PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Hás-de temer o Senhor, teu Deus…” (cf. Deuteronómio 6, 2)

Só Deus é Deus e Senhor. E não há outro Deus a quem amar, servir, adorar, acreditar, rezar, agradecer… Temer o Senhor não é ‘ter medo de Deus’. Não precisamos ter medo de Deus: Ele é amor, perdão, misericórdia, alegria, paz, salvação e esperança… Temer o Senhor é reconhecer a grandeza do seu poder; a santidade do seu nome; a ternura que nos dedica; a alegria da vida que nos oferece. Temer o Senhor é acolher a sua Palavra; cumprir os seus mandamentos; responder com fidelidade aos seus apelos; confiar na sua promessa e anunciá-la com a bondade dos nossos gestos. Quem ‘teme a Deus’ procura fazer tudo para não pecar contra ele; fazer nascer no coração o receio e a tristeza de o poder ofender. O apelo feito pela palavra de Deus aponta-nos o caminho da verdade, da justiça, da caridade, da compaixão. Uma grande exigência que nos trará a felicidade e a bênção.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

SANTOS POPULARES



BEATO PAULO THOJ XYOOJ

Thoj Xyooj (também transcrito Thao Shiong) nasceu por volta de 1941, na aldeia de Kiukatiam, na província de Luang Prabang, no noroeste do Laos. O seu pai, que era o chefe da aldeia, faleceu antes de Thoj ter feito nove anos de idade.
Quando, em 1950, chegou à aldeia o padre Yves Bertrais - dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada - foi a sua mãe a primeira a acolhê-lo. Desde então, Thoj aderiu plenamente à sua pregação, tornando-se um catecúmeno convicto, desperto e inteligente.
Aos dezasseis anos, revelou ao Padre Bertrais o seu desejo de ser padre. Considerando-o idóneo e cheio de qualidades, o missionário enviou-o para o Seminário Menor de Paksan, onde a Missão dos Oblatos tinha aberto um centro de formação para catequistas Ali, o jovem poderia testar, antes de mais, a sua própria fé e, depois, discernir a sua vocação. A sua mãe opôs alguma resistência à sua decisão mas, um de seus irmãos mais velhos, que moravam com ele, foi mais favorável.
Uma vez que o jovem era apenas catecúmeno, foi antecipada a data do seu baptismo. Thoj foi baptizado no dia, 8 de Dezembro de 1957, um Domingo e celebração da Solenidade da Imaculada Conceição. No baptismo, Thoj recebeu o nome de Paulo: Paulo Thoj Xyooj. Três dias depois, Paulo partiu, juntamente, com quatro raparigas, que iam frequentar a escola da Missão, e dois outros rapazes que iam para o Seminário.
Na escola, Paulo mostrou-se sempre animado e simpático. No entanto, por causa de uma ferida, muito dolorosa, numa perna, causada por um acidente na infância, tinha de se contentar com assistir os seus companheiros na prática dos desportos.
Ao fim de um ano, voltou a Kiukatiam, para continuar a sua preparação como catequista, sob a vigilância directa dos missionários. Começou, também a ensinar as línguas lao e hmong (esta última falada pela população da região) na escola da aldeia e, pouco a pouco, especializou-se no catecismo. Testemunhas daquele tempo descrevem-no como dotado de grande gentileza, sempre sorridente, disponível e pronto para servir aqueles que se encontravam em dificuldade.
Em 1958, a missão de Luang Prabang foi confiada aos Oblatos Italianos, liderados pelo Padre Leonello Berti, que se concentravam na província de Luang NamTha, entre a Birmânia e a China. A população hmong da aldeia de Na Vang ouviu falar do seu trabalho e quis conhecer - como os habitantes de outras aldeias - aqueles "Jesus" que cuidavam dos doentes. Era assim que chamavam aos missionários.
Os dois Padres enviados para o local - Alessandro Staccioli e Luigi Sion – só conheciam a língua lao, que os Hmong não compreendiam. Então, pediram que lhes fosse enviado um catequista que falasse a sua língua. O Padre Mário Borzaga, agora responsável pela missão, aconselhado pelo Padre Berti, decidiu enviar Paulo. Numa Terça-Feira, 21 de Abril de 1959, o jovem catequista partiu para uma nova aventura, cheio de entusiasmo e de coragem.
Depois de uma longa caminhada, chegou a Na Vang, na Sexta-Feira, 1 de Maio de 1959. Paulo usava a veste típica dos Hmong, com um chapéu preto encimado por um pompom e três colares de prata. Os habitantes da aldeia, ao vê-lo, confundiram-no com um rei, mas ele respondeu: "Não sou um rei Hmong. Sou, apenas, um rapaz jovem que veio com o Padre. Não sou um chefe. Vim, apenas, para realizar uma missão: anunciar e ensinar a Boa Nova de Deus ".
Ao pedido de explicações, Paulo respondeu que Jesus era o vencedor de todos os demónios, despertando, na multidão, um grande espanto: de facto, todos tinham muito medo daqueles seres que, de acordo com suas crenças, escondiam-se em toda a parte.
Sem perder tempo, o jovem começou a sua missão, logo no dia seguinte, ao mesmo tempo que o povo se aproximava dos visitantes e os convidava, de acordo com o seu costume, para irem almoçar com eles. Nos primeiros dias, o ensino do catecismo fazia-se ao ar livre; depois, na casa do chefe da aldeia. A maneira de falar de Paulo era clara e simples: por exemplo, para explicar que uma oração é composta de muitas palavras, ele pegou numa cana e dobrou-a como um acordeão. Além disso, dotado de uma bela voz, também os ensinava a cantar.
Já a partir do terceiro dia de pregação, metade das famílias da aldeia pediu para poder começar o catecumenado. No mesmo dia, durante a tarde, Paulo acompanhou o padre Sion a esconjurar os espíritos malignos das casas dos catecúmenos: destruiu com as suas próprias mãos e fez queimar os ídolos das divindades domésticas, sem qualquer temor.
A sua fama espalhou-se nas aldeias vizinhas: para poderem ouvi-lo, havia pessoas capazes de suportar horas e, até, dias inteiros de caminhada. O catequista, certamente, não podia fazer tudo sozinho, mas revestiu-se de paciência e de boa vontade. Enquanto cumpria esta missão, Paulo pensou no casamento e encontrou, na aldeia, uma rapariga que lhe queria muito bem.
Todavia, depois de pouco mais de sete meses, Paulo teve que sair de Na Vang. As razões não são muito claras. Os documentos não explicam, suficientemente, por que motivo os missionários tomaram essa decisão. Segundo uma hipótese provável, a sua saída estaria relacionada com o agravamento da sua ferida, na perna.
A partida de Paulo foi um teste para os seus catecúmenos, que tinham de continuar a aprender e a aprofundar a mensagem de Jesus. Foi, também, um teste para ele, que devia, no meio dos seus êxitos, conduzir-se pela humildade, recusando qualquer vaidade ou orgulho.
Em Dezembro de 1959, Paulo foi enviado para uma nova escola para catequistas, em Luang Prabang. Porém, logo voltou para casa, sofrendo de uma crise terrível. Nos meses seguintes, acompanhou de perto o Padre Mário Borzaga, (agora, também, beatificado) que o mencionou, várias vezes, no seu "Diário de um homem feliz".
Numa Segunda-Feira, dia 25 de Abril de 1960, Paulo Thoj Xyooj foi, com o Padre Borzaga, visitar outras aldeias, no norte do Laos. Não houve mais notícias deles, até que se descobriu que tinham sido mortos por alguns guerrilheiros do Pathet Lao, contrários à presença de missionários estrangeiros. O padre Mário tinha vinte e sete anos e Paulo dezanove anos. Uma testemunha relatou as suas últimas palavras, dirigidas aos guerrilheiros: "Não me vou embora; fico com ele (o P. Mário). Se o matarem, matem-me, também a mim. Onde ele for morto, eu serei morto; onde ele for viver, eu viverei, também". Os seus corpos foram atirados para uma vala comum e nunca mais foram encontrados. Provavelmente, o Padre Mário e o catequista Paulo Thoj Xyooj foram mortos na região de Muong Met, no caminho para Muong Kassy.
No dia 5 de Maio de 2015, a Congregação para as Causas dos Santos reconheceu que o Padre Mário Borzaga e Paulo Thoj Xyooj foram assassinados por ódio à fé católica. Nesse mesmo dia, o Papa Francisco recebeu, em audiência, o cardeal Ângelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, e autorizou a promulgação do decreto que declarava que o Padre Borzaga e o seu catequista, Paulo Thoj Xyooj, eram mártires da fé católica.
Paulo Thoj Xyooj – juntamente com o Padre Mário Borzaga e outros 14 mártires do Laos – foi beatificado no dia 11 de Dezembro de 2016, em Vientiane, Laos. Presidiu à cerimónia de beatificação, em nome do Papa Francisco, o Cardeal Orlando Quevedo, dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada, arcebispo de Cotabato, nas Filipinas. Estiveram presentes, também, o vietnamita Cardeal Pierre Nguyen Van Nhon, o tailandês Cardeal Francis Xavier Kriengsak Kovithavanij, o Núncio Apostólico em Bangkok, além de bispos, padres, religiosos e fiéis provenientes de Laos, Camboja, Vietname e outros países vizinhos.
A propósito deste acontecimento, o Papa Francisco, na oração do Angelus do dia 11 de Dezembro de 2016, na Praça de São Pedro, Roma, disse aos peregrinos: “Hoje, em Vientiane, no Laos, são proclamados Beatos Mário Borzaga, sacerdote dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada, Paulo Thoj Xyooj, fiel leigo catequista e catorze companheiros, assassinados por ódio à fé. A sua heróica fidelidade a Cristo possa servir de encorajamento e de exemplo aos missionários e sobretudo aos catequistas que, nas terras de missão, desempenham uma preciosa e insubstituível obra apostólica, pela qual toda a Igreja lhes está grata. E pensemos nos nossos catequistas: fazem tanto trabalho, um trabalho tão bom!... Ser catequista é uma coisa muito boa: significa levar a mensagem do Senhor para que cresça em nós. Um aplauso aos catequistas, todos!...”
A memória litúrgica do Beato Paulo Thoj Xyooj celebra-se no dia 25 de Abril, dia do seu martírio.

