PALAVRA COM SENTIDO
“…Hás-de temer o Senhor, teu Deus…” (cf. Deuteronómio 6, 2)
Só Deus é Deus e Senhor. E não há outro Deus a quem amar, servir, adorar, acreditar, rezar, agradecer… Temer o Senhor não é ‘ter medo de Deus’. Não precisamos ter medo de Deus: Ele é amor, perdão, misericórdia, alegria, paz, salvação e esperança… Temer o Senhor é reconhecer a grandeza do seu poder; a santidade do seu nome; a ternura que nos dedica; a alegria da vida que nos oferece. Temer o Senhor é acolher a sua Palavra; cumprir os seus mandamentos; responder com fidelidade aos seus apelos; confiar na sua promessa e anunciá-la com a bondade dos nossos gestos. Quem ‘teme a Deus’ procura fazer tudo para não pecar contra ele; fazer nascer no coração o receio e a tristeza de o poder ofender. O apelo feito pela palavra de Deus aponta-nos o caminho da verdade, da justiça, da caridade, da compaixão. Uma grande exigência que nos trará a felicidade e a bênção.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
EM DESTAQUE
1. Misericórdia
A contemplação da misericórdia – em última instância, da misericórdia divina – oferece-nos, a todos, o conforto de estarmos a coberto do seu manto protetor. Mas implica-nos, também – também a todos – no exercício da misericórdia: sempre e em todas as circunstâncias. Nada de novo, por outra parte, se levarmos a sério a oração que, a pedido dos discípulos, a nosso pedido, Jesus Cristo pôs nos nossos lábios: “perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” (Lc 11, 4; Mt 6, 12). A misericórdia não é, pois, uma realidade de um único sentido. Envolve-nos a todos: como destinatários e como atores. O Ano da Misericórdia não está ao serviço de uma sociedade de direitos, mas de direitos e de deveres.
É neste espírito jubilar do Ano da Misericórdia proposto pelo Papa Francisco que queremos e devemos concretizar o lema, cumprir os objectivos e realizar o que programamos no Plano Diocesano de Pastoral, que tem por tema: “A Alegria do Evangelho é a nossa missão: Felizes os misericordiosos!”
A matriz programática em que se alicerça e a pedagogia pastoral que desenvolve o nosso Plano Diocesano de Pastoral têm como desígnio de missão a comunhão diocesana vivida como caminho sinodal, que é o caminho do futuro da Igreja, como recentemente lembrava o Papa Francisco aos Bispos, reunidos no Sínodo sobre a Família (Discurso ao Sínodo dos Bispos, 17 .10.2015).
A peregrinação (RM 14), a visita à igreja jubilar, está primariamente associada à indulgência, assumidos e vividos os compromissos previstos pela Igreja para estas circunstâncias. “O jubileu, recorda o Santo Padre, inclui também o referimento à indulgência. Esta, no Ano Santo da Misericórdia, adquire uma relevância particular. O perdão de Deus para os nossos pecados não conhece limites. (…) No sacramento da Reconciliação, Deus perdoa os pecados, que são verdadeiramente apagados; mas o cunho negativo que os pecados deixaram nos nossos comportamentos e pensamentos permanece. A misericórdia de Deus, porém, é mais forte também do que isso. Ela torna-se indulgência do Pai que, através da Esposa de Cristo, alcança o pecador perdoado e liberta-o de qualquer resíduo das consequências do pecado, habilitando-o a agir com caridade, a crescer no amor em vez de recair no pecado” (RM 22).
O acesso à misericórdia, em cada igreja jubilar, é simbolizado pelo ingresso pela porta santa (RM 14). Aberta em Roma no dia 08 de dezembro (RM 4), será também aberta no domingo seguinte, dia 13, em cada Igreja diocesana. Iniciaremos a celebração, na nossa Diocese, às 15,30 horas, na Igreja de S. Lourenço, no Seminário Maior da Sé, que será a igreja estacional, donde partiremos rumo à porta santa da Catedral. A participação nesta celebração será manifestação da unidade da Igreja diocesana com o seu Bispo. Em datas posteriores ao dia 13, esta celebração poderá ser replicada ao nível vicarial ou paroquial. “A ‘porta da fé’ (cf Act 14, 27), escreveu Bento XVI (A porta da fé, 1), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós”. E a porta é Cristo, o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas (cf Jo 10, 11).
As igrejas jubilares, com efeito, são mais que lugares: são símbolos públicos da infinita misericórdia de Deus e apelo ao exercício de uma misericórdia humana sem limites. “Ao atravessar a porta santa, deixar-nos-emos abraçar pela misericórdia de Deus e comprometer-nos-emos a ser misericordiosos com os outros, como o Pai é connosco” (RM 14). A igreja jubilar e a porta santa negariam ou ocultariam o seu sentido se estivessem habitualmente fechadas. Pede-se, por isso, que, de acordo com as respetivas circunstâncias, se providenciem horários de abertura razoavelmente alargados.
