PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Hás-de temer o Senhor, teu Deus…” (cf. Deuteronómio 6, 2)

Só Deus é Deus e Senhor. E não há outro Deus a quem amar, servir, adorar, acreditar, rezar, agradecer… Temer o Senhor não é ‘ter medo de Deus’. Não precisamos ter medo de Deus: Ele é amor, perdão, misericórdia, alegria, paz, salvação e esperança… Temer o Senhor é reconhecer a grandeza do seu poder; a santidade do seu nome; a ternura que nos dedica; a alegria da vida que nos oferece. Temer o Senhor é acolher a sua Palavra; cumprir os seus mandamentos; responder com fidelidade aos seus apelos; confiar na sua promessa e anunciá-la com a bondade dos nossos gestos. Quem ‘teme a Deus’ procura fazer tudo para não pecar contra ele; fazer nascer no coração o receio e a tristeza de o poder ofender. O apelo feito pela palavra de Deus aponta-nos o caminho da verdade, da justiça, da caridade, da compaixão. Uma grande exigência que nos trará a felicidade e a bênção.

domingo, 1 de abril de 2018

EM DESTAQUE



FESTA DA PÁSCOA

A Igreja celebra a Ressurreição de Cristo em ambiente de festa, de alegria e de esperança. A Páscoa é a maior festa dos cristãos; por isso, ela encontra-se no centro de toda a liturgia. Jesus ressuscitado anuncia e garante a nossa ressurreição. Cristo aceitou morrer crucificado para destruir a morte, vencer o pecado;  e ressuscitou para ser, para cada um de nós, a fonte  de uma vida nova.
Na nossa paróquia de Santa Maria da Feira, a alegria da Páscoa exprime-se, também, com a Visita Pascal. O compasso percorre as ruas da cidade, testemunhando em cada casa, em cada família, a alegria do Senhor ressuscitado que traz aos corações o amor e a paz.

BOAS FESTAS! FELIZ PÁSCOA! O SENHOR RESSUSCITOU, VERDADEIRAMENTE. ALELUIA!


- VISITA PASCAL

No Domingo de Páscoa e na Segunda-Feira de Páscoa, na nossa Paróquia de Santa Maria da Feira, realiza-se, na forma habitual, a VISITA PASCAL: grupos de cristãos, levando a cruz florida, percorrem as ruas da cidade a anunciar a alegria da Ressurreição de Jesus.
As famílias que desejam receber, nas suas casas, estes mensageiros da Páscoa devem, como de costume, sinalizar o seu desejo colocando flores e verdes à entrada das suas casas.

Itinerários da Visita Pascal

Domingo de Páscoa

1.         Juiz da Cruz - António Manuel Teixeira - 919212320

Manhã: Largo de Camões; Rua Dr. Roberto Alves; Rotunda do Rotary; Largo Dr. Gaspar Moreira; Largo da Misericórdia; Rua Dr. Elísio de Castro; Rua Jornal Correio da Feira; Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Rua Dr. Elísio de Castro; Largo Dr. Sampaio Maia; Rua Dr. Cândido de Pinho; Rotunda do Hospital; Rua Dr. João de Magalhães; Av. 25 de Abril; Rua Dr. Vitorino Sá; Rua Bispo D. Sebastião Soares Resende; Beco de Rolães; Largo Dr. Aguiar Cardoso; Rua Comendador Sá Couto; Rua da Pedreira; Rua S. Sebastião; Rua das Penas; Rua João Caracol e Rua Comendador Sá Couto.

2.         Juiz da Cruz - Roberto Carlos Reis - 965506359

Manhã: Rua do Inatel, Rua Santos Carneiro (limite com a Av. Belchior Cardoso da Costa), Rua Dr. Vaz Ferreira (limite Rua das Fogaceiras), Rua Óscar Pinto, Rua das Fogaceiras até à PSP) Rua S. Nicolau, Rua Dr. Vitorino de Sá; Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Largo Dr. Ângelo Sampaio Maia, Rua Av. 5 de Outubro, Travessa Cal das Eiras, Rua Cal das Eiras; Rua Eng.º Duarte Pacheco; Rua Viana da Mota; Rua Arlindo do Sousa; Rua António Sérgio; (limite com a Rua dos Combatentes); Avenida Dr. Domingos de Sousa

3.         Juiz da Cruz - Madureira - 922136351

Manhã: Capela da Piedade; Rua Nossa Senhora da Piedade; Rua Joana Forjaz Pereira; Rua Francisco Costa Neves; Rua dos Moinhos; rua das fogaceiras; rua Dr Joaquim Alves Moreira; Rua Dr. Paulo de Sá; Rua 25 de Abril.

Tarde: Rua de Santa Cruz; Rua S. Sebastião; Travessa D. Maria da Luz Albuquerque; Rua 1.º de Maio; Professor Egas Moniz; Rua Dr. António Castro Corte Real

4.         Juiz da Cruz - António Teixeira - 919620890

Manhã: Ferreira de Castro, sentido descendente; Sá Carneiro; João Mendes Cardoso; S. Paulo da Cruz; Dr. Crispim; Comandante Martins, 20 de Janeiro e Mestre António Joaquim.

Tarde: Travessa de Santo André; Andrade e Silva, Fortunato Menéres, Ferreira de Castro sentido ascendente; Alexandre Herculano; Rua do Brasil; Comendador Sá Couto; Travessa Santa Cruz; Travessa de Campos; Veiga de Macedo; Domitília de Carvalho, Gilberta Paiva e Rua Nossa Senhora de Campos.

5.         Juiz da Cruz - Paulino Sá - 917591584

Manhã: Rua Ferreira Castro; Rua Conselheiro Correia Marques; Rua Dr. Eduardo Vaz; Rua António José Almeida; Rua da Relva; Rua Dr. José Coreia de Sá; Rua Manuel Ferreira Maia; Rua Dr. José Silva Campos; Rua Pe. Manuel Soares dos Reis; Rua Comendador António Martins; Rua Domitília Carvalho; Rua Dr. Fernando Miranda; Rua Mestre António Joaquim.

Tarde: Rua do Ameal; Rua e Travessa de Santo André; Rua Travessa Nª. Sª. da Saúde; Rua Travessa Poeta Eduardo Meireles; Rua Bispo Florentino Andrade Silva; Rua de Sto. André; Rua Poeta Eduardo Meireles; Rua Dr. Alfredo Silva Terra; Rua Joué-Lés-Tours; Rua Santa Maria da Feira de Beja e Rua Casa da Vila da Feira e Terra de Santa Maria – Rio de Janeiro.

Segunda-Feira de Páscoa

1.         Juiz da Cruz - Horácio Sá - 962980563

Manhã: Rua da Azenha; Beco do Lambro - parte final da Av. 25 de Abril; Rua Luís de Campos (parte); Rua da Velha (até ao Largo da Velha) Travessa do Pinhal; Rua da Velha (parte final);Travessa da Velha e Bairro da Misericórdia; Rua D. Manuel II; Travessa Dra. Maria de Lurdes Portela; Rua Dra. Maria de Lurdes Portela; Parte final da Av. 5 de Outubro (zona do E. Leclerc); Rua Osvaldo Silva.

