PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Hás-de temer o Senhor, teu Deus…” (cf. Deuteronómio 6, 2)

Só Deus é Deus e Senhor. E não há outro Deus a quem amar, servir, adorar, acreditar, rezar, agradecer… Temer o Senhor não é ‘ter medo de Deus’. Não precisamos ter medo de Deus: Ele é amor, perdão, misericórdia, alegria, paz, salvação e esperança… Temer o Senhor é reconhecer a grandeza do seu poder; a santidade do seu nome; a ternura que nos dedica; a alegria da vida que nos oferece. Temer o Senhor é acolher a sua Palavra; cumprir os seus mandamentos; responder com fidelidade aos seus apelos; confiar na sua promessa e anunciá-la com a bondade dos nossos gestos. Quem ‘teme a Deus’ procura fazer tudo para não pecar contra ele; fazer nascer no coração o receio e a tristeza de o poder ofender. O apelo feito pela palavra de Deus aponta-nos o caminho da verdade, da justiça, da caridade, da compaixão. Uma grande exigência que nos trará a felicidade e a bênção.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

EM DESTAQUE:


 

- PENTECOSTES

Celebramos, neste Domingo, o mistério do Pentecostes. Cinquenta dias depois da Páscoa, a Igreja faz a memória da vinda do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos reunidos em oração, no cenáculo. Recordamos que, logo a seguir, todos ficaram maravilhados quando os Apóstolos apareceram irreconhecíveis pelo testemunho que davam de Cristo ressuscitado, pela justeza das suas ideias, pela clareza e coragem da sua pregação, pela abundância imediata dos frutos da sua acção. A propósito desta festa cristã, o Papa Francisco, no Pentecostes de 2014, disse: “…o Espírito Santo ensina-nos o caminho; recorda-nos e explica-nos as palavras de Jesus; leva-nos a rezar e a dizer «Pai» a Deus; faz-nos falar aos homens no diálogo fraterno e leva-nos a falar na profecia. No dia de Pentecostes, quando os discípulos «se tornaram cheios do Espírito Santo», teve lugar o baptismo da Igreja, que nasceu «em saída», «em partida», para anunciar a Boa Notícia a todos. A Mãe Igreja parte para servir. Recordemos também a outra Mãe, a nossa Mãe que partiu com prontidão para servir. A Mãe Igreja e a Mãe Maria: ambas são virgens, ambas são mães, são ambas mulheres. Jesus foi peremptório com os Apóstolos: eles não deviam afastar-se de Jerusalém antes de ter recebido do alto a força do Espírito Santo (cf. Act 1, 4.8). Sem Ele não existe a missão, e nem sequer a evangelização. Por isso, juntamente com a Igreja inteira, com a nossa Mãe Igreja católica, invoquemos: Vinde, Espírito Santo!...”

 

- 14º DIA DIOCESANO DA FAMÍLIA

A Diocese do Porto celebra, no próximo Domingo, 31 de Maio – Solenidade da Santíssima Trindade – o Dia Diocesano da Família, sob o lema: Abri a vossa família à alegria do Evangelho. Neste encontro das famílias - festa das famílias - pretende-se, também, prestar homenagem aos casais que, ao longo deste ano, perfazem 10, 25, 50 e 60 anos de vida matrimonial. O encontro realiza-se no Pavilhão Municipal de Santo Tirso, com o seguinte programa:
- 14.00 / 15.30 h - Acolhimento
e acomodação dos jubilados
- 15.30 - Preparação da Eucaristia
- 16.00 h - Concelebração Eucarística,
presidida pelo Sr. Bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, e entrega de bênçãos matrimoniais aos casais jubilados.

 

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO



- na Audiência- Geral de Quarta-Feira, dia 20 de Maio, na Praça de São Pedro - Roma

“ Caríssimos irmãos e irmãs, hoje quero dar-vos as boas-vindas porque vi, entre vós, numerosas famílias: bom dia a todas as famílias!

Continuamos a meditar sobre a família. Hoje, reflectiremos sobre uma característica essencial da família: a sua vocação natural para educar os filhos para que cresçam na responsabilidade por si mesmos e pelo próximo. O que ouvimos do Apóstolo Paulo, no início, é muito bonito: «Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. Pais, não irriteis os vossos filhos, para que eles não desanimem» (Cl 3, 20-21). Trata-se de uma regra sábia: o filho é educado a ouvir e a obedecer aos pais, que não devem mandar de maneira inoportuna, para não desencorajarem os filhos. Com efeito, os filhos devem crescer passo a passo, sem desanimar. Se vós, pais, dizeis aos vossos filhos: «Subamos por esta escada» e pegais na sua mão, ajudando-os a subir passo a passo, as coisas correrão bem. Mas, se vós dizeis: «Sobe!» — «Mas não consigo» — «Vai!», isto chama-se exasperar os filhos, pedindo-lhes aquilo que eles não são capazes de fazer. Por isso, a relação entre pais e filhos deve ser sábia, profundamente equilibrada. Filhos, obedecei aos vossos pais, porque isto agrada a Deus. E vós, pais, não exaspereis os vossos filhos, pedindo-lhes coisas que eles não conseguem fazer. É preciso agir assim, para que os filhos cresçam na responsabilidade por si mesmos e pelo próximo.
Poderia parecer uma constatação óbvia pois, também na nossa época, não faltaram problemas. É difícil, para os pais educar, quando se encontram com os filhos somente à noite, quando voltam para casa, cansados do trabalho. Aqueles que têm a sorte de dispor de um trabalho! É ainda mais difícil para os pais separados, e que vivem sob o peso desta sua condição. Coitados!… Enfrentaram dificuldades, separaram-se e muitas vezes o filho torna-se um refém: o pai fala-lhe mal da mãe; a mãe fala-lhe mal do pai… Assim ferem-se muito. Mas, aos pais separados digo: nunca tomeis os vossos filhos como reféns! Separastes-vos devido a muitas dificuldades e motivos; a vida deu-vos esta provação, mas os filhos não devem carregar o fardo desta separação; que eles não sejam usados, como reféns, contra o outro cônjuge; mas, cresçam ouvindo a mãe falar bem do pai, embora já não estejam juntos; e o pai a falar bem da mãe. Para os pais separados, isto é muito importante e deveras difícil, mas podem fazê-lo.
Mas, há uma pergunta a fazer: como educar? Que tradições temos, hoje, para transmitir aos nossos filhos?
Intelectuais «críticos» de todos os tipos silenciaram os pais de mil maneiras, para defender as jovens gerações contra os danos — verdadeiros ou presumidos — da educação familiar. A família foi acusada, entre outras coisas, de autoritarismo, favoritismo, conformismo e repressão afectiva que gera conflitos.
Com efeito, abriu-se uma ruptura entre família e sociedade, entre família e escola; hoje, o pacto educativo interrompeu-se; e, assim, a aliança educativa da sociedade com a família entrou em crise, porque foi minada a confiança recíproca. Os sintomas são numerosos. Por exemplo, na escola comprometeram-se as relações entre os pais e os professores. Às vezes, existem tensões e desconfiança mútua; e, naturalmente, as consequências recaem sobre os filhos. Por outro lado, multiplicaram-se os chamados «peritos», que passaram a ocupar o papel dos pais, até nos aspectos mais íntimos da educação. Sobre a vida afectiva, a personalidade e o desenvolvimento; sobre os direitos e os deveres, os «peritos» sabem tudo: finalidades, motivações, técnicas. E os pais só devem ouvir, aprender a adaptar-se. Privados da sua função, tornam-se, muitas vezes, excessivamente apreensivos e possessivos em relação aos seus filhos, a ponto de nunca os corrigir: «Tu não podes corrigir o teu filho!». Tendem a confiá-los, cada vez mais, aos «peritos», até nos aspectos mais delicados e pessoais da sua vida, ficando isolados, à parte; e, assim, hoje, os pais correm o risco de se auto-excluir da vida dos seus filhos. E isto é gravíssimo! Hoje, existem casos deste tipo. Não digo que acontece sempre, mas existem. Na escola, a professora repreende a criança e manda uma nota aos pais. Recordo-me de um acontecimento caricato. Certa vez, quando andava na quarta classe, disse uma palavra feia à professora e ela – uma boa mulher - mandou chamar a minha mãe. No dia seguinte, a minha mãe foi à escola; conversaram entre elas e depois chamaram-me. Diante da professora, a minha mãe explicou-me que aquilo que eu tinha feito era feio, algo que não se devia fazer… Mas, a minha mãe fê-lo com muita delicadeza, dizendo-me que devia pedir desculpa à professora, ali à sua frente. Fi-lo e depois senti-me feliz; e pensei: a história acabou bem! Mas, aquele era o primeiro capítulo! Quando voltei para casa, teve início o segundo... Agora, imaginai que, hoje, uma professora faz algo assim; no dia seguinte, encontra os pais, ou um deles, que vêm insultá-la, porque os «peritos» dizem que as crianças não devem ser repreendidas assim... A situação mudou! Portanto, os pais não devem auto-excluir-se da educação dos seus filhos.
É evidente que este modo de actuar não é bom: não é harmonioso, nem dialógico; e, em vez de favorecer a colaboração entre a família e as demais agências educativas, as escolas, os ginásios...contrapõe-nas.
Como pudemos chegar a este ponto? Não há dúvida de que os pais, ou melhor, certos modelos educativos do passado, tinham alguns limites. Não há dúvida! Mas, também é verdade que alguns erros só os pais são autorizados a fazê-los, porque podem compensá-los de um modo que é impossível a qualquer outra pessoa. Por outro lado, como bem sabemos, a vida tornou-se avara de tempo para falar, meditar, confrontar-se. Muitos pais são «raptados» pelo trabalho — o pai e a mãe devem trabalhar — e por outras preocupações, confusos com as novas exigências dos filhos e com a complexidade da vida moderna — que é assim!...devemos aceitá-la como é — e encontram-se como que paralisados pelo medo de errar. Mas, o problema não é só falar. Aliás, um «dialogismo» superficial não leva a um encontro genuíno entre a mente e o coração. Ao contrário, perguntemo-nos: procuramos entender «onde» estão, deveras, os filhos no seu caminho? Sabemos onde realmente está a sua alma? E sobretudo: queremos sabê-lo? Estamos convictos de que eles, na realidade, não estão à espera de algo mais?
As comunidades cristãs são chamadas a oferecer ajuda à missão educativa das famílias, e fazem-no principalmente à luz da Palavra de Deus. O Apóstolo Paulo recorda a reciprocidade dos deveres entre pais e filhos: «Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. Pais, não irriteis os vossos filhos, para que eles não desanimem» (Cl 3, 20-21). Na base de tudo está o amor, a caridade que Deus nos concede, a qual «não é arrogante, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor... Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta» (1 Cor 13, 5-7). Até nas melhores famílias, é preciso suportar-se uns aos outros, e é necessária muita paciência para isso! Mas a vida é mesmo assim. A vida não se faz no laboratório, mas na realidade. O próprio Jesus passou através da educação familiar.
Também neste caso, a graça do amor de Cristo cumpre aquilo que está inscrito na natureza humana. Quantos exemplos maravilhosos temos de pais cristãos cheios de sabedoria humana! Eles demonstram que a boa educação familiar é a coluna vertebral do humanismo. A sua propagação social constitui o recurso que permite compensar as lacunas, as feridas, os vazios de paternidade e maternidade que atingem os filhos menos felizardos. Esta irradiação pode fazer autênticos milagres. E na Igreja estes milagres acontecem todos os dias!
Faço votos de que o Senhor conceda às famílias cristãs a fé, a liberdade e a coragem necessários para a sua missão. Se a educação familiar resgatar o orgulho do seu protagonismo, os pais incertos e os filhos decepcionados serão grandemente beneficiados. Chegou a hora de os pais e as mães voltarem do seu exílio — porque se auto-exilaram da educação dos próprios filhos — e recuperarem a sua função educativa. Oremos para que o Senhor conceda aos pais esta graça: a de não se auto-exilarem da educação dos seus filhos. E isto só pode ser feito com amor, ternura e paciência. (cf. Santa Sé)

