Este tempo, que nos conduz ao Presépio de Belém, ajude cada um a receber Jesus na casa do seu coração, para que Jesus o receba, também, um dia, na casa do Céu, na casa da eternidade.
PALAVRA COM SENTIDO
“…Hás-de temer o Senhor, teu Deus…” (cf. Deuteronómio 6, 2)
Só Deus é Deus e Senhor. E não há outro Deus a quem amar, servir, adorar, acreditar, rezar, agradecer… Temer o Senhor não é ‘ter medo de Deus’. Não precisamos ter medo de Deus: Ele é amor, perdão, misericórdia, alegria, paz, salvação e esperança… Temer o Senhor é reconhecer a grandeza do seu poder; a santidade do seu nome; a ternura que nos dedica; a alegria da vida que nos oferece. Temer o Senhor é acolher a sua Palavra; cumprir os seus mandamentos; responder com fidelidade aos seus apelos; confiar na sua promessa e anunciá-la com a bondade dos nossos gestos. Quem ‘teme a Deus’ procura fazer tudo para não pecar contra ele; fazer nascer no coração o receio e a tristeza de o poder ofender. O apelo feito pela palavra de Deus aponta-nos o caminho da verdade, da justiça, da caridade, da compaixão. Uma grande exigência que nos trará a felicidade e a bênção.
domingo, 22 de novembro de 2015
EM DESTAQUE
Este tempo, que nos conduz ao Presépio de Belém, ajude cada um a receber Jesus na casa do seu coração, para que Jesus o receba, também, um dia, na casa do Céu, na casa da eternidade.
PALAVRA DO PAPA FRANCISCO
Do Sínodo dos Bispos, que celebrámos no passado mês de Outubro, todas as famílias e a Igreja inteira receberam um grande encorajamento a encontrar-se no limiar desta porta aberta. A Igreja foi animada a abrir as suas portas, para sair com o Senhor ao encontro dos filhos e das filhas a caminho - às vezes incertos, por vezes confusos - nestes tempos difíceis. As famílias cristãs, em particular, foram encorajadas a abrir a porta ao Senhor que espera entrar, trazendo a sua bênção e a sua amizade. E se a porta da misericórdia de Deus está sempre aberta, também as portas das nossas igrejas, das nossas comunidades, das nossas paróquias, das nossas instituições e das nossas dioceses devem estar abertas, a fim de que todos possamos sair para levar esta misericórdia de Deus. O Jubileu significa a grande porta da misericórdia de Deus, mas também as pequenas portas das nossas igrejas, abertas para permitir que o Senhor entre — ou muitas vezes que o Senhor saia — prisioneiro das nossas estruturas, do nosso egoísmo e de tantas situações.
O Senhor nunca força a porta: até Ele pede autorização para entrar. O Livro do Apocalipse diz: «Estou à porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei na sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo» (3, 20). Imaginemos o Senhor a bater à porta do nosso coração! Na última grande visão do Livro do Apocalipse, assim se profetiza sobre a Cidade de Deus: «As suas portas não se fecharão de dia», o que significa para sempre, porque «já não haverá noite» (21, 25). No mundo, ainda há lugares onde não se fecham as portas à chave. Mas existem muitos onde as portas blindadas se tornaram normais. Não devemos render-nos à ideia de ter que aplicar este sistema à nossa vida inteira, à vida da família, da cidade, da sociedade. E muito menos à vida da Igreja. Seria terrível! Uma Igreja inóspita, assim como uma família fechada em si mesma, mata o Evangelho e torna o mundo árido. Não às portas blindadas na Igreja!... Não! Tudo aberto!...
A gestão simbólica das «portas» — dos umbrais, das passagens, das fronteiras — tornou-se crucial. Sem dúvida, a porta deve preservar, mas não rejeitar. A porta não deve ser forçada; ao contrário, é preciso pedir autorização, porque a hospitalidade resplandece na liberdade do acolhimento e ofusca-se na prepotência da invasão. A porta abre-se frequentemente para ver se, fora, há alguém que aguarda e talvez não tenha a coragem, nem sequer a força, para bater. Quantas pessoas perderam a confiança e não têm a coragem de bater à porta do nosso coração cristão, à porta das nossas igrejas?... E estão ali, sem coragem, porque os privamos da confiança!... Por favor, que isto nunca se verifique! A porta diz muito da casa, e também da Igreja. A gestão da porta requer um discernimento atento e, ao mesmo tempo, deve inspirar grande confiança. Gostaria de dedicar uma palavra de gratidão a todos os guardiões das portas: dos nossos condomínios, das instituições cívicas, das próprias igrejas. Muitas vezes, a prudência e a gentileza da portaria são capazes de conferir uma imagem de humanidade e de hospitalidade à casa inteira, já a partir da entrada. É preciso aprender destes homens e mulheres, que são guardiões dos lugares de encontro e de acolhimento da cidade do homem! Muito obrigado a todos vós, guardiões de tantas portas, quer sejam portas de habitações, quer de igrejas! Mas sempre com um sorriso, sempre mostrando a hospitalidade desta casa, dessa igreja, e assim as pessoas sentem-se felizes e bem-vindas naquele lugar.