Tarde: Rua Bombeiros Voluntários (início junto á Sede Amigos do Cavaco) incluindo Alto do Calvário; Travessa do Cavaco; Avenida 5 de Outubro; Rua João António de Andrade; Travessa das Regadas; Rua José Soares de Sá; Rua do Carvalhal - Rua Dr. Eduardo Vaz (parte inicial).

2.         Juiz da Cruz - Roberto Carlos Reis - 965506359

Manhã: Rua de Picalhos; Rua da Casa dos Choupos; Travessa da Charca; Travessa da Pederneira; Travessa da Circunvalação; Rua da Circunvalação; Rua António Martins Soares Leite, Rotunda Lions Clube da Feira; Rua D. Ximenes Belo; Rua José Saramago; Travesso D. Ximenes Belo, Praça Doutor Horácio Alvim.

Tarde: Rua do Castelo; Rua de Matos, Travessa das alminhas, Rua Orfeão da Feira, Travessa do Cabido; Rua da Portela, Travessa da Portela, Beco da Portela, Travessa do Orfeão da Feira, Travessa de Macieira; Rua Dr. Benjamim de Brito; Rua Dr. Eduardo Vaz (Quinta do Antero e do Sr. Maia) início da Rua Manuel Laranjeira, até Serralharia Campos, Rua do Carvalhal, Rua Irmão Gabriel.

3.         Juiz da Cruz - António Teixeira - 919620890

Manhã: Moinho das Campainhas, Travessa da Guiné, Doutor António Figueiredo, Cabo Verde, Travessa de Goa, Travessa da Damão, Moçambique, Angola, Macau, Guiné, Praceta Vila Nova. São Tomé, Travessa de Diu, Timor, Praceta Horácio Alvim e Bairro da Refrey.

Tarde: Crispim Borges de Castro, Vila Boa, Germano Silva Santos, Ribeiras do Cáster, Manuel Correia Marques, José Luís Bastos.

4.         Juiz da Cruz - Eduardo Pinho - 917591584

Manhã: Rua do Ameal; Rua de Milheirós; Rua Bispo Moisés Alves de Pinho; Rua Domingos Trincão; Rua dos Calceteiros; Travessa do Ameal; Regato do Ameal; Rua Centro Paroquial; Largo da Remolha; Rua dos Cinco Caminhos; Rua Dr. Antunes; Rua Santo António; Rua Nª. Sª. de Fátima; Rua Domingos Pinto Ribeiro; Rua das Corgas.

Tarde: Rua da Ramada (Travessa do Monte – descendente até ao rio), Rua do Monte (sentido ascendente) Rua Nª. Sª. de Fátima; Rua do Bispo Moisés Alves de Pinho; Rua Dr. Domingos Trincão; Rua de Milheirós; Rua de S. José.

5.         Juiz da Cruz - Pedro Milheiro - 969023420

Manhã: Rua dos Moinhos, Bairro de Picalhos, Rua Luís Campos; Coronel José Barbosa, Rua Regimento de Engenharia de Espinho, Rua Afonso Henriques, Rua Comendador Marcolino de Castro, Rua da Velha (parceria com compasso N.º 1 até Rua D. Manuel II; Rua de Timor.

Tarde: Rua António Sampaio Maia; Rua das Fábricas, Outeiro (limite da freguesia com S. João de Ver), Rua dos Bombeiros; Rua Ribeiras do Cáster (Bairro do Balteiro), Rua Dr. Eduardo Vaz até ao Restaurante Cantinho Nobre, Lar S. Nicolau; Rua José Soares de Sá.

DA PALAVRA DO SENHOR



- DOMINGO DE RAMOS

“…Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré,
 que passou fazendo o bem
 e curando a todos os que eram oprimidos pelo Demónio,
 porque Deus estava com Ele.
 Nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez
 no país dos judeus e em Jerusalém;
 e eles mataram-n’O, suspendendo-O na cruz.
 Deus ressuscitou-O ao terceiro dia…” (cf. Actos 10, 38-40)

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO


- na Praça São Pedro, na XXXIII Jornada Mundial da Juventude – Domingo de Ramos, 25 de Março de 2018