PARA REZAR



* SALMO 103

 

Refrão: Mandai, Senhor, o vosso Espírito, e renovai a terra.

 

Bendiz, ó minha alma, o Senhor.

Senhor, meu Deus, como sois grande!

Como são grandes, Senhor, as vossas obras!

A terra está cheia das vossas criaturas.

 

Se lhes tirais o alento, morrem

e voltam ao pó donde vieram.

Se mandais o vosso espírito, retomam a vida

e renovais a face da terra.

 

Glória a Deus para sempre!

Rejubile o Senhor nas suas obras.

Grato Lhe seja o meu canto

e eu terei alegria no Senhor.

 


* HINO AO ESPÍRITO SANTO

 

Abri os corações ao sopro do Senhor.

Que infunde vida nova às almas que visita:

Um povo novo sai das águas,

Das águas em que paira o Espírito da Luz.

Abri os corações ao sopro do Senhor.

 

Lançai o vosso corpo entre as línguas de fogo

Que queima e purifica o coração da terra.

Tendes na fronte marcas sagradas:

O Verbo de Jesus é o Verbo da vitória.

Abri os corações ao sopro do Senhor.

 

Dai todo o vosso ser às sementes do Céu

Que vem juntar-se em vós a todo o sofrimento.

O Corpo do Senhor é feito das angústias

De quantos neste mundo a injustiça esmaga.

Abri os corações ao sopro do Senhor.

 

Olhai dentro de vós o Hóspede divino,

Sem nada mais querer senão esta presença.

Vivei do Espírito e para o Espírito

Nas vossas orações e nos vossos silêncios.

Abri os corações ao sopro do Senhor.