(cf. Santa Sé)
PARA REZAR
A Vós a aclamação das multidões,
A Vós o nosso cântico de amor.
Só ao poder das vossas mãos, ó Deus,
Se renda o coração das criaturas.
E veio irmanar em toda a terra
Os homens em divina comunhão.
Louvemos a Santíssima Trindade:
O Pai, o Filho, o Espírito divino.
revestiu-Se de majestade,
Vós existis desde toda a eternidade.
por todo o sempre.
SANTOS POPULARES
Em 1839, recomeçou a perseguição aos cristãos e foi aconselhada a partir para Majae, mas ela preferiu ficar. No íntimo do coração, ela e a filha, Isabel, sentiram que deviam começar a preparar-se para o martírio.
No dia 1 de Junho, estando o seu filho ausente, foi presa. Quando lhe perguntaram se era verdade que era católica, respondeu que sim. Quando foi intimada a abandonar a sua religião e a denunciar os demais católicos, disse que não sabia onde os outros cristãos moravam e que estava disposta a morrer para conservar a sua fé
Foi interrogada cinco vezes e cada interrogatório era acompanhado de agressões físicas, com golpes de cana de bambu, que a deixaram às portas da morte. Em seguida, foi levada para a prisão de Bo-jeong, onde morreu no dia 23 de Novembro de 1839, com quase oitenta anos de idade.
Cecília Yu So-Sa foi canonizada no dia 6 de Maio de 1984, em Seul, capital da Coreia do Sul, pelo Papa João Paulo II, juntamente com mais 102 mártires coreanos. Entre estes, contam-se, também, os seus dois filhos mártires: São Paulo Chong Ha-sang e Santa Isabel Chong Chong-hye. Na homilia da celebração eucarística, o Papa disse: “… Os mártires da Coreia deram testemunho de Cristo, morto e ressuscitado. No sacrifício da própria vida, tornaram-se, de um modo muito especial, semelhantes a Cristo. Na verdade, eles puderam fazer suas as palavras de São Paulo: ‘Trazemos sempre no nosso corpo os traços da morte de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste no nosso corpo… somos, a toda a hora, entregues à morte por causa de Jesus, para que, também, a vida de Jesus apareça na nossa carne mortal’. (2 Cor.4, 10-11) A morte dos mártires é semelhante à morte de Cristo na cruz porque, como a morte de Cristo, também a sua se tornou o início de uma nova vida. Esta nova vida não foi manifestada unicamente neles, isto é, naqueles que sofreram uma morte como a de Cristo, mas foi estendida a outros. Tornou-se fermento da Igreja como comunidade viva de discípulos e de testemunhas de Jesus Cristo. ‘O sangue dos mártires é fermento de cristãos’: estas palavras do primeiro século do cristianismo encontram confirmação aqui, diante dos nossos olhos…”
A memória litúrgica de Santa Cecília Yu So-Sa celebra-se no dia 23 de Novembro.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
EM DESTAQUE
Uma notícia triste… Mais de 130 mortos e dezenas de feridos graves!... Uma realidade triste e sofredora que toca profundamente os nossos corações. Partilhamos a nossa revolta, a nossa solidariedade e a nossa oração. A barbárie não pode ser o futuro do mundo e da vida. O respeito, a tolerância, a paz, a lealdade e a comunhão fraterna entre os povos farão florir a vida sem violência, sem rancor, sem divisão, sem medo. Esta Sexta-Feira, dia 13 de Novembro de 2015, possa ser, para o mundo inteiro, um clamor de sofrimento e de dor que anuncie a urgência de abrir o coração ao Deus do Amor, da Paz e da Vida.
O Cardeal Parolin, Secretário de Estado da Santa Sé, enviou, em nome do Papa Francisco, ao Arcebispo de Paris, a seguinte carta:
“Tendo conhecimento dos horríveis ataques terroristas, ocorridos em Paris e junto do Estádio de França, que causaram a morte a muitíssimas pessoas e feriram muitas outras, Sua Santidade, o Papa francisco, associa-se, pela oração, ao sofrimento das famílias atingidas por este drama e, também, à dor do povo francês. Invoca Deus, Pai de misericórdia, para que acolha as vítimas na paz da Sua luz e dê conforto e esperança aos feridos e às suas famílias. O Papa assegura-lhes, como a todas as pessoas que os socorreram, a sua proximidade espiritual. Uma vez mais, o Santo Padre condena, vigorosamente, a violência que nada pode resolver e pede a Deus que inspire, em todos, pensamentos de paz e de solidariedade, derramando sobre as famílias em provação, e sobre todos os franceses, a abundância das Suas bênçãos.”