sábado, 14 de abril de 2018

EM DESTAQUE



- DOM MANUEL DA SILVA RODRIGUES LINDA,
  BISPO DO PORTO



Hoje, Sábado, dia 14 de Abril de 2018, pelas 10.00h, o Senhor D. Manuel Linda, tomou posse, como Bispo do Porto, perante o Conselho de Consultores, no Paço Episcopal.
Amanhã, Domingo, dia 15 de Abril, fará a entrada solene, na celebração eucarística, marcada para as 16,00h, na Sé Catedral do Porto.
D. Manuel Linda foi nomeado, pelo Papa Francisco, em 15 de Março de 2018.
Nasceu em Paus, concelho de Resende, Diocese de Lamego, no dia 15 de Abril de 1956. Frequentou o Seminário Menor de Resende, o Seminário Maior de Lamego e o Instituto de Ciências Humanas e Teológicas do Porto, onde terminou o curso superior de Teologia, em 1980. Foi ordenado presbítero a 10 de Junho de 1981.
Foi nomeado bispo-auxiliar de Braga, em 27 de Junho de 2009, pelo Papa Bento XVI, tendo recebido a ordenação episcopal, no dia 20 de Setembro de 2009.
Em 10 de Outubro de 2013, foi nomeado bispo da Diocese das Forças Armadas e de Segurança, tomando posse em 24 de Janeiro de 2014.
Ao novo Bispo do Porto, desejamos paz e alegria, no ministério que lhe foi confiado pela Igreja.


- DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES


A Igreja celebra, de 15 a 22 de Abril, a Semana de Oração pelas Vocações que, neste ano de 2018, tem como tema «Escutar, discernir, viver a chamada do Senhor»
Apresentamos alguns excertos da Mensagem do Papa Francisco:
“… A chamada do Senhor – fique claro desde já – não possui a evidência própria de uma das muitas coisas que podemos ouvir, ver ou tocar na nossa experiência diária. Deus vem de forma silenciosa e discreta, sem Se impor à nossa liberdade. Assim pode acontecer que a sua voz fique sufocada pelas muitas inquietações e solicitações que ocupam a nossa mente e o nosso coração.
Por isso, é preciso preparar-se para uma escuta profunda da sua Palavra e da vida, prestar atenção aos próprios detalhes do nosso dia-a-dia, aprender a ler os acontecimentos com os olhos da fé e manter-se aberto às surpresas do Espírito.
Não poderemos descobrir a chamada especial e pessoal que Deus pensou para nós, se ficarmos fechados em nós mesmos, nos nossos hábitos e na apatia de quem desperdiça a sua vida no círculo restrito do próprio eu, perdendo a oportunidade de sonhar em grande e tornar-se protagonista daquela história única e original que Deus quer escrever connosco. (…/…) Cada um de nós só pode descobrir a sua própria vocação através do discernimento espiritual, um «processo pelo qual a pessoa, em diálogo com o Senhor e na escuta da voz do Espírito, chega a fazer as opções fundamentais, a começar pela do seu estado da vida» (Sínodo dos Bispos – XV Assembleia Geral Ordinária, Os jovens, a fé e o discernimento vocacional, II. 2).
Em particular, descobrimos que a vocação cristã tem sempre uma dimensão profética. Como nos atesta a Escritura, os profetas são enviados ao povo, em situações de grande precariedade material e de crise espiritual e moral, para lhe comunicar em nome de Deus palavras de conversão, esperança e consolação. Como um vento que levanta o pó, o profeta perturba a falsa tranquilidade da consciência que esqueceu a Palavra do Senhor, discerne os acontecimentos à luz da promessa de Deus e ajuda o povo a vislumbrar, nas trevas da história, os sinais duma aurora.
Também hoje temos grande necessidade do discernimento e da profecia, de superar as tentações da ideologia e do fatalismo e de descobrir, no relacionamento com o Senhor, os lugares, instrumentos e situações através dos quais Ele nos chama. Todo o cristão deveria poder desenvolver a capacidade de «ler por dentro» a vida e individuar onde e para quê o está a chamar o Senhor a fim de ser continuador da sua missão…
A alegria do Evangelho, que nos abre ao encontro com Deus e os irmãos, não pode esperar pelas nossas lentidões e preguiças; não nos toca, se ficarmos debruçados à janela, com a desculpa de continuar à espera dum tempo favorável; nem se cumpre para nós, se hoje mesmo não abraçarmos o risco duma escolha. A vocação é hoje! A missão cristã é para o momento presente! E cada um de nós é chamado – à vida laical no matrimónio, à vida sacerdotal no ministério ordenado, ou à vida de especial consagração – para se tornar testemunha do Senhor, aqui e agora…
O Senhor continua hoje a chamar para O seguir. Não temos de esperar que sejamos perfeitos para dar como resposta o nosso generoso «eis-me aqui», nem assustar-nos com as nossas limitações e pecados, mas acolher a voz do Senhor com coração aberto. Escutá-la, discernir a nossa missão pessoal na Igreja e no mundo e, finalmente, vivê-la no «hoje» que Deus nos concede.
Maria Santíssima, a jovem menina de periferia que escutou, acolheu e viveu a Palavra de Deus feita carne, nos guarde e sempre acompanhe no nosso caminho.”