3. Compreensão da misericórdia
As igrejas jubilares são espaços privilegiados para a compreensão aprofundada e para a experiência pessoal da misericórdia.
O Papa Francisco retoma (RM 15) o elenco clássico de obras de misericórdia: corporais e espirituais (cf Catecismo da Igreja Católica, 2447). Convida-nos a refletir sobre o seu alcance: “Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina” (RM 15).
Esta esquematização oferece-nos um programa de fácil execução, para, por exemplo: formação de adultos, catequese infantil, juvenil e familiar, caminhadas de advento-natal e de quaresma-páscoa, conferências quaresmais, representações cénicas, cortejos públicos, exposições artísticas e outras possíveis iniciativas evangelizadoras e culturais.
O tempo litúrgico da Quaresma é assumido, na mente do Santo Padre, como ocasião privilegiada para intensificar a aproximação à misericórdia. Situa aqui, na sexta-feira e sábado anteriores ao 4º domingo da Quaresma, a 4 e 5 de março, as 24 horas para o Senhor. Este ano, com a existência das igrejas jubilares e o espírito de peregrinação, recomenda-se um especial empenho na vivência desse Dia para o Senhor.
O encontro pessoal com a misericórdia divina e o renovado compromisso do exercício da misericórdia têm uma privilegiada expressão no Sacramento da Reconciliação. “Com convicção, ponhamos novamente o sacramento da Reconciliação no centro, porque permite tocar sensivelmente a grandeza da misericórdia. Será, para cada penitente, fonte de verdadeira paz interior” (RM 17).
A programação desta oferta, para a igreja jubilar e para as paróquias e igrejas em geral, pressupõe uma generosa disponibilidade de todo o presbitério: não apenas dos responsáveis pelas igrejas jubilares nem apenas dos párocos e capelães. “Não me cansarei jamais de insistir com os confessores, apela o Papa Francisco, para que sejam um verdadeiro sinal da misericórdia do Pai. Ser confessor não se improvisa. Tornamo-nos tal quando começamos, nós mesmos, por nos fazer penitentes em busca do perdão. Nunca esqueçamos que ser confessor significa participar da mesma missão de Jesus e ser sinal concreto da continuidade de um amor divino que perdoa e salva” (RM 17).
No sacramento da Reconciliação fazemos a experiência profunda do perdão: a insondável grandeza de um Deus que perdoa; o abraço que estreita todas as distâncias e cura as feridas. “O perdão das ofensas torna-se a expressão mais evidente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Como parece difícil, tantas vezes, perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração” (RM 9).
Neste âmbito queremos agradecer a Deus o dom dos sacerdotes que dedicam em cada semana tempo à celebração do sacramento da reconciliação e rezamos para que nós, presbíteros e bispos, nos entreguemos com regularidade e generosidade a acolher os que procuram a misericórdia divina, disponibilizando lugar e tempo para a celebração deste sacramento.
A credibilidade das instituições constrói-se sobre a credibilidade das pessoas que as integram e as servem. Este Ano da Misericórdia é uma ocasião propícia para a avaliação e para procurar, uma e outra vez, a fidelidade aos carismas inspiradores. A qualidade profissional com que se serve pode e deve ser potenciada com os valores cristãos que, mesmo de modos diferentes, estão nas suas origens. O Papa Paulo VI não considerou falta de modéstia afirmar a Igreja como “perita em humanidade” (Alocução à Assembleia Geral das Nações Unidas, 04.10.1965). Estas instituições têm a particular responsabilidade de serem, ainda que não em exclusivo, o comprovativo desta afirmação. Com efeito, escreve o Papa Francisco, “é determinante para a Igreja, e para a credibilidade do seu anúncio, que viva e testemunhe, ela mesma, a misericórdia. A sua linguagem e os seus gestos, para penetrarem no coração das pessoas e desafiá-las a encontrar novamente o caminho para regressar ao Pai, devem irradiar misericórdia” (RM 12).
São um apelo a viver neste nosso tempo o mandamento sempre novo do amor (cf Jo 13, 34). O progresso no reconhecimento, por parte da Igreja, da heroica exemplaridade universal das suas vidas depende de todas nós. Não se trata de um gesto supérfluo: seria mais um serviço aos pobres e um apelo à vivência efetiva da misericórdia.
É outro modo de entender a vida; é outro modo de olhar para o próximo; é outro modo de descobrir a alegria do Evangelho; é outro modo de viver e proclamar as bem-aventuranças: Felizes os misericordiosos!
