo. A sua resposta imediata, o seu «sim», é o voto de virgindade, com um novo compromisso na vida sacramental e na oração: participação quotidiana na missa, confissão e comunhão frequentes, longos momentos de oração silenciosa diante do Crucifixo ou da imagem de Nossa Senhora. A compaixão e o compromisso da jovem camponesa francesa diante do sofrimento do seu povo tornam-se mais intensos graças à sua relação mística com Deus. Um dos aspectos mais originais da santidade desta jovem é precisamente este vínculo entre experiência mística e missão política. Depois dos anos de vida escondida e de amadurecimento interior, segue-se o biénio breve, mas intenso, da sua vida pública: um ano de acção e um ano de paixão. No início do ano de 1429, Joana começa a sua obra de libertação. Os numerosos testemunhos mostram-nos esta jovem, de apenas 17 anos, como uma pessoa muito forte e determinada, capaz de convencer homens inseguros e desanimados. Superando todos os obstáculos, encontra o Delfim da França, o futuro Rei Carlos VII, que em Poitiers a submete a um exame da parte de alguns teólogos da Universidade. O seu juízo é positivo: nela não vêem nada de mal, mas só uma boa cristã.A 22 de Março de 1429, Joana dita uma importante carta ao Rei da Inglaterra e aos seus homens que assediam a cidade de Orléans. A sua proposta é de verdadeira paz, na justiça entre os dois povos cristãos, à luz dos Nomes de Jesus e de Maria, mas é rejeitada, e Joana deve empenhar-se na luta pela libertação da cidade, que tem lugar no dia 8 de Maio. O outro momento culminante da sua obra é a coroação do Rei Carlos VII, em Reims, no dia 17 de Julho de 1429. Durante um ano inteiro, Joana vive com os soldados, realizando no meio deles uma verdadeira missão de evangelização. São numerosos os testemunhos relativos à sua bondade, à sua coragem e à sua pureza extraordinária. É chamada por todos e ela mesma define-se «a donzela», ou seja, a virgem. A paixão de Joana tem início a 23 de Maio de 1430, quando cai prisioneira nas mãos dos seus inimigos. No dia 23 de Dezembro, é conduzida à cidade de Rouen. É ali que se realiza o longo e dramático Processo de Condenação, que começa em Fevereiro de 1431 e termina a 30 de Maio, com a fogueira. É um processo grande e solene, presidido por dois juízes eclesiásticos, o bispo Pierre Cauchon e o inquisidor Jean le Maistre, mas na realidade inteiramente orientado por um numeroso grupo de teólogos da célebre Universidade de Paris, que participam no processo como assessores. São eclesiásticos franceses que, tendo feito uma escolha política oposta àquela de Joana têm, a priori, um juízo negativo sobre a sua pessoa e a sua missão. Este processo é uma página devastante da história da santidade e também uma página iluminadora sobre o mistério da Igreja que, segundo as palavras do Concílio Vaticano II, é «simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação» (LG, 8). É o encontro dramático entre esta santa e os seus juízes, que são eclesiásticos. Joana é acusada e julgada por eles, a ponto de ser condenada como herege e enviada à morte terrível na fogueira. Diversamente dos santos teólogos que tinham iluminado a Universidade de Paris, como são Boaventura, são Tomas de Aquino e o beato Duns Scoto, dos quais falei em algumas catequeses, estes juízes são teólogos aos quais faltam a caridade e a humildade de ver nesta jovem a obra de Deus. Vêm à mente as palavra de Jesus, segundo as quais os mistérios de Deus são revelados àqueles que têm o coração de crianças, enquanto permanecem escondidos aos doutos e sábios que não têm humildade (cf. Lc 10, 21). Assim, os juízes de Joana são radicalmente incapazes de a compreender, de ver a beleza da sua alma: não sabiam que condenavam uma santa.O apelo de Joana ao juízo do Papa, a 24 de Maio, é rejeitado pelo tribunal. Na manhã de 30 de Maio, ela recebe pela última vez a sagrada Comunhão no cárcere e é imediatamente conduzida ao suplício na praça do velho mercado. Pede a um dos sacerdotes que conserve diante da fogueira uma cruz de procissão. Assim, morre contemplando Jesus Crucificado e pronunciando várias vezes e em voz alta o Nome de Jesus. Cerca de 25 anos mais tarde, o Processo de Nulidade, aberto sob a autoridade do Papa Calisto III, conclui-se com uma solene sentença que declara nula a condenação. Este longo processo, que reuniu as deposições das testemunhas e os juízos de muitos teólogos, todos favoráveis a Joana, evidencia a sua inocência e a sua fidelidade perfeita à Igreja. Joana d’Arc será depois canonizada por Bento XV, em 1920…”
A memória litúrgica de Santa Joana d’Arc faz-se no dia 30 de Maio.

terça-feira, 21 de maio de 2013

PROFISSÃO DE FÉ





Neste Domingo, dia 19 de Maio, dia de Pentecostes, as crianças do 6º ano de catequese da Igreja Matriz fizeram a sua profissão de fé. À sua medida, proclamaram o seu desejo de viver para Jesus, na fidelidade aos compromissos baptismais, testemunhando a força do seu amor que transforma o mundo. Baptizados na fé dos seus pais e padrinhos, expressão da fé da Igreja, são convidados a mostrar, nas suas obras, que o seu coração pertence a Jesus; que a sua vida é para Deus; que o seu agir, os seus sentimentos e as suas decisões têm a marca do Espírito Santo; que, dia-a-dia, se esforçarão por crescer e permanecer no caminho da santidade. A comunidade cristã sente-se mais viva e mais responsável. A verdade da nova evangelização desafia-a à coragem, à renovação interior, ao anúncio de Cristo vivo e presente na vida. Que estes tempos fortes de celebração não passem em vão.




SOLENIDADE DO PENTECOSTES



“…No Pentecostes, o Espírito Santo manifesta-se como fogo. A sua chama desceu sobre os discípulos reunidos, acendeu-se neles e infundiu-lhes o novo ardor de Deus. Realiza-se assim aquilo que o Senhor Jesus tinha predito:  "Vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já tivesse sido ateado!" (Lc 12, 49). Juntamente com os fiéis das diversas comunidades, os Apóstolos levaram esta chama divina até aos confins da Terra; abriram assim um caminho para a humanidade, uma senda luminosa, e colaboraram com Deus que, com o seu fogo, quer renovar a face da terra. Como é diferente este fogo daquele das guerras e das bombas! Como é diverso o incêndio de Cristo propagado pela Igreja, em relação aos que são acendidos pelos ditadores de todas as épocas, sobretudo os do século passado, que atrás de si deixam terra queimada. O fogo de Deus, o fogo do Espírito Santo, é aquele da sarça que ardia sem se consumir (cf. Êx 3, 2). É uma chama que arde, mas não destrói; aliás, ardendo faz emergir a parte melhor e mais verdadeira do homem, como numa fusão, e faz sobressair a sua forma interior, a sua vocação à verdade e ao amor…” (Bento XVI, homilia de Pentecostes – Maio de 2010)