Jesus entra em Jerusalém. A liturgia convidou-nos a intervir e participar na alegria e na festa do povo que é capaz de aclamar e louvar o seu Senhor; alegria que esmorece, dando lugar a um sabor amargo e doloroso depois que acabamos de ouvir a narração da Paixão. Nesta celebração, parecem cruzar-se histórias de alegria e sofrimento, de erros e sucessos que fazem parte da nossa vida diária como discípulos, porque consegue revelar sentimentos e contradições que, hoje em dia, com frequência, aparecem também em nós, homens e mulheres deste tempo: capazes de amar muito... mas também de odiar (e muito!); capazes de sacrifícios heroicos, mas também de saber «lavar-se as mãos» no momento oportuno; capazes de fidelidade, mas também de grandes abandonos e traições.
Vê-se, claramente, em toda a narração evangélica que, para alguns, a alegria suscitada por Jesus é motivo de fastídio e irritação.
Jesus entra na cidade rodeado pelos seus, rodeado por cânticos e gritos rumorosos. Podemos imaginar que são a voz do filho perdoado, a do leproso curado ou o balir da ovelha extraviada que ressoam, intensamente e todos juntos, nesta entrada. É o cântico do publicano e do impuro; é o grito da pessoa que vivia marginalizada da cidade. É o grito de homens e mulheres que O seguiram, porque experimentaram a sua compaixão à vista do sofrimento e miséria deles... É o cântico e a alegria espontânea de tantos marginalizados que, tocados por Jesus, podem gritar: «Bendito seja o que vem em nome do Senhor!» (Mc 11, 9). Como deixar de aclamar Aquele que lhes restituíra a dignidade e a esperança? É a alegria de tantos pecadores perdoados que reencontraram ousadia e esperança. E eles gritam. Rejubilam. É a alegria.
Estas aclamações de alegria aparecem incómodas e tornam-se absurdas e escandalosas para aqueles que se consideram justos e «fiéis» à lei e aos preceitos rituais [cf. R. Guardini, Il Signore (Brescia-Milão 2005), 344-345]. Uma alegria insuportável para quantos reprimiram a sensibilidade face à angústia, ao sofrimento e à miséria. Mas, destes, muitos pensam: «Olha que povo mal-educado!» Uma alegria intolerável para quantos perderam a memória e se esqueceram das inúmeras oportunidades por eles usufruídas. Como é difícil, para quem procura justificar-se e salvar-se a si mesmo, compreender a alegria e a festa da misericórdia de Deus! Como é difícil, para quantos confiam apenas nas suas próprias forças e se sentem superiores aos outros, poder compartilhar esta alegria! (cf. Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 94).
E daqui nasce o grito da pessoa a quem não treme a voz para bradar: «Crucifica-O!» (Mc 15, 13). Não é um grito espontâneo, mas grito pilotado, construído, que se forma com o desprezo, a calúnia, a emissão de testemunhos falsos. É o grito que nasce na passagem dos factos à sua narração; nasce da narração. É a voz de quem manipula a realidade, criando uma versão favorável a si próprio e não tem problemas em «tramar» os outros para ele mesmo se ver livre. Trata-se duma [falsa] narração. O grito de quem não tem escrúpulos em procurar os meios para reforçar a sua posição e silenciar as vozes dissonantes. É o grito que nasce de «maquilhar» a realidade, pintando-a de tal maneira que acabe por desfigurar o rosto de Jesus, fazendo-O aparecer como um «malfeitor». É a voz de quem deseja defender a sua posição, desacreditando especialmente quem não se pode defender. É o grito produzido pelas «intrigas» da autossuficiência, do orgulho e da soberba, que proclama sem problemas: «crucifica-O, crucifica-O!»
E deste modo, no fim, silencia-se a festa do povo; destrói-se a esperança: matam-se os sonhos; suprime-se a alegria. Deste modo, no fim, blinda-se o coração, resfria-se a caridade. É o grito do «salva-te a ti mesmo» que pretende adormecer a solidariedade, apagar os ideais, tornar insensível o olhar... O grito que pretende cancelar a compaixão, aquele «padecer com», a compaixão, que é o «ponto fraco» de Deus.
Perante todas estas vozes que gritam, o melhor antídoto é olhar a cruz de Cristo e deixar-se interpelar pelo seu último grito. Cristo morreu, gritando o seu amor por cada um de nós: por jovens e idosos, santos e pecadores, amor pelos do seu tempo e pelos do nosso tempo. Na sua cruz, fomos salvos para que ninguém apague a alegria do Evangelho; para que ninguém, na situação em que se encontra, permaneça longe do olhar misericordioso do Pai. Olhar a cruz significa deixar-nos interpelar nas nossas prioridades, escolhas e acções. Significa deixar-nos interrogar sobre a nossa sensibilidade face a quem está a passar ou a viver momentos de dificuldade. Irmãos e irmãs, que vê o nosso coração? Jesus continua a ser motivo de alegria e louvor no nosso coração ou envergonhamo-nos das suas prioridades para com os pecadores, os últimos, os abandonados?
E no vosso caso, queridos jovens, a alegria que Jesus suscita em vós é, para alguns, motivo de fastídio e também irritação, porque um jovem alegre é difícil de manipular. Um jovem alegre é difícil de manipular…
Neste dia, porém, existe a possibilidade de um terceiro grito: «Alguns fariseus disseram-Lhe, do meio da multidão: “Mestre, repreende os teus discípulos”. Jesus retorquiu: “Digo-vos que, se eles se calarem, gritarão as pedras”» (Lc 19, 39-40).
Calar os jovens é uma tentação que sempre existiu. Os próprios fariseus inculpam Jesus, pedindo-Lhe que os acalme e faça estar calados.
Há muitas maneiras de tornar os jovens silenciosos e invisíveis. Muitas maneiras de os anestesiar e adormecer para que não façam «barulho», para que não se interroguem nem ponham em discussão. «Vós… calai-vos!» Há muitas maneiras de os fazer estar tranquilos, para que não se envolvam e os seus sonhos percam oportunidade, tornando-se fantastiquices rasteiras, mesquinhas, tristes.
Neste Domingo de Ramos, em que celebramos o Dia Mundial da Juventude, faz-nos bem ouvir a resposta de Jesus aos fariseus de ontem e de todos os tempos (também os de hoje): «Se eles se calarem, gritarão as pedras» (Lc 19, 40).
Queridos jovens, cabe a vós a decisão de gritar, cabe a vós decidir-vos pelo Hossana do domingo para não cair no «crucifica-O» de sexta-feira... E cabe a vós não ficar calados. Se os outros calam, se nós, idosos e responsáveis (tantas vezes corruptos), silenciamos, se o mundo se cala e perde a alegria, pergunto-vos: vós gritareis?
Por favor, decidi-vos antes que gritem as pedras...  (cf. Santa Sé)

PARA REZAR



- ORAÇÃO DE QUINTA-FEIRA SANTA

Senhor Jesus:
na Última Ceia, repartiste o Amor, com os teus discípulos,
na forma do pão e do vinho.
Na cruz, em cada gota do teu sangue,
espalhaste a esperança pelo mundo inteiro,
para que, olhando-te crucificado,
a humanidade descobrisse o caminho da verdadeira vida.
Jesus, aprendendo contigo,
ajuda-nos a repartir o Amor
em gestos de perdão, de paciência,
de acolhimento, de ternura e de bondade.
Nesta hora, comungando com a dor da tua cruz,
pedimos-te pelo Papa Francisco,
para que tenha a coragem de levar esta Igreja
pelos caminhos da misericórdia e do perdão;
pedimos-te pelo nosso Administrador-Diocesano, António;
pelo nosso Bispo eleito, Manuel;
pelos sacerdotes e diáconos da nossa Diocese,
para que vivam, com humildade, a alegria do Evangelho.
Dá esperança e paz às nossas famílias;
ilumina o coração dos pais e dos nossos catequistas;
enche de ternura o coração das crianças e dos jovens;
consola os doentes e os idosos, os pobres e os marginados;
abre os teus braços redentores
e recebe os nossos defuntos
na bem-aventurança do teu reino.
Senhor Jesus, acolhe aqueles que te procuram de coração sincero
e faz-nos viver a alegria da tua Páscoa.
Amém 


- SALMO 117

Refrão: Eis o dia que fez o Senhor;
             n’Ele exultemos e nos alegremos. Aleluia!

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.

A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver
para anunciar as obras do Senhor.

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.