- VIAGEM AOS LAGOS DO NORTE DE ITÁLIA


A Paróquia de Santa Maria da Feira, com o apoio logístico da Club-Tour, agência de viagens, realiza o seu passeio anual, aos Lagos do Norte de Itália, de 4 a 10 de Setembro de 2018. É uma oportunidade de convívio e de partilha, entre paroquianos e amigos. Em cada viagem, abrimo-nos a novas realidades; conhecemos outras culturas e outras vivências; admiramos as belezas naturais e construídas das diversas regiões visitadas; crescemos no saber e na solidariedade entre os diversos povos.
Se gosta de viajar, porque não fazê-lo connosco?
Para qualquer informação, contactar a Paróquia da Feira. (nº tel. 256372328 ou 962650491)

DA PALAVRA DO SENHOR



- III DOMINGO DE PÁSCOA

“…nós sabemos que O conhecemos,
se guardamos os seus mandamentos.
Aquele que diz conhecê-l’O
e não guarda os seus mandamentos
é mentiroso e a verdade não está nele.
Mas se alguém guardar a sua palavra,
nesse o amor de Deus é perfeito…” (cf. 1 João 2, 3-5)


PALAVRA DO PAPA FRANCISCO



- na Audiência-Geral, na Praça São Pedro, Roma, no dia 4 de Abril de 2018

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Os cinquenta dias do tempo litúrgico pascal são propícios para reflectir sobre a vida cristã que, por sua natureza, é a vida que provém do próprio Cristo. De facto, somos cristãos na medida em que deixamos Jesus Cristo viver em nós. Então, por onde começar a fim de reavivar esta consciência se não pelo princípio, pelo Sacramento que acendeu em nós a vida cristã? Pelo Baptismo. A Páscoa de Cristo, com a sua carga de novidade, chega até nós através do Baptismo para nos transformar à sua imagem: os baptizados pertencem a Jesus Cristo, Ele é o Senhor da sua existência. O Baptismo é o «fundamento de toda a vida cristã» (Catecismo da Igreja Católica, 1213). É o primeiro dos Sacramentos, porque é a porta que permite a Cristo Senhor habitar a nossa pessoa e, a nós, imergir-nos no seu Mistério.
O verbo grego “baptizar” significa “imergir” (cf. CIC, 1214). O banho com a água é um rito comum em várias crenças, para exprimir a passagem de uma condição para outra, sinal de purificação para um novo início. Mas, para nós cristãos, não deve passar despercebido que se é o corpo a ser imergido na água, é a alma que é imersa em Cristo para receber o perdão do pecado e resplandecer de luz divina (cf. Tertuliano, Sobre a ressurreição dos mortos, VIII, 3; ccl 2, 931; pl 2, 806). Em virtude do Espírito Santo, o Baptismo imerge-nos na morte e ressurreição do Senhor, afogando, na pia baptismal, o homem velho, dominado pelo pecado que separa de Deus, e fazendo com que nasça o homem novo, recriado em Jesus. N’Ele, todos os filhos de Adão são chamados para a vida nova. Ou seja, o Baptismo é um renascimento. Estou certo, certíssimo, de que todos nós recordamos a data do nosso nascimento: tenho a certeza. Mas questiono-me, com alguma dúvida, e pergunto-vos: cada um de vós recorda qual foi a data do seu baptismo? Alguns dizem sim: está bem!. Mas, é um sim um pouco débil, porque talvez muitos não recordem. Mas, se festejamos o dia do nascimento, como não festejar — pelo menos recordar — o dia do renascimento? Dar-vos-ei um trabalho de casa, uma tarefa para fazer, hoje, em casa. Os que não se recordam a data do baptismo, perguntem à mãe, aos tios, aos netos… Perguntem: “Sabes qual é a data do meu baptismo?", e nunca mais a esqueçais. E demos graças ao Senhor por aquele dia, porque é precisamente o dia em que Jesus entrou em nós, que o Espírito Santo entrou em nós. Compreendestes bem o trabalho de casa? Todos devemos saber a data do nosso baptismo. É outro aniversário: o aniversário do renascimento. Não vos esqueçais de fazer isto, por favor.
Recordemos as últimas palavras do Ressuscitado aos Apóstolos. São precisamente um mandato: «Ide e fazei discípulos todos os povos, baptizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28, 19). Através da água baptismal, quem crê em Cristo é imerso na própria vida da Trindade.
De facto, a água do Baptismo não é uma água qualquer, mas a água sobre a qual é invocado o Espírito que «dá a vida» (Credo). Pensemos no que Jesus disse a Nicodemos, para lhe explicar o nascimento para a vida divina: «Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é espírito» (Jo 3, 5-6). Portanto, o Baptismo é, também, chamado “regeneração”: acreditamos que Deus nos salvou «pela sua misericórdia, com uma água que regenera e renova, no Espírito» (Tt 3, 5).
Por conseguinte, o Baptismo é sinal eficaz de renascimento, para caminhar em novidade de vida. Recorda-o São Paulo aos cristãos de Roma: «Ignorais, porventura, que todos nós que fomos baptizados em Jesus Cristo, fomos baptizados na sua morte? Pelo baptismo sepultámo-nos juntamente com Ele, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, mediante a glória do Pai, assim caminhemos nós também numa vida nova» (Rm 6, 3-4).
Imergindo-nos em Cristo, o Baptismo torna-nos, também, membros do seu Corpo, que é a Igreja, e participamos da sua missão no mundo (cf. CIC 1213). Nós baptizados não estamos isolados: somos membros do Corpo de Cristo. A vitalidade que brota da pia baptismal é ilustrada por estas palavras de Jesus: «Eu sou a videira, vós as varas: quem está em mim e eu nele, esse dá muito fruto» (cf. Jo 15, 5). A mesma vida, a do Espírito Santo, escorre de Cristo para os baptizados, unindo-os num só Corpo (cf. 1 Cor 12, 13), crismado pela santa unção e alimentado na mesa eucarística.
O Baptismo permite que Cristo viva em nós; e a nós que vivamos unidos a Ele, para colaborar na Igreja, cada um segundo a própria condição, para a transformação do mundo. Recebido uma única vez, o baptismo ilumina toda a nossa vida, guiando os nossos passos até à Jerusalém do Céu. Há um antes e um depois do Baptismo. O Sacramento pressupõe um caminho de fé, que chamamos catecumenado, evidente quando é um adulto que pede o Baptismo. Mas também as crianças, desde a antiguidade, são baptizadas na fé dos pais (cf. Rito do Baptismo das crianças, Introdução, 2). E sobre isto gostaria de vos dizer algo. Alguns pensam: mas por que baptizar uma criança que não entende? Esperemos que cresça, que compreenda e seja ela mesma a pedir o Baptismo. Mas, isto significa não ter confiança no Espírito Santo, porque quando baptizamos uma criança, naquela criança entra o Espírito Santo, e o Espírito Santo faz com que cresça naquela criança, desde pequenina, virtudes cristãs que depois florescerão. Sempre se deve dar esta oportunidade a todos, a todas as crianças, de ter dentro de si o Espírito Santo que as guie durante a vida. Não deixeis de baptizar as crianças! Ninguém merece o Baptismo, que é sempre dom gratuito para todos, adultos e recém-nascidos. Mas, como acontece com uma semente cheia de vida, este dom ganha raízes e dá fruto num terreno alimentado pela fé. As promessas baptismais que, a cada ano, renovamos na Vigília Pascal devem ser reavivadas todos os dias, a fim de que o Baptismo “cristifique”: não devemos ter medo desta palavra; o Baptismo “cristifica-nos"; quem recebeu o Baptismo e é “cristificado” assemelha-se a Cristo, transforma-se em Cristo, tornando-se, de verdade, outro Cristo. (cf. Santa Sé)

PARA REZAR



- SALMO 4

Refrão: Erguei, Senhor, sobre nós, a luz do vosso rosto.