D. MANUEL CLEMENTE NOMEADO PATRIARCA DE LISBOA



D. Manuel Clemente, até agora Bispo do Porto, foi nomeado - pelo Papa Francisco, no dia 18 de Maio - novo Patriarca de Lisboa, sucedendo a D. José Policarpo. Publicamos a mensagem que D. Manuel Clemente dirigiu à Diocese do Porto:

“Caríssimos diocesanos do Porto,
Nesta hora, que começa a ser de despedida pela minha nomeação para o Patriarcado de Lisboa, quero agradecer-vos do coração toda a estima e proximidade com que me acompanhastes, desde que o Papa Bento XVI me nomeou para vosso bispo diocesano, a 22 de fevereiro de 2007.
Levarei comigo e em ação de graças as mil e uma expressões da amizade com que me recebestes e ajudastes no exercício do ministério. Nas comunidades cristãs, nas várias associações de fiéis e movimentos, nos institutos religiosos e seculares, bem como nas diversas instituições públicas e civis da grande região portuense, encontrei sempre o mais generoso acolhimento e a vontade firme de servir o bem comum. Em tempos tão exigentes como os que atravessamos, todas essas realidades a que dais corpo e alma são a melhor garantia daquele futuro fraterno, justo e solidário, de que ninguém desistirá decerto. Quando vos saudei em 2007, disse trazer um só propósito e programa: conhecer, servir e amar a Diocese do Porto. Com a graça de Deus, algo se cumpriu de tal desiderato. Conheci-vos de perto, servi-vos como pude e com estima que permanece, em perpétua gratidão. Em tudo foi da maior valia a colaboração de muitos, começando pelos Senhores Bispos que me acompanharam no serviço diocesano, com incansável entrega. Com eles, os vigários gerais, os membros do colégio de consultores (cabido da sé) e todos os membros da cúria diocesana e da casa episcopal; bem assim os responsáveis pelos nossos três seminários diocesanos, os vigários da vara e seus adjuntos, os responsáveis pelos secretariados diocesanos, os membros dos conselhos presbiteral e pastoral e de outros conselhos e comissões, instâncias de participação e organismos. Referência especialíssima quero fazer ao clero paroquial, secular ou regular, incansável na sua dedicação ao serviço quotidiano do Povo de Deus, especialmente aonde tem de acumular várias comunidades e serviços. Saliento também os diáconos permanentes, os consagrados/as e os milhares de fiéis leigos que colaboram ativamente na catequese e no serviço da Palavra e da oração, na vida litúrgica e na ação sociocaritativa. Grande e bela é a Diocese do Porto, na imensa aplicação dos seus membros ao serviço de Deus e do próximo! É por tudo isto que vos quero reiterar uma palavra de agradecimento e bons votos. Agradecimento, que traduzirei em oração por todos e cada um de vós, as vossas comunidades e famílias. A minha entrada no Patriarcado será a 7 de julho, ficando convosco até perto desse dia. O coração não tem distância, só profundidade acrescida. Aqui ou além, continuaremos juntos, no coração de Deus.
Sempre vosso amigo e irmão,
D. Manuel Clemente
Porto, 18 de maio de 2013”

PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO



- na audiência-geral de 15 de Maio, Praça de São Pedro - Roma

“…O Espírito Santo guia a Igreja e cada um de nós para a Verdade. Diante de uma época como a nossa, em que impera o relativismo, é importante lembrar que Espírito Santo é Aquele que nos permite encontrar a Verdade. Ter encontro com a Verdade que se fez carne: Jesus Cristo. De facto, a acção do Divino Paráclito consiste em recordar e imprimir no coração dos fiéis as Palavras de Jesus, fazendo com que estas se transformem em princípio e guia da vida cristã. É do íntimo de nós mesmos que nascem as nossas acções; é o coração que deve converter-se a Deus, e o Espírito Santo transforma-o se nos abrirmos a Ele. Neste Ano da Fé, somos convidados, seguindo o exemplo de docilidade de Nossa Senhora, a deixar-nos inundar pela luz do Espírito Santo, predispondo-nos à Sua acção, buscando conhecer mais a Cristo e as verdades da fé: meditando a Sagrada Escritura, estudando o Catecismo e aproximando-se com mais frequência dos sacramentos…”

PARA REZAR



 
HINO DE PENTECOSTES ( Hora intermédia )

Abri os corações ao sopro do Senhor.
Que infunde vida nova às almas que visita:
Um povo novo sai das águas,
Das águas em que paira o Espírito da Luz.
Abri os corações ao sopro do Senhor.

Lançai o vosso corpo entre as línguas de fogo
Que queima e purifica o coração da terra.
Tendes na fronte marcas sagradas:
O Verbo de Jesus é o Verbo da vitória.
Abri os corações ao sopro do Senhor.

Dai todo o vosso ser às sementes do Céu
Que vem juntar-se em vós a todo o sofrimento.
O Corpo do Senhor é feito das angústias
De quantos neste mundo a injustiça esmaga.
Abri os corações ao sopro do Senhor.

Olhai dentro de vós o Hóspede divino,
Sem nada mais querer senão esta presença.
Vivei do Espírito e para o Espírito
Nas vossas orações e nos vossos silêncios.
Abri os corações ao sopro do Senhor.

 