PALAVRA DO PAPA FRANCISCO
Neste nosso tempo, marcado por tantos fechamentos e por demasiados muros, a convivência, gerada pela família e dilatada pela Eucaristia, torna-se uma oportunidade crucial. A Eucaristia e as famílias, por ela nutridas, podem vencer os isolamentos e construir pontes de acolhimento e de caridade. Sim, a Eucaristia de uma Igreja de famílias, capazes de restituir à comunidade o fermento activo da convivência e da hospitalidade recíproca, é uma escola de inclusão humana que não teme os confrontos! Não há pequenos, órfãos, débeis, indefesos, feridos e desiludidos, desesperados e abandonados que a convivência eucarística das famílias não possa nutrir, fortalecer, proteger e acolher. A memória das virtudes familiares ajuda-nos a compreender. Nós mesmos tivemos conhecimento, e ainda conhecemos, quantos milagres podem acontecer quando uma mãe, para além de tomar conta dos seus filhos, toma conta e dá atenção, assistência e cuidado aos filhos dos outros. Até há pouco tempo, bastava uma mãe para tomar conta de todas as crianças do pátio! E ainda: sabemos bem a força que tem um povoado cujos pais estão prontos a acorrer para proteger os filhos uns dos outros, porque consideram os filhos um bem indivisível; e sentem-se felizes e orgulhosos de os proteger. Hoje, muitos contextos sociais põem obstáculos à convivência familiar. É verdade!... Hoje não é fácil. Devemos encontrar o modo de a recuperar. À mesa fala-se; à mesa ouve-se. Nada de silêncio; nada daquele silêncio que não é o silêncio das monjas, mas o silêncio do egoísmo, onde cada um faz o que quer, ou vê a televisão ou brinca com o computador... E não se fala!... Não!... Nada de silêncio. É preciso recuperar a convivência familiar, adaptando-a aos tempos. A convivência parece que se tornou algo que se compra e se vende; mas assim é outra coisa. E a comida nem sempre é o símbolo de uma partilha justa dos bens, capaz de chegar àqueles que não têm pão nem afectos. Nos países ricos, somos induzidos a gastar numa alimentação excessiva e, depois, somos, de novo, induzidos a remediar o excesso. E este «negócio» insensato desvia a nossa atenção da fome verdadeira, do corpo e da alma. Quando não há convivência há egoísmo e cada um pensa em si mesmo. E isto é tão verdade que a publicidade a reduziu a uma languidez de merendinhas e a um desejo de docinhos. Enquanto isto, há tantos, demasiados, irmãos e irmãs que permanecem longe da mesa. Isto é vergonhoso!
Olhemos para o mistério do Banquete eucarístico. O Senhor parte o seu Corpo e derrama o seu Sangue por todos. Em verdade, não há divisão que possa resistir a este Sacrifício de comunhão; só a atitude de falsidade, de cumplicidade com o mal pode excluir-nos dele. Qualquer outro afastamento não pode resistir ao poder indefeso deste pão partido e deste vinho derramado, Sacramento do único Corpo do Senhor. A aliança viva e vital das famílias cristãs - que precede, apoia e abraça, no dinamismo da sua hospitalidade, as dificuldades e as alegrias diárias - coopera com a graça da Eucaristia, que é capaz de criar comunhão sempre nova com a sua força que inclui e salva. A família cristã mostrará, precisamente assim, a amplidão do seu verdadeiro horizonte, que é o horizonte da Igreja-Mãe de todos os homens, de todos os abandonados e excluídos, em todos os povos. Rezemos para que esta convivência familiar possa crescer e amadurecer no tempo de graça do próximo Jubileu da Misericórdia. (cf. Santa Sé)
PARA REZAR
está nas vossas mãos o meu destino.
O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei.
e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos,
nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção.
alegria plena em vossa presença,
delícias eternas à vossa direita.
SANTOS POPULARES
- na palavra do Papa Bento XVI, Audiência-Geral, na Praça de São Pedro, no dia 29 de Setembro de 2010
Com ela, somos introduzidos na família do Barão de Hackeborn, uma das mais nobres, ricas e poderosas da Turíngia, aparentada com o imperador Frederico II, e entramos no Mosteiro de Helfta no período mais glorioso da sua história. O Barão já tinha dado ao mosteiro uma filha, Gertrudes de Hackeborn (1231/1232 -1291/1292), dotada de uma personalidade acentuada, Abadessa por quarenta anos, capaz de dar um cunho peculiar à espiritualidade do mosteiro, levando-o a um florescimento extraordinário como centro de mística e de cultura, escola de formação científica e teológica. Gertrudes ofereceu às monjas uma elevada educação intelectual, que lhes permitia cultivar uma espiritualidade fundada na Sagrada Escritura, na Liturgia, na Tradição patrística, na Regra e na espiritualidade cisterciense, com preferência especial por São Bernardo de Claraval e Guilherme de Saint-Thierry. Foi uma verdadeira mestra, exemplar em tudo, na radicalidade evangélica e no zelo apostólico. Desde a infância, Matilde acolheu e saboreou o clima espiritual e cultural criado pela irmã, oferecendo depois a sua contribuição pessoal.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
EM DESTAQUE
Temos partilhado isso mesmo nas reuniões realizadas aos vários níveis do nosso percurso e nas diferentes instâncias da corresponsabilidade pastoral. Verificamos, igualmente, como os passos dados nos revelam o sentido de comunhão e o espírito de renovação que nos cumpre imprimir em todas as propostas e metas de acção pastoral.
