A valorização da mulher, dos mais velhos e das pessoas com deficiência na família, contra “formas impiedosas de estigma e preconceito”, são outros temas em destaque, abordando-se também a crise demográfica e a “revolução biotecnológica” no campo da procriação, bem como o número de “abortos e esterilizações forçadas”.
O “Evangelho da Família, que inclui a defesa da “indissolubilidade” do Matrimónio, é proposto como um “ideal de vida”, apesar de todas as dificuldades sociais e culturais, para comunicar "a esperança".
Representam Portugal o Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, e o Bispo de Portalegre e Castelo Branco, D. Antonino Dias.
Na Eucaristia que abriu o Sínodo, o Papa francisco disse: “…Neste contexto social e matrimonial bastante difícil, a Igreja é chamada a viver a sua missão na fidelidade, na verdade e na caridade. A Igreja é chamada a viver a sua missão na fidelidade ao seu Mestre como voz que grita no deserto, para defender o amor fiel e encorajar as inúmeras famílias que vivem o seu matrimónio como um espaço onde se manifesta o amor divino; para defender a sacralidade da vida, de toda a vida; para defender a unidade e a indissolubilidade do vínculo conjugal como sinal da graça de Deus e da capacidade que o homem tem de amar seriamente.
A Igreja é chamada a viver a sua missão na verdade que não se altera segundo as modas passageiras ou as opiniões dominantes. A verdade que protege o homem e a humanidade das tentações da auto-referencialidade e de transformar o amor fecundo em egoísmo estéril, a união fiel em ligações temporárias. «Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade» (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 3).
E a Igreja é chamada a viver a sua missão na caridade que não aponta o dedo para julgar os outros, mas – fiel à sua natureza de mãe – sente-se no dever de procurar e cuidar dos casais feridos com o óleo da aceitação e da misericórdia; de ser «hospital de campanha», com as portas abertas para acolher todo aquele que bate pedindo ajuda e apoio; e mais, de sair do próprio redil ao encontro dos outros com amor verdadeiro, para caminhar com a humanidade ferida, para a integrar e conduzir à fonte de salvação.
Uma Igreja que ensina e defende os valores fundamentais, sem esquecer que «o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado» (Mc 2, 27); e sem esquecer que Jesus disse também: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores» (Mc 2, 17). Uma Igreja que educa para o amor autêntico, capaz de tirar da solidão, sem esquecer a sua missão de bom samaritano da humanidade ferida…” (cf. Ecclesia e News.va)
Em 29 de Junho de 2008, o Padre João Evangelista Pimentel Lavrador, sacerdote do presbitério da diocese de Coimbra, era ordenado Bispo e enviado pelo Papa Bento XVI a servir a Igreja do Porto. Aqui trabalhou generosamente ao longo destes sete anos. Deus conhece todo o bem que aqui realizou numa entrega alegre, serena e feliz à missão.
Sabemos bem como foi importante para toda a diocese, para as comunidades paroquiais, para os movimentos apostólicos, para os serviços pastorais e para os secretariados diocesanos a sua presença no Porto, a sua palavra evangelizadora, o seu conselho prudente e o seu trabalho incansável.
Os leigos, os consagrados, os diáconos e os sacerdotes guardarão sempre a memória viva da sua proximidade fraterna e do seu testemunho episcopal.
É do Porto que, hoje, 29 de Setembro de 2015, o Papa Francisco chama o Sr. D. João para o enviar a servir a Igreja dos Açores, como Bispo Coadjutor da Diocese de Angra.
A disponibilidade diante da nova missão afirma e renova a comunhão com o Sucessor de Pedro, o Papa Francisco, a quem compete dar a cada Igreja os servidores de que, em cada momento, precisam. Assim cumpre, também, o desígnio de liberdade interior expresso no lema episcopal que escolheu para o seu ministério e que diariamente o convida a assumir como dirigidas a si as palavras de Jesus a Pedro: “Tu segue-ME” (Jo. 21, 22).
A Igreja do Porto acompanhará o senhor D. João com alegria, a Alegria do Evangelho, nossa missão; com amizade, a amizade que dele sempre recebeu; com gratidão, a gratidão que todos lhe devemos. A Igreja do Porto sentir-se-á, a partir de agora, mais unida na comunhão da oração e do afecto espiritual à Igreja dos Açores.
Quero, em nome da Igreja do Porto e em comunhão com todos os Bispos com quem o senhor D. João partilhou o ministério episcopal e a solicitude pastoral, dizer-lhe esta palavra fraterna e este testemunho agradecido.
Confiamos o senhor D. João ao Divino Salvador, Redentor do Mundo, padroeiro da sua Catedral e invocado na sua diocese como o Senhor Santo Cristo, para que seja sempre, nos Açores, Pastor segundo o Coração de Cristo, o Bom Pastor, como sempre o soube ser no Porto.
(cf. Diocese do Porto)




