SANTOS POPULARES


SÃO JOSÉ MARELLO

José Marello nasceu no dia 26 de Dezembro de 1844, em Turim -Itália. Os seus pais, Vincenzo e Ana Maria, eram da cidade de São Martino Alfieri. José tinha quatro anos quando a sua mãe morreu. O seu pai, então, deixou o seu comércio em Turim e voltou, com os filhos, para a sua cidade natal, onde estes receberiam melhor educação e mais carinho, com a ajuda dos avós. Apesar de ter perdido a mãe, José teve uma infância igual à das crianças do seu tempo, marcada pela simplicidade, humildade e atenção aos outros, valores que aprendeu dos seus avós e do seu pai, pessoas profundamente humanas e de uma fé sólida e praticada. Crescendo num ambiente de grande espiritualidade, cedo se entusiasmou pela vida da sua paróquia e da Igreja.
Aos 10 anos, desempenhava o serviço do altar como acólito, e, aos 12 anos, pediu para ir para o seminário, com a intenção de se tornar sacerdote. Apesar da oposição do pai, que respeitou o seu desejo, José seguiu o seu projecto e entrou no Seminário Menor de Asti, no dia 31 de Outubro de 1856.
Durante a sua permanência no Seminário, desenvolveu uma grande sensibilidade para as questões ambientais. Na sua formação, deu sempre muita importância às necessidades sociais, pastorais e espirituais do seu tempo. Preparou-se, com entusiasmo, para estar mais atento aos outros e seguir Cristo no testemunho da caridade.
Foi ordenado presbítero com 24 anos de idade, no dia 19 de Setembro de 1868, na Catedral de Asti, pela imposição das mãos de Mons. Carlos Sávio. No dia 21 de Outubro, desse mesmo ano, foi nomeado secretário do Bispo, Mons. No exercício destas funções, teve oportunidade de conhecer os meandros do governo da Diocese, sobretudo no contacto com as comunidades quando acompanhava o Bispo nas suas visitas pastorais. Pelas suas capacidades intelectuais, organizativas e pela sua dedicação ao trabalho, acompanhou Mons. Carlos Sávio ao Concílio Vaticano I, desde o dia 21 de Novembro de 1869 até ao verão de 1870. Nesta ocasião, teve oportunidade de se encontrar com o Cardeal Gioacchino Pecci, futuro Papa Leão XIII. Juntamente com o Bispo Sávio, foi recebido, em audiência privada, pelo Papa Pio IX.
Em 14 de Março de 1878, fundou a Congregação dos Oblatos de São José que teve a sua primeira sede no Instituto Michelerio. Acompanhavam-no quatro jovens que, na vivência comunitária, encarnavam o carisma da nova congregação religiosa: imitar, em tudo, São José sobretudo no seu amor a Jesus, no seu escondimento e na alegria do trabalho – “cartuxos em casa e apóstolos no exterior”. No dia 4 de Novembro de 1884, mudou-se, com os membros do seu Instituto, para o Hospício de Santa Clara, que se tornou a Casa-Mãe da Congregação. Esta nova família religiosa começou a desenvolver o seu trabalho apostólico, humilde e silencioso, abrindo um orfanato, onde recebia as crianças mais desfavorecidas. Mais tarde, abriu o hospício que veio a ser a nova sede da Congregação. Depois de consolidada a orgânica estrutural da Congregação, os seus membros começaram a desenvolver actividades apostólicas nas paróquias, escolas, colégios, orfanatos, no ensino da religião. Davam especial atenção aos jovens e aos mais pobres.
Em 23 de Novembro de 1888, foi nomeado Bispo de Acqui. A sua nomeação foi uma autêntica surpresa. Foi ordenado bispo, em Roma, no dia 17 de Fevereiro de 1889, e tomou posse canónica da sua diocese, no dia 16 de Junho. Tinha 44 anos de idade. Durante os seis anos do seu ministério episcopal, visitou todas as paróquias da diocese. O contacto directo com a população era, no seu entender, o seu primeiro dever. Por onde passava, a sua presença e a sua palavra despertavam sentimentos de entusiasmo e de fé. Em todos os lugares, comentavam o trabalho do seu bispo, dizendo: “É um santo”
Desempenhou um trabalho apostólico dedicado, generoso e dinâmico cujo fruto fortaleceu, imenso, o bem espiritual dos seus diocesanos. No parecer dos consultores da Congregação para as Causas dos Santos "Mons. Marello aparece como um pastor zeloso, um modelo de virtudes praticadas heroicamente, na simplicidade e na humildade do dia-a-dia. Amava a vida despercebida, embora não pudesse deixar de ser admirado pelo seu carácter afável e terno. Homem de grande virtude e de um grande amor a Deus, estava aberto a todas as iniciativas de caridade".
Mons. José Marello faleceu no dia 30 de Maio de 1895, na cidade de Savona. Depois da sua morte foi chamado de "Mártir dos pobres", "Pastor famoso", "Apóstolo dos jovens". Por sua intercessão foram obtidas imensas graças e ajudas de Deus.
No dia 26 de Setembro de 1993, o Papa João Paulo II presidiu, em Asti, à celebração da sua beatificação, apresentando-o aos pastores do Povo de Deus, aos membros da Congregação e a todos os fiéis como um exemplo e um modelo de amor para com todos e de trabalho, incansável e silencioso, em favor da juventude e dos marginalizados.
Foi canonizado, em 25 de Novembro de 2001, pelo Papa João Paulo II. Na homilia da celebração, disse o Papa:… "Agradou a Deus que residisse n'Ele toda a plenitude" (Cl 1, 19). Desta plenitude foi tornado participante São José Marello, como sacerdote do clero de Asti e como Bispo da diocese de Acqui. Plenitude de graça, fomentada nele pela forte devoção a Maria Santíssima; plenitude do sacerdócio, que Deus lhe conferiu como dom e empenho; plenitude de santidade, que lhe adveio ao conformar-se com Cristo, Bom Pastor. D. Marello formou-se no período áureo da santidade do Piemonte, quando, entre numerosas formas de hostilidade contra a Igreja e a fé católica, floresceram exemplos do espírito e da caridade, como Cottolengo, Cafasso, Dom Bosco, Murialdo e Allamano. Jovem bom e inteligente, apaixonado pela cultura e pelo empenho civil, o nosso Santo encontrou só em Cristo a síntese de qualquer ideal e a Ele se consagrou no Sacerdócio. "Ocupar-me dos interesses de Jesus" foi o mote da sua vida, e por isso se reflectiu totalmente em S. José, o esposo de Maria, o "guarda do Redentor". De São José atraiu-o fortemente o serviço escondido, alimentado por uma profunda espiritualidade. Ele soube transmitir este estilo aos Oblatos de São José, a Congregação por ele fundada. Gostava de lhes repetir: "Sede extraordinários nas coisas ordinárias" e acrescentava: "Sede cartuxos em casa e apóstolos fora de casa". Da sua forte personalidade, o Senhor quis servir-se para a sua Igreja, chamando-o ao Episcopado da Diocese de Acqui, onde, em poucos anos, gastou pela grei todas as suas energias, deixando uma marca que o tempo não cancelou”…
A sua memória litúrgica faz-se no dia 30 de Maio.

 

 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

EM DESTAQUE:

 
 



- AVISO

 

PREPARAÇÃO PARA O BAPTISMO

Por causa dos condicionamentos de trânsito e de estacionamento, causados pela realização do Imaginarius, na envolvente da Igreja Matriz, avisamos que não se realiza o encontro de preparação do baptismo, marcado para o próximo Sábado, dia 23 de Maio. Lembramos que se mantém o encontro de 30 de Maio, às 19,30h.
Entretanto, os pais das crianças - que vão ser baptizadas - devem entregar a documentação pedida e necessária, na Igreja Matriz.
De acordo com informação da organização do Imaginarius, é suspensa a circulação, nos dias 22 e 23 de Maio – dias de espectáculo – entre as 14,00h. e as 01,00h. nas seguintes ruas: Dr. Elísio de Castro (Igreja da Misericórdia à Câmara Municipal), Dr. Roberto Alves, Dr. Vitorino de Sá (entre a Rua S. Nicolau e a Rua dos Descobrimentos), Jornal Correio da Feira, das Fogaceiras (da Rotunda à Câmara Municipal), dos Descobrimentos, António Castro Corte Real, do Rossio, Dr. Santos Carneiro (entre a Av. Belchior e a Praça de Camões, Alameda Dr. Roberto Vaz de Oliveira.

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO


- na Audiência- Geral de Quarta-Feira, dia 6 de Maio, na Praça de São Pedro - Roma

“ Caríssimos irmãos e irmãs, bom dia!

A catequese de hoje é como a porta de entrada de uma série de reflexões sobre a vida familiar, a sua vida real, com o seu tempo e os seus acontecimentos. Sobre esta porta de entrada estão escritas três palavras, que eu já usei várias vezes. Estas palavras são: "Por favor!", "Obrigado" e "Desculpe". Na verdade, estas palavras abrem o caminho para viver bem em família, para viver em paz. São palavras simples, mas não muito fáceis de pôr em prática! Eles contêm uma grande força: a força para guardar a casa, mesmo entre mil dificuldades e provações; pelo contrário, a sua falta abre, a pouco-e-pouco, fissuras que podem levá-la a entrar em colapso.
Normalmente, entendemos estas palavras como palavras da "boa educação". Certo! Uma pessoa bem-educada pede licença; diz obrigado; pede desculpa se se engana. Certo! A boa educação é muito importante. Um grande bispo, São Francisco de Sales, costumava dizer que "a boa educação é já meia santidade". No entanto, atenção!... Conhecemos, na história, também, um formalismo de boas maneiras que podem tornar-se uma máscara que esconde a aridez da alma e o desinteresse pelo outro. Costuma dizer-se: "Por trás de muitas boas maneiras, escondem-se maus hábitos." Nem sequer a religião está imune a este risco, que faz resvalar a observância formal para a mundanidade espiritual. O diabo que tentou Jesus alardeava boas maneiras e citava as Sagradas Escrituras; até parecia um teólogo! O seu estilo parece correcto, mas a sua intenção era desviar da verdade do amor de Deus. Nós, pelo contrário, entendemos a boa educação nos seus termos autênticos, onde o estilo das boas relações está firmemente enraizada no amor ao bem e no respeito pelo outro. A família vive desta fineza de amar.

A primeira palavra é "por favor!?". Quando nos preocupamos em pedir, gentilmente, mesmo aquilo que talvez pensemos poder exigir, colocamos uma verdadeira protecção no espírito da vivência conjugal e familiar. Entrar na vida do outro, mesmo quando faz parte da nossa vida, requer a delicadeza de uma atitude não invasiva que renova a confiança e o respeito. A familiaridade não autoriza a dar tudo como adquirido. E o amor, quanto mais íntimo e profundo, tanto mais exige o respeito pela liberdade e a capacidade de esperar que o outro abra a porta do seu coração. A este propósito, recordemos aquela palavra de Jesus, no livro de Apocalipse: "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo "(3,20). Até o Senhor pede licença para entrar! Não o esqueçamos. Antes de fazer alguma coisa na família: "Por favor, posso fazer isto? Agrada-te que faça assim?". Esta é uma linguagem educada e cheia de amor. E isso faz muito bem às famílias.