Com este espírito e com esta pedagogia saberemos fazer da “Alegria do Evangelho a nossa missão” e proclamar “Felizes os Misericordiosos!” Assim se consolida a comunhão diocesana neste caminho sinodal e se fortalece o desígnio de missão que a todos deve envolver e mobilizar, como nos pede o Papa Francisco.
A Caminhada de Advento-Natal 2015-2016, que tem por tema: ”Há mais alegria em dar(-se): felizes os misericordiosos”, cujo texto está, a partir de hoje, já disponibilizado na página da Diocese e em formato impresso, constitui mais uma etapa a cumprir este desígnio de missão e esta metodologia pastoral. Convidamos todas as comunidades cristãs, comunidades religiosas, movimentos e grupos apostólicos a aproveitar este contributo pastoral para mobilizar todos os seus membros para a preparação e celebração do nascimento de Jesus.
A vocação nasce sempre no coração de Deus, que olha todos os seus filhos com misericórdia e entre eles escolhe alguns para que, envolvidos e configurados sacramentalmente com Cristo, Bom Pastor e rosto de Misericórdia, O possam seguir para continuarem no tempo este ministério de amor, de bondade e de misericórdia
A Semana dos Seminários ajuda os jovens, os seminaristas, as famílias, as comunidades a voltar-se para Deus, porque Ele nos “olha com misericórdia” e continua a chamar trabalhadores para a Sua Messe, como nos lembra o lema desta Semana.
Cumpre-nos rezar com persistência para que Deus, ao chamar, encontre no coração das famílias do nosso tempo e no chão fecundo das comunidades da nossa Diocese jovens que se disponham a seguir o Mestre com alegria, generosidade e perseverança.
Dou graças a Deus pelos nossos Seminários, por quantos aí vivem e trabalham, pelos seminaristas, equipas formadoras, colaboradores, amigos e beneméritos. A Semana dos Seminários é sempre uma hora feliz de acção de graças a Deus e de gratidão às pessoas pelos Seminários que temos, pelo bem imprescindível que realizam e pela missão insubstituível que cumprem.
A missão de formar pastores é de toda a Igreja e a favor de toda a Igreja. Sabemos, porém, que a missão específica da formação está confiada, por mandato da Igreja e para bem de todo o Povo cristão, às Equipas Formadoras dos nossos Seminários e a quantos, sob a sua orientação, aí trabalham, muitas vezes de forma discreta e silenciosa. É de gratidão, também, para todos eles esta palavra, consciente da delicadeza da missão e do peso do trabalho que a Igreja lhes confia.
As comunidades paroquiais, no seu todo, com as crianças, jovens, famílias, idosos, doentes, grupos e movimentos são, assim, convidadas a fazer desta Semana tempo abençoado de oração, de comunhão e de generosidade com os nossos Seminários.
Temos na nossa Diocese uma bela iniciativa de oração, em cadeia contínua, sob o nome de “Rogai - Oração pelas Vocações”, que nos une mais intensamente ao espírito da Semana dos Seminários e da Semana de oração pelas Vocações e as amplia a todo o tempo do ano pastoral e à dimensão de toda a vida da Igreja diocesana. “Rogai – Oração pelas Vocações” é um convite à oração diária, organizada por vigararias e estendida a todas e a cada uma das paróquias da Diocese.
Aos pais, aos párocos, aos catequistas e aos educadores cristãos pedimos que atendam e acompanhem as crianças, os adolescentes e os jovens no seu itinerário de fé e no seu discernimento vocacional e aproveitem mais intensamente esta Semana dos Seminários para falar do valor e da importância da vocação sacerdotal e dar a conhecer o percurso vocacional do Pré-Seminário e a missão e vida dos Seminários.
Pertence-nos aplanar os caminhos daqueles que se sentem chamados à vida sacerdotal e agradecer a Deus os seminaristas que hoje temos. Uns e outros são um dom de Deus e uma bênção para a nossa Diocese.
Ao rezarmos pelas Vocações e pelos Seminários, estamos a implorar de Deus o olhar de misericórdia para connosco e a criar no coração dos jovens, no seio das famílias e no ambiente das comunidades uma cultura vocacional que faça de cada um de nós mediador do chamamento de Deus, que continua a dizer, hoje, como aos primeiros discípulos: “Vem e Segue-Me!” (Mt. 19, 21 ).