SANTOS POPULARES



SÃO LUDOVICO PALMENTIERI DA CASORIA

Arcanjo Palmentieri nasceu em Casoria, no dia 11 de Março de 1814. Era o terceiro dos cinco filhos do vinicultor Vicente e Cândida Zenga. Estudou na escola dos Frades Franciscanos do Convento de Santo António, em Afragola, Nola - Itália e, finalmente, entrou no convento napolitano de São Pedro de Aram. Depois de frequentar o curso universitário, dedicou-se ao ensino de matemática, física e química. Em 17 de Junho de 1832, vestiu o hábito franciscano, vivendo um período de noviciado, em Vallo di Lauro. Em 4 de Junho de 1837, ele foi ordenado sacerdote.
Em 1847, deixou de ensinar e iniciou uma nova etapa da sua vida, dedicando-se à assistência material e espiritual das classes populares e mais pobres. Fundou numerosos institutos em Nápoles, na Itália e no mundo, entre eles a Congregação dos Frades e das Irmãs da Caridade, também conhecidos por "frades bigi" e "irmãs bigie elisabetianas", por causa da cor cinzenta dos seus hábitos religiosos.
O Padre Ludovico começou as suas actividades de assistência aos mais necessitados, movido pelo amor evangélico e pela caridade em favor dos mais pobres. A primeira das suas obras teve lugar em Nápoles. Em 1852, comprou uma propriedade conhecida como "La Palma", que se tornou a sede da enfermaria provincial franciscana. Após a unificação da Itália - quando se tornou mais visível o contraste entre o Norte e o Sul - o Padre Ludovico sentiu a necessidade de ajudar e cuidar das crianças abandonadas nas ruas e viviam de esmolas. Por isso, em 1862, fundou uma organização para cuidar e dar trabalho aos pedintes. Assim, nasceu no bairro popular de Materdei (Mãe de Deus) e o Colégio de São Rafael, onde foram criados laboratórios, oficinas de formação profissional e escolas.
O compromisso humanitário e missionário do Padre Ludovico estendeu-se para África. Entre 1865 e 1866, o Padre Ludovico realizou uma viagem missionária, visitando lugares onde, diariamente, a fome e a doença provocavam milhares de vítimas. Regressado a Nápoles, fundou o Colégio de Moretti para a formação missionária de jovens africanos, em "La Palma", para que "a África fosse convertida pela África". A conversão da África foi, até ao último dia da sua vida, o mais ardente dos seus desejos. Mais tarde, preocupou-se, também, com a sorte das meninas africanas, cuja vida era, realmente, triste e infeliz. Para elas, alugou uma casa em Pirozzi e, como as meninas acolhidas cresceram em grande número, arranjou um prédio maior, que confiou à direcção das Irmãs Franciscanas Estigmatinas, cujo carisma está voltado para a educação da juventude, fundadas pela Venerável Anna Lapini. Mas "a caridade sem limites" do Padre Ludovico não parou por aí: fundou inúmeras instituições, em toda a Itália: o orfanato, em Santa Ágata sui Due Golfi, em Massa Lubrense – Nápoles; o Instituto para crianças cegas e surda-mudas de Assis; o Abrigo para crianças, em Florença. Em Roma, em 1883, por influência do discurso do Papa Leão XIII, criou o Instituto da Imaculada Conceição - uma escola gratuita para crianças pobres -; um colégio interno para órfãos e um Seminário para formação de Jovens que abraçavam a espiritualidade franciscana.
Em 1873, continuando a sua intensa actividade, criou o hospício de Posillipo, para antigos pescadores, onde tinha sido construído um monumento a São Francisco, por ocasião do sétimo centenário do seu nascimento.
O Padre Ludovico morreu em Nápoles, em 30 de Março de 1885. Foi sepultado na igreja do hospício de Posillipo, Nápoles.
Foi beatificado pelo Papa João Paulo II, em 18 de Abril de 1993. Na homilia da celebração da beatificação, o Papa disse: “…Saúdo-te, Beato Ludovico da Casoria, figura singular de Frade Menor e ardente testemunho da caridade de Cristo. Comovem-nos as palavras do teu testamento: "O Senhor chamou-me a si com um amor dulcíssimo e, com uma caridade infinita, guiou-me e dirigiu-me no caminho da minha vida". A força deste amor impeliu-te, valente estudioso e professor, a dedicares-te aos mais pobres: aos sacerdotes doentes, aos imigrantes africanos, aos mudos, aos cegos, aos idosos, aos órfãos. Beato Ludovico, grande filho da Igreja de Nápoles, fizeste teu o carisma de Francisco de Assis e viveste-o na sociedade do teu tempo, no Sul da Itália do século passado, assumindo activa responsabilidade frente às mais graves formas de pobreza e metendo-te, com compaixão cristã, no concreto da história do teu povo e dos seus dramas diários. A amplitude do raio de acção do teu apostolado deixa-nos quase incrédulos e, espontaneamente, perguntamos-te: ‘Como foi possível tornares-te tão próximo de tanta miséria com tanta "fantasia" na promoção humana?’ E, ainda hoje, as tuas palavras respondem-nos: "O amor de Cristo feriu o meu coração". Pedimos-te que nos ensines, também, a viver para os outros e a ser construtores de autênticas comunidades eclesiais, nas quais a caridade floresça com alegria e esperança activa. "Pobres sempre os tereis convosco…" (Mt 26,11), disse-nos Jesus. Ajuda-nos, Beato Ludovico, a descobri-los, amá-los e servi-los com o ardor que em ti realizou maravilhas…”
Algum tempo antes, em 18 de Abril de 1993, acerca da exemplaridade de vida do Padre Ludovico da Casoria, o Papa João Paulo II tinha escrito: "…Ele não se limitou a declarar o seu amor pelos pobres. Fiel ao ensinamento do Apóstolo João: "Não amamos em palavras nem com linguagem, mas com actos e em verdade", traduziu-o em atitudes e gestos de serviço a toda e qualquer forma de marginalização humana e de pobreza flagrante. Nele, a caridade do Bom Samaritano fez-se presente e activa, aproximando-o de todo homem ferido no corpo e no espírito e dando-lhe esperança e consolo…”
O Beato Ludovico foi canonizado pelo Papa Francisco, no dia 23 de Novembro 2014. Na homilia da Missa, referindo-se aos novos santos da Igreja, o Papa disse: “… Hoje a Igreja põe à nossa frente modelos como os novos Santos que, precisamente mediante as obras de uma generosa dedicação a Deus e aos irmãos, serviram, cada um no seu âmbito, o reino de Deus e dele se tornaram herdeiros. Cada um deles respondeu com extraordinária criatividade ao mandamento do amor de Deus e do próximo. Dedicaram-se incansavelmente ao serviço dos últimos, assistindo indigentes, doentes, idosos e peregrinos. A sua predilecção pelos pequeninos e pelos pobres era o reflexo e a medida do amor incondicional a Deus. Com efeito, procuraram e descobriram a caridade na relação forte e pessoal com Deus, da qual se liberta o amor verdadeiro ao próximo. Por isso, no momento do juízo, ouviram este doce convite: «Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo» (Mt  25, 34)…”
A memória litúrgica de São Ludovico Palmentieri de Casoria celebra-se no dia 30 de Março.

quarta-feira, 21 de março de 2018

EM DESTAQUE



- VISITA PASCAL

No Domingo de Páscoa e na Segunda-Feira de Páscoa, na nossa Paróquia de Santa Maria da Feira, realiza-se, na forma habitual, a VISITA PASCAL: grupos de cristãos, levando a cruz florida, percorrem as ruas da cidade a anunciar a alegria da Ressurreição de Jesus.
As famílias que desejam receber, nas suas casas, estes mensageiros da Páscoa devem, como de costume, sinalizar o seu desejo colocando flores e verdes à entrada das suas casas.