Indicamos de seguida as Igrejas Jubilares da nossa Diocese, escolhidas de acordo com as sugestões recebidas em reunião de Vigários, decididas em reunião do Conselho Presbiteral e confirmadas em reunião do Conselho de Pastoral Diocesano:
António Bessa Taipa, Bispo Auxiliar do Porto
Pio Alves de Sousa, Bispo Auxiliar do Porto (cf. Diocese do Porto)
PALAVRA DO PAPA FRANCISCO
PARA REZAR
parecia-nos viver um sonho.
Da nossa boca brotavam expressões de alegria
e de nossos lábios cânticos de júbilo.
«O Senhor fez por eles grandes coisas».
Sim, grandes coisas fez por nós o Senhor,
estamos exultantes de alegria.
como as torrentes do deserto.
Os que semeiam em lágrimas
recolhem com alegria.
levando as sementes;
à volta, vêm a cantar,
trazendo os molhos de espigas.
SANTOS POPULARES
Era uma jovem muito alegra: gostava de cantar e de tocar viola, mas não participava nas festas familiares: limitava-se a ajudar na preparação e, depois, isolava-se para se dedicar à oração.
Em 1851 – Narcisa tinha 18 anos - faleceu o seu pai. Narcisa foi morar para Guayaquil, onde moravam alguns dos seus parentes. Aí, trabalhou como costureira, para não ser um peso para os seus hospedeiros. Começou, então, a colaborar na Paróquia e a ajudar o Padre Luís Tola que, mais tarde, viria a ser o Bispo de Portoviejo. Parte do que ganhava como costureira dava-o aos pobres e doentes. Manteve sempre um carácter alegre, divertido e amável e não deixava transparecer as privações pelas quais passava e a que se submetia livremente.
Dedicou muito tempo ao apostolado, especialmente dirigido às crianças, a quem ensinava o catecismo. Trabalhou também com jovens abandonadas e refugiadas na ‘Casa de Acolhimento’; visitava os doentes e os moribundos. Os seus locais preferidos eram os bosques e os esconderijos, onde se recolhia em contemplação e se dedicava a práticas de penitência. Queria seguir o exemplo da Santa - também equatoriana - Marianita de Jesus (1618-1645), oferecendo sacrifícios pela expiação da sua cidade. Chegou a mandar fazer uma cruz salpicada de pregos, sobre a qual se deitava todas as noites, durante cerca de quatro horas, antes de se acomodar no chão para um breve repouso.
Nunca professou votos religiosos solenes, mas tornou-se leiga dominicana, entrando na Ordem Terceira Dominicana (ramo leigo da Ordem dos Pregadores). Depois da sua morte, soube-se que tinha feito votos particulares de virgindade perpétua, pobreza, obediência, clausura, vida eremítica, jejum a pão e água, comunhão quotidiana, confissão, mortificação e oração.
Em 1865, o seu director espiritual, gravemente enfermo, pediu-lhe que o acompanhasse a Cuenca, onde se restabeleceria numa casa de religiosas. Narcisa permaneceu dois anos em Cuenca, até a morte do seu director. Retornando a Guayaquil, encontrou uma amiga, Mercedes Molina - agora declarada Beata, pela Igreja - empenhada na direcção de um orfanato. Não hesitou em ajudá-la na formação das crianças e na confecção de indumentárias. As duas amigas assistiam à Missa quotidiana e moravam no orfanato.
Segundo testemunhas da época, "Narcisa era muito bela, alta e bem proporcionada; a sua cabeleira loura, abundante e anelada, chamava a atenção das pessoas; era muito estimada na cidade. Era muito amável e, em certos momentos, manifestava a sua alegria cantando, enquanto a sua amiga tocava viola. Era muito caridosa”.
Em 1868, o frade franciscano Pedro Gual, que se tornara seu director espiritual, convidou Narcisa a transferir-se para Lima, onde ficaria hospedada no convento dominicano de Patrocínio. O capelão daquele mosteiro tornou-se o seu confessor até à sua morte.
Apesar de sua compleição robusta, no último período da sua vida, era evidente a crescente debilidade resultante das suas penitências. Poucas horas antes do seu falecimento, na noite do dia 8 de Dezembro de 1869, ao despedir-se das Irmãs, como que “fazendo graça”, disse que partiria para uma “longa viagem”. Um pouco antes da meia-noite, a Madre, que devia fazer o turno de vigília, percebeu que a cela de Narcisa estava misteriosamente iluminada e dela provinha um perfume fortíssimo. A religiosa foi verificar o que se passava e "ao abrir a porta do quarto de Narcisa, viu a mesma claridade que se notava do lado de fora e sentiu que ali a fragrância era maior; ela tinha falecido abrasada pela febre do seu corpo e, sobretudo, pelo ardor do amor divino". Tinha apenas 37 anos. Faleceu em Lima, a capital do Peru, no dia da inauguração do Concílio Vaticano I, oferecendo os seus últimos sofrimentos por este importante acontecimento da Igreja.