Quando Vos invocar, ouvi-me, ó Deus de justiça.
Vós que na tribulação me tendes protegido,
compadecei-vos de mim
e ouvi a minha súplica.

Sabei que o Senhor faz maravilhas pelos seus amigos,
o Senhor me atende quando O invoco.
Muitos dizem: «Quem nos fará felizes?»
Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz da vossa face.

Em paz me deito
e adormeço tranquilo,
porque só Vós, Senhor,
me fazeis repousar em segurança.

SANTOS POPULARES



BEATA CLARA BOSATTA

Dina Bosatta nasceu em Pianello Lario, província de Como, Itália, no dia 27 de Maio de 1858. Foi a última dos 11 filhos de Alexandre Bosatta – pequeno produtor de seda - e de Rosa Mazzucchi. Aos três anos de idade, ficou órfã de pai. Ainda muito criança, começou a trabalhar na pequena fábrica de seda, dedicando-se à fiação. Mas, a sua irmã Marcelina convenceu os outros irmãos a deixá-la ir para o Instituto das Irmãs Canossianas de Gravesend (1871), para poder continuar os estudos, prometendo que cuidaria, ela mesma, dos serviços domésticos. Dina passou, aí, seis anos, que a marcaram muito profundamente. Dina admirava a vida das Irmãs; amadureceu o seu espírito; viveu dias de fervorosa piedade. Acreditava-se ser chamada à vida religiosa, de acordo com a proposta de Santa Madalena de Canossa, que proclamou: "Só Deus!" As Canossianas ficaram encantadas por poder recebê-la no seu noviciado de Como. Por causa do seu carácter tímido e reservado, mais inclinada para o silêncio e para a contemplação do que para a acção, foi julgada como não tendo as qualidades necessárias para fazer parte daquele Instituto religioso. Por isso, voltou para a sua casa e para a sua família.
Em Pianello Lario, o pároco, Padre Carlos Coppini, tinha, há algum tempo, reunido um pequeno grupo de jovens (10 de Julho de 1871) e formado a Pia União das Filhas de Maria, sob a protecção de Santa Úrsula e de Santa Ângela Merici, confiando a sua direcção a Marcelina, irmã de Dina. Com algumas dessas jovens, foi possível ao P. Carlos inaugurar, em Outubro de 1873, um providencial hospício para idosos e crianças abandonados. Dina entrou, receosa, nesta pia associação da qual pouco sabia. Ao contactar com a casa de acolhimento, descobrir a imensa actividade que ali se realizava, em favor das crianças e dos idosos e aberta a ajudar os necessitados da região. Para ela, que sonhava com uma outra realidade, dedicada à oração e à contemplação, foi um pequeno choque, surpresa e motivo de admiração. No dia 27 de Outubro de 1878, Dina fez a sua profissão, na Pia União das Filhas de Maria, assumindo o nome de Clara. Em Julho de 1881, o Padre Carlos Coppini morreu, e sucedeu-lhe o Padre Luís Guanella, agora, também, beatificado.
No ano lectivo de 1881-82, a Irmã Clara (Dina) completou os seus estudos para obter o diploma de professora do ensino básico, mas não pôde fazer os exames terminais. Então, instalou-se no hospício de Pianello, dedicando-se à educação das órfãs, com verdadeiro sentido materno; à formação dos postulantes e das primeiras noviças.
O Padre Luís Guanella dedicou-se à transformação da Pia União das Ursulinas numa congregação religiosa, com o nome de “Filhas de Santa Maria da Providência”. Dedicou-se, também, à formação das Irmãs e foi director espiritual da Irmã Clara, guiando-a nos caminhos da contemplação mais elevada - especialmente da contemplação da Paixão de Cristo - e comprometendo-a no serviço da caridade para com os mais necessitados.
O Padre Luís Guanella, a convite do seu irmão, Padre Lourenço Guanella, pároco de Ardenno, região da Lombardia, província de Sondrio, começou, naquela paróquia, uma missão que contava com a colaboração da Irmã Marcelina, da Irmã Clara, e uma outra freira da Congregação. Foi uma experiência que preparou a Irmã Clara para a sua passagem da instituição de Pianello para a Casa de Como (1886).
A Irmã Clara tornou-se, rapidamente, o centro propulsor e amoroso daquela Casa: das Irmãs, das postulantes, dos hóspedes, dos idosos necessitados, das raparigas que trabalhavam na cidade. No Outono de 1886, adoeceu com a tuberculose. Esperando que o ar da terra natal a poderia ajudar, foi levada para Pianello. A Irmã Clara Bosatta faleceu no dia 20 de Abril de 1887, em Pianello. O seu corpo é venerado no Santuário do Sagrado Coração, em Como, ao lado dos restos mortais do Beato Luís Guanella.
Foi este sacerdote, Padre Luís Guanella, que promoveu a abertura da causa de beatificação de Irmã Clara. O processo foi aberto, em Como, em 1912.
A Irmã Clara Bosatta (Dina) foi beatificada, no dia 21 de Abril de 1991, pelo Papa João Paulo II. Na celebração da sua beatificação, o Papa disse: “…Que grande amor o Pai nos deu, que sabe suscitar nas almas a capacidade de repetir os gestos do Bom Pastor que dá a vida pela salvação do mundo!
Um sinal da caridade de Deus foi, também, a Beata Clara Bosatta, discípula do Beato Luís Guanella, e com ele compartícipe do carisma da dedicação aos últimos, na plena e inabalável confiança na Divina Providência.
Clara sempre considerou a formação para a piedade, recebida na paróquia, e o apelo a dedicar-se à infância abandonada e aos idosos deixados na solidão, como um dom da Providência. Verdadeiramente providencial, foi o seu encontroo Padre Guanella, para cuja escola se disponibilizou para a realização das obras de assistência espiritual e material, até a consumação das suas energias, com a última doença, contraída precisamente no serviço aos que sofrem, e oferecida como dom e sacrifício em favor dos mais pobres.
Na sua mansidão e fragilidade, na simplicidade dos modos e na delicadeza das suas maneiras, Clara escondia a força indescritível da uma caridade verdadeiramente evangélica. Por isso, "Deus conduziu-a - como testemunhou o Beato Guanella, seu director espiritual - pelo caminho das almas fortes, caminho duro e perigoso, mas guiou-a de tal modo que não pusesse os pés em falso. E ela não caiu, porque se entregou, com absoluta docilidade, à mão que a guiava ".
A memória litúrgica da Beata Clara Bosatta celebra-se no dia 20 de Abril. (cf. Santi e beati…)

segunda-feira, 9 de abril de 2018

EM DESTAQUE



- JOVENS EM FORMAÇÃO

INTERPELADOS PELO ESPÍRITO
- O DESAFIO DO TESTEMUNHO

No dia 27 de Março, os jovens do 10º ano de catequese, da Igreja Matriz, participaram - no Centro de Espiritualidade do Movimento Oásis, em Ermesinde - num encontro de preparação para o Crisma, com o lema: “Interpelados pelo Espírito – o desafio do testemunho”. Estiveram presentes cerca de 60 jovens, de várias paróquias, entre elas a Feira e Escapães. Foi um encontro muito enriquecedor. Os participantes reflectiram sobre a importância do Espírito Santos; reavivaram os seus compromissos de fé e sentiram-se mais abertos para caminhar em comunidade e com vontade de continuar a renovar a fé e vivê-la após a realização do crisma. 
De acordo com a sua experiência e a vivência do encontro, os jovens reconheceram que as actividades estavam bastante bem organizadas e foram muito pertinentes, não só a nível pessoal, mas também a nível do grupo. O encontro proporcionou-lhes uma forma de trabalhar diferente: tiveram oportunidade de trabalhar em grupo e de valorizar novas competências; aprender novos conceitos e reflectir a sua responsabilidade. Foram marcantes os testemunhos de pessoas (jovens e adultos) que vivem comprometidos com Jesus.
Do que mais gostaram, referem os momentos de oração, na Capela, porque transmitiram fé, serenidade e abriram o seu coração ao Amor de Deus e à força do Espírito Santo, fazendo-os perceber que têm de continuar a viver e a aprofundar a sua fé. 
Foi uma experiência maravilhosa que recomendam a todos.