Itinerários da Visita Pascal

Domingo de Páscoa

1.         Juiz da Cruz - António Manuel Teixeira - 919212320

Manhã: Largo de Camões; Rua Dr. Roberto Alves; Rotunda do Rotary; Largo Dr. Gaspar Moreira; Largo da Misericórdia; Rua Dr. Elísio de Castro; Rua Jornal Correio da Feira; Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Rua Dr. Elísio de Castro; Largo Dr. Sampaio Maia; Rua Dr. Cândido de Pinho; Rotunda do Hospital; Rua Dr. João de Magalhães; Av. 25 de Abril; Rua Dr. Vitorino Sá; Rua Bispo D. Sebastião Soares Resende; Beco de Rolães; Largo Dr. Aguiar Cardoso; Rua Comendador Sá Couto; Rua da Pedreira; Rua S. Sebastião; Rua das Penas; Rua João Caracol e Rua Comendador Sá Couto.

2.         Juiz da Cruz - Roberto Carlos Reis - 965506359

Manhã: Rua do Inatel, Rua Santos Carneiro (limite com a Av. Belchior Cardoso da Costa), Rua Dr. Vaz Ferreira (limite Rua das Fogaceiras), Rua Óscar Pinto, Rua das Fogaceiras até à PSP) Rua S. Nicolau, Rua Dr. Vitorino de Sá; Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Largo Dr. Ângelo Sampaio Maia, Rua Av. 5 de Outubro, Travessa Cal das Eiras, Rua Cal das Eiras; Rua Eng.º Duarte Pacheco; Rua Viana da Mota; Rua Arlindo do Sousa; Rua António Sérgio; (limite com a Rua dos Combatentes); Avenida Dr. Domingos de Sousa

3.         Juiz da Cruz - Madureira - 922136351

Manhã: Capela da Piedade; Rua Nossa Senhora da Piedade; Rua Joana Forjaz Pereira; Rua Francisco Costa Neves; Rua dos Moinhos; rua das fogaceiras; rua Dr Joaquim Alves Moreira; Rua Dr. Paulo de Sá; Rua 25 de Abril.

Tarde: Rua de Santa Cruz; Rua S. Sebastião; Travessa D. Maria da Luz Albuquerque; Rua 1.º de Maio; Professor Egas Moniz; Rua Dr. António Castro Corte Real

4.         Juiz da Cruz - António Teixeira - 919620890

Manhã: Ferreira de Castro, sentido descendente; Sá Carneiro; João Mendes Cardoso; S. Paulo da Cruz; Dr. Crispim; Comandante Martins, 20 de Janeiro e Mestre António Joaquim.

Tarde: Travessa de Santo André; Andrade e Silva, Fortunato Menéres, Ferreira de Castro sentido ascendente; Alexandre Herculano; Rua do Brasil; Comendador Sá Couto; Travessa Santa Cruz; Travessa de Campos; Veiga de Macedo; Domitília de Carvalho, Gilberta Paiva e Rua Nossa Senhora de Campos.

5.         Juiz da Cruz - Paulino Sá - 917591584

Manhã: Rua Ferreira Castro; Rua Conselheiro Correia Marques; Rua Dr. Eduardo Vaz; Rua António José Almeida; Rua da Relva; Rua Dr. José Coreia de Sá; Rua Manuel Ferreira Maia; Rua Dr. José Silva Campos; Rua Pe. Manuel Soares dos Reis; Rua Comendador António Martins; Rua Domitília Carvalho; Rua Dr. Fernando Miranda; Rua Mestre António Joaquim.

Tarde: Rua do Ameal; Rua e Travessa de Santo André; Rua Travessa Nª. Sª. da Saúde; Rua Travessa Poeta Eduardo Meireles; Rua Bispo Florentino Andrade Silva; Rua de Sto. André; Rua Poeta Eduardo Meireles; Rua Dr. Alfredo Silva Terra; Rua Joué-Lés-Tours; Rua Santa Maria da Feira de Beja e Rua Casa da Vila da Feira e Terra de Santa Maria – Rio de Janeiro.

Segunda-Feira de Páscoa

1.         Juiz da Cruz - Horácio Sá - 962980563

Manhã: Rua da Azenha; Beco do Lambro - parte final da Av. 25 de Abril; Rua Luís de Campos (parte); Rua da Velha (até ao Largo da Velha) Travessa do Pinhal; Rua da Velha (parte final);Travessa da Velha e Bairro da Misericórdia; Rua D. Manuel II; Travessa Dra. Maria de Lurdes Portela; Rua Dra. Maria de Lurdes Portela; Parte final da Av. 5 de Outubro (zona do E. Leclerc); Rua Osvaldo Silva.

Tarde: Rua Bombeiros Voluntários (início junto á Sede Amigos do Cavaco) incluindo Alto do Calvário; Travessa do Cavaco; Avenida 5 de Outubro; Rua João António de Andrade; Travessa das Regadas; Rua José Soares de Sá; Rua do Carvalhal - Rua Dr. Eduardo Vaz (parte inicial).

2.         Juiz da Cruz - Roberto Carlos Reis - 965506359

Manhã: Rua de Picalhos; Rua da Casa dos Choupos; Travessa da Charca; Travessa da Pederneira; Travessa da Circunvalação; Rua da Circunvalação; Rua António Martins Soares Leite, Rotunda Lions Clube da Feira; Rua D. Ximenes Belo; Rua José Saramago; Travesso D. Ximenes Belo, Praça Doutor Horácio Alvim.

Tarde: Rua do Castelo; Rua de Matos, Travessa das alminhas, Rua Orfeão da Feira, Travessa do Cabido; Rua da Portela, Travessa da Portela, Beco da Portela, Travessa do Orfeão da Feira, Travessa de Macieira; Rua Dr. Benjamim de Brito; Rua Dr. Eduardo Vaz (Quinta do Antero e do Sr. Maia) início da Rua Manuel Laranjeira, até Serralharia Campos, Rua do Carvalhal, Rua Irmão Gabriel.

3.         Juiz da Cruz - António Teixeira - 919620890

Manhã: Moinho das Campainhas, Travessa da Guiné, Doutor António Figueiredo, Cabo Verde, Travessa de Goa, Travessa da Damão, Moçambique, Angola, Macau, Guiné, Praceta Vila Nova. São Tomé, Travessa de Diu, Timor, Praceta Horácio Alvim e Bairro da Refrey.

Tarde: Crispim Borges de Castro, Vila Boa, Germano Silva Santos, Ribeiras do Cáster, Manuel Correia Marques, José Luís Bastos.

4.         Juiz da Cruz - Eduardo Pinho - 917591584

Manhã: Rua do Ameal; Rua de Milheirós; Rua Bispo Moisés Alves de Pinho; Rua Domingos Trincão; Rua dos Calceteiros; Travessa do Ameal; Regato do Ameal; Rua Centro Paroquial; Largo da Remolha; Rua dos Cinco Caminhos; Rua Dr. Antunes; Rua Santo António; Rua Nª. Sª. de Fátima; Rua Domingos Pinto Ribeiro; Rua das Corgas.