Agradecemos a Deus o tempo aqui vivido e a missão realizada na nossa Diocese. Só Deus conhece o zelo da sua entrega, a dedicação do seu trabalho e o exemplar testemunho que a todos nos deixa.
Desejamos expressar a D. João Lavrador a gratidão de toda a Igreja do Porto e queremos fazê-lo em gesto de comunhão fraterna e de celebração diocesana no próximo dia 22 de Novembro, solenidade de Cristo Rei e Senhor do Universo, e dia habitualmente escolhido na nossa Diocese para a Instituição dos Ministérios de Leitor e de Acólito em ordem ao Diaconado Permanente e ao Presbiterado. Para facilitar a presença de todos e possibilitar a participação dos sacerdotes vamos alterar a hora a celebração da Eucaristia das 11 horas para as 16 horas.
Convido, assim, a Igreja Diocesana para participar na celebração da Eucaristia, na Sé Catedral, no próximo dia 22, às 16 horas, com a Instituição de Ministérios e com a expressão da nossa gratidão a D. João Lavrador pelo ministério episcopal exercido ao serviço da Igreja do Porto.
O senhor D. João Lavrador entrará na Diocese de Angra, nos Açores, o seu novo campo de missão episcopal, no domingo seguinte, 29 de Novembro.
Confiemos desde já a nova missão episcopal de D. João Lavrador à protecção materna de Maria, Mãe da Igreja, para que seja nos Açores Pastor segundo o coração de Cristo, Bom Pastor.
Porto, 28 de outubro de 2015
António, Bispo do Porto
“A Semana Nacional dos Seminários ocorre, neste ano de 2015, pouco tempo antes do início do Ano Santo da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco como um ano jubilar de graça para a Igreja e para a humanidade. Em sintonia com a Igreja Universal, desejamos que o trabalho, a catequese e a oração pelas vocações sacerdotais, pelos seminários e pelos sacerdotes nasçam da certeza de que Deus é misericordioso com todos os seus filhos. A característica fundamental do agir de Deus é a misericórdia, como nos revela a Escritura, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Toda a História da Salvação e cada uma das acções de Deus que dela fazem parte estão ao serviço da salvação da humanidade, podendo dizer-se que se trata da história da misericórdia de Deus com os homens. Ao dizer que Deus é amor, São João reafirma a centralidade da misericórdia na revelação feita por Jesus, Aquele que pelas suas palavras e acções nos deu a conhecer quem é Deus e como é Deus. A Igreja fundada por Jesus Cristo é chamada a dar corpo ao desejo misericordioso de Deus de salvar toda a humanidade, em todos os tempos da história. (…)
A vocação sacerdotal nasce do coração misericordioso de Deus, que olha para os seus filhos e escolhe alguns para que, sacramentalmente, sejam configurados com Jesus Cristo, Pastor e Cabeça da Igreja. (…)
Os Evangelhos apresentam Jesus que passa pelos mais variados lugares onde se desenvolve a vida humana, olha com predilecção para alguns, escolhe-os e chama-os para O seguirem. Sem explicações que satisfaçam a sua admiração e sem argumentos que respondam às suas interrogações, mas somente porque se sentiram tocados pelo seu amor misericordioso, deixaram tudo e seguiram-n’O. (…) O sacerdote, homem chamado e escolhido de entre os outros homens, é fruto do olhar misericordioso de Jesus, que quer salvar a todos. Não se trata de alguém perfeito, irrepreensível e santo, mas de alguém para quem o Senhor olhou com misericórdia, sem explicação nem motivação compreensíveis. A vocação sacerdotal somente se compreende no contexto deste mistério do amor de Deus, que não se explica nem se justifica, mas que simplesmente se manifesta.
Os seminaristas, desejosos de conhecer o mistério da sua vocação, entrem no mistério do amor de Deus pela humanidade e por si mesmos, sintam-se sinceramente pecadores e doentes como todos os outros homens, e darão infinitas graças a Deus por os eleger e chamar a partilhar a grandeza da Sua companhia.
Aos jovens convidamos a entrar na contemplação do rosto misericordioso de Deus que os escolhe e os chama. Aceitem humildemente a sua condição de pecadores e necessitados da misericórdia de Deus e ela manifestar-se-á como fonte de perdão e de salvação. Muitos sentirão o apelo a andar com o Senhor e a aprender d’Ele, conhecerão a vocação a que os chama e terão alegria e coragem para a seguir fielmente, porque quando alguém se deixa tocar pelo olhar misericordioso de Jesus, torna-se disponível para ficar com Ele para sempre.
Senhor Jesus, concede a toda a Igreja, felizes e santas vocações sacerdotais.