- ENTRADA SOLENE DO NOVO BISPO DO PORTO:
  D. MANUEL DA SILVA RODRIGUES LINDA

Nomeado Bispo do Porto, pelo Papa Francisco, no dia 15 de Março, D. Manuel Linda foi, até ao momento, bispo das Forças Armadas e de Segurança. A sua entrada solene, na Diocese do Porto, será no próximo Domingo, às 16,00 horas, na Sé Catedral do Porto.
Apresentamos os nossos cumprimentos, a manifestação da nossa alegria e rezamos para que o Senhor, que o envia como nosso Pastor, lhe conceda coragem e fidelidade no seu novo ministério, à frente da nossa Diocese.

DA PALAVRA DO SENHOR



- II DOMINGO DE PÁSCOA

“…A multidão dos que haviam abraçado a fé
 tinha um só coração e uma só alma;
 ninguém chamava seu ao que lhe pertencia,
 mas tudo entre eles era comum.
 Os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus
 com grande poder
 e gozavam todos de grande simpatia…” (cf. Actos 4, 32-33)


PALAVRA DO PAPA FRANCISCO



- na Audiência-Geral, na Praça São Pedro, Roma, no dia 4 de Abril de 2018

Estimados irmãos e irmãs, bom dia e feliz Páscoa!
Vedes que hoje há flores: as flores indicam júbilo, alegria. Em certos lugares, a Páscoa é chamada também “Páscoa florida”, porque floresce Cristo Ressuscitado: é a nova flor; floresce a nossa justificação; floresce a santidade da Igreja. Por isso, muitas flores: é a nossa alegria. Nós festejamos a Páscoa toda a semana, a semana inteira. E, por isso, nos desejamos, mais uma vez, todos nós, os bons votos de “Feliz Páscoa”. Digamos juntos: “Feliz Páscoa”! Todos! [respondem: “Feliz Páscoa!”]. Gostaria que desejássemos também votos de “Feliz Páscoa” — porque ele foi o Bispo de Roma — ao amado Papa Bento, que nos acompanha pela televisão. Ao Papa Bento, todos desejemos “Feliz Páscoa” [dizem: “Feliz Páscoa!”]. E um grande aplauso!
Com a catequese de hoje, encerramos o ciclo dedicado à Missa, que é precisamente comemoração: não apenas como memória, mas vive-se de novo a Paixão e a Ressurreição de Jesus. A última vez chegamos até à Comunhão e à oração após a Comunhão. Depois desta prece, a Missa termina com a Bênção, concedida pelo sacerdote, e com a despedida do povo (cf. Ordenamento Geral do Missal Romano, 90). Assim, como tinha começado com o sinal da cruz - Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo – é, ainda, em nome da Trindade que se conclui a Missa, ou seja, a acção litúrgica.
Todavia, sabemos que, quando a Missa termina, tem início o compromisso do testemunho cristão. Os cristãos não vão à Missa para cumprir um dever semanal e depois esquecer-se. Não!... Os cristãos vão à Missa para participar na Paixão e Ressurreição do Senhor e, em seguida, viver mais como cristãos: tem início o compromisso do testemunho cristão! Saímos da igreja para «ir em paz» levar a Bênção de Deus às actividades diárias, aos nossos lares, aos ambientes de trabalho, às ocupações da cidade terrena, “glorificando o Senhor com a nossa vida”. Mas, se eu sair da igreja tagarelando e dizendo: “Olha para isto, para aquilo...”, com a língua comprida, a Missa não entrou no meu coração. Porquê? Porque não sou capaz de viver o testemunho cristão. Cada vez que saio da Missa, devo sair melhor do que quando entrei: com mais vida, com mais força, com mais vontade de dar testemunho cristão. Através da Eucaristia, o Senhor Jesus entra em nós, no nosso coração e na nossa carne, a fim de podermos «exprimir na vida o sacramento recebido da fé» (Missal Romano, Coleta da Segunda-Feira na Oitava de Páscoa).
Portanto, da celebração para a vida, conscientes de que a Missa tem o seu cumprimento nas escolhas concretas de quem se deixa comprometer pessoalmente nos mistérios de Cristo. Não devemos esquecer que celebramos a Eucaristia para aprender a tornar-nos homens e mulheres eucarísticos. Que significa isto? Significa deixar que Cristo aja nas nossas obras: que os seus pensamentos sejam os nossos; os seus sentimentos os nossos; as suas escolhas as nossas. E isto é santidade: agir como Cristo é santidade cristã. Quem o exprime com exactidão é São Paulo. Quando fala da sua assimilação a Jesus, diz assim: «Fui crucificado com Cristo. Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu vivo-a na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim» (Gl 2, 19-20). Este é o testemunho cristão. A experiência de Paulo ilumina-nos, também a nós. Na medida em que mortificarmos o nosso egoísmo, ou seja, fizermos morrer o que se opõe ao Evangelho e ao amor de Jesus, cria-se dentro de nós maior espaço para o poder do seu Espírito. Os cristãos são homens e mulheres que deixam alargar a alma com a força do Espírito Santo, depois de terem recebido o Corpo e o Sangue de Cristo. Permiti que a vossa alma se alargue! Não estas almas tão estreitas e fechadas, pequenas, egoístas, não! Almas largas, almas grandes, com vastos horizontes... Deixai que a vossa alma se alargue com a força do Espírito, depois de receber o Corpo e o Sangue de Cristo.
Dado que a presença real de Cristo no Pão consagrado não acaba com a Missa (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1374), a Eucaristia é conservada no Sacrário para a Comunhão aos enfermos e para a adoração silenciosa do Senhor no Santíssimo Sacramento; com efeito, o culto eucarístico fora da Missa, quer de forma particular quer comunitária, ajuda-nos a permanecer em Cristo (cf. ibid., 1378-1380).
Portanto, os frutos da Missa estão destinados a amadurecer na vida de todos os dias. Podemos dizer assim, forçando um pouco a imagem: a Missa é como o grão, o grão de trigo que depois, na vida comum, cresce, cresce e amadurece nas boas obras, nas atitudes que nos tornam semelhantes a Jesus. Portanto, os frutos da Missa estão destinados a amadurecer na vida de todos os dias. Na verdade, aumentando a nossa união a Cristo, a Eucaristia actualiza a graça que o Espírito nos concedeu no Baptismo e na Confirmação, a fim de que o nosso testemunho cristão seja credível (cf. ibid., 1391-1392).
Além disso, o que faz a Eucaristia, acendendo nos nossos corações a caridade divina? Separa-nos do pecado: «Quanto mais participarmos na vida de Cristo e progredirmos na sua amizade, tanto mais difícil nos será romper com Ele pelo pecado mortal» (ibid., 1395).
A frequência regular do Banquete eucarístico renova, fortalece e aprofunda o vínculo com a comunidade cristã à qual pertencemos, segundo o princípio de que a Eucaristia faz a Igreja (cf. ibid., 1396), unindo todos nós.
Por fim, participar na Eucaristia compromete-nos com os outros, de maneira especial com os pobres, educando-nos a passar da carne de Cristo para a carne dos irmãos, onde Ele espera ser por nós reconhecido, servido, honrado e amado (cf. ibid., 1397).
Trazendo o tesouro da união com Cristo em vasos de barro (cf. 2 Cor 4, 7), temos contínua necessidade de regressar ao santo altar, até podermos, no paraíso, participar plenamente da bem-aventurança do banquete das núpcias do Cordeiro (cf. Ap 19, 9).
Demos graças ao Senhor pelo caminho de redescoberta da Santa Missa, que Ele nos concedeu percorrer juntos, e deixemo-nos atrair, com fé renovada, por este encontro real com Jesus, morto e ressuscitado por nós, nosso contemporâneo. E que a nossa vida seja sempre “florida” assim, como a Páscoa, com as flores da esperança, da fé e das boas obras. Que encontremos sempre a força para isto na Eucaristia, na união com Jesus. Feliz Páscoa a todos!  (cf. Santa Sé)