SANTOS POPULARES



SÃO FILIPE DE NÉRI

Filho de Francesco e Lucrezia Neri, nobres e piedosos, Filipe nasceu em 22 de Julho de 1515, na cidade de Florença. O seu bom coração, os seus modos afáveis e a sua inclinação para a oração mereceram-lhe, desde criança, o apelido de "o bom Filipe". A sua mãe faleceu sendo Filipe ainda muito pequeno. O seu pai, que alternava a profissão liberal com a de notário, tinha grande amizade com os Dominicanos do Mosteiro de São Marcos. Foram estes que educaram Filipe e lhe transmitiram os ensinamentos e valores religiosos. Um incêndio destruiu grande parte da fortuna dos seus pais e Filipe foi morar com um primo do pai que era negociante riquíssimo em São Germano. Este prometeu-lhe que seria o herdeiro de todos os seus bens, se Filipe assumisse a gerência dos seus negócios. Filipe não sentia nenhuma inclinação para os negócios: a sua grande aspiração era ser santo. Por isso, apesar das repetidas insistências do primo, resolveu dedicar-se ao serviço de Deus. Fez, então, os estudos de Filosofia e de Teologia, em Roma, e começou, desde logo, a observar uma regra de vida muito austera, que o acompanhou até o fim da vida. Alimentava-se, quase exclusivamente, de pão, de água e de legumes. Reservava poucas horas para dormir, e muitas para a adoração. No grande desejo de dedicar-se à vida contemplativa, vendeu a biblioteca; deu os bens aos pobres; aprofundou o espírito na meditação da Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo. Todo o seu tempo disponível, passava-o nas igrejas ou, de preferência, nas catacumbas. A graça de Deus tocou-lhe o coração com tanta violência que, prostrado por terra, exclamou muitas vezes: “Basta, Senhor, basta! Suspendei a torrente das vossas consolações, porque não tenho forças para receber tantas delícias. Ó meu Deus tão amável, por que não me destes um coração capaz de amar-Vos condignamente?” Nas catacumbas de São Sebastião, num dia do ano de 1545, recebeu o Espírito Santo, em forma de bola de fogo. Naquela ocasião, sentiu em si um ardor tão forte do amor de Deus que, devido às palpitações fortíssimas do coração, foram deslocadas a segunda e a quarta costelas. Com o amor de Deus, era, também, grande o seu amor ao próximo. Filipe possuía o dom de atrair todos a si, circunstância para a qual concorriam muito a sua afabilidade, cortesia e modéstia. Recorria a mil estratagemas para ganhar os jovens das ruas e das oficinas de Roma. Era amigo de todos e, uma vez adquirida a confiança, preparava-os para a recepção dos Sacramentos e encaminhava-os para o bem. Passava as noites nos hospitais, tratando dos doentes como uma mãe. O monumento mais belo da sua caridade foi a fundação da Irmandade da Santíssima Trindade, cujo fim principal era receber os romeiros e tratar dos doentes. No início de cada mês, convidava o povo para a adoração do SS. Sacramento e, nestas ocasiões, embora leigo, fazia admiráveis pregações que tocavam o íntimo dos fiéis. Esta obra encontrou eco entre o povo que começou a dar esmolas para a nova instituição. Muitos cardeais, bispos, reis, ministros, generais e princesas, sentiam grande honra em poderem pertencer à Irmandade da Santíssima Trindade. Seguindo o conselho do seu confessor, Filipe decidiu entrar no Seminário para ser padre. Recebeu a Ordenação sacerdotal aos 36 anos de idade. Filipe alimentava o desejo de ser missionário na Índia, seguindo as pisadas de São Francisco Xavier, e de morrer mártir por Cristo. Porém, por vontade de Deus, a sua Índia havia de ser Roma. Tornou-se apóstolo da capital da cristandade. Fundou a Congregação do Oratório, para a qual chamou homens distintos pelo seu saber e pela sua piedade. As suas conferências espirituais eram muito concorridas. Muitos cardeais, bispos, sacerdotes e leigos confiavam-se ao acompanhamento espiritual de Filipe de Néri, a quem veneravam como um pai. Passava muito tempo a confessar e só Deus sabe o número das almas que, aos seus pés, encontraram a paz, o perdão e a salvação. Todos nele depositavam uma confiança ilimitada. O sucesso da obra de Filipe de Néri fez surgir invejas, ciúmes e ódios. Os seus colaboradores e confrades foram escarnecidos, caluniados e perseguidos. O ódio dos seus inimigos chegou ao ponto de fazerem uma acusação falsa à autoridade eclesiástica. Isto fez com que Filipe fosse suspenso do exercício da ordem sagrada. Privado da possibilidade de celebrar a Santa Missa, de pregar, de administrar os sacramentos, Filipe não perdeu a calma e só dizia: " Como Deus é bom, que me humilha!" Clarificada a situação e julgado inteiramente inocente das acusações, foi-lhe retirada a suspensão. O seu maior inimigo e principal difamador, caindo em si, fez reparação pública e tornou-se seu seguidor e seu discípulo. Já para o fim da vida, não lhe era possível dizer a Santa Missa em público. Era tanta a sua comoção que, na celebração dos santos mistérios, as lágrimas lhe embargavam a voz quando falava do amor de Deus e da Paixão de Cristo. Quando celebrava a Santa Missa, chegando ao momento da Comunhão, ficava em êxtase pelo espaço de duas a três horas e, muitas vezes, o seu corpo elevava-se da terra, até à altura de dois palmos. Não é de admirar, por isso, que o Papa o consultasse nas coisas mais importantes da vida da Igreja e quisesse beijar-lhe as mãos e a batina. Fatigado e exausto dos trabalhos e alquebrado pela idade, Filipe foi acometido de grave doença. Os médicos que o examinaram, saíram do seu quarto desanimados e ouviram o doente exclamar: "Ó minha Senhora, ó dulcíssima e bendita Virgem!". Voltaram para ver o que tinha acontecido e encontraram Filipe elevado sobre o leito e, em êxtase, exclamava: "Não sou digno, não sou digno de vós, ó dulcíssima Senhora, que venhais visitar-me!". Os médicos, respeitosos, perguntaram-lhe o que sentia. Este, voltando a si e tomando a posição costumeira no leito, perguntou: "Não a vistes, a Santíssima Virgem, que me livrou das dores? " De facto, Filipe levantou-se completamente curado e viveu mais um ano. Filipe faleceu no dia 26 de Maio de 1595. Foi beatificado pelo Papa Paulo V, em 1614; e canonizado pelo Papa Gregório XV, em 1622. A sua memória litúrgica é celebrada no dia 26 de Maio.

 

 

 

 

domingo, 12 de maio de 2013

SEMANA DA VIDA



A ‘Semana da Vida’, que decorre de 12 a 19 de Maio, corresponde ao apelo do Papa João Paulo II que propunha “uma celebração anual em defesa da vida, com o objectivo de suscitar nas consciências, nas famílias, na Igreja e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições, concentrando a atenção de modo especial na gravidade do aborto e da eutanásia”. A Igreja sempre pugnou por que a família tivesse, na sociedade e na vida, o lugar relevante que lhe é próprio, reconhecido pela legislação, pelos políticos, por toda a sociedade. Sublinhamos o que diz a Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa: ‘A força da Família em tempo de crise’:
“…A família representa um bem público, um bem social. Podemos encará-la na perspetiva do seu relevo privado, como um bem para a realização pessoal, no plano afetivo, espiritual ou outros, de cada um dos seus membros. Mas devemos também encará-la na perspetiva do seu relevo social, do bem que representa para a sociedade no seu todo. Podemos caracterizá-la como a fonte básica do capital humano, social e espiritual de uma sociedade, a que assegura o seu futuro e o seu crescimento harmonioso. A saúde e coesão de uma sociedade dependem, por isso, da saúde e coesão da família. Só a família concebida a partir do compromisso definitivo entre um homem e uma mulher pode desempenhar esta função social. As alterações legislativas que, entre nós como noutros países, vêm redefinindo o casamento de forma a nele incluir uniões de pessoas do mesmo sexo, esquecem esta verdade fundamental. A família é a primeira e mais básica das instituições sociais, antes de mais porque assegura a renovação das gerações, sendo a primeira função de qualquer comunidade a de assegurar a sua própria sobrevivência e renovação. E cumpre essa função porque representa o contexto mais adequado e harmonioso para a educação das novas gerações. A família é o santuário da vida e do amor, lugar da manifestação de «uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura» (Papa Francisco)…”

 
O Secretariado Vicarial da Pastoral Familiar promove um encontro de oração pela vida, no dia 17 de Maio, às 21.00 h, frente à Igreja Paroquial de Escapães – Santa Maria da Feira.

SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR



«…A solenidade da Ascensão do Senhor deveria encher-nos de serenidade e de entusiasmo, precisamente como aconteceu com os Apóstolos que, do Monte das Oliveiras, voltaram a partir "repletos de alegria". Como eles, também nós, aceitando o convite dos "dois homens em trajes resplandecentes", não devemos ficar a olhar o céu mas, sob o impulso do Espírito Santo, temos que ir a toda a parte e proclamar o anúncio salvífico da morte e ressurreição de Cristo. Acompanham-nos e são-nos de conforto as suas próprias palavras, com as quais se encerra o Evangelho segundo São Mateus. "E Eu estarei sempre convosco, até ao fim dos tempos" (Mt 28,20)… A índole histórica do mistério da Ressurreição e da Ascensão de Cristo ajuda-nos a reconhecer e a compreender a condição transcendente da Igreja, que não nasceu e não vive para suprir a ausência do seu Senhor "desaparecido", mas sobretudo encontra a razão do seu ser e da sua missão na presença permanente, embora invisível, de Jesus; uma presença que actua através do poder do seu Espírito. Com outros termos, poderíamos dizer que a Igreja não desempenha a função de preparar a vinda de um Jesus "ausente" mas, ao contrário, vive e age para proclamar a sua "presença gloriosa" de maneira histórica e existencial. Desde o dia da Ascensão, cada comunidade cristã progride no seu itinerário terreno rumo ao cumprimento das promessas messiânicas, alimentada pela Palavra de Deus, alimentada pelo Corpo e Sangue do seu Senhor. Esta é a condição da Igreja – recorda o Concílio Vaticano II – enquanto "continua o seu peregrinar entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha"…» (da homilia do Papa Bento XVI, em 24 de Maio de 2009)

 

ANO DA FÉ



CONCERTO DE MÚSICA SACRA

Na Igreja Matriz de Santa Maria da Feira, dia 18 de Maio, às 21.30 h, com a presença do Grupo Coral da Juventude de Sanguedo e do Orfeão da Feira.

PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO




 
- na audiência-geral de 8 de Maio: catequese sobre o Espírito Santo

“…O Espírito Santo é o grande dom de Cristo ressuscitado, que abre a nossa mente e o nosso coração para crer em Jesus como o Filho enviado pelo Pai e que nos conduz à amizade e à comunhão com Deus e os irmãos. A propósito da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, confessamos, no Credo: é «Senhor que dá a vida». O Espírito Santo é «Senhor»: quer dizer que é verdadeiramente Deus como o Pai e o Filho; e Ele «dá a vida», ou seja, é a fonte inesgotável da vida de Deus em nós. Como ouvistes, na passagem da Carta aos Romanos lida ao início, é o Espírito que «faz de nós filhos adoptivos. É por Ele que clamamos: Abbá, ó Pai!». O Espírito Santo traz aos nossos corações a própria vida de Deus, uma vida de verdadeiros filhos, num relacionamento feito de confidência, liberdade e confiança no amor misericordioso do Pai, que nos dá também um olhar novo sobre os outros, fazendo-nos ver neles irmãos e irmãs que devemos respeitar e amar…”

PARA REZAR



HINO DA HORA INTERMÉDIA: ASCENSÃO DO SENHOR

 
Depois que triunfou no alto madeiro
O nosso bom Jesus, manso Cordeiro,
Que por nós nele a vida ofereceu;
Levou cativo o nosso cativeiro,
Subindo para o Céu, donde desceu:
Em pago de nos dar a liberdade
Dêmos-Lhe nós a nossa saudade.

Imitemos aqueles valorosos,
Na sua saudosa despedida,
Que d’Ele, que subia, saudosos
Não lhes lembrava já coisa da vida.
Dêmos-Lhe com suspiros piedosos
Em doce pranto a alma consumada,
Pois Ele no-la pôs em liberdade;
Dêmos-Lhe nós a nossa saudade.

SANTOS POPULARES



SANTA GEMMA GALGANI

Gemma Maria Humberta Pia Galgani nasceu no dia 12 de Março de 1878, em Borgonuovo, um pequeno povoado perto da cidade de Lucca, na Itália. O seu pai era farmacêutico e descendente do Beato João Leonardi. A sua mãe era de origem humilde. Os Galgani eram  católicos, muito piedosos. Gemma recebeu este nome porque os pais a acolheram como a pedra mais preciosa das suas vidas e desejando que se tornasse preciosa aos olhos de Deus e da Igreja. ( Gemma, em italiano, significa pedra preciosa ). Gema Galgani teve uma infância feliz, cercada das coisas do cristianismo. Muito pequena, aprendeu orações que não se cansava de recitar e pedia constantemente à mãe que lhe contasse coisas da vida de Jesus. Os valores da fé e da religião entranharam-se, profundamente, no seu coração de criança. Mas esta felicidade terminou aos sete anos. A sua mãe morreu precocemente e a dor da sua falta levou ao falecimento, também prematuro, do pai. Ficando órfã, caiu doente e só suplantou a grave enfermidade graças ao abrigo e cuidados encontrados no seio de uma família de Lucca. Família muito católica, adoptou-a e cuidou da sua formação. Gemma, com a tragédia da perda dos pais, apegou-se ainda mais à religião. Recebeu a Primeira Comunhão antes do tempo marcado para as outras meninas e levava tão a sério o preceito da caridade que dividia a sua merenda com os mais pobres. Manifestou sempre a vontade de se tornar freira. Depois de ter tido, em sonhos, a visão de Nossa Senhora, pediu para entrar no convento da Ordem das Passionistas de Corneto. Porém, a resposta foi negativa. Muito triste com a recusa, fez por si mesma e para si mesma o juramento do serviço religioso e os votos de castidade e caridade. Factos extraordinários começaram, então, a acontecer na sua vida. Quando rezava, Gemma era constantemente vista rodeada de uma luz divina. Conversava com anjos e recebia a visita de São Gabriel da Virgem Dolorosa, santo passionista como ela desejara ser. Apareceram no seu corpo os estigmas de Cristo - as marcas da Sua crucifixão - que lhe trouxeram terríveis sofrimentos. Mas, incarnar os sofrimentos de Cristo era tudo o que ela desejava. Ficando cada vez mais fraca fisicamente, os estigmas e as penitências que se auto infligia acabaram por consumir a sua vida. Padeceu muitas provações, mas nunca se queixou ou deixou de confiar em Jesus. Muito doente, Gemma Galgani morreu aos 25 anos. Uma das irmãs que a acompanhou na hora da sua morte vestiu-lhe o hábito dos Passionistas, que era a ordem à qual Gemma sempre aspirou. Gemma Galgani morreu no dia 11 de Abril de 1903, Sábado Santo, com fama de santa. Logo se expandiu a devoção à “Virgem de Luca” como é conhecida. Muitos milagres são atribuídos à sua intercessão. Gemma Galgani foi beatificada pelo Papa Pio XI, no dia 14 de Maio de 1933 e canonizada no dia 2 de Maio de 1940, pelo Papa Pio XII. A sua memória litúrgica faz-se no dia 11 de Abril. Os Missionários Passionistas e a Diocese de Lucca celebram-na no dia 16 de Maio.