Ámen”
PALAVRA DO PAPA FRANCISCO
Hoje, gostaria de sublinhar este aspecto: a família é uma grande escola de preparação para o dom e para o perdão recíproco, sem o qual nenhum amor pode ser duradouro. Sem se doar e sem se perdoar, o amor não subsiste, não perdura. Na oração que Ele mesmo nos ensinou — ou seja, o Pai-Nosso — Jesus leva-nos a pedir ao Pai: «Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido». E no fim comenta: «Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, o vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco o vosso Pai vos perdoará» (Mt 6, 12.14-15). Não se pode viver sem se perdoar, ou pelo menos não se pode viver bem, especialmente em família. Todos os dias cometemos injustiças uns contra os outros. Devemos ter em consideração estas injustiças, devidas à nossa fragilidade e ao nosso egoísmo. No entanto, o que nos pedem é que curemos imediatamente as feridas que causamos uns aos outros, que voltemos a tecer imediatamente os fios que dilaceramos em família. Se esperarmos demais, tudo se tornará mais difícil. E existe um segredo simples para curar as feridas e para resolver as acusações. É este: não deixar que o dia termine sem pedir perdão, sem fazer as pazes entre marido e esposa, entre pais e filhos, entre irmãos e irmãs... entre nora e sogra! Se aprendermos imediatamente a pedir e a conceder o perdão recíproco, as feridas curam-se, o matrimónio fortalece-se e a família se torna um lar cada vez mais sólido, que resiste aos abalos das nossas pequenas e grandes maldades. E para isto não é necessário pronunciar um grande discurso, mas é suficiente uma carícia: uma carícia e tudo acaba e recomeça. Mas nunca termineis o dia em guerra!
Se aprendermos a viver assim em família, façamo-lo também fora, onde quer que nos encontremos. É fácil ser cépticos acerca disto. Muitos — inclusive entre os cristãos — pensam que é um exagero. Diz-se: sim, são palavras bonitas, mas é impossível pô-las em prática. Mas graças a Deus não é assim. De facto, é precisamente ao receber o perdão de Deus que, por nossa vez, somos capazes de perdão em relação aos outros. Por isso, Jesus faz-nos repetir estas palavras cada vez que recitamos a oração do Pai-Nosso, isto é, todos os dias. E é indispensável que, numa sociedade, muitas vezes impiedosa, existam lugares, como a família, onde nós aprendemos a perdoar-nos uns aos outros.
O Sínodo reavivou a nossa esperança também nisto: a capacidade de perdoar e de se perdoar faz parte da vocação e da missão da família. A prática do perdão não só salva as famílias da divisão, mas torna-as capazes de ajudar a sociedade a ser menos malvada e menos cruel. Sim, cada gesto de perdão repara a casa das fendas e solidifica as suas paredes. A Igreja, queridas famílias, está sempre ao vosso lado para vos ajudar a construir a vossa casa sobre a rocha da qual Jesus falou. E não nos esqueçamos estas palavras que precedem imediatamente a parábola da casa: «Não quem diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus mas aquele que faz a vontade do Pai». E acrescenta: «Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos o teu nome e exorcizamos demónios em teu nome? Eu porém declararei a eles: nunca vos conheci» (cfr Mt 7, 21-23). É uma palavra forte, sem dúvida, que tem a finalidade de nos chocar e nos chamar à conversão.
Garanto-vos, queridas famílias, que se fordes capazes de caminhar sempre cada vez mais decididamente na via das bem-aventuranças, aprendendo e ensinando a perdoar-vos reciprocamente, em toda a grande família da Igreja crescerá a capacidade de dar testemunho da força renovadora do perdão de Deus. Diversamente, fazemos pregações lindíssimas, e talvez até esmagamos algum diabo, mas no final o Senhor não nos reconhecerá como os seus discípulos, porque não tivemos a capacidade de perdoar e de nos fazer perdoar pelos outros!
É verdade que as famílias cristãs podem fazer muito pela sociedade de hoje, e também pela Igreja. Por isso, desejo que no Jubileu da Misericórdia as famílias redescubram o tesouro do perdão recíproco.
Rezemos para que as famílias sejam, cada vez mais, capazes de viver e construir estradas concretas de reconciliação, nas quais ninguém se sinta abandonado ao peso das suas ofensas.
Com esta intenção, rezemos juntos: «Pai-nosso: perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido». (cf. Santa Sé)
PARA REZAR
dá pão aos que têm fome
e a liberdade aos cativos.
o Senhor levanta os abatidos,
o Senhor ama os justos.
ampara o órfão e a viúva
e entrava o caminho aos pecadores.
o teu Deus, ó Sião,
é rei por todas as gerações.
SANTOS POPULARES
Depois da morte do pai, Luísa viu-se obrigada a gerir o negócio da família, revelando os seus dotes administrativos. Contudo, esta nova tarefa não a impediu de frequentar, como voluntária, o Lar de Idosos, onde, na enfermaria, prestava assistência aos doentes crónicos.