PARA REZAR



- SALMO 117

Refrão: Aclamai o Senhor, porque Ele é bom:
             o seu amor é para sempre.

Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Aarão:
é eterna a sua misericórdia.
Digam os que temem o Senhor:
é eterna a sua misericórdia.

A mão do Senhor fez prodígios,
A mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver,
para anunciar as obras do Senhor.
Com dureza me castigou o Senhor,
mas não me deixou morrer.

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.
Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria.

SANTOS POPULARES



BEATO PEDRO MARIA RAMÍREZ RAMOS

Pedro Maria Ramírez Ramos nasceu em 23 de Outubro de 1899, em La Plata, departamento de Huila, na Colômbia. Foi baptizado no dia seguinte ao seu nascimento. Era o quarto dos sete filhos de Ramón Ramírez e de Isabel Ramos. Teve outros irmãos, nascidos do casamento anterior do seu pai.
Pedro frequentou o ensino básico na escola da Vila e, aos doze anos, entrou no Seminário Menor de La Mesa de Elías, em Huila, onde estudou com muito bom aproveitamento. Em 4 de Outubro de 1915, aos dezasseis anos, completados os estudos secundários, passou para o Seminário Maior de Garzón, para fazer o curso teológico.
No entanto, em 1920, abandonou do seminário, aconselhado pelo seu director espiritual que não via nele verdadeiros sinais de vocação e determinação para seguir o caminho do sacerdócio. Para além disso, sugeriu que procurasse uma cura para as suas frequentes dores de cabeça.
Pedro Ramos passou os oito anos seguintes dedicando-se ao ensino. O seu tempo disponível foi dedicado ao serviço da paróquia, tendo assumido a responsabilidade de director e secretário do coro paroquial. Mas, o seu pensamento e o seu coração estavam ocupados pelo seu desejo de seguir a vocação sacerdotal.
Em 1928, voltou ao seminário, agora ao Seminário Maior de Maria Imaculada em Ibagué. Depois de profunda reflexão e de uma reunião, muito elucidativa, com o bispo de Ibagué, foi admitido para terminar os estudos teológicos. Pedro Ramos foi ordenado sacerdote, no dia 21 de Junho de 1931. Celebrou a Missa Nova, a sua primeira missa, na igreja de São Sebastião, em La Plata, no dia 16 de Julho seguinte.
Durante o seu primeiro ano de sacerdócio, o bispo de Ibagué, monsenhor Pedro Martinez, nomeou-o Pároco de Chaparral. Depois, foi destinado a Cunday, em 1934; a Fresno, em 1943; e, finalmente, a Armero-Tolima, em 1946.
Em todas as paróquias por onde passou, deixou a imagem de um padre cheio de fervor, com uma fé inabalável e muito dedicado à Virgem Maria. Sempre se manteve fiel e firme na sua missão apostólica, como era de esperar de um sacerdote a quem foi confiada uma comunidade cristã e para a qual deveria ser testemunha da verdadeira fé e animador de uma prática religiosa autêntica.
No dia 9 de Abril de 1948, em Bogotá, Jorge Eliecer Gaitán, candidato liberal às eleições presidenciais, foi assassinado. Este facto deu origem a uma explosão de violência, conhecida como "Bogotazo", que atingiu, também, a povoação de Armero.
O Padre Pedro recebeu as primeiras notícias da revolta quando estava no hospital de Armero, de visita a um doente. Também ele foi envolvido nesta espiral de violência. Os revoltosos, e as multidões que os apoiavam, difundiram a ideia de que todos os membros da Igreja Católica – apesar destes fazerem, constantemente, apelo à não-violência - estavam do lado do presidente, o conservador Mariano Ospina Pérez.
Nesse mesmo dia em que explodiu a violência - 9 de Abril - por volta das 14h30, uma multidão armada, instigada por fanáticos e pelo álcool, apresentou-se para prender o Padre Pedro. A Irmã Miguelina, superiora do Convento das Irmãs da Misericórdia Eucarística, que ficava ao lado da Igreja Paroquial, escondeu o Padre da fúria da multidão.
Durante a noite, as freiras e algumas famílias aconselharam o Padre a escapar, ajudando-o a encontrar refúgio em lugar seguro e secreto. Porém, voltando-se para a irmã Miguelina, o Padre Pedro respondeu: "Não fujo por nenhum motivo. Quando vou rezar à Capela, consulto o meu "Amito". Ele diz-me para ficar aqui. Vós sim, Madre, deveis tomar as providências necessárias". "Amito" era um termo confidencial e amoroso com o qual o Padre Pedro se referia ao Senhor: ele sentiu, portanto, que Ele queria que ele ficasse lá, entre o seu povo.
Na manhã do dia 10 de Abril, o Padre Pedro celebrou a missa e deu a comunhão às irmãs e a um grupo de estudantes. De seguida, saiu para confessar um doente hospitalizado e para visitar cento e setenta encarcerados, na prisão da vila.
Pouco antes do meio-dia, distribuiu - para evitar profanações - as últimas hóstias consagradas às freiras, reservando uma para si, em caso de extrema necessidade. Em seguida, escreveu, a lápis, o seu testamento espiritual, que endereçou ao seu bispo e à sua família.
"Da minha parte", escreveu ele, "desejo morrer por Cristo e na sua fé. A Vossa Excelência, Senhor Bispo, expresso a imensa gratidão porque, sem o merecer, me fez Ministro do Altíssimo, Sacerdote de Deus e, agora, Pastor de Armero, povo pelo qual quero derramar o meu sangue. Deixo uma lembrança especial para o meu director espiritual, o santo Padre Dávila. Aos meus familiares, digo que serei o primeiro no exemplo que eles devem seguir: morrer por Cristo. Por todos, com um afecto especial, olharei do céu. A minha mais profunda gratidão às Irmãs Eucarísticas. No céu, vou interceder por elas, especialmente pela Madre superiora, a Irmã Miguelina. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Armero, 10 de Abril de 1948».
Na tarde do dia 10 de Abril, por volta das 16h30, um grande número de liberais invadiu a igreja e o convento, sob o pretexto de procurar armas escondidas, destruindo tudo o que podiam. Não encontrando nada, gritaram às freiras: "Entregai-nos o padre, ou todas morrereis". As Irmãs Mercedárias Eucarísticas fugiram pelos telhados, deixando o Padre Pedro sozinho.
Amarrado e trazido para fora, foi arrastado, entre gritos e palavras de gozo, até à praça central da vila. Mais de mil pessoas atiraram-se a ele, ferindo-o, repetida e mortalmente, com facalhões. Enquanto era sujeito a esta barbárie, o Padre Pedro perdoava àqueles que o estavam a matar. Como Cristo crucificado, as suas últimas palavras foram: "Pai, perdoai-lhes… Tudo por Cristo". Os seus algozes terminaram a “festança” e o seu sofrimento com uma bala na parte de trás da cabeça.
O seu cadáver, despojado das suas vestes sacerdotais, foi abandonado na entrada do cemitério da cidade. Algumas prostitutas, que o encontraram, atiraram-no para cova, deixando-o a céu aberto. O Padre Pedro, na sua morte, não teve quem rezasse por ele, nem sequer um Pai-Nosso. Naquela hora, estava só e abandonado, como o Senhor crucificado!... Somente no dia 21 de Abril, quando chegaram as autoridades, é que o seu corpo foi retirado da cova para ser realizada a autópsia. Um mês depois, os familiares do Padre Pedro puderam levar o seu corpo para lhe darem condigna sepultura, no cemitério de La Plata, a sua terra natal. O Padre Pedro Ramos foi sepultado no túmulo da sua família. Os seus restos mortais foram transferidos, no dia 24 de Agosto de 2017, para a igreja de São Sebastião, em La Plata, onde ele foi baptizado e onde celebrou a sua primeira missa.
A fama do martírio do pároco de Armero espalhou-se, imediatamente, por toda a região e foram-lhe atribuídos muitos milagres, sobretudo muitas curas. No entanto, muitas calúnias foram, também, ditas contra ele. A mais surpreendente foi a acusação de que ele tinha lançado uma maldição sobre a cidade, que teria causado a avalanche de 13 de Novembro de 1985, em que morreram mais de vinte mil pessoas.
Em 23 de Fevereiro de 1993, começou o processo canónico, em ordem à sua beatificação. Em 7 de Julho de 2017, o Papa Francisco aprovou o decreto que declarava que o Padre Pedro Maria Ramírez Ramos fora morto por ódio à fé católica.
O Padre Pedro foi beatificado, pelo Papa Francisco, no dia 8 de Setembro de 2017, em Villavicencio, cidade capital do departamento do Meta, em Los Llanos Orientales, durante a sua visita apostólica à Colômbia. Na homilia da Missa, o Papa disse: “…A reconciliação não é uma palavra que devemos considerar abstracta; se assim fosse, traria apenas esterilidade, traria maior distância. Reconciliar-se é abrir uma porta a todas e cada uma das pessoas que viveram a realidade dramática do conflito. Quando as vítimas vencem a tentação compreensível da vingança - quando vencem esta tentação compreensível da vingança - tornam-se nos protagonistas mais credíveis dos processos de construção da paz. É preciso que alguns tenham a coragem de dar o primeiro passo nesta direcção, sem esperar que o façam os outros. Basta uma pessoa boa, para que haja esperança. Não esqueçais isto: basta uma pessoa boa, para que haja esperança. E cada um de nós pode ser essa pessoa! Isto não significa ignorar ou dissimular as diferenças e os conflitos. Não é legitimar as injustiças pessoais ou estruturais. O recurso à reconciliação concreta não pode servir para se acomodar em situações de injustiça. Pelo contrário, como ensinou São João Paulo II, «é um encontro entre irmãos dispostos a vencer a tentação do egoísmo e a renunciar aos intentos duma pseudo-justiça; é fruto de sentimentos fortes, nobres e generosos, que levam a estabelecer uma convivência fundada sobre o respeito de cada indivíduo e dos valores próprios de cada sociedade civil» (Carta aos Bispos de El Salvador, 6/VIII/1982). Por isso, a reconciliação concretiza-se e consolida-se com a contribuição de todos, permite construir o futuro e faz crescer a esperança. Qualquer esforço de paz sem um compromisso sincero de reconciliação será sempre um fracasso.
O texto do Evangelho, que ouvimos, culmina chamando a Jesus, o Emanuel, que significa Deus connosco. E como começa, assim termina Mateus o seu Evangelho: «Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (28, 20). Jesus é o Emanuel que nasce e o Emanuel que nos acompanha todos os dias; é o Deus connosco que nasce e o Deus que caminha connosco, até ao fim do mundo. Esta promessa realiza-se também na Colômbia: D. Jesús Emilio Jaramillo Monsalve, Bispo de Arauca, (nota: foi beatificado, juntamente com o Padre Pedro) e o sacerdote Pedro Maria Ramírez Ramos, mártir de Armero, são sinal disso, expressão dum povo que quer sair do pântano da violência e do rancor.
Neste ambiente maravilhoso, cabe a nós dizer «sim» à reconciliação concreta; e, neste «sim», incluamos também a natureza. Não é por acaso que, inclusive sobre ela, se tenham desencadeado as nossas paixões possessivas, a nossa ânsia de domínio. Um vosso compatriota canta-o com primor: «As árvores estão a chorar, são testemunhas de tantos anos de violência. O mar aparece acastanhado, mistura de sangue com a terra» (Juanes, Minhas Pedras). A violência que existe no coração humano, ferido pelo pecado, manifesta-se também nos sintomas de doença que notamos no solo, na água, no ar e nos seres vivos (cf. Francisco, Carta enc. Laudato si’, 2). Cabe-nos dizer «sim» como Maria e cantar com Ela as «maravilhas do Senhor», porque, como prometeu aos nossos pais, Ele ajuda todos os povos e ajuda cada povo, e ajuda a Colômbia que hoje quer reconciliar-se e à sua descendência para sempre…”
A memória litúrgica do Padre Pedro é celebrada, na Colômbia, no dia 24 de Outubro, dia do seu baptismo; na liturgia da Igreja universal, será feita a sua memória, no dia 10 de Abril, dia do seu martírio.