Tarde: Rua da Ramada (Travessa do Monte – descendente até ao rio), Rua do Monte (sentido ascendente) Rua Nª. Sª. de Fátima; Rua do Bispo Moisés Alves de Pinho; Rua Dr. Domingos Trincão; Rua de Milheirós; Rua de S. José.

5.         Juiz da Cruz - Pedro Milheiro - 969023420

Manhã: Rua dos Moinhos, Bairro de Picalhos, Rua Luís Campos; Coronel José Barbosa, Rua Regimento de Engenharia de Espinho, Rua Afonso Henriques, Rua Comendador Marcolino de Castro, Rua da Velha (parceria com compasso N.º 1 até Rua D. Manuel II; Rua de Timor.

Tarde: Rua António Sampaio Maia; Rua das Fábricas, Outeiro (limite da freguesia com S. João de Ver), Rua dos Bombeiros; Rua Ribeiras do Cáster (Bairro do Balteiro), Rua Dr. Eduardo Vaz até ao Restaurante Cantinho Nobre, Lar S. Nicolau; Rua José Soares de Sá.




- D. MANUEL LINDA, NOVO BISPO DO PORTO

No dia 15 de Março de 2018, o Papa Francisco nomeou D. Manuel Linda como novo Bispo do Porto. Natural de Paus, Resende, onde nasceu em 15 de Abril de 1956, frequentou o Seminário Menor de Resende, o Seminário Maior de Lamego e o Instituto de Ciências Humanas e Teológicas do Porto, onde terminou o curso superior de Teologia em 1980. Foi ordenado presbítero a 10 de junho de 1981 e nomeado bispo-auxiliar de Braga, em 27 de Junho de 2009, pelo Papa Bento XVI, tendo sido ordenado bispo em 20 de Setembro de 2009. Em 10 de Outubro de 2013 foi nomeado Bispo das Forças Armadas e de Segurança, tendo tomado posse no dia 24 de Janeiro de 2014.
Apresentando as nossas saudações ao novo Bispo do Porto, apresentamos a mensagem de saudação do nosso Administrador-Diocesano e dos Bispos-Auxiliares ao novo bispo e a mensagem que D. Manuel Linda à Diocese.

SAUDAÇÃO A D. MANUEL RODRIGUES LINDA

Com data de 15 de março, o Santo Padre nomeou Bispo do Porto Sua Ex.cia Rev.ma o Senhor D. Manuel Silva Rodrigues Linda, até agora Bispo do Ordinariato Castrense.
Recebemo-lo como um dom de Deus chegado até nós pela mão do zelo apostólico de Sua Santidade, a quem significamos a nossa gratidão.
O Senhor Dom Manuel Linda não é estranho a esta Diocese. Foi aqui que terminou o seu curso teológico, no Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição. Saudamos o seu “regresso”
A Diocese saúda Sua Ex.cia Rev.ma e significa a sua alegria e a sua esperança, e faz votos por fecundo e frutuoso Episcopado.
Todos quantos integram esta porção do Povo de Deus afirmam a sua disposição em colaborar, com lealdade e filial obediência, com o Bispo agora chegado.
Teremos presente na nossa oração o Senhor Dom Manuel e solicitamos para a sua acção pastoral a bênção materna de Nossa Senhora da Assunção.
A data da entrada solene, na Catedral do Porto, será comunicada a seu tempo.

+D. António Taipa
+D. Pio Alves
+D. António Augusto Azevedo


MENSAGEM DE D. MANUEL LINDA À DIOCESE DO PORTO

“…Aos que, na consciência da fé, no desânimo da indiferença, na adesão a outras crenças ou até na oposição ao fenómeno religioso aspiram à felicidade pessoal e colectiva, edificam a sociedade humana na paz e na verdade e vivem ou são originários da área da Diocese do Porto

1. Ao longo da vida, tenho sido presenteado com surpresas tão agradáveis que nem sequer ousava esperar. Muitos chamarão a isso coincidência ou acaso. Eu, porém, acredito que é o Espírito de Deus quem conduz a história, não obstante a liberdade pessoal e até as resistências colocadas à graça. A minha nomeação para ir pastorear a Diocese do Porto, agora tornada pública, insere-se nestas felizes surpresas com que Deus tem urdido as teias da minha existência.

2. Ao Santo Padre, o Papa Francisco, agradeço esta prova de confiança. E renovo, solenemente, uma total fidelidade efectiva e afectiva. Igual agradecimento vai para o senhor Núncio Apostólico e para quantos apostaram no meu nome: como disse por alturas da minha ordenação episcopal, tentarei não defraudar a confiança.

3. Não é sem emoção que regresso ao Porto passadas quase quatro décadas depois da minha formação no seu Seminário Maior. Daqui surgi para a vida sacerdotal, aqui exerci o sacerdócio colaborando na formação de novos padres, aqui volto como mais um de entre os muitíssimos que apostam tudo na evangelização e na promoção humana desta Diocese que sempre se distinguiu pela cultura dos seus membros, zelo missionário, santidade operante e sadia presença na sociedade. Tudo isto na fidelidade ao sopro do Espírito que nos manda edificar «um novo céu e uma nova terra», de acordo com os sinais dos tempos.

4. É, pois, com uma imensa alegria e não menor admiração que saúdo quantos a constituem. Permitam-me um destaque especial para os mais débeis: os pobres, desempregados, doentes, idosos, detidos e quantos perderam os horizontes da esperança. Cumprimento as famílias, sem qualquer dúvida, a célula básica da sociedade e, consequentemente, também da nossa Igreja. Apetecia-me parafrasear o Papa São João XXIII e dizer com a mesma bonomia: dai um beijo aos vossos filhos e dizei-lhes que é o novo bispo quem lho manda. Felicito quantos constituem a necessária teia social da comunidade viva: o mundo do trabalho e suas organizações, os sectores da cultura e do desporto, os organismos voltados para a saúde e para a assistência social, autênticos pilares da liberdade e da felicidade possíveis. Uma palavra de admiração aos dirigentes da comunidade: sei bem do vosso valor e zelo nos diversos âmbitos, seja nas autarquias e no ensino, seja na segurança ou na administração.

5. A Igreja de Deus que está no Porto é fidelíssima naquele dinamismo apostólico e missionário que deve caracterizar o homem e a mulher de fé. Agradeço a todos os que empenham muitas das suas energias ao serviço do Evangelho: os fiéis leigos que dão corpo aos organismos paroquiais e diocesanos e fermentam o mundo com o humanismo cristão; as religiosas e os religiosos que nos oferecem o exemplo do seguimento radical de Jesus; os Diáconos que testemunham a caridade como primeira característica do Reino de Deus; os Seminários que nos asseguram a esperança; os caríssimos Padres, alguns já tão cansados, que aguentam o peso do trabalho e a desconfiança de uma sociedade em contínua mutação; o Cabido, instância de saber e de dinamismo sacerdotal; o Vigário Geral e membros das estruturas de participação, garantia da co-responsabilidade; o Reverendíssimo Administrador Diocesano, D. António Taipa e os Senhores Bispos Auxiliares, D. Pio Alves e D. António Augusto, os quais, no seu conjunto, constituem o verdadeiro centro nevrálgico da intensa vida diocesana. Continuaremos com este dinamismo. Deixai-me inserir nessa vinha do Senhor como assalariado acabado de contratar.