Quando auxiliava o seu pai nas actividades apostólicas, Luísa conheceu o Padre Carlos Steeb, que se tornou o seu confessor. O Padre Carlos Steeb tinha nascido no dia 18 de Dezembro de 1773, em Tübingen - Würtemberg, Alemanha, no seio de uma família de convicções profundamente luteranas. Frequentou uma escola de renome, de tradição humanista (“Anatolicum”), onde fez um estudo sério e sistemático. Aos 15 anos, o estudo na área do comércio levou-o a deslocar-se a Paris, onde permaneceu pouco tempo, devido à agitação da Revolução Francesa. Em seguida, foi para Verona, onde fez amizade com pessoas que professavam, convictamente, a fé católica. Esta amizade levou-o a questionar a problemática da fé luterana. Após um período de longa e profunda reflexão, converteu-se ao catolicismo e entrou no seminário para ser sacerdote. Ao informar a sua família desta decisão, foi rejeitado por todos. Os seus pais deixaram de o reconhecer como filho, privando-o do direito hereditário e recusando-lhe qualquer comunicação com os seus familiares.
Luísa partilhou com o Padre Steeb o seu desejo de professar os votos religiosos. Ele aconselhou-a a rezar e a esperar que o Senhor lhe revelasse os seus desígnios. Depois de algum tempo de prova, ao serviço dos anciãos e dos doentes, o Padre Steeb propôs-lhe ser a fundadora de um instituto religioso que cuidasse dos pobres e dos necessitados. Luísa respondeu afirmativamente a esta proposta, vendo nela o chamamento e a vontade do próprio Senhor Jesus. No dia 2 de Novembro de 1840, Luísa Poloni fundou o Instituto das Irmãs da Misericórdia. No dia 10 de Setembro de 1848, fez a sua profissão religiosa, consagrando-se inteiramente ao amor de Cristo e ao amor dos mais pobres. Nesta circunstância, assumiu o nome de Vicência Maria Poloni.
O Padre Carlos Steeb, que há muito sonhava com uma obra desta natureza e acompanhou todo o processo da constituição do Instituto das Irmãs da Misericórdia, chamava, carinhosamente, às Irmãs: “mãos piedosas”
Ao escrever a Regra para o Instituto, o Padre Carlos Steeb põs em evidência, no mistério da Encarnação e da Redenção, o modelo mais alto para viver a misericórdia: Jesus Cristo, o unigénito Filho de Deus, por amor da Humanidade, fez-se carne. A misericórdia é um dom de Deus que deve ser representado pelas Irmãs nas diversas formas visíveis de caridade; a misericórdia é um sentimento profundo que se comove perante o sofrimento e o desânimo dos outros.
Desde então, a Madre Vicência dedicou a sua vida a Deus como educadora de numerosos jovens, consagrando-se ao serviço dos pobres e dos enfermos e percorrendo um caminho que deixou três marcas: uma profunda vida interior que fazia de Cristo o eixo do seu caminho; um grande amor a Deus e à Eucaristia; um estilo de humildade, simplicidade e caridade que orienta o agir somente por Deus, amado e servido no próximo sofredor.
A actualidade da mensagem da vida da Madre Vicência é-nos dada, sobretudo, pela eterna novidade da misericórdia. Numa época em que, aparentemente, parece que não necessitamos de mais nada, porque tudo está acessível, na realidade a misericórdia é mais do que nunca necessária.
A Madre Vicência faleceu no dia 11 de Novembro de 1855, deixando como testamento uma só coisa: a caridade. Foi beatificada, em Verona, no dia 21 de Setembro de 2008, pelo Papa Bento XVI, numa celebração presidida pelo Prefeito da Congregação para as causas dos Santos, D. José Saraiva Martins.
As Irmãs da Misericórdia estão presente, hoje, na Itália, na Alemanha, em Portugal, na Albânia, na Tanzânia, em Angola, no Burundi, na Argentina, no Brasil e no Chile.
A memória litúrgica da Beata Vicência Maria Poloni faz-se no dia 11 de Novembro.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
EM DESTAQUE
Mas como é que podemos tornar-nos santos, amigos de Deus?... Para ser santo não é necessário realizar acções nem obras extraordinárias, nem possuir carismas excepcionais: é preciso sobretudo ouvir Jesus e depois segui-lo sem desanimar diante das dificuldades… A experiência da Igreja demonstra que cada forma de santidade, embora siga diferentes percursos, passa sempre pelo caminho da cruz, pelo caminho da renúncia a si mesmo. As biografias dos santos descrevem homens e mulheres que, dóceis aos desígnios divinos, enfrentaram por vezes provações e sofrimentos indescritíveis, perseguições e o martírio. Perseveraram no seu compromisso, "vêm da grande tribulação lê-se no Apocalipse lavaram as suas túnicas e branquearam-nas no sangue do Cordeiro" (Ap 7, 14). Os seus nomes estão inscritos no livro da Vida (cf. Ap 20, 12); a sua morada eterna é o Paraíso. O exemplo dos santos constitui para nós um encorajamento a seguir os mesmos passos, a experimentar a alegria daqueles que confiam em Deus, porque a única verdadeira causa de tristeza e de infelicidade para o homem é o facto de viver longe de Deus… (cf. Santa Sé)
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PALAVRA DO PAPA FRANCISCO
O Concílio Vaticano II foi um tempo extraordinário de reflexão, diálogo e oração para renovar o olhar da Igreja católica sobre si mesma e sobre o mundo. Uma leitura dos sinais dos tempos em vista de uma actualização, orientada por uma fidelidade dupla: fidelidade à tradição eclesial e fidelidade à história dos homens e das mulheres do nosso tempo. Com efeito, Deus, que se revelou na criação e na história, que falou por meio dos profetas e, ultimamente, pelo seu Filho que se fez homem (cf. Hb 1, 1), dirige-se ao coração e ao espírito de cada ser humano que procura a verdade e os modos para a pôr em prática.