domingo, 1 de abril de 2018

EM DESTAQUE



FESTA DA PÁSCOA

A Igreja celebra a Ressurreição de Cristo em ambiente de festa, de alegria e de esperança. A Páscoa é a maior festa dos cristãos; por isso, ela encontra-se no centro de toda a liturgia. Jesus ressuscitado anuncia e garante a nossa ressurreição. Cristo aceitou morrer crucificado para destruir a morte, vencer o pecado;  e ressuscitou para ser, para cada um de nós, a fonte  de uma vida nova.
Na nossa paróquia de Santa Maria da Feira, a alegria da Páscoa exprime-se, também, com a Visita Pascal. O compasso percorre as ruas da cidade, testemunhando em cada casa, em cada família, a alegria do Senhor ressuscitado que traz aos corações o amor e a paz.

BOAS FESTAS! FELIZ PÁSCOA! O SENHOR RESSUSCITOU, VERDADEIRAMENTE. ALELUIA!


- VISITA PASCAL

No Domingo de Páscoa e na Segunda-Feira de Páscoa, na nossa Paróquia de Santa Maria da Feira, realiza-se, na forma habitual, a VISITA PASCAL: grupos de cristãos, levando a cruz florida, percorrem as ruas da cidade a anunciar a alegria da Ressurreição de Jesus.
As famílias que desejam receber, nas suas casas, estes mensageiros da Páscoa devem, como de costume, sinalizar o seu desejo colocando flores e verdes à entrada das suas casas.