A segunda palavra é "obrigado". Muitas vezes, acontece pensar que estamos a tornar-nos numa sociedade de maus modos e palavras ruins, como se fossem um sinal de emancipação. Ouvimos dizer isso muitas vezes e até publicamente. A gentileza e a capacidade de agradecer são vistos como um sinal de fraqueza, às vezes, até levantam desconfianças. Esta tendência deve ser combatida no próprio seio da família. Temos de ser intransigente na educação para a gratidão, para o agradecimento: a dignidade da pessoa e a justiça social passam por aqui. Se a vida familiar negligencia este modo de ser, também a vida social o perderá. Então, a gratidão, para um crente, está no próprio coração da fé: um cristão que não sabe agradecer é alguém que esqueceu a linguagem de Deus. Ouvi bem: um cristão que não sabe agradecer é alguém que esqueceu a linguagem de Deus. Recordemos a pergunta de Jesus quando curou os dez leprosos e apenas um deles voltou para agradecer (cf. Lc 17,18). Certa vez, ouvi dizer a uma pessoa idosa - muito sábio, muito boa, simples - mas com a sabedoria da compaixão, da vida: "A gratidão é uma planta que cresce apenas na terra de almas nobres." Essa nobreza de alma, essa graça de Deus na alma, exorta-nos a dizer obrigado, à gratidão. É a flor de uma alma nobre. Esta é uma coisa bela!...

A terceira palavra é "desculpa". Palavra difícil, certamente, mas tão necessária. Quando falta, ampliam-se pequenas fissuras - mesmo sem querer – até se tornarem valas profundas. Não é por acaso que na oração ensinada por Jesus - o "Pai Nosso" - que resume todas as perguntas essenciais à nossa vida, encontramos esta expressão: "Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido" (Mateus 6, 12). Reconhecer que falhamos e estar dispostos a restituir aquilo que foi tirado - respeito, sinceridade, amor – torna-nos dignos do perdão. E, assim, se pára a infecção. Se não formos capazes de pedir desculpa, isso quer dizer que ainda não estamos capazes de perdoar. Na casa onde não se pede desculpa começa a faltar o ar, as águas tornam-se estagnadas. Muitas feridas nos afectos, muitas lágrimas nas famílias começam com a perda desta palavra preciosa: "Desculpa-me." Na vida matrimonial há desentendimentos e, às vezes, até "voam os pratos"; mas, dou-vos um conselho: nunca termineis o dia sem fazer a paz! Ouvi bem: a esposa e o marido desentendestes-vos? Os filhos com os pais? Discutistes fortemente? Isso não é bom; mas não é o verdadeiro problema. O problema é que este sentimento esteja presente no dia seguinte. Por isso, se tiverdes uma briga, nunca termineis o dia sem fazer as pazes, na família. E como devo fazer a paz? Ponho-me de joelhos? Não! Apenas um pequeno gesto, uma pequena coisa, e volta a harmonia familiar. Basta uma carícia! Sem palavras. Mas, nunca termineis o dia, na família, sem fazer as pazes! Entendeis isto? Não é fácil, mas deve fazer-se. E com isto, a vida será mais bela.
Estas três palavras-chave da família são palavras simples e, talvez, num primeiro momento nos façam sorrir. Mas, quando as esquecemos, não há nada para rir, não é verdade? A nossa educação, provavelmente descura-as demasiado. O Senhor nos ajude a colocá-las no lugar certo, nos nossos corações, nas nossas casas e, até, na nossa sociedade civil.

E, agora, convido-vos a repetir, todos juntos, estas três palavras: "por favor", "obrigado", "desculpa". Todos juntos: (a praça) "por favor", "obrigado", "desculpa". São as palavras para entrar, de verdade, no amor da família, para que a família continue a existir. Agora, repitamos o conselho que vos dei; digamos todos juntos: Nunca terminar o dia sem fazer as pazes. Todos: (a Praça): Nunca terminar o dia sem fazer as pazes. Obrigado! (cf. Santa Sé)

PARA REZAR


SALMO 46

Refrão: Ergue-se, Deus, o Senhor, em júbilo e ao som da trombeta.

Povos todos, batei palmas,
aclamai a Deus com brados de alegria,
porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível,
o Rei soberano de toda a terra.


Deus subiu entre aclamações,
o Senhor subiu ao som da trombeta.
Cantai hinos a Deus, cantai,
cantai hinos ao nosso Rei, cantai.



Deus é Rei do universo:
cantai os hinos mais belos.
Deus reina sobre os povos,
Deus está sentado no seu trono sagrado.

SANTOS POPULARES


SANTA MARIA BERNARDA BÜTLER

Verena Bütler nasceu em Auw, Cantão de Argovia, Suíça, no dia 28 de Maio de 1848. Era a quarta filha de Henrique e de Catarina Bütler, camponeses humildes e católicos praticantes que educaram os seus oito filhos no amor a Deus e no amor ao próximo. Verena foi baptizada no mesmo dia em que nasceu. Dotada de uma excelente saúde, Verena cresceu alegre, inteligente, generosa e amante da natureza. Aos sete anos, começou a frequentar a escola. Fez a sua Primeira Comunhão no dia 16 de Abril de 1860.
Ao concluir o ensino escolar básico, dedicou-se aos afazeres domésticos e ao trabalho do campo. Desde pequena, mostrou desejo de entrar para a vida religiosa. Chegou a fazer uma breve experiência de vida religiosa, numa comunidade local, mas, ao perceber que Deus não a chamava a viver a sua consagração na sua terra, voltou para casa e entregou-se, devotadamente, ao trabalho, à oração e ao apostolado, continuando a aprofundar e a discernir o seu caminho vocacional, fortalecendo, assim, a sua decisão de entregar a Jesus toda a sua vida.
No dia 12 de Novembro de 1867, com 19 anos de idade, entrou no Mosteiro das Irmãs Capuchinhas de Maria Hilf - de vida contemplativa - em Altstätten, próximo de Saint Gallen, no norte da Suíça. No dia 4 de Maio de 1868, vestiu o hábito franciscano, assumindo o nome religioso de Maria Bernarda do Sagrado Coração de Maria. Fez a profissão religiosa em 4 de Outubro de 1869.
Reconhecida como uma religiosa exemplar, cheia de virtudes espirituais e de qualidades humanas, foi nomeada mestra de noviças e, em 1880, tornou-se superiora, cargo que ocupou até à sua partida para as missões.
Quando Mons. Pedro Schumacher, Bispo de Portoviejo, no Equador, escreveu uma carta a relatar o total abandono em que viviam as pessoas daquelas terras e oferecendo a sua diocese como campo missionário, Madre Maria Bernarda convenceu-se de que aquele convite era um claro chamamento de Deus para fosse anunciar o Evangelho em terras equatorianas e, aí, fundasse um Mosteiro, filial do Mosteiro de Altstätten.
Depois de vencer a resistência inicial das autoridades eclesiásticas e obter a permissão pontifícia para deixar o Mosteiro, no dia 19 de Junho de 1888, a Irmã Maria Bernarda e mais seis companheiras dirigiram-se ao porto de Le Havre, em França, onde embarcaram rumo ao Equador.
Quando chegaram ao Equador, o bispo indicou às Irmãs o povoado de Chone - lugar difícil e abandonado espiritualmente – onde deveriam exercer o seu apostolado. Esta povoação tinha, na época, cerca de 13 mil habitantes. Nesta missão de Chone, a Madre Maria Bernarda contou, sempre, com a ajuda e a dedicação das seis Irmãs que a acompanharam. Deste grupo fazia parte a Irmã Maria Caridade Brader, declarada “Beata” pela Igreja Católica.
A Madre Maria Bernarda colocou, na base da sua actividade missionária, a oração, a pobreza, a fidelidade à Igreja e o exercício das obras de misericórdia. As Irmãs encarregaram-se da educação das crianças e dos jovens; visitavam e assistiam os doentes e os pobres.
A semente lançada por estas mulheres germinou e frutificou. Surgiram várias casas, desta congregação religiosa, no Equador. Mas, a sua obra também foi marcada pela Cruz: pobreza absoluta, clima tórrido, insegurança e dificuldades de toda espécie; e, também, mal-entendidos por parte das autoridades eclesiásticas e a separação de algumas Irmãs que deixaram a primeira casa da fundação, no Equador.
A ideia inicial da fundação de uma filial missionária do mosteiro suíço acabou ser o início de um processo que converteu a Madre Maria Bernarda em fundadora de um novo Instituto: a Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora.
Em 1895, a Madre Maria Bernarda e outras 15 Irmãs tiveram que fugir do Equador, devido a uma violenta perseguição contra a Igreja. Partiram, então, para Cartagena, na Colômbia. Durante o percurso para Cartagena, receberam o convite de Mons. Eugénio Biffi, Bispo de Cartagena de Índias, para trabalharem na sua diocese. Chegaram ao porto de Cartagena, no dia 2 de Agosto de 1895, e logo seguiram para a residência que o Bispo lhes tinha indicado: uma ala do hospital de mulheres, chamado Obra Pia.
O número das Irmãs cresceu e a Congregação fundou outras casas na Colômbia, na Áustria e no Brasil. A Madre Bernarda visitava, constantemente, as outras casas da congregação e, aí, permanecia por vários dias, para estar com as Irmãs, para compartilhar com elas o seu trabalho e a sua vida. A Madre Maria Bernarda era um exemplo vivo de humildade evangélica, edificava e animava a todas; atendia com ternura e misericórdia todos os necessitados na alma e no corpo; rezava, exortava e escrevia com uma entrega assombrosa.
Em 1911, cinco Irmãs estabeleceram-se em Óbidos, uma povoação do norte do Pará, no Brasil. Daqui, as Irmãs espalharam sua actuação por outras regiões do país: Quissamã, Três Arroios e Erechim, Canoinhas e no Mato Grosso.
A Madre Bernarda dirigiu a Congregação durante 32 anos. Quando renunciou a este serviço, com gratidão e humildade, continuou a animar as Irmãs com o seu exemplo, a sua palavra e os seus escritos, uma verdadeira mina de doutrina e de fecundidade espiritual.
A Madre Maria Bernarda Bütler faleceu no dia 19 de Maio de 1924, na Obra Pia – hospital de Cartagena e Casa Mãe da congregação - com 76 anos de idade, 56 anos de vida religiosa e 36 anos de vida missionária na América Latina. A Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora, fundada pela Madre Maria Bernarda, conta, actualmente, com 840 freiras que trabalham em escolas, hospitais e projectos de assistência a pessoas com deficiências. A sua principal área de apostolado é a América Latina, mas encontram-se, também, na Europa (Áustria e Suíça) e na África (Chad e Mali).
Maria Bernarda Bütler foi beatificada, no dia 29 de Outubro de 1995, pelo Papa João Paulo II, e canonizada, no dia 12 de Outubro de 2008, pelo Papa Bento XVI.
A sua memória litúrgica é celebrada no dia 19 de Maio.