 

sábado, 4 de maio de 2013

DIA DA MÃE



Em Portugal, o primeiro Domingo de Maio é celebrado como “Dia da Mãe”. Abstraindo da dimensão comercial que a publicidade impõe, este dia, dedicado à mãe, deveria conter grandes manifestações de agradecimento, de presença, de partilha e de alegria. Muitas vezes, são poucos os gestos de ternura, de respeito, de entreajuda, de solidariedade - da sociedade e das famílias -para com quem dá a vida, repartida em cada filho. É tempo de ir ao encontro, de cuidar, de agradecer, de retribuir com a simplicidade de quem ama. A mãe merece; nós precisamos… Neste dia de Maio, um pensamento orante para Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe. Peçamos a Nossa Senhora que interceda por todas as mães do mundo, para que sejam felizes com os seus filhos e recebam deles o carinho a que têm direito.

BENTO XVI REGRESSA AO VATICANO



O Papa emérito Bento XVI regressou, no dia 2 de Maio, ao Vaticano como estava previsto. Bento XVI fica a residir no edifício que acolheu um Mosteiro de clausura. O Papa Francisco teve a amabilidade de o receber e acompanhar à sua nova morada. A viagem de regresso de Bento XVI foi feita de helicóptero, desde o palácio apostólico de Castel Gandolfo, nos arredores de Roma, até este antigo mosteiro, chamado Mosteiro ‘Mater Ecclesiae’. Bento XVI deixou o Vaticano no dia 28 de Fevereiro, dia em que deu por encerrado o seu pontificado, após ter renunciado ao mesmo. O edifício que, agora, acolhe o Papa emérito, tem quatro pisos e sofreu obras de remodelação nos últimos meses, após a partida das religiosas que ali residiam. (Notícia RR)

PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO



 
- na audiência-geral de 1 de Maio

“…Celebramos hoje a festa de São José Operário, e iniciamos o mês tradicionalmente dedicado a Nossa Senhora. A figura de São José remete-nos para a dignidade e importância do trabalho, pois foi com o seu pai adoptivo que Jesus aprendeu a trabalhar. De facto, o trabalho enche o homem de dignidade e, em certo sentido, assemelha-o a Deus que, como se lê na Bíblia, “trabalha sempre” (cf. Jo 5,17). Isso leva-nos a pensar em tantas pessoas que se encontram desempregadas, muitas vezes por causa de uma concepção económica que busca somente o lucro egoísta. Também São José teve de enfrentar momentos difíceis, saindo vencedor pela confiança em Deus que nunca nos abandona. Ao lado de São José, Nossa Senhora acompanhava, com carinho e ternura, o crescimento do Filho de Deus feito homem. Aproveitemos o mês de Maio para reforçar a consciência da importância e beleza da oração do terço que permite aprender de Nossa Senhora a contemplar os mistérios da vida de Jesus, percebendo sempre mais a Sua presença junto de nós.”

PARA REZAR



SALMO 67

Louvado sejais, Senhor, pelos povos de toda a terra

Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,
resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.
Na terra se conhecerão os vossos caminhos
e entre os povos a vossa salvação.

Alegrem-se e exultem as nações,
porque julgais os povos com justiça
e governais as nações sobre a terra.

Os povos Vos louvem, ó Deus,
todos os povos Vos louvem.
Deus nos dê a sua bênção,
e chegue o seu louvor aos confins da terra.

SANTOS POPULARES



SANTA CATARINA DE BOLONHA

Catarina nasceu em Bolonha no ano de 1413, filha de Benvenuta Mamolin e de Giovani Vigri. Foi educada na corte de Ferrara, como dama de companhia de Margarida, filha de Nicolau III, marquês D’Este, ao serviço de quem estava o seu pai como diplomata. Aos treze anos de idade, após ter ficado órfã de pai e depois do casamento de Margarida com Roberto Malatesta, de Rimini, Catarina decide-se pela vida religiosa. Foi exactamente na corte de Ferrara, num ambiente moralmente deturpado, que a semente da vocação religiosa germinou no coração de Catarina. Deixando a mãe, uma irmã e um irmão, entrou num mosteiro de Terciárias Agostinianas, em1427, com apenas catorze anos. Esta comunidade tinha sido fundada por uma grande dama de Ferrara, Lúcia Mascaroni, que na época a dirigia. Durante a sua permanência na corte de Ferrara, Catarina mantivera estreito contacto com os Frades Menores da Observância, no Convento do Santo Espírito, onde recebia a orientação espiritual que solidificou o seu desejo de servir a Deus. Percebendo que a comunidade na qual ingressara não vivia com radicalidade evangélica a sua opção, sentia cada vez mais o anseio de que, de comum acordo, passassem a viver a Regra de Santa Clara, e que tivessem a orientação dos Frades Observantes, cujo testemunho de vida sempre a impressionara. Com o apoio sincero e confiante de Lúcia Mascaroni - depois de inúmeras dificuldades e vicissitudes motivadas por divisões internas do grupo de mulheres que viviam, então, no Mosteiro Corpus Christi, mas por influência decisiva de Catarina - adotam finalmente a Regra própria de Santa Clara. O Papa Eugénio IV, numa bula de Abril de 1431, enviou algumas Clarissas de Mântua para que formassem as componentes da nova comunidade, estimulando a exacta observância da Regra no seu primitivo rigor, atendendo assim às santas aspirações de Catarina e das suas companheiras. Depois de algum tempo de aprofundamento neste estilo de vida - o que considerou como o seu noviciado - Catarina professou, em 1432, com dezanove anos de idade, a Regra de Santa Clara, pela qual tanto lutara. Catarina era de saúde muito delicada, mas esquecia-se complemente de si mesma, impondo a si mesma os trabalhos mais pesados e difíceis para poupar as demais. Desempenhou muitas funções ao serviço da sua comunidade: entre elas, a de padeira e de enfermeira. Foi exemplar na humildade e na obediência, no meio de inúmeras tentações de rebelião e de desespero, durante boa parte de sua vida em Ferrara. Era sempre pródiga na caridade para com as suas irmãs. Dotada de uma inteligência, de uma sensibilidade e de uma perspicácia únicas, destacou-se como grande escritora, poetisa, pintora e mística do renascimento italiano. O seu estilo literário é original, precioso para o estudo da própria língua italiana da época, no dialeto da sua região. Jamais quis aceitar o ofício de abadessa em Ferrara, mas foi, durante muitos anos, mestra de noviças. O seu livro “As Sete Armas Espirituais” é uma síntese belíssima da sua pedagogia espiritual. Na perspectiva de realizar uma nova fundação em Bolonha, Catarina foi escolhida como abadessa, nas véspera da partida das fundadoras, em cujo grupo ela já  se contava. O temor em relação à difícil missão que o Senhor lhe pedia fez com que adoecesse gravemente naquela noite, tanto que pensavam as Irmãs que não sobreviveria. Mas, na manhã seguinte, como por um milagre, partia com quinze companheiras para Bolonha, numa viagem memorável, em carruagem adaptada como clausura, que o povo acompanhava ou aclamava com júbilo. Era o ano de 1456. Em pouco tempo, duplicou o número de Irmãs, em Bolonha. A fama de santidade de Catarina atrai muitas jovens. A própria mãe de Catarina e a sua irmã fazem-se clarissas. O Mosteiro Corpus Domini, de Bolonha, torna-se um verdadeiro centro espiritual naquela cidade de douta cultura. O número de Clarissas rapidamente chega a sessenta. Entre as mais fiéis colaboradoras de Catarina estão as Bem-aventuradas: Giovana Lambertini (+1476), Paula Mezzavaca (1426-1482) e Iluminata Bembo (+1496). Todas elas entraram no Convento em Ferrara, antes da observância da Regra de Santa Clara; participaram do grupo que fundou o Mosteiro de Bolonha e foram exemplares no seu testemunho de vida. A Irmã Iluminata Bembo foi a primeira biógrafa de Santa Catarina. O seu manuscrito “Espelho de Iluminação” conserva-se actualmente no Mosteiro Corpus Domini de Bolonha, com as obras pessoais de Catarina: ‘As Armas necessárias às batalhas espirituais’, ‘Breviário’, ‘Tratado sobre o modo de comportar-se nas tentações’, ‘Regras de vida religiosa’, ‘Louvores e devoções’, ‘Cartas’, ‘Louvores espirituais e poesias’ - todos manuscritos autógrafos e alguns inéditos. A partir de 1461, Catarina passa por períodos sucessivos de grave doença, até à sua morte a 9 de Março de 1463. Foi beatificada pelo Papa Clemente VII. Em 1712, Clemente XI declarou-a santa. O seu corpo conserva-se incorrupto, em perfeito estado de conservação e flexível, na Igreja do Mosteiro Corpus Domini: Catarina está  sentada, com a Regra de Santa Clara nas mãos. É um dos casos mais interessantes da história!  A festa litúrgica de Santa Catarina de Bolonha celebra-se no dia 9 de Maio.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