Narcisa de Jesus foi beatificada pelo Papa João Paulo II, no dia 25 de Outubro de 1992, e canonizada pelo Papa Bento XVI, no dia 12 de Outubro de 2008, sendo a quarta pessoa, oriunda da América Latina, a ser canonizada por Bento XVI e a terceira santa equatoriana. O Papa Bento XVI referiu-se a Narcisa com as seguintes palavras: "Santa Narcisa de Jesus mostrou-nos um caminho de perfeição cristã. Oferece-nos um testemunho atraente e um exemplo acabado de uma vida totalmente dedicada a Deus e aos irmãos".
O seu corpo, incorrupto foi trasladado, em 1955, para Guayaquil e, agora, encontra-se no Santuário dedicado a Santa Narcisa, na sua cidade natal, Nobol, no Equador.
A memória litúrgica de Santa Narcisa de Jesus celebra-se no dia 8 de Dezembro.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
SÃO NICOLAU
DA PARÓQUIA DE
SANTA MARIA DA FEIRA
No próximo Domingo, 6 de Dezembro, a Igreja faz a memória de São Nicolau.
Padroeiro da Paróquia de Santa Maria da Feira, queremos dar graças a Deus pelo testemunho da sua vida e pela graça da sua intercessão. Lembramos, para que fique gravado no coração, alguns elementos da sua biografia.
“…Nicolau, cujo nome significa "protector e defensor dos povos" foi muito popular na antiguidade. Era invocado pelos fiéis nos perigos, nos naufrágios, nos incêndios e quando a situação económica se tornava mais difícil. Muitos testemunham ter recebido imensas graças de Deus pela intercessão de São Nicolau.
Por ter sido muito amigo, terno e cuidador das crianças, nos países do norte da Europa repartem-se, no dia a ele dedicado, doces e presentes pelas crianças.
Nicolau, desde criança, caracterizou-se pela sua caridade: tudo o que tinha ou conseguia, repartia-o pelos pobres. Foi ordenado sacerdote por um dos seus tios que era bispo. Porém, depois da morte dos seus pais, Nicolau repartiu todas as suas riquezas pelos pobres e entrou para um monastério.
Segundo a tradição, na cidade de Mira, na actual Turquia, os bispos e os sacerdotes estavam reunidos para a eleição de um novo bispo, já que o anterior tinha morrido. Como estivesse muito difícil a escolha - já que os presentes não se entendiam -, ao fim de algum tempo, disseram: "…Escolheremos, para Bispo, o próximo sacerdote que entrar no templo". Nesse momento, sem saber o que estava a acontecer, entrou Nicolau e, por aclamação de todos, foi eleito bispo.
No tempo do imperador Licino, foi decretada uma perseguição contra os cristãos. Nicolau foi preso e maltratado. Com Constantino, novo imperador romano, os cristãos foram libertados e, entre eles, o bispo Nicolau.
Nicolau, om santo bispo, morreu no dia 6 de Dezembro do ano 345. No oriente, chamam-lhe São Nicolau de Mira, cidade onde foi bispo. No ocidente, chamam-lhe São Nicolau de Bari, porque - quando os mussulmanos invadiram e dominaram a Turquia - um grupo de católicos conseguiu retirar dali, em segredo, as suas relíquias e levou-as para a cidade de Bari, na Itália, onde repousa até hoje.
São Nicolau é, também, Padroeiro da Rússia, da Grécia e da Turquia…”
TEMPO DO ADVENTO
pela intemperança, a embriaguez e as preocupações da vida, e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha…
- … ‘O Senhor é a nossa justiça’…
EM DESTAQUE
A nossa vida como pessoas e a nossa história como Igreja são tecidas dos momentos em que sabemos juntar a alegria que nos dão os que em cada dia chegam, em passos significativos de disponibilidade para novos ministérios, à gratidão e pelo testemunho a cada hora recebidos dos que partem com liberdade e coragem para a nova missão.
Esta é a bela experiência de uma Igreja de portas abertas, que diariamente acolhe com alegria os que entram na Igreja, lhes confia serviços e ministérios e sabe acompanhar com igual dedicação os que partem para novos horizontes, como se a sua vida cristã e a sua missão eclesial aí começassem de novo com o encanto da primeira hora e o entusiasmo dos primeiros passos.
Assim se constrói a história de cada tempo e de cada terra. A Igreja do Porto não seria o que hoje é sem o testemunho, a dedicação, a alegria, a disponibilidade e a entrega, numa palavra, sem a vida dada por inteiro, de todos quantos, de forma mais sentida ou de modo mais discreto, edificam o reino de Deus, como reino de verdade e de vida, de santidade e de graça, de justiça, de amor e de paz (Prefácio da Missa de hoje).