 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

EM DESTAQUE:




- PASSIONISTAS: HÁ 50 ANOS EM SANTA MARIA DA FEIRA

Os Padres Passionistas – Missionários Passionistas, Congregação da Paixão – celebram 50 anos da sua presença em Santa Maria da Feira. Como consta da sua história, “os primeiros Religiosos chegaram a Vila da Feira, no dia 17 de Abril de 1965, conforme o registo que consta no livro de Movimento do Pessoal desta Casa Religiosa. A entrada solene verificou-se a 9 de Maio de 1965. (…) Hoje, o «Seminário da Santa Cruz dos Missionários Passionistas», com sede no lugar da Cruz, freguesia e concelho de Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro e Diocese do Porto é uma consoladora realidade que é fruto de muito sangue mas também de muita generosidade de um sem-número de amigos e benfeitores que estiveram ao nosso lado desde a primeira hora”. A Comunidade Passionista de Santa Maria da Feira é formada por 10 sacerdotes e dedica-se à pregação e ao apoio às paróquias vizinhas, sobretudo no que diz respeito aos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia. Além disso, cuida e dinamiza todos os serviços inerentes à sua própria igreja. É, também, uma comunidade formativa. A congregação tem, em Santa Maria da Feira, o seu Seminário Menor, frequentado pelos seminaristas do 7º ao 12º ano. Dedica-se, ainda, aos mais diversos campos de actividade: formação, movimentos laicais, CPM, casais, associativismo, catequese (com mais de 1100 crianças e adolescentes).
Neste Domingo, 10 de Maio, às 12,00h, o Sr. Bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, preside à celebração jubilar.
A Paróquia de Santa Maria da Feira associa-se a este acontecimento de festa, de responsabilização e de missão renovada que mobiliza toda a Família Passionista. Reconhecendo o valor do seu apostolado, activo e generoso, e a sua marca espiritual na vida dos cristãos desta cidade e suas redondezas, apresenta, à Comunidade Passionista, as suas saudações e agradecimentos, com votos de frutuoso empenho missionário.

 

- SEMANA DA VIDA: de 10 a 17 de Maio

VIDA COM DIGNIDADE: OPÇÃO PELOS MAIS FRACOS

“Porque a vida humana é o primeiro e mais estimável dos bens, é urgente lutar por novos rumos e construir uma verdadeira cultura da vida (Cfr. Ev 95). A Semana da Vida - este ano com o tema VIDA COM DIGNIDADE: OPÇÃO PELOS MAIS FRACOS - inscreve-se neste esforço de rumos novos, procurando suscitar o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições, com uma atenção muito especial à gravidade do aborto e da eutanásia, sem descurar outros momentos e aspectos da vida.
O Papa Francisco advertiu-nos, recentemente, contra o esquecimento dos outros e o desinteresse perante os problemas, tribulações e injustiças que sofrem, e denunciou esta atitude egoísta, que atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença (Mensagem para a Quaresma 2015).
Ao contrário, apelou à solidariedade para não ficarmos surdos ao clamor dos pobres, que podem ser pessoas, multidões ou povos inteiros, reclamando respeito pelos direitos humanos (Cfr EG 190). E, apontando o caminho da opção pelos pobres, própria de Deus e recebida de Jesus Cristo, lembrou que estes são os necessitados de bens materiais e todos os atingidos na sua dignidade, porque excluídos, maltratados, violentados, indefesos... (Cfr EG 212), com os quais Jesus se identifica: «Sempre que fizeste isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeste» (Mt 25, 40).
Entre estes seres frágeis, de que a Igreja quer cuidar com predilecção, diz Francisco, estão também os nascituros, os mais inermes e inocentes de todos, a quem hoje se quer negar a dignidade humana para poder fazer deles o que apetece, tirando-lhes a vida e promovendo legislações para que ninguém o possa impedir (EG 213).
O Papa Francisco reafirma que a defesa da vida nascente está intimamente ligada à defesa de qualquer direito humano; que um ser humano é sempre sagrado e inviolável e que é fim em si mesmo e nunca meio para resolver outras dificuldades; e salienta que, sem esta base, caem os fundamentos dos direitos humanos porque, nesse caso, ficam sujeitos às conveniências dos poderosos (idem). Nem é opção progressista, pretender resolver os problemas, eliminando uma vida humana (EG 214).
Por si só, a razão é suficiente para se reconhecer o valor inviolável de qualquer vida humana mas, se a olhamos também a partir da fé, «toda a violação da dignidade pessoal do ser humano clama por vingança junto de Deus e torna-se ofensa ao Criador do homem (Idem). E, como escreveu João Paulo II, a revelação do Evangelho da vida foi-nos confiada como um bem que há-de ser comunicado a todos: ... a questão da vida e da sua defesa e promoção não é prerrogativa unicamente dos cristãos. Mesmo se recebe uma luz e força extraordinária da fé, ela pertence a cada consciência humana que aspira pela verdade e vive atenta e apreensiva pela sorte da humanidade. (EV 101).
Optando preferencialmente pelos mais fracos, a exemplo de Jesus, propomos para cada dia uma atenção especial aos nascituros, crianças, doentes, pobres e idosos. Pelo meio, no Dia Internacional da Família, em15 de Maio, destacamos a família. É nela que a Semana da Vida poderá ter a sua melhor celebração. Daí que os gestos, reflexões e orações sugeridos para cada dia, se dirijam às famílias e às pessoas como seus membros.
Para todos, boa Semana da Vida! (cf. Diocese do Porto)

A oração, a reflexão e a acção na Semana da Vida deve versar os seguintes assuntos:
Segunda-Feira: Acolher a Vida Nascente
Terça-Feira: O Dom das Crianças
Quarta-Feira: Cuidar dos Doentes
Quinta-Feira: Partilhar com os Pobres
Sexta-Feira: Celebrar e valorizar a Família
Sábado: Amparar os Idosos

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO



 
- na Audiência- Geral de Quarta-Feira, dia 6 de Maio, na Praça de São Pedro - Roma

Caríssimos irmãos e irmãs, bom dia!