FESTA DO CREDO




Em pleno Ano da Fé, as crianças do 5º ano de catequese da Igreja Matriz celebraram, no dia 27 de Abril, a sua festa chamada “Festa do Credo”. Ao longo ano, foram aprendendo a rezar o credo e aprofundaram o seu significado e os seus ensinamentos. Nesta celebração, quiseram dizer a Jesus que estão dispostas a preparar-se bem para poderem assumir as responsabilidades baptismais, no próximo ano, na Festa da Profissão de Fé. A comunidade paroquial deve acolher, com alegria, este seu desejo e deve crescer, cada vez mais, no testemunho, para que se torne modelo e exemplo de entrega a Jesus, na fidelidade ao Baptismo e aos ensinamentos do Evangelho. As gerações mais jovens precisam de verdadeiros modelos de cristãos. As famílias, e sobretudo os pais, têm uma grande responsabilidade e uma grande missão. É preciso aderir plenamente a Jesus e anunciá-Lo com valentia. Acreditamos que a vida na fé em Cristo é mais feliz.

PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO



 
- na homilia do V Domingo da Páscoa, 28 de Abril, na Basílica de São Pedro – Roma, com celebração do Crisma

“…Permanecei firmes no caminho da fé, com segura esperança no Senhor. Aqui está o segredo do nosso caminho. Ele dá-nos a coragem de ir contra a corrente. Sim, jovens; ouvistes bem: ir contra a corrente. Isto fortalece o coração, já que ir contra a corrente requer coragem e Ele dá-nos esta coragem. Não há dificuldades, tribulações, incompreensões que possam meter-nos medo, se permanecermos unidos a Deus como os ramos estão unidos à videira; se não perdermos a amizade com Ele; se lhe dermos cada vez mais espaço na nossa vida. Isto é verdade mesmo, e sobretudo, quando nos sentimos pobres, fracos, pecadores, porque Deus proporciona força à nossa fraqueza, riqueza à nossa pobreza, conversão e perdão ao nosso pecado. O Senhor é tão misericordioso! Se vamos ter com Ele, sempre nos perdoa. Tenhamos confiança na acção de Deus! Com Ele, podemos fazer coisas grandes; Ele nos fará sentir a alegria de sermos seus discípulos, suas testemunhas. Apostai nos grandes ideais, nas coisas grandes. Nós, cristãos, não fomos escolhidos pelo Senhor para coisinhas pequenas; ide sempre mais além, rumo às coisas grandes. Jovens, jogai a vida por grandes ideais!...”

PARA REZAR



SALMO 145

O Senhor é clemente e compassivo,
é paciente e misericordioso.
O Senhor é bom para com todos;
a sua ternura repassa todas as suas obras.

Louvem-te, Senhor, todas as tuas criaturas;
todos os teus fiéis te bendigam.
Dêem a conhecer a glória do teu reino
e anunciem os teus feitos poderosos


para mostrar aos homens as tuas proezas
e o esplendor glorioso do teu reino.
O teu reino é um reino para toda a eternidade
O teu domínio estende-se por todas as gerações

SANTOS POPULARES



SANTO ATANÁSIO
- de uma catequese de Bento XVI

“…Atanásio foi sem dúvida um dos Padres da Igreja antiga mais importantes e venerados. Este grande santo é, sobretudo, um apaixonado teólogo da encarnação do Logos, o Verbo de Deus, que, como diz o prólogo do quarto Evangelho "se fez carne e veio habitar entre nós" (Jo 1, 14). 
Precisamente por este motivo, Atanásio foi também o mais importante e tenaz adversário da heresia ariana, que então ameaçava a fé em Cristo, reduzido a uma criatura "intermediária" entre Deus e o homem, segundo uma tendência recorrente na história e que vemos concretizada de diversas formas também hoje. Nascido provavelmente em Alexandria, no Egipto, por volta do ano 300, Atanásio recebeu uma boa educação antes de se tornar diácono e secretário do Bispo da metrópole egípcia, Alexandre. Estreito colaborador do seu Bispo, o jovem eclesiástico participou com ele no Concílio de Niceia, o primeiro de carácter ecuménico, convocado pelo imperador Constantino, em Maio de 325 para garantir a unidade da Igreja. Os Padres nicenos puderam, assim, enfrentar várias questões, e principalmente o grave problema causado, alguns anos antes, pela pregação do presbítero alexandrino Ário que, com a sua teoria, ameaçava a fé autêntica em Cristo, declarando que o Logos não era verdadeiro Deus, mas um Deus criado, um ser "intermediário" entre Deus e o homem e assim o verdadeiro Deus permanecia sempre inacessível para nós.  Os Bispos reunidos em Niceia responderam preparando e fixando o "Símbolo de fé" que, completado mais tarde pelo primeiro Concílio de Constantinopla, permaneceu na tradição das diversas confissões cristãs e na liturgia como o Credo niceno-constantinopolitano (…) 
Tendo falecido o Bispo Alexandre, Atanásio tornou-se, em 328, seu sucessor como Bispo de Alexandria e, logo depois, demonstrou-se decidido a recusar qualquer compromisso em relação às teorias arianas condenadas pelo Concílio niceno. A sua intransigência, tenaz e por vezes muito dura, mesmo se necessária, contra quantos se tinham oposto à sua eleição episcopal e sobretudo contra os adversários do Símbolo niceno, atraiu a implacável hostilidade dos arianos e dos filo-arianos(…) A crise ariana, que se pensava estar resolvida em Niceia, continuou por decénios, com vicissitudes difíceis e divisões dolorosas na Igreja. E, por cinco vezes, entre 336 e 366, Atanásio foi obrigado a abandonar a sua cidade, passando 17 anos no exílio e sofrendo pela fé. Mas durante as suas forçadas ausências de Alexandria, o Bispo teve a oportunidade de defender e difundir no Ocidente, primeiro em Trier e depois em Roma, a fé nicena e também os ideais do monaquismo, abraçados no Egipto pelo grande eremita Antão com uma opção de vida à qual Atanásio sempre esteve próximo. Santo Antão, com a sua força espiritual, era a pessoa mais importante na defesa da fé de Santo Atanásio. Voltando de novo, e definitivamente, à sua sede, o Bispo de Alexandria pôde dedicar-se à pacificação religiosa e à reorganização das comunidades cristãs. Faleceu a 2 de Maio de 373, dia em que celebramos a sua memória litúrgica (…)”