6. Trabalharei no Porto como tenho feito até aqui: «com Pedro e sob Pedro». Mas também «à maneira de Pedro». Isto é, pretendo ser um «missionário da misericórdia», um pastor com «o cheiro das ovelhas», um pai dos Padres, um irmão dos mais pobres e um fomentador do espírito ecuménico e de diálogo. Procurarei reconduzir a Igreja a uma tal simplicidade evangélica que a constitua referencial ético para o mundo actual.

7. Ainda que numa visão global e apressada, no último século, chama a atenção uma forte semelhança entre o enorme timbre de grandeza dos Pastores da Diocese do Porto e os da Igreja universal. Numa e noutra, há mártires, profetas e santos. No caso desta nossa Diocese, legaram-nos um tal património histórico-moral que constitui uma referência incontornável para a Igreja e para a sociedade portuguesas. Tendo presente, apenas, aqueles que conheci pessoalmente, não deixarei de me inspirar na determinação granítica de D. António, no zelo pastoral de D. Júlio, na arguta perspicácia de D. Armindo, na lucidez intelectual de D. Manuel e na afectividade pura e contagiante de D. António Francisco.

8. Sei bem que o meu antecessor directo marcou a história da Diocese com a sua proximidade e candura. Por isso, foi chorado como um pai. Também o foi por mim. Não ignoro que não é fácil substitui-lo. Mas todos nós, agentes de pastoral, tomaremos em boa conta o seu grande legado: a certeza de que a única chave que abre o coração humano é a ternura e a simpatia.

9. Se o Porto é a "cidade do trabalho", não é menos a "cidade da Virgem". Da "Terra de Santa Maria" até à Senhora da Vandoma, a invocação pode ser distinta, mas a devoção e a confiança são as mesmas. Então, que a Mãe de Jesus e Mãe da Igreja vele por nós e pelo meu novo ministério, para que sejamos, agora e sempre, uma Igreja aberta, franca, acolhedora, missionária, orante, solidária, encarnada no mundo. Se "daqui houve nome Portugal" como nos garante Eugénio de Andrade, também floresça uma Igreja conduzida pelo Espírito, sensível aos sinais dos tempos e sempre "reformanda", como pede o Papa Francisco e exigem os nossos contemporâneos.

10. A nossa ilustre diocesana, Sophia de Mello Breyner, deixou-nos uns versos que interpelam: “A presença dos céus não é a Tua,/ embora o vento venha não sei donde./ Os oceanos não dizem que os criaste,/ nem deixas o Teu rasto nos caminhos./ Só o olhar daqueles que escolheste/ nos dá o Teu sinal entre os fantasmas”. Somos nós esses escolhidos para captarmos e retransmitirmos o «sinal» de Deus. Vamos faze-lo de tal maneira que se evitem todos os ruídos perturbadores e, dessa forma, se afugentem os fantasmas dos medos e os pavores da solidão, tão típicos da sociedade actual?
A todos abraço. Sobre todos invoco a bênção divina…” (cf. Diocese do Porto)

A entrada solene do novo bispo do Porto será no dia 15 de Abril, na catedral diocesana.

DA PALAVRA DO SENHOR



- V DOMINGO DA QUARESMA

“…Nos dias da sua vida mortal,
 Cristo dirigiu preces e súplicas,
 com grandes clamores e lágrimas,
 Àquele que O podia livrar da morte
 e foi atendido por causa da sua piedade.
 Apesar de ser Filho,
 aprendeu a obediência no sofrimento
 e, tendo atingido a sua plenitude,
 tornou-Se para todos os que Lhe obedecem
 causa de salvação eterna…” (cf. Hebreus 5, 7-9)