No nosso caminho de catequeses acerca da família, hoje meditaremos directamente sobre a beleza do matrimónio cristão. Não se trata de uma simples cerimónia que se faz na igreja, com flores, o vestido, as fotografias... O matrimónio cristão é um sacramento que tem lugar na Igreja, e que também faz a Igreja, dando início a uma nova comunidade familiar.
É quanto resume o Apóstolo Paulo, na sua célebre expressão: «Este mistério é grande; digo-o com referência a Cristo e à Igreja» (Ef 5, 32). Inspirado pelo Espírito Santo, Paulo afirma que o amor entre os cônjuges é imagem do amor entre Cristo e a Igreja. Uma dignidade impensável! Mas, na realidade, ela está inscrita no desígnio criador de Deus e, com a graça de Cristo, foram inúmeros os casais cristãos que a realizaram, não obstante os seus limites e pecados!
Falando sobre a nova vida em Cristo, São Paulo afirma que os cristãos — todos — são chamados a amar-se como Cristo os amou, ou seja, a «submeter-se uns aos outros» (Ef 5, 21), que significa pôr-se ao serviço uns dos outros. E, aqui, ele introduz a analogia entre o casal marido-esposa e Cristo-Igreja. É claro que se trata de uma analogia imperfeita, mas devemos entender o seu sentido espiritual, que é deveras excelso e revolucionário, e, ao mesmo tempo, simples, ao alcance de cada homem e mulher que confiam na graça de Deus.
O marido — diz Paulo — deve amar a esposa «como ao seu próprio corpo» (Ef 5, 28); amá-la como Cristo «amou a Igreja e se entregou por ela» (v. 25). Mas, vós, maridos, que estais aqui presentes, compreendeis isto? Amar a vossa esposa como Cristo ama a Igreja? Não se trata de uma brincadeira, mas de algo sério! O efeito deste radicalismo da dedicação exigida do homem, para o amor e a dignidade da mulher, segundo o exemplo de Cristo, deve ter sido enorme, na própria comunidade cristã!
Esta semente da novidade evangélica, que restabelece a reciprocidade originária da dedicação e do respeito, amadureceu lentamente na história, mas no fim prevaleceu.
O sacramento do matrimónio é um grande acto de fé e de amor: dá testemunho da coragem de acreditar na beleza do gesto criador de Deus e de viver aquele amor que impele a ir sempre além, além de nós mesmos e da própria família. A vocação cristã para amar de modo incondicional e incomensurável é, com a graça de Cristo, o que está também na base do livre consenso que constitui o matrimónio.
A própria Igreja é plenamente participante na história de cada matrimónio cristão: ela edifica-se com os seus sucessos e padece com os seus fracassos. Mas, devemos interrogar-nos, com seriedade: aceitamos, até ao fundo, como crentes e como pastores, este vínculo indissolúvel da história de Cristo e da Igreja com a história do matrimónio e da família humana? Estamos dispostos a assumir, seriamente, esta responsabilidade, ou seja, que cada matrimónio percorra o caminho do amor que Cristo tem pela Igreja? Isto é grandioso!
Nesta profundidade do mistério da criação, reconhecido e restabelecido na sua pureza, abre-se um segundo grande horizonte que caracteriza o sacramento do matrimónio. A decisão de «desposar no Senhor» contém inclusive uma dimensão missionária, que significa ter no coração a disponibilidade a ser porta-voz da Bênção de Deus e da graça do Senhor, para todos. Com efeito, enquanto esposos, os cônjuges cristãos participam na missão da Igreja. É preciso ter coragem para isto! Por isso, quando saúdo os recém-casados, digo: «Eis os intrépidos!», porque é necessário ter coragem para se amar do modo como Cristo ama a Igreja.
A celebração do sacramento não pode excluir esta corresponsabilidade da vida familiar, em relação à grande missão de amor da Igreja. É assim que a vida da Igreja se enriquece todas as vezes com a beleza desta aliança esponsal; do mesmo modo, a Igreja se empobrece cada vez que ela é desfigurada. Para oferecer, a todos, os dons da fé, do amor e da esperança, a Igreja precisa também da corajosa fidelidade dos esposos à graça do seu sacramento! O povo de Deus tem necessidade do seu caminho quotidiano na fé, no amor e na esperança, com todas as alegrias e dificuldades que este caminho comporta num matrimónio e numa família.
Assim, a rota é marcada para sempre; trata-se da rota do amor: ama-se como Deus ama, para sempre! Cristo não cessa de cuidar da Igreja: ama-a sempre, preserva-a sempre, como a si mesmo. Cristo não deixa de eliminar, do semblante humano, as manchas e as rugas de todos os tipos. É comovedora e muito bonita esta irradiação da força e da ternura de Deus, que se transmite de casal para casal, de família para família. São Paulo tem razão: trata-se mesmo de um «mistério grandioso»! Homens e mulheres, suficientemente intrépidos para levar este tesouro nos «vasos de barro» da nossa humanidade — homens e mulheres tão corajosos! — constituem um recurso essencial para a Igreja e também para o mundo inteiro. Deus os abençoe mil vezes, por isto!... (cf. Santa Sé)

PARA REZAR


SALMO 97

 

Refrão: Diante dos povos manifestou Deus a salvação.

 

 Cantai ao Senhor um cântico novo

 pelas maravilhas que Ele operou.

 A sua mão e o seu santo braço

 Lhe deram a vitória.

 

 O Senhor deu a conhecer a salvação,

 revelou aos olhos das nações a sua justiça.

 Recordou-Se da sua bondade e fidelidade

 em favor da casa de Israel.

 

 Os confins da terra puderam ver

 a salvação do nosso Deus.

 Aclamai o Senhor, terra inteira,

 exultai de alegria e cantai.

SANTOS POPULARES


SANTA MARIA DOMINGAS MAZZARELLO

Maria Domingas Mazzarello nasceu no dia 9 de Maio de 1837, em Mornese-Piemonte, ao Norte da Itália. Era filha de José Mazzarello e de Maria Madalena Calcagno e a primeira dos 10 filhos do casal. Filha de camponeses, depressa aprendeu a trabalhar a terra, a cuidar dos seus irmãos mais pequenos e a realizar as tarefas domésticas. O seu pai teve grande influência na sua formação pois era um homem honesto e um cristão empenhado. Começou a frequentar as aulas de catecismo e a sobressair-se. Em 1850, com treze anos, fez a primeira comunhão, como era costume na época. Aos 16 anos, acompanhava o seu pai no trabalho das vinhas. Notava-se nela um forte carácter, um verdadeiro espírito de liderança e uma capacidade extraordinária de mobilizar as pessoas e de congregá-las ao seu redor.
Na casa de campo da Valponasca - para onde se mudara com a sua família - distinguiu-se, também, pelo grande amor a Jesus Eucaristia: à noite, abeirava-se da janela do sótão que dava para a Igreja e, daí, adorava Jesus. O seu dia começava pelas 4 da manhã. Ia à Igreja da aldeia para participar na Eucaristia diária e pelas 7 já estava em casa para retomar a dura vida do campo.
Tudo decorria com normalidade entre o trabalho do campo e as suas responsabilidades no Grupo da Imaculada, a que pertencia, quando, em 1860, surgiu a grande epidemia do tifo. Maín - como era carinhosamente conhecida - foi cuidar de uns familiares que contraíram a doença e precisavam de ajuda. Com todos os cuidados recebidos, recuperaram do mal; mas, em contrapartida, Maria contraiu a doença. Apesar de curada, Maín ficou debilitada e impossibilitada de trabalhar no campo. Maria rezou muito ao Senhor e pediu conselhos, sobre o seu futuro, especialmente ao P. Pestarino, responsável pelo Grupo da Imaculada. Maria teve uma intuição que lhe pareceu divina e, com a sua amiga Petronila, começaram a aprender costura, com o alfaiate da terra. Em breve, sentiram-se preparadas e abriram uma sala de costura para ensinar a arte, poderem dar a catequese e ajudarem as meninas da terra a ganhar a vida honestamente. Os pedidos para acolherem meninas órfãs não se fizeram tardar e, assim, surgiu o 1º internato.
Entretanto, em Turim, na mesma região do Piemonte, D. Bosco, fundava uma obra para rapazes da rua e, depressa, obteve a aprovação do Santo Padre. O Papa interpelou D. Bosco para que fizesse pelas meninas o mesmo que estava a fazer pelos rapazes. Pouco tempo depois, D. Bosco sonhou que um grupo de meninas pobres corriam ao seu encontro, pedindo que cuidasse delas. Nessa altura, D. Bosco encontrou-se com o P. Pestarino, numa viagem de comboio. Falaram do trabalho em favor da juventude e o P. Pestarino convidou D. Bosco a ir a Mornese. Aí, D. Bosco conheceu, pessoalmente, Maria Mazzarello, as suas colegas e a obra que as Filhas da Imaculada - grupo de leigas fundado pelo P. Pestarino - faziam. D. Bosco percebeu que alí estavam os recursos humanos para iniciar a missão em favor da educação das meninas. 
No dia 5 de Agosto de 1872 nasceu, oficialmente, o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, também conhecido por Instituto das Irmãs Salesianas. Maria Domingas Mazzarello foi a sua co-fundadora e a sua primeira superiora. Como Superiora, revelou-se hábil formadora e mestra de vida espiritual; tinha o carisma da alegria serena e tranquilizadora, irradiando contentamento e atraindo outras jovens para se dedicarem à educação da mulher. O Instituto progrediu rapidamente. A Madre Maria Mazzarello incutiu nas suas Irmãs o desejo de educar segundo os valores evangélicos: a busca de Deus, conhecido através de uma catequese esclarecida e de um amor ardente; a responsabilidade no trabalho; a franqueza e a humildade; a austeridade de vida e a alegre doação de si. Foi amada por Irmãs e alunas, e conseguiu, com o seu exemplo, ultrapassar as inúmeras dificuldades e a pobreza dos inícios. 
Maria Domingas Mazzarello faleceu com 44 anos, no dia 14 de Maio de 1881. O Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora tinha casas na Itália, em França e na América Latina. Hoje, as Filhas de Maria Auxiliadora estão presentes em 92 países, nos cinco continentes. As Salesianas, como também são conhecidas, são mais de 13.500; têm 1.446 comunidades, organizadas em 83 províncias religiosas (estatísticas referentes a 2012). Em Portugal trabalham 131 Irmãs e têm obras em Abrantes, Arcozelo, Areosa, Cascais, Estoril, Faro, Paranhos da Beira, Ponte de Vagos, Setúbal, Vendas Novas e Viana do Castelo. A sua acção vai desde a Creche, ao Pré-Escolar, ao 1.º, 2.º e 3.º Ciclo do Ensino Básico, aos Lares, às Actividades de Tempos Livres, à animação paroquial, ao apoio religioso a idosos e doentes e obras sociais.
Pouco antes de morreu, escreveu às suas Irmãs e às jovens, estimulando-as a viver sempre na alegria, que é fruto da união com Deus e da confiança em Maria Auxiliadora. Hoje, o exemplo da sua vida continua a animar outras jovens a percorrer o mesmo caminho de dedicação a Deus, servindo a juventude.
Maria Mazzarello – Maín – foi beatificada no dia 20 de Novembro de 1938 e canonizada, pelo Papa Pio XII, no dia 24 de Junho de 1951.
A sua memória litúrgica celebra-se no dia 14 de Maio.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