- a busca humana de um sentido da vida, do sofrimento, da morte, interrogações que sempre acompanham o nosso caminho (cf. n. 1);
- a origem e o destino comuns da humanidade (cf. n. 1);
- a unicidade da família humana (cf. n. 1);
- as religiões como busca de Deus ou do Absoluto, no contexto das várias etnias e culturas (cf. n. 1);
- o olhar benévolo e atento da Igreja sobre as religiões: sem nada rejeitar daquilo que nelas existe de belo e de verdadeiro (cf. n. 2);
- a Igreja considera com estima os crentes de todas as religiões, apreciando o seu compromisso espiritual e moral (cf. n. 3);
- aberta ao diálogo com todos, a Igreja é ao mesmo tempo fiel às verdades em que crê, a começar por aquela segundo a qual a salvação oferecida a todos tem a sua origem em Jesus, único Salvador, e que o Espírito Santo está em acção, como fonte de paz e amor.
O diálogo de que temos necessidade não pode deixar de ser aberto e respeitoso, pois só assim se revela fecundo. O respeito recíproco é condição e, ao mesmo tempo, finalidade do diálogo inter-religioso: respeitar o direito dos outros à vida, à integridade física, às liberdades fundamentais, ou seja, de consciência, de pensamento, de expressão e de religião.
O mundo olha para nós, crentes; exorta-nos a colaborar entre nós e com os homens e as mulheres de boa vontade que não professam religião alguma; pede-nos respostas eficazes sobre numerosos temas: a paz, a fome e a miséria que afligem milhões de pessoas, a crise ambiental, a violência, em particular a cometida em nome da religião, a corrupção, a degradação moral, as crises da família, da economia, das finanças e sobretudo da esperança. Nós, crentes, não temos receitas para estes problemas, mas dispomos de um recurso enorme: a oração. E nós, crentes, oramos. Devemos rezar. A oração é o nosso tesouro, no qual nos inspiramos segundo as respectivas tradições, para pedir os dons pelos quais a humanidade anseia.
Por causa da violência e do terrorismo difundiu-se uma atitude de suspeita ou até de condenação das religiões. Na realidade, não obstante religião alguma esteja imune do risco de desvios fundamentalistas ou extremistas em indivíduos ou grupos (cf. Discurso ao Congresso dos EUA, 24 de Setembro de 2015), é preciso considerar os valores positivos que elas vivem e propõem, e que constituem nascentes de esperança. Trata-se de elevar o olhar para ir mais além. O diálogo assente no respeito confiante pode produzir sementes de bem que, por sua vez, se tornam rebentos de amizade e de colaboração em muitos campos, e sobretudo no serviço aos pobres, aos mais pequeninos e aos idosos, na hospitalidade aos migrantes, na atenção a quantos vivem excluídos. Podemos caminhar juntos, cuidando uns dos outros e da criação. Todos os crentes de todas as religiões. Juntos, podemos louvar o Criador por nos ter oferecido o jardim do mundo, para o cultivar e preservar como um bem comum, e podemos realizar programas compartilhados para debelar a pobreza e garantir condições de vida digna a cada homem e mulher.
O Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que está à nossa frente, é uma ocasião propícia para trabalharmos juntos no campo das obras de caridade. E neste sector, onde conta sobretudo a compaixão, podem unir-se a nós muitas pessoas que não se sentem crentes ou que vivem à procura de Deus e da verdade, pessoas que põem no centro o rosto do próximo, em particular o semblante do irmão ou da irmã em necessidade. Mas a misericórdia à qual somos chamados abrange toda a criação, que Deus nos confiou para sermos os seus administradores e não exploradores ou, pior ainda, destruidores. Deveríamos ter sempre o propósito de deixar o mundo melhor do que o encontramos (cf. Enc. Laudato si’, 194), a partir do ambiente em que vivemos, dos pequenos gestos da nossa vida quotidiana.




