segunda-feira, 22 de abril de 2013

FESTA DA PALAVRA




Neste Sábado, 20 de Abril, as crianças do 4º ano da Catequese da Igreja Matriz fizeram a sua Festa da Palavra. Toda a vida cristã deve ser vivida em confronto com a Palavra de Deus. Estas crianças começaram a fazer a experiência do encontro com o Senhor, através da palavra da Bíblia. Querem aprofundar e compreender melhor o que Deus lhes revela, para conhecer melhor a Jesus; para amá-Lo mais; para praticarem o que Ele ensina; para falarem d’Ele aos seus companheiros e amigos. A entrega da Bíblia exprime o desejo de Jesus de ser a sua luz, o seu amigo, a sua alegria. Que estas crianças, ajudadas pelos seus pais e educadores, possam perseverar, fielmente, no amor que a Palavra de Deus faz germinar no mundo.

 

DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES



- da Mensagem de Bento XVI

“…As vocações sacerdotais e religiosas nascem da experiência do encontro pessoal com Cristo, do diálogo sincero e familiar com Ele, para entrar na sua vontade. Por isso, é necessário crescer na experiência de fé, entendida como profunda relação com Jesus, como escuta interior da sua voz que ressoa dentro de nós. Este itinerário, que torna uma pessoa capaz de acolher o chamamento de Deus, é possível no âmbito de comunidades cristãs que vivem uma intensa atmosfera de fé, um generoso testemunho de adesão ao Evangelho, uma paixão missionária que induza a pessoa à doação total de si mesma pelo Reino de Deus, alimentada pela recepção dos sacramentos, especialmente a Eucaristia, e por uma fervorosa vida de oração. Esta «deve, por um lado, ser muito pessoal, um confronto do meu eu com Deus, com o Deus vivo; mas, por outro, deve ser incessantemente guiada e iluminada pelas grandes orações da Igreja e dos santos, pela oração litúrgica, na qual o Senhor nos ensina continuamente a rezar de modo justo» (Enc. Spe salvi, 34).
A oração constante e profunda faz crescer a fé da comunidade cristã, na certeza sempre renovada de que Deus nunca abandona o seu povo e que o sustenta suscitando vocações especiais, para o sacerdócio e para a vida consagrada, que sejam sinais de esperança para o mundo. Na realidade, os presbíteros e os religiosos são chamados a entregar-se de forma incondicional ao Povo de Deus, num serviço de amor ao Evangelho e à Igreja, num serviço àquela esperança firme que só a abertura ao horizonte de Deus pode gerar…”

 
Oração para a 50ª Semana das Vocações

Deus Pai, fonte da vida,
que pelo teu filho, Jesus Cristo,
nos deste o Espirito de confiança e de amor:
envia operários para a tua Igreja;
dá vitalidade de fé a cada família, paróquia e diocese,
onde desabrochem numerosas vocações sacerdotais e religiosas
e os baptizados vivam generosamente o Evangelho;
ilumina com a santidade da tua palavra
os pastores e os consagrados;
anima os jovens nos seminários e nas casas de formação;
renova a esperança na Igreja e continua a chamar muitos
para que nunca faltem testemunhas autênticas,
transfiguradas no encontro contigo,
e anunciadoras da tua alegria à comunidade cristã e aos irmãos.
Amém.

PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO



 
- na Homilia do III Domingo da Páscoa, 14 de Abril, na Basílica de São Paulo Extramuros - Roma.

“…No grande desígnio de Deus, cada detalhe é importante, incluindo o teu, o meu pequeno e humilde testemunho, mesmo o testemunho oculto de quem vive a sua fé, com simplicidade, nas suas relações diárias de família, de trabalho, de amizade. Existem os santos de todos os dias, os santos «escondidos», uma espécie de «classe média da santidade» – como dizia um escritor francês –, aquela «classe média da santidade» da qual todos podemos fazer parte. Mas há também, em diversas partes do mundo, quem sofra – como Pedro e os Apóstolos – por causa do Evangelho; há quem dê a própria vida para permanecer fiel a Cristo, com um testemunho que lhe custa o preço do sangue. Recordemo-lo bem todos nós: não se pode anunciar o Evangelho de Jesus sem o testemunho concreto da vida. Quem nos ouve e vê, deve poder ler nas nossas acções aquilo que ouve da nossa boca, e dar glória a Deus! Isto traz-me à mente um conselho que São Francisco de Assis dava aos seus irmãos: Pregai o Evangelho; caso seja necessário, mesmo com as palavras. Pregar com a vida: o testemunho. A incoerência, dos fiéis e dos Pastores, entre aquilo que dizem e o que fazem, entre a palavra e a maneira de viver, mina a credibilidade da Igreja.
Mas tudo isto só é possível, se reconhecermos Jesus Cristo; pois foi Ele que nos chamou, nos convidou a seguir o seu caminho, nos escolheu. Só é possível anunciar e dar testemunho, se estivermos unidos a Ele, precisamente como, no texto do Evangelho de hoje: estão ao redor de Jesus ressuscitado Pedro, João e os outros discípulos; vivem uma intimidade diária com Ele, pelo que sabem bem quem é, conhecem-No. O Evangelista sublinha que «nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-Lhe: “Quem és tu?”, porque bem sabiam que era o Senhor» (Jo 21, 12). Está aqui um dado importante para nós: temos de viver num relacionamento intenso com Jesus, numa intimidade tal, feita de diálogo e de vida, que O reconheçamos como «o Senhor». Adorá-Lo! A passagem que ouvimos do Apocalipse, fala-nos da adoração: as miríades de anjos, todas as criaturas, os seres vivos, os anciãos prostram-se em adoração diante do trono de Deus e do Cordeiro imolado, que é Cristo e para quem é dirigido o louvor, a honra e a glória (cf. Ap 5, 11-14). Gostaria que todos se interrogassem: “Tu (eu) adoras o Senhor?” Vamos ter com Deus só para pedir, para agradecer, ou vamos até Ele também para O adorar? Mas então que significa adorar a Deus? Significa aprender a estar com Ele, a demorar-se em diálogo com Ele, sentindo a sua presença como a mais verdadeira, a melhor, a mais importante de todas. Cada um de nós possui, na própria vida, de forma mais ou menos consciente, uma ordem bem definida das coisas que são consideradas mais ou menos importantes. Adorar o Senhor quer dizer dar-Lhe o lugar que Ele deve ter; adorar o Senhor significa afirmar, crer – e não apenas por palavras – que Ele é o único que guia verdadeiramente a nossa vida; adorar o Senhor quer dizer que vivemos na sua presença convencidos de que é o único Deus, o Deus da nossa vida, o Deus da nossa história.
Daqui deriva uma consequência para a nossa vida: despojar-nos dos numerosos ídolos, pequenos ou grandes, que temos e nos quais nos refugiamos, nos quais buscamos e muitas vezes depomos a nossa segurança. São ídolos que, frequentemente, conservamos bem escondidos; podem ser a ambição, o carreirismo, o gosto do sucesso, o sobressair, a tendência a prevalecer sobre os outros, a pretensão de ser os únicos senhores da nossa vida, qualquer pecado ao qual estamos presos, e muitos outros. Há uma pergunta que eu queria que ressoasse, esta tarde, no coração de cada um de nós e que lhe respondêssemos com sinceridade: Já pensei qual possa ser o ídolo escondido na minha vida que me impede de adorar o Senhor? Adorar é despojarmo-nos dos nossos ídolos, mesmo os mais escondidos, e escolher o Senhor como centro, como via mestra da nossa vida. Amados irmãos e irmãs, todos os dias o Senhor nos chama a segui-Lo corajosa e fielmente; fez-nos o grande dom de nos escolher como seus discípulos; convida-nos a anunciá-Lo jubilosamente como o Ressuscitado, mas pede-nos para o fazermos, no dia-a-dia, com a palavra e o testemunho da nossa vida…”