EM DESTAQUE:



- DIA DA MÃE

A Igreja celebra, neste Domingo, dia 3 de Maio, o Dia da Mãe. Nesta festa, a Igreja que proclamar quanto de bom as mães trazem aos seus filhos, à sociedade e à Igreja. Transcrevemos a Mensagem da Comissão Episcopal do Laicado e Família:
“…Ao comemorarmos o Dia da Mãe, a Comissão Episcopal do Laicado e Família saúda todas as mães e compartilha a enorme alegria e gratidão que esta data significa para elas e para as suas famílias. O primeiro amor que toda a pessoa experimenta é o dos pais. É no seu olhar amoroso, raiz e fundamento da vida, que o filho reconhece a sua individualidade e vai construindo e assumindo a sua própria história. Mas, é sobretudo no sorriso materno que a criança encontra a primeira e feliz mensagem de acolhimento; a afirmação de que existir é um bem; a confiança tranquila e serena numa verdadeira relação de amor que sustenta, dá sentido à existência e forma, humana e espiritualmente.
Como refere o Papa Francisco, «as mães são o antídoto mais forte contra o individualismo egoísta. “Individuo” quer dizer «que não se pode dividir». Ao contrário, as mães «dividem-se» a partir de quando recebem um filho para o dar ao mundo e fazer crescer».
É nosso desejo destacar o valor fundamental das mães na família, na sociedade e na Igreja, e lembrar que o seu estatuto e missão bem merecem a melhor atenção a nível político, legislativo, laboral e social, para que se sintam mais apoiadas e dignificadas na sua tarefa insubstituível de humanização da sociedade. Com o Santo Padre, sublinhamos que “são elas que testemunham a beleza da vida”. “A sociedade sem as mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral”.
Em tempo de redobradas dificuldades socioeconómicas, acentuamos a importância do papel assumido por muitas mães no equilíbrio difícil da sobrevivência de tantos lares; repudiamos e lamentamos a violência de que algumas são vítimas; agradecemos-lhes o seu testemunho de amor e dedicação permanente às causas nobres do bem comum, a começar pela família.
Felicitamos as mães…; rezamos por elas, sobretudo por aquelas sobre as quais mais pesa o «martírio materno». Pedimos a Maria, mãe de Jesus e nossa mãe, que as acompanhe e proteja com a sua solicitude materna para que, confiando no Senhor, sejam fortes e corajosas na sua missão familiar e educativa, testemunhando sempre a alegria do Evangelho…” (cf. A. Ecclesia)

 

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO


- na Audiência- Geral de Quarta-Feira, dia 29 de Abril, na Praça de São Pedro - Roma

Caríssimos irmãos e irmãs, bom dia!

Depois de ter considerado as duas narrações do Livro do Génesis, agora a nossa reflexão acerca do desígnio originário de Deus sobre o casal homem-mulher dirige-se directamente a Jesus.
No início do seu Evangelho, o evangelista João narra o episódio das bodas de Caná, nas quais estavam presentes a Virgem Maria e Jesus, com os seus primeiros discípulos (cf. Jo 2, 1-11). Jesus não só participou naquele matrimónio, mas «salvou a festa» com o milagre do vinho! Portanto, Ele realizou o primeiro dos seus sinais prodigiosos, com o qual revela a sua glória, no contexto de um casamento, e foi um gesto de grande simpatia por aquela família nascente, solicitado pelos cuidados maternos de Maria. Isto faz-nos recordar o livro do Génesis, quando Deus conclui a obra de criação e faz a sua obra-prima; a sua obra-prima é o homem e a mulher. E aqui Jesus começa os seus milagres, precisamente com esta obra-prima, num casamento, numa festa de núpcias: um homem e uma mulher. Assim, ensina que a obra-prima da sociedade é a família: o homem e a mulher que se amam. Esta é a obra-prima!
Desde a época das bodas de Caná muitas coisas mudaram, mas aquele «sinal» de Cristo contém uma mensagem sempre válida.
Hoje não parece fácil falar do matrimónio como de uma festa que se renova no tempo, nas várias fases da vida inteira dos cônjuges. É uma realidade que as pessoas se casam cada vez menos; é real: os jovens não querem casar. Por outro lado, em muitos países aumenta o número de separações, e diminui o número de filhos. A dificuldade de permanecer unidos — quer como casal, quer como família — leva a interromper os vínculos com frequência e rapidez cada vez maiores, e são precisamente os filhos os primeiros a sofrer as consequências. Mas devemos pensar nisto, as primeiras vítimas, as vítimas mais importantes, as vítimas que mais padecem numa separação são os filhos. Se alguém experimenta desde a infância que o matrimónio é um vínculo «temporário», inconscientemente para esta pessoa será assim. Com efeito, muitos jovens são impelidos a renunciar ao próprio programa de um vínculo irrevogável e de uma família duradoura. Acho que devemos meditar com grande seriedade sobre o motivo pelo qual tantos jovens «não estão dispostos» a casar. Existe uma cultura do provisório...tudo é provisório, parece que não existe algo definitivo.
Uma das preocupações que sobressaem nos dias de hoje é a dos jovens que não querem casar: por que razão os jovens não se casam? Por que motivo, muitas vezes, preferem uma convivência, «com uma responsabilidade limitada»? Por que muitos — inclusive entre os baptizados — têm pouca confiança no matrimónio e na família? É importante procurarmos compreender, se quisermos que os jovens encontrem o caminho recto para seguir. Por que razão não têm confiança na família?
As dificuldades não são apenas de natureza económica, embora elas sejam verdadeiramente sérias. Muitos julgam que a mudança ocorrida nestas últimas décadas foi causada pela emancipação da mulher. Mas nem sequer este argumento é válido, é falso, não é verdade! Trata-se de uma forma de machismo, que quer sempre dominar a mulher. Nós fazemos a má figura que fez Adão, quando Deus lhe disse: «Por que motivo comeste o fruto da árvore», e ele retorquiu: «Foi a mulher que mo deu». E a culpa é da mulher. Coitada da mulher! Devemos defender as mulheres! Na realidade, quase todos os homens e mulheres gostariam de ter uma segurança afectiva estável, um matrimónio sólido e uma família feliz. A família ocupa o primeiro lugar em todos os índices de agradabilidade entre os jovens; contudo, pelo receio de errar, muitos nem sequer desejam pensar nisto; não obstante sejam cristãos, não pensam no matrimónio sacramental, sinal singular e irrepetível da aliança, que se torna testemunho de fé. Talvez precisamente este medo de fracassar seja o maior obstáculo para receber a palavra de Cristo, que promete a sua graça à união conjugal e à família.
O testemunho mais persuasivo da bênção do matrimónio cristão é a vida boa dos esposos cristãos e da família. Não há modo melhor para transmitir a beleza do Sacramento! O matrimónio consagrado por Deus preserva o vínculo entre o homem e a mulher que Deus abençoou desde a criação do mundo; e é manancial de paz e de bem para toda a vida conjugal e familiar. Por exemplo, nos primeiros tempos do Cristianismo, esta grande dignidade do vínculo entre o homem e a mulher debelou um abuso então considerado totalmente normal, ou seja, o direito que os maridos tinham de repudiar as esposas, até pelos motivos mais pretensiosos e humilhantes. O Evangelho da família, o Evangelho que anuncia precisamente este Sacramento derrotou a cultura do repúdio habitual.
Hoje, a semente cristã da igualdade radical entre os cônjuges deve dar novos frutos. O testemunho da dignidade social do matrimónio tornar-se-á persuasivo precisamente deste modo, pela via do testemunho que atrai, pela senda da reciprocidade e da complementaridade entre si.
Por isso, como cristãos, devemos tornar-nos mais exigentes a este propósito. Por exemplo: defender com determinação o direito à igual remuneração por um trabalho igual; por que razão se dá por certo que as mulheres devem ganhar menos do que os homens? Não! Têm os mesmos direitos! A desigualdade é um puro escândalo! Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer como riqueza sempre válida a maternidade das mulheres e a paternidade dos homens, sobretudo em benefício dos filhos. De igual modo, hoje em dia a virtude da hospitalidade das famílias cristãs tem uma importância crucial, especialmente em situações de pobreza, de degradação e de violência familiar.
Caros irmãos e irmãs, não tenhamos medo de convidar Jesus para as bodas, de o convidar para vir à nossa casa, a fim de permanecer ao nosso lado e preservar a família. E não tenhamos receio de convidar também a sua Mãe Maria! Quando se casam «no Senhor», os cristãos são transformados num sinal eficaz do amor de Deus. Os cristãos não se casam exclusivamente para si mesmos: casam no Senhor, a favor de toda a comunidade, da sociedade inteira.
Também na próxima catequese falarei sobre esta bonita vocação do matrimónio cristão.  (cf. Santa Sé)