Entre muitas referências de construtores do reino de Deus e nesta proximidade e comunhão da Igreja do Porto com a Igreja dos Açores, que a partir de agora mais se fortalece e estreita, quero evocar a memória de D. António Augusto de Castro Meireles, membro do nosso presbitério diocesano, que foi ordenado presbítero e bispo, nesta Catedral, e daqui partiu para os Açores, em 1924, como Bispo de Angra.
D. João Lavrador vai encontrar na vida e na história da Igreja dos Açores a memória, a bênção e a acção pastoral deste grande bispo, que também foi nosso bispo desde 1929 a 1942, ano em que faleceu, com apenas 57 anos.
Aí te acompanharemos, caríssimo D. João, com a oração e na comunhão da Igreja que serviste. Pedimos-te que rezes também por nós, teus irmãos bispos, por esta amada Igreja do Porto, com os seus presbíteros, diáconos, seminaristas, consagrados e leigos, com os seus sonhos, projectos e esperanças e pela acolhedora Comunidade humana que aqui encontraste nos caminhos da missão…”
Na sexta-feira, o Papa Francisco visitou o bairro pobre de Cangemi, junto da comunidade jesuíta da Paróquia de São José operário, e encontrou-se com jovens no Estádio Kasarani, seguindo-se uma reunião privada com os bispos católicos do Quénia.
No Uganda, o Papa visitou, à chegada, o memorial dos mártires ugandeses para uma saudação a catequistas e professores Neste sábado, deslocou-se aos dois santuários dedicados aos mártires ugandeses e presidiu à Missa pelos Mártires do Uganda. O Papa encontrar-se-á, ainda, com cerca de 200 mil pessoas, junto destes santuários. Depois, terá um encontro com os jovens, em Campala, a capital do Uganda, e visitará à Casa de Caridade Nalukolongo. O Papa Francisco terá, também, encontros com os bispos de Uganda, os membros do clero e dos institutos religiosos.
Domingo, dia 29 de Novembro, o Papa parte para Bangui, na República Centro-Africana. O Papa visitará um campo de refugiados, com cerca de duas mil pessoas. Na tarde de domingo, o Papa encontrar-se-á com os bispos centro-africanos e as comunidades evangélicas, empenhadas na promoção da paz junto dos muçulmanos; celebrará uma Missa com religiosas, catequistas e jovens, na Catedral de Bangui, com a abertura da Porta Santa; confessará alguns jovens e presidirá a uma vigília de oração, na esplanada diante da Sé. Na segunda-feira, o Papa encontrar-se-á com a comunidade muçulmana, na Mesquita Central de Koudouko, em Bangui, e presidirá à Missa no Estádio do complexo desportivo Barthélémy Boganda, com a presença de cerca de 35 mil pessoas.
PALAVRA DO PAPA FRANCISCO
O dom do Espírito Santo é-nos concedido para ser partilhado. Une-nos uns aos outros como fiéis e membros vivos do Corpo místico de Cristo. Não recebemos o dom do Espírito só para nós mesmos, mas para nos edificarmos uns aos outros na fé, na esperança e no amor. Penso nos Santos José Mkasa e Carlos Lwanga que, depois de ter sido instruídos na fé pelos outros, quiseram transmitir o dom que receberam. Fizeram-no em tempos perigosos: não só a vida deles estava ameaçada, mas também a vida dos mais novos, confiados aos seus cuidados. Dado que tinham cultivado a fé e crescido no amor a Deus, não tiveram medo de levar Cristo aos outros, inclusive a preço da vida. A fé deles tornou-se testemunho; venerados hoje como mártires, o seu exemplo continua a inspirar muitas pessoas no mundo. Continuam a proclamar Jesus Cristo e a força da Cruz.
Se nós, como os mártires, reavivarmos diariamente o dom do Espírito que habita nos nossos corações, tornar-nos-emos certamente naqueles discípulos-missionários que Cristo nos chama a ser. Sê-lo-emos sem dúvida para as nossas famílias e os nossos amigos, mas também para aqueles que não conhecemos, especialmente para quantos poderiam ser pouco benévolos e até mesmo hostis para connosco. Esta abertura aos outros começa na família, nos nossos lares, onde se aprende a caridade e o perdão, e onde, no amor dos nossos pais, se aprende a conhecer a misericórdia e o amor de Deus. A referida abertura exprime-se também no cuidado pelos idosos e os pobres, as viúvas e os órfãos.
O testemunho dos mártires mostra a quantos, ontem e hoje, ouviram a sua história que os prazeres mundanos e o poder terreno não dão alegria e paz duradouras. Mas são a fidelidade a Deus, a honestidade e integridade da vida e uma autêntica preocupação pelo bem dos outros que nos trazem aquela paz que o mundo não pode oferecer. Isto não diminui a nossa solicitude por este mundo, como se nos limitássemos a olhar para a vida futura; pelo contrário, dá uma finalidade à vida neste mundo e ajuda-nos a ir ter com os necessitados, a cooperar com os outros em prol do bem comum e a construir uma sociedade mais justa, que promova a dignidade humana, sem excluir ninguém, que defenda a vida, dom de Deus, e proteja as maravilhas da natureza, a criação, a nossa casa comum.