PARA REZAR



SALMO 100

 ( Nós somos o povo de Deus,
   somos as ovelhas do seu rebanho.)

Aclamai o Senhor, terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo.

Sabei que o Senhor é Deus,
Ele nos fez, a Ele pertencemos,
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

O Senhor é bom,
eterna é a sua misericórdia,
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.

SANTOS POPULARES



SANTA CATARINA DE SENA

Catarina nasceu na aldeia de Fontebranda, em Sienna, Itália, no dia 25 de Março de 1347, dia da Anunciação. Era filha de Giacomo Benincasa e de Mona Lapa. Filha duma família cristã, principiou, desde tenra idade, a sentir grande tendência para a vida de piedade. Aos 5 anos, subia as escadas de joelhos rezando, a cada degrau, uma Avé-Maria. Aos 6 anos, o Senhor quis mimoseá-la com a sua primeira manifestação sensí­vel: Cristo apareceu-lhe sentado num trono, revestido com resplandecentes ornamentos pontificais, tendo a cabeça cingida com uma tiara papal, abençoando-a com a mão direita. Aos 7 anos, fez “voto” de virgindade, e aos 12, segundo o costume do país e da época, apesar de ser muito criança, os seus pais pensaram em casá-la, mas recusou energicamente o matrimónio. No entanto, levada pelos falsos conselhos duma irmã, começou por se deixar mundanizar. Este período parece ter sido curto. Tratava-se apenas de imperfeições de criança. Mais consciente do apelo que Jesus lhe fazia a uma vida de santidade, chorou-o arrependida, durante vários anos. Depois, intensificando as suas penitências, fixou-se numa espécie de vida religiosa, fazendo, mais tarde, os três votos religiosos, que viveu intensamente, apesar de sempre ter vivido no mundo. Durante muito tempo, não tomou outro alimento, excepto pão e ervas cruas. Enquanto pensava na vida religiosa das grandes Ordens, S. Domingos apareceu-lhe e prometeu-lhe, que, mais tarde, ia ser recebida na sua grande família espiritual. Na cidade de Sienna, havia um numeroso grupo de Terceiras dominicanas, as quais, embora usassem o hábito da Ordem, (chamavam-se “mantellate”), viviam nas suas próprias casas. Aos 16 anos entrou na Ordem Terceira de S. Domingos, indo juntar-se ao grupo das “Mantellate”. As aspirações de Catarina foram, assim, realizadas em plena conformidade com o género de vida que já se havia proposto. Passou a viver fechada num pequeno quarto, que lhe fora designado, vivendo aí como eremita, unicamente ocupada das coisas de Deus e saindo, apenas, para ir à igreja. Empregava a noite e o dia em colóquios divinos para orar o mais tempo possível. Chegou a dormir apenas meia hora em cada noite. Catarina era estimulada, no meio deste ambiente, por graças sobrenaturais, sendo visitada pelo próprio Cristo. Animavam-na, também, os conselhos e exortações dos sacerdotes dominicanos. Aos 20 anos, o Senhor ordenou-lhe que se dedicasse ao apostolado e, daí em diante, levasse uma vida mais activa, sem afrouxar a sua intensa vida de oração. Desde então, multiplica as suas obras de caridade: socorre os pobres, cuida dos doentes, manifestando, sobretudo, uma grande abnegação durante o tempo em que a peste invadiu a Itália. Exorta os ímpios à emenda de vida; extingue vinganças e ódios. Depois de ter obtido a perfeição na fé, pede ao Senhor a perfeição na caridade. Desde então, quantos dela se aproximam, sem excepção de ninguém, notam que os acontecimentos exteriores, contradições e sofrimentos, de maneira alguma perturbam a sua alma. Amava a todos com um coração verdadeiramente maternal. Catarina foi uma das mais brilhantes mentes teológicas do seu tempo, embora sem qualquer educação formal. Trabalhou com êxito como moderadora entre a Santa Sé e a cidade de Florença e persuadiu o Papa, que na época vivia em Avignon - França, a voltar para Roma, tendo-o conseguido somente no pontificado do Papa Urbano VI. Mais tarde, Catarina foi para Roma, onde lutou infatigavelmente com orações, exortações e cartas para ganhar novos partidários para o Papa legítimo. Aos 26 anos, começou a sentir, no seu corpo, as dores da Paixão de Cristo. Dois anos mais tarde, em 1375, durante uma visita a Pisa, recebeu a comunhão na pequena igreja de Santa Cristina. Quando meditava e agradecia, orando aos pés do crucifixo, raios de luz furaram as suas mãos, os seus pés e o seu lado. Todos puderam ver os estigmas de Cristo, no seu corpo. Por causa de tanta dor, deixou de falar e de comer. Assim viveu durante oito anos, alimentando-se unicamente da Sagrada Comunhão. Rezou muito para que as marcas dos estigmas não fossem visíveis e o Senhor concedeu-lhe essa graça. Mas, após a sua morte, os estigmas voltaram a ficar bem visíveis no seu corpo incorrupto, como uma transparência na pele, no lugar das chagas de Cristo. Testemunhas afirmavam que, muitas vezes, quando rezava entrava em levitação. Das cartas de Santa Catarina de Sena, há uma trilogia chamada "O Diálogo", considerado o mais brilhante escrito da história da Igreja Católica. Catarina morreu jovem, aos 33 anos de idade, em 29 de Abril de 1380. Em 1430, o seu corpo foi encontrado incorrupto e conservado. Foi canonizada, em 1461, pelo Papa Pio II, e em 4 de Outubro de 1970, apesar de não ter aprendido a ler e a escrever, foi proclamada Doutora de Igreja, pelo Papa Paulo VI. A Igreja faz a sua memória litúrgica no dia 29 de Abril.