PARA REZAR



SALMO 21

 

Refrão: Eu Vos louvo, Senhor, no meio da multidão.

 

 Cumprirei a minha promessa na presença dos vossos fiéis.

 Os pobres hão-de comer e serão saciados,

 louvarão o Senhor os que O procuram:

 vivam para sempre os seus corações.

 

 Hão-de lembrar-se do Senhor e converter-se a Ele

 todos os confins da terra;

 e diante d’Ele virão prostrar-se

 todas as famílias das nações.

 

 Só a Ele hão-de adorar

 todos os grandes do mundo,

 diante d’Ele se hão-de prostrar

 todos os que descem ao pó da terra.

 

 Para Ele viverá a minha alma,

 há-de servi-l’O a minha descendência.

 Falar-se-á do Senhor às gerações vindouras

 e a sua justiça será revelada ao povo que há-de vir:

           «Eis o que fez o Senhor».

SANTOS POPULARES


BEATA ANA ROSA GATTORNO

Rosa Maria Benta Gattorno nasceu em Génova, Itália, no dia 14 de Outubro de 1831. Pertencia a uma família de boas condições financeiras, de bom nome na sociedade e de profunda formação cristã. Do pai, Francisco, e da mãe, Adelaide - tal como os outros cinco filhos - Rosa Maria recebeu uma cuidada educação humana e espiritual, que foi alicerce da sua vida moral e cristã.
Em 1852, com vinte e um anos de idade, casou-se com o seu primo, Jerónimo Custo, e transferiu-se para Marselha, França. Por motivos financeiros, a família viu-se obrigada a retornar a Génova, com os seus três filhos. A sua filha mais velha, Carlota, foi afectada por uma repentina enfermidade que a deixou surda-muda para sempre. Este acontecimento marcou-a profundamente. A sua vida voltou a sofrer um forte impacto doloroso quando, após seis anos de casamento, faleceu o seu marido e, algum tempo depois, o seu filho mais novo.
Esses acontecimentos levaram-na a uma mudança radical, a que ela chamou "a sua conversão", isto é, a sua entrega total ao Senhor. Orientada pelo seu confessor, fez - de forma privada - os votos perpétuos de castidade e de obediência, precisamente na Festa da Imaculada Conceição, de 1858, e depois, como membro da Ordem Terceira de São Francisco, professou, também, o voto de pobreza. Viveu intimamente unida a Cristo, recebendo a comunhão todos os dias, privilégio que, naquele tempo, era pouco comum. Em 1862, recebeu o dom dos estigmas ocultos, percebidos mais intensamente nas sextas-feiras.
Num clima de intensa oração, diante de Jesus Crucificado, recebeu a inspiração de fundar uma congregação religiosa: "Filhas de Santa Ana, Mãe de Maria Imaculada", em Piacenza. Depois de um profundo diálogo com o Papa Pio IX, por ele recebeu a confirmação da sua missão de fundadora. Vestiu o hábito religioso, em 1867, tomando o nome de Ana Rosa e, após três anos, emitiu a profissão, com outras doze religiosas.
Com essa congregação, realizou muitas obras de atendimento aos pobres e doentes, às pessoas sozinhas, anciãs e abandonadas; cuidou da assistência às crianças e às jovens, proporcionando-lhes uma instrução religiosa e adequada, a fim de as inserir no mundo do trabalho. Abriu muitas escolas para a juventude pobre e para a promoção humano-evangélica, segundo as necessidades mais urgentes da época.
A congregação recebeu a aprovação definitiva, em 1879. Porém, o regulamento só foi aprovado em 1892. Muito estimada e considerada por todos, colaborou, em Piacenza, com o bispo, monsenhor Scalabrini, hoje beato, sobretudo na obra fundada por ele, a favor dos surdos-mudos.
Sofreu inúmeras provas, humilhações, dificuldades e tribulações de todo género, mas sempre confiou em Deus e, cada vez mais, atraía outras jovens para o seu apostolado. A congregação difundiu-se rapidamente na Itália, Bolívia, Brasil, Chile, Peru, Eritreia, França e Espanha.
Ana Rosa Gattorno faleceu no dia 6 de Maio de 1900, na Casa-Mãe da Congregação, em Piacenza. À sua morte, a congregação contava com trezentas e sessenta e oito Casas, nas quais desenvolviam as suas missões três mil e quinhentas religiosas.
Ana Rosa Gattorno foi beatificada pelo Papa João Paulo II, no dia 9 de Abril de 2000, na Praça de São Pedro, em Roma. Na homilia da Missa de Beatificação, o Papa disse: “…Efectivamente, será do alto da Cruz que Jesus revelará ao mundo o amor ilimitado de Deus pela humanidade necessitada de salvação. Atraída irresistivelmente por este amor, Ana Rosa Gattorno transformou a sua vida numa contínua imolação pela conversão dos pecadores e a santificação de todos os homens. Ser "porta-voz de Jesus", para fazer a mensagem do amor salvífico chegar a todos os lugares: eis o anélito mais profundo do seu coração! Totalmente consagrada à Providência e animada por um destemido impulso de caridade, a Beata Ana Rosa Gattorno teve um único propósito: servir a Jesus nos membros dolorosos e feridos do próximo, com sensibilidade e atenção materna a todas as misérias humanas. O singular testemunho de caridade, deixado pela nova Beata, ainda hoje constitui um encorajamento estimulante para quantos na Igreja estão comprometidos em transmitir, de maneira mais específica, o anúncio do amor de Deus que cura as feridas de cada coração e oferece a todos a plenitude da vida imortal…”

A sua memória litúrgica faz-se no dia 6 de Maio.