Queridos irmãos e irmãs, esta é a herança que recebestes dos mártires ugandeses: vidas marcadas pela força do Espírito Santo, vidas que ainda hoje testemunham o poder transformador do Evangelho de Jesus Cristo. Não tomamos posse desta herança com uma comemoração passageira ou conservando-a num museu como se fosse uma jóia preciosa. Mas honramo-la verdadeiramente, como honramos todos os Santos, quando levamos o seu testemunho de Cristo para os nossos lares e a nossa vizinhança, para os locais de trabalho e a sociedade civil, quer permaneçamos em nossas casas, quer tenhamos de ir até ao canto mais remoto do mundo.
Que os mártires ugandeses juntamente com Maria, Mãe da Igreja, intercedam por nós, e o Espírito Santo acenda em nós o fogo do amor divino.
Omukama Abawe Omukisa! [Deus vos abençoe!] (cf. Santa Sé)
PARA REZAR
ensinai-me as vossas veredas.
Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,
porque Vós sois Deus, meu Salvador.
ensina o caminho aos pecadores.
Orienta os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.
para os que guardam a sua aliança e os seus preceitos.
O Senhor trata com familiaridade os que O temem
e dá-lhes a conhecer a sua aliança
SANTOS POPULARES
BEATA MARIA CLARA DO MENINO JESUS
Para poder superar alguns obstáculos postos pelas leis portuguesas, que proibiam qualquer forma de vida religiosa, a Irmã Maria Clara do Menino Jesus foi enviada, pelo orientador espiritual da Fraternidade das Capuchinhas, Padre Raimundo dos Anjos Beirão, para França, onde no Mosteiro das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras e Mestras de Calais, fez o noviciado e, em 1871, emitiu os votos.
Logo após o seu regresso a Portugal, a Irmã Maria Clara foi nomeada Superiora do Convento de São Patrício e, sob a segura orientação do Padre Raimundo Beirão, iniciou um processo de reforma da comunidade das Capuchinhas, transformando-a no berço das Irmãs Hospitaleiras Portuguesas, com o nome de Irmãs Hospitaleiras dos Pobres pelo Amor de Deus. Em 1874, esta instituição foi reconhecida pelo governo português, como Associação de Beneficência e, em 1876, obteve a plena aprovação do Papa Pio IX, assumindo a denominação de Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.
A Congregação nascente teve, desde o início, um grande florescimento de vocações e de obras, mas, ao mesmo tempo, foi alvo de muitas calúnias e oposições. Apesar das muitas dificuldades, a Mãe Clara continuou serenamente a sua obra de apostolado, repetindo muitas vezes que “Nada acontece no mundo sem a permissão de Deus”. Na verdade, ela permaneceu sempre totalmente fiel ao Senhor e à sua vontade, dedicando-se por inteiro ao crescimento espiritual das suas irmãs e à realização de muitas obras de apostolado para bem de todas as almas.
Ao longo de 28 anos, presidindo aos destinos da Congregação, recebeu cerca de 1000 irmãs e com elas tornou-se, podemos dizê-lo com toda a segurança, pioneira da acção social em Portugal, fundando mais de 142 obras, distribuídas por hospitais, enfermagem ao domicílio, creches, escolas, colégios, assistência a crianças e idosos, cozinhas económicas, entre outras. Nestas instituições o pobre, o doente, o desvalido de toda a sorte, a massa sobrante do seu tempo, puderam conhecer o amor e os cuidados de mulheres dedicadas inteiramente ao serviço dos mais necessitados, experimentando assim a ternura e a misericórdia de Deus.
A exortação frequente: “Trabalhemos com amor e por amor” era a síntese do seu viver. Só a caridade a norteava. Toda a sua vida foi um gastar-se no labor contínuo de “fazer o bem, onde houver o bem a fazer", lema de acção do Instituto por ela fundado. Esta mesma acção foi estendida, progressivamente, a Angola, Goa, Guiné e Cabo Verde.
A Irmã Maria Clara do Menino Jesus faleceu no Convento das Trinas, em Lisboa, no dia 1 de Dezembro de 1899, com 56 anos, vítima de doença cardíaca, asma e lesão pulmonar. Foi sepultada três dias depois, no cemitério dos Prazeres, acompanhada de enorme multidão de fiéis que reconheciam a sua santidade.
Sepultada no Cemitério dos Prazeres, foi trasladada, em 1954, para o Convento de Santo António, em Caminha, e repousa, a partir de 1988, na cripta da Capela da Casa-Mãe da Congregação, em Linda-a-Pastora, Queijas, Patriarcado de Lisboa, onde acorrem inúmeros devotos a implorar a sua intercessão junto de Deus.