Itinerários da Visita Pascal

Domingo de Páscoa

1.         Juiz da Cruz - António Manuel Teixeira - 919212320

Manhã: Largo de Camões; Rua Dr. Roberto Alves; Rotunda do Rotary; Largo Dr. Gaspar Moreira; Largo da Misericórdia; Rua Dr. Elísio de Castro; Rua Jornal Correio da Feira; Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Rua Dr. Elísio de Castro; Largo Dr. Sampaio Maia; Rua Dr. Cândido de Pinho; Rotunda do Hospital; Rua Dr. João de Magalhães; Av. 25 de Abril; Rua Dr. Vitorino Sá; Rua Bispo D. Sebastião Soares Resende; Beco de Rolães; Largo Dr. Aguiar Cardoso; Rua Comendador Sá Couto; Rua da Pedreira; Rua S. Sebastião; Rua das Penas; Rua João Caracol e Rua Comendador Sá Couto.

2.         Juiz da Cruz - Roberto Carlos Reis - 965506359

Manhã: Rua do Inatel, Rua Santos Carneiro (limite com a Av. Belchior Cardoso da Costa), Rua Dr. Vaz Ferreira (limite Rua das Fogaceiras), Rua Óscar Pinto, Rua das Fogaceiras até à PSP) Rua S. Nicolau, Rua Dr. Vitorino de Sá; Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Largo Dr. Ângelo Sampaio Maia, Rua Av. 5 de Outubro, Travessa Cal das Eiras, Rua Cal das Eiras; Rua Eng.º Duarte Pacheco; Rua Viana da Mota; Rua Arlindo do Sousa; Rua António Sérgio; (limite com a Rua dos Combatentes); Avenida Dr. Domingos de Sousa

3.         Juiz da Cruz - Madureira - 922136351

Manhã: Capela da Piedade; Rua Nossa Senhora da Piedade; Rua Joana Forjaz Pereira; Rua Francisco Costa Neves; Rua dos Moinhos; rua das fogaceiras; rua Dr Joaquim Alves Moreira; Rua Dr. Paulo de Sá; Rua 25 de Abril.

Tarde: Rua de Santa Cruz; Rua S. Sebastião; Travessa D. Maria da Luz Albuquerque; Rua 1.º de Maio; Professor Egas Moniz; Rua Dr. António Castro Corte Real

4.         Juiz da Cruz - António Teixeira - 919620890

Manhã: Ferreira de Castro, sentido descendente; Sá Carneiro; João Mendes Cardoso; S. Paulo da Cruz; Dr. Crispim; Comandante Martins, 20 de Janeiro e Mestre António Joaquim.

Tarde: Travessa de Santo André; Andrade e Silva, Fortunato Menéres, Ferreira de Castro sentido ascendente; Alexandre Herculano; Rua do Brasil; Comendador Sá Couto; Travessa Santa Cruz; Travessa de Campos; Veiga de Macedo; Domitília de Carvalho, Gilberta Paiva e Rua Nossa Senhora de Campos.

5.         Juiz da Cruz - Paulino Sá - 917591584

Manhã: Rua Ferreira Castro; Rua Conselheiro Correia Marques; Rua Dr. Eduardo Vaz; Rua António José Almeida; Rua da Relva; Rua Dr. José Coreia de Sá; Rua Manuel Ferreira Maia; Rua Dr. José Silva Campos; Rua Pe. Manuel Soares dos Reis; Rua Comendador António Martins; Rua Domitília Carvalho; Rua Dr. Fernando Miranda; Rua Mestre António Joaquim.

Tarde: Rua do Ameal; Rua e Travessa de Santo André; Rua Travessa Nª. Sª. da Saúde; Rua Travessa Poeta Eduardo Meireles; Rua Bispo Florentino Andrade Silva; Rua de Sto. André; Rua Poeta Eduardo Meireles; Rua Dr. Alfredo Silva Terra; Rua Joué-Lés-Tours; Rua Santa Maria da Feira de Beja e Rua Casa da Vila da Feira e Terra de Santa Maria – Rio de Janeiro.

Segunda-Feira de Páscoa

1.         Juiz da Cruz - Horácio Sá - 962980563

Manhã: Rua da Azenha; Beco do Lambro - parte final da Av. 25 de Abril; Rua Luís de Campos (parte); Rua da Velha (até ao Largo da Velha) Travessa do Pinhal; Rua da Velha (parte final);Travessa da Velha e Bairro da Misericórdia; Rua D. Manuel II; Travessa Dra. Maria de Lurdes Portela; Rua Dra. Maria de Lurdes Portela; Parte final da Av. 5 de Outubro (zona do E. Leclerc); Rua Osvaldo Silva.

Tarde: Rua Bombeiros Voluntários (início junto á Sede Amigos do Cavaco) incluindo Alto do Calvário; Travessa do Cavaco; Avenida 5 de Outubro; Rua João António de Andrade; Travessa das Regadas; Rua José Soares de Sá; Rua do Carvalhal - Rua Dr. Eduardo Vaz (parte inicial).

2.         Juiz da Cruz - Roberto Carlos Reis - 965506359

Manhã: Rua de Picalhos; Rua da Casa dos Choupos; Travessa da Charca; Travessa da Pederneira; Travessa da Circunvalação; Rua da Circunvalação; Rua António Martins Soares Leite, Rotunda Lions Clube da Feira; Rua D. Ximenes Belo; Rua José Saramago; Travesso D. Ximenes Belo, Praça Doutor Horácio Alvim.

Tarde: Rua do Castelo; Rua de Matos, Travessa das alminhas, Rua Orfeão da Feira, Travessa do Cabido; Rua da Portela, Travessa da Portela, Beco da Portela, Travessa do Orfeão da Feira, Travessa de Macieira; Rua Dr. Benjamim de Brito; Rua Dr. Eduardo Vaz (Quinta do Antero e do Sr. Maia) início da Rua Manuel Laranjeira, até Serralharia Campos, Rua do Carvalhal, Rua Irmão Gabriel.

3.         Juiz da Cruz - António Teixeira - 919620890

Manhã: Moinho das Campainhas, Travessa da Guiné, Doutor António Figueiredo, Cabo Verde, Travessa de Goa, Travessa da Damão, Moçambique, Angola, Macau, Guiné, Praceta Vila Nova. São Tomé, Travessa de Diu, Timor, Praceta Horácio Alvim e Bairro da Refrey.

Tarde: Crispim Borges de Castro, Vila Boa, Germano Silva Santos, Ribeiras do Cáster, Manuel Correia Marques, José Luís Bastos.

4.         Juiz da Cruz - Eduardo Pinho - 917591584

Manhã: Rua do Ameal; Rua de Milheirós; Rua Bispo Moisés Alves de Pinho; Rua Domingos Trincão; Rua dos Calceteiros; Travessa do Ameal; Regato do Ameal; Rua Centro Paroquial; Largo da Remolha; Rua dos Cinco Caminhos; Rua Dr. Antunes; Rua Santo António; Rua Nª. Sª. de Fátima; Rua Domingos Pinto Ribeiro; Rua das Corgas.

Tarde: Rua da Ramada (Travessa do Monte – descendente até ao rio), Rua do Monte (sentido ascendente) Rua Nª. Sª. de Fátima; Rua do Bispo Moisés Alves de Pinho; Rua Dr. Domingos Trincão; Rua de Milheirós; Rua de S. José.

5.         Juiz da Cruz - Pedro Milheiro - 969023420

Manhã: Rua dos Moinhos, Bairro de Picalhos, Rua Luís Campos; Coronel José Barbosa, Rua Regimento de Engenharia de Espinho, Rua Afonso Henriques, Rua Comendador Marcolino de Castro, Rua da Velha (parceria com compasso N.º 1 até Rua D. Manuel II; Rua de Timor.

Tarde: Rua António Sampaio Maia; Rua das Fábricas, Outeiro (limite da freguesia com S. João de Ver), Rua dos Bombeiros; Rua Ribeiras do Cáster (Bairro do Balteiro), Rua Dr. Eduardo Vaz até ao Restaurante Cantinho Nobre, Lar S. Nicolau; Rua José Soares de Sá.