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO



- na Audiência-Geral, na Praça de São Pedro – Roma, no dia 7 de Março

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Continuamos com a Catequese sobre a Santa Missa. Na última Ceia, depois de ter tomado o pão e o cálice do vinho, e de ter dado graças a Deus, sabemos que Jesus «partiu o pão». A esta acção corresponde, na Liturgia eucarística da Missa, a fracção do Pão, precedida pela oração que o Senhor nos ensinou, ou seja, o “Pai-Nosso”.
E assim começam os ritos de Comunhão, prolongando o louvor e a súplica da Oração eucarística com a recitação comunitária do “Pai-Nosso”. Esta não é uma das tantas orações cristãs, mas é a oração dos filhos de Deus: é a grande oração que Jesus nos ensinou. Com efeito, entregue a nós no dia do nosso Baptismo, o “Pai-Nosso” faz ressoar em nós os mesmos sentimentos de Jesus Cristo. Quando rezamos o “Pai-Nosso”, oramos como Jesus. Foi a oração que Jesus proferiu e que nos ensinou; quando os discípulos lhe disseram: “Mestre, ensina-nos a rezar como tu rezas”. E Jesus rezava deste modo. É tão bonito rezar como Jesus! Formados pelo seu divino ensinamento, ousamos dirigir-nos a Deus chamando-o “Pai” porque renascemos como seus filhos através da água e do Espírito Santo (cf. Ef 1, 5). Na verdade, ninguém poderia chamá-lo familiarmente “Abbá” — “Pai” — sem ter sido gerado por Deus, sem a inspiração do Espírito, como ensina São Paulo (cf. Rm 8, 15). Devemos pensar: ninguém pode chamá-lo “Pai” sem a inspiração do Espírito. Quantas vezes as pessoas dizem “Pai Nosso”, mas não sabem o que estão a dizer. Porque sim, é o Pai, mas será que quando dizes “Pai” sentes que Ele é o Pai, o teu Pai, o Pai da humanidade, o Pai de Jesus Cristo? Tens uma relação com este Pai? Quando rezamos o “Pai-Nosso”, entramos em relação com o Pai que nos ama, mas é o Espírito quem nos confere esta relação, este sentimento de sermos filhos de Deus.
Que oração melhor do que aquela que Jesus nos ensinou pode predispor-nos para a Comunhão sacramental com Ele? Além da Missa, o “Pai-Nosso” é rezado, durante a manhã e à noite, nas Laudes e nas Vésperas; deste modo, a atitude filial em relação a Deus e de fraternidade para com o próximo contribuem para dar forma cristã aos nossos dias.
Na Oração do Senhor — no “Pai-Nosso” — pedimos o «pão de cada dia», no qual entrevemos uma especial referência ao Pão eucarístico, do qual necessitamos para viver como filhos de Deus. Imploramos também «o perdão dos nossos pecados», e para sermos dignos de receber o perdão de Deus comprometemo-nos a perdoar a quem nos tem ofendido. E isto não é fácil. Perdoar às pessoas que nos ofenderam não é fácil; é uma graça que devemos pedir: “Senhor, ensina-me a perdoar como tu me perdoaste”. É uma graça. Com as nossas forças não podemos: perdoar é uma graça do Espírito Santo. Assim, enquanto nos abre o coração a Deus, o “Pai-Nosso” dispõe-nos também ao amor fraterno. Por fim, pedimos, ainda, a Deus para «nos libertar do mal» que nos separa d’Ele e nos divide dos nossos irmãos. Compreendemos bem que estas são exigências muito adequadas para nos prepararmos para a Sagrada Comunhão (cf. Ordenamento Geral do Missal Romano, 81).
Com efeito, quanto pedimos no “Pai-Nosso” é prolongado pela oração do sacerdote que, em nome de todos, suplica: «Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz». E depois recebe uma espécie de selo no rito da paz: em primeiro lugar, invoca-se, de Cristo, que o dom da sua paz (cf. Jo 14, 27) — tão diferente da paz do mundo — faça crescer a Igreja na unidade e na paz, segundo a sua vontade; portanto, com o gesto concreto trocado entre nós, expressamos «a comunhão eclesial e o amor recíproco, antes de receber o Sacramento» (OGMR, 82). No Rito romano, a troca do sinal de paz, colocado desde a antiguidade antes da Comunhão, visa a Comunhão eucarística. Segundo a admoestação de São Paulo, não é possível comungar o único Pão que nos torna um só Corpo, em Cristo, sem nos reconhecermos pacificados pelo amor fraterno (cf. 1 Cor 10, 16-17; 11, 29). A paz de Cristo não pode enraizar-se num coração incapaz de viver a fraternidade e de a reparar depois de a ter ferido. É o Senhor quem concede a paz: Ele dá-nos a graça de perdoar a quem nos tem ofendido.
O gesto da paz é seguido pela fracção do Pão que, desde o tempo dos apóstolos, conferiu o nome a toda a celebração da Eucaristia (cf. OGMR, 83; Catecismo da Igreja Católica, 1329). Cumprido por Jesus durante a última Ceia, partir o Pão é o gesto revelador que permitiu aos discípulos reconhecê-lo depois da sua ressurreição. Recordemos os discípulos de Emaús que, falando do encontro com o Ressuscitado, narram «como o tinham reconhecido ao partir o pão» (cf. Lc 24, 30-31.35).
A fracção do Pão eucarístico é acompanhada pela invocação do «Cordeiro de Deus», figura com a qual João Baptista indicou em Jesus «aquele que tira o pecado do mundo» (Jo 1, 29). A imagem bíblica do cordeiro fala da redenção (cf. Êx 12, 1-14; Is 53, 7; 1 Pd 1, 19; Ap 7, 14). No Pão eucarístico, partido pela vida do mundo, a assembleia orante reconhece o verdadeiro Cordeiro de Deus, ou seja, Cristo Redentor, e suplica-o: «Tende piedade de nós... dai-nos a paz».
«Tende piedade de nós», «dai-nos a paz» são invocações que, da oração do “Pai-Nosso” à fracção do Pão, nos ajudam a predispor a alma a participar no banquete eucarístico, fonte de comunhão com Deus e com os irmãos.
Não nos esqueçamos da grande oração: a que Jesus nos ensinou e que é a oração com a qual Ele rezava ao Pai. E esta oração prepara-nos para a Comunhão. (cf. Santa Sé)

PARA REZAR



SALMO 50

Refrão: Dai-me, Senhor, um coração puro.

Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.
Lavai-me de toda a iniquidade
e purificai-me de todas as faltas.

Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.

Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
Ensinarei aos pecadores os vossos caminhos
e os transviados hão-de voltar para Vós.

SANTOS POPULARES



BEATA MADALENA CATARINA MORANO

Madalena Catarina Morano nasceu em Chieri –Turim, Itália, no dia 15 de Novembro de 1847. Era a sexta de oito filhos de uma família modesta, embora descendente de nobres. A família transferiu-se para Buttigliera d’Asti e, aos oito anos, Madalena ficou órfã de pai. Nessa ocasião começou a trabalhar como tecelã, em sua casa, um dos poucos ofícios a que uma jovem podia dedicar-se naquela época.
Um sacerdote, seu parente, deu-lhe as primeiras lições de gramática italiana. Aos 14 anos, o seu pároco encarregou-a de cuidar de uma creche, apesar da sua pouca idade. Continuando os estudos, Madalena conseguiu o diploma de professora, para ensinar nas escolas elementares.
Em 1877, confessou à sua mãe o seu desejo de seguir a vida religiosa. Mas, tendo já 30 anos, não foi aceite nem nas Filhas da Caridade, nem nas Irmãs Dominicanas.
Nesta altura, falava-se muito de uma nova instituição salesiana, fundada pelo dinâmico sacerdote João Bosco. Madalena aconselhou-se com Dom Bosco que a dissuadiu de se tornar religiosa de clausura e a encaminhou para o seu colaborador, o Pe. João Cagliero, que a convidou a entrar nas Filhas de Maria Auxiliadora. Dom Bosco aceitou a sua entrada no Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Em 4 de Setembro de 1879, com 32 anos, Madalena professou naquele Instituto.
Devido à sua instrução e habilidade educativa, Madalena começou a sobressair entre as Irmãs  e foi convidada a assumir vários cargos de responsabilidade: foi enviada para a Sicília, como Superiora, em Alì Marina, na cidade de Messina e, depois, como inspectora da Inspectoria de São José.
A sua actividade foi prodigiosa e surpreendente: em 26 anos, fundou 19 casas, 12 oratórios, 6 escolas, 5 asilos, 11 laboratórios, 4 internatos, 3 escolas de religião, suscitando a admiração de todos, inclusive das autoridades eclesiásticas. Dizia-se dela: “É uma grande mulher; é uma mulher extraordinária”.
A Madre Morano vivia numa união ininterrupta com Deus, dando forma ao seu desejo de santidade e orientada por uma forte vontade de verdadeira e autêntica acção salesiana.
A Irmã Madalena Morano faleceu, em Ali Marina, no dia 26 de Março de 1908, com 61 anos de idade. A Apóstola Salesiana da Sicília foi beatificada, pelo Papa João Paulo II, no dia 5 de Novembro de 1994, na Catânia.


quarta-feira, 14 de março de 2018

DA PALAVRA DO SENHOR



- IV DOMINGO DA QUARESMA        

“…Deus, que é rico em misericórdia,
 pela grande caridade com que nos amou,
 a nós, que estávamos mortos por causa dos nossos pecados,
 restituiu-nos à vida em Cristo
– é pela graça que fostes salvos –
e com Ele nos ressuscitou
 e nos fez sentar nos Céus com Cristo Jesus,
 para mostrar aos séculos futuros
 a abundante riqueza da sua graça
 e da sua bondade para connosco, em Cristo Jesus…” (cf. Efésios 2, 4-6)