Foi beatificada no dia 21 de Maio de 2011, no Estádio do Restelo, em Lisboa, em cerimónia presidida, pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, e contou com a presença do Cardeal Ângelo Amato, Prefeito da Congregação para as causas dos Santos, que leu a Carta Apostólica da beatificação, em representação do Papa Bento XVI.
Na homilia da Missa, o Patriarca de Lisboa disse: “Libânia do Carmo, que tomou em religião o nome de Clara do Menino Jesus, nasceu num tempo singular e sentiu os desafios de ser cristã e de ser Igreja, numa sociedade cultural e politicamente a afastar-se do ideal cristão. As crises sociais e as epidemias da peste indicaram-lhe os pobres como destinatários do seu amor. Mas não esqueçamos a sua ousadia missionária e a sua firmeza, mostrada perante todas as dificuldades com que se foi deparando. E as que encontrou no seio da sua própria família religiosa não foram, certamente, as mais fáceis. Mas não desistir é apanágio dos santos”.
A memória litúrgica da Beata Maria Clara do Menino Jesus celebra-se no dia 1 de Dezembro.
domingo, 22 de novembro de 2015
EM DESTAQUE
Este tempo, que nos conduz ao Presépio de Belém, ajude cada um a receber Jesus na casa do seu coração, para que Jesus o receba, também, um dia, na casa do Céu, na casa da eternidade.
PALAVRA DO PAPA FRANCISCO
Do Sínodo dos Bispos, que celebrámos no passado mês de Outubro, todas as famílias e a Igreja inteira receberam um grande encorajamento a encontrar-se no limiar desta porta aberta. A Igreja foi animada a abrir as suas portas, para sair com o Senhor ao encontro dos filhos e das filhas a caminho - às vezes incertos, por vezes confusos - nestes tempos difíceis. As famílias cristãs, em particular, foram encorajadas a abrir a porta ao Senhor que espera entrar, trazendo a sua bênção e a sua amizade. E se a porta da misericórdia de Deus está sempre aberta, também as portas das nossas igrejas, das nossas comunidades, das nossas paróquias, das nossas instituições e das nossas dioceses devem estar abertas, a fim de que todos possamos sair para levar esta misericórdia de Deus. O Jubileu significa a grande porta da misericórdia de Deus, mas também as pequenas portas das nossas igrejas, abertas para permitir que o Senhor entre — ou muitas vezes que o Senhor saia — prisioneiro das nossas estruturas, do nosso egoísmo e de tantas situações.
O Senhor nunca força a porta: até Ele pede autorização para entrar. O Livro do Apocalipse diz: «Estou à porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei na sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo» (3, 20). Imaginemos o Senhor a bater à porta do nosso coração! Na última grande visão do Livro do Apocalipse, assim se profetiza sobre a Cidade de Deus: «As suas portas não se fecharão de dia», o que significa para sempre, porque «já não haverá noite» (21, 25). No mundo, ainda há lugares onde não se fecham as portas à chave. Mas existem muitos onde as portas blindadas se tornaram normais. Não devemos render-nos à ideia de ter que aplicar este sistema à nossa vida inteira, à vida da família, da cidade, da sociedade. E muito menos à vida da Igreja. Seria terrível! Uma Igreja inóspita, assim como uma família fechada em si mesma, mata o Evangelho e torna o mundo árido. Não às portas blindadas na Igreja!... Não! Tudo aberto!...
A gestão simbólica das «portas» — dos umbrais, das passagens, das fronteiras — tornou-se crucial. Sem dúvida, a porta deve preservar, mas não rejeitar. A porta não deve ser forçada; ao contrário, é preciso pedir autorização, porque a hospitalidade resplandece na liberdade do acolhimento e ofusca-se na prepotência da invasão. A porta abre-se frequentemente para ver se, fora, há alguém que aguarda e talvez não tenha a coragem, nem sequer a força, para bater. Quantas pessoas perderam a confiança e não têm a coragem de bater à porta do nosso coração cristão, à porta das nossas igrejas?... E estão ali, sem coragem, porque os privamos da confiança!... Por favor, que isto nunca se verifique! A porta diz muito da casa, e também da Igreja. A gestão da porta requer um discernimento atento e, ao mesmo tempo, deve inspirar grande confiança. Gostaria de dedicar uma palavra de gratidão a todos os guardiões das portas: dos nossos condomínios, das instituições cívicas, das próprias igrejas. Muitas vezes, a prudência e a gentileza da portaria são capazes de conferir uma imagem de humanidade e de hospitalidade à casa inteira, já a partir da entrada. É preciso aprender destes homens e mulheres, que são guardiões dos lugares de encontro e de acolhimento da cidade do homem! Muito obrigado a todos vós, guardiões de tantas portas, quer sejam portas de habitações, quer de igrejas! Mas sempre com um sorriso, sempre mostrando a hospitalidade desta casa, dessa igreja, e assim as pessoas sentem-se felizes e bem-vindas naquele lugar.
(cf. Santa Sé)
PARA REZAR
A Vós a aclamação das multidões,
A Vós o nosso cântico de amor.
Só ao poder das vossas mãos, ó Deus,
Se renda o coração das criaturas.
E veio irmanar em toda a terra
Os homens em divina comunhão.
Louvemos a Santíssima Trindade:
O Pai, o Filho, o Espírito divino.
revestiu-Se de majestade,
Vós existis desde toda a eternidade.
por todo o sempre.
SANTOS POPULARES
Em 1839, recomeçou a perseguição aos cristãos e foi aconselhada a partir para Majae, mas ela preferiu ficar. No íntimo do coração, ela e a filha, Isabel, sentiram que deviam começar a preparar-se para o martírio.
No dia 1 de Junho, estando o seu filho ausente, foi presa. Quando lhe perguntaram se era verdade que era católica, respondeu que sim. Quando foi intimada a abandonar a sua religião e a denunciar os demais católicos, disse que não sabia onde os outros cristãos moravam e que estava disposta a morrer para conservar a sua fé
Foi interrogada cinco vezes e cada interrogatório era acompanhado de agressões físicas, com golpes de cana de bambu, que a deixaram às portas da morte. Em seguida, foi levada para a prisão de Bo-jeong, onde morreu no dia 23 de Novembro de 1839, com quase oitenta anos de idade.
Cecília Yu So-Sa foi canonizada no dia 6 de Maio de 1984, em Seul, capital da Coreia do Sul, pelo Papa João Paulo II, juntamente com mais 102 mártires coreanos. Entre estes, contam-se, também, os seus dois filhos mártires: São Paulo Chong Ha-sang e Santa Isabel Chong Chong-hye. Na homilia da celebração eucarística, o Papa disse: “… Os mártires da Coreia deram testemunho de Cristo, morto e ressuscitado. No sacrifício da própria vida, tornaram-se, de um modo muito especial, semelhantes a Cristo. Na verdade, eles puderam fazer suas as palavras de São Paulo: ‘Trazemos sempre no nosso corpo os traços da morte de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste no nosso corpo… somos, a toda a hora, entregues à morte por causa de Jesus, para que, também, a vida de Jesus apareça na nossa carne mortal’. (2 Cor.4, 10-11) A morte dos mártires é semelhante à morte de Cristo na cruz porque, como a morte de Cristo, também a sua se tornou o início de uma nova vida. Esta nova vida não foi manifestada unicamente neles, isto é, naqueles que sofreram uma morte como a de Cristo, mas foi estendida a outros. Tornou-se fermento da Igreja como comunidade viva de discípulos e de testemunhas de Jesus Cristo. ‘O sangue dos mártires é fermento de cristãos’: estas palavras do primeiro século do cristianismo encontram confirmação aqui, diante dos nossos olhos…”
A memória litúrgica de Santa Cecília Yu So-Sa celebra-se no dia 23 de Novembro.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
EM DESTAQUE
Uma notícia triste… Mais de 130 mortos e dezenas de feridos graves!... Uma realidade triste e sofredora que toca profundamente os nossos corações. Partilhamos a nossa revolta, a nossa solidariedade e a nossa oração. A barbárie não pode ser o futuro do mundo e da vida. O respeito, a tolerância, a paz, a lealdade e a comunhão fraterna entre os povos farão florir a vida sem violência, sem rancor, sem divisão, sem medo. Esta Sexta-Feira, dia 13 de Novembro de 2015, possa ser, para o mundo inteiro, um clamor de sofrimento e de dor que anuncie a urgência de abrir o coração ao Deus do Amor, da Paz e da Vida.
O Cardeal Parolin, Secretário de Estado da Santa Sé, enviou, em nome do Papa Francisco, ao Arcebispo de Paris, a seguinte carta:
“Tendo conhecimento dos horríveis ataques terroristas, ocorridos em Paris e junto do Estádio de França, que causaram a morte a muitíssimas pessoas e feriram muitas outras, Sua Santidade, o Papa francisco, associa-se, pela oração, ao sofrimento das famílias atingidas por este drama e, também, à dor do povo francês. Invoca Deus, Pai de misericórdia, para que acolha as vítimas na paz da Sua luz e dê conforto e esperança aos feridos e às suas famílias. O Papa assegura-lhes, como a todas as pessoas que os socorreram, a sua proximidade espiritual. Uma vez mais, o Santo Padre condena, vigorosamente, a violência que nada pode resolver e pede a Deus que inspire, em todos, pensamentos de paz e de solidariedade, derramando sobre as famílias em provação, e sobre todos os franceses, a abundância das Suas bênçãos.”






















