PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

sábado, 5 de maio de 2012

DIA DA MÃE


 
Em Portugal, o primeiro Domingo de Maio é dedicado às mães:
o Dia da Mãe. Tendo como modelo Maria, a Mãe de Jesus, as mães cristãs querem acolher os seus filhos como um tesouro de Deus; os filhos querem agradecer o serviço de amor que cada mãe realiza e reconhecer a dedicação, a ternura e a entrega total que “Mãe” significa.
O “Dia da Mãe” teve a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem
norte-americana, Annie Jarvis, perdeu a sua mãe e entrou em completa depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Anny com uma festa. Esta iniciativa criou tradição na maior parte dos países do mundo, embora celebrado em distintas datas.
Recordando todas as mães do mundo, pedimos à Mãe do Céu uma bênção de alegria e de paz para que as famílias, ao redor da mãe, sejam mais felizes.

VISITA PASTORAL



De 15 a 27 de Maio de 2012, a Paróquia de Santa Maria da Feira vai receber a Visita Pastoral do Sr. D. João Lavrador, Bispo Auxiliar do Porto. O Sr. Bispo terá ocasião de conhecer melhor a realidade da Paróquia e Freguesia de Santa Maria da Feira.
Encontros com os cristãos, sobretudo os mais empenhados nas actividades paroquiais;
encontros com os vários movimentos e associações cristãs; visita aos doentes;
visita às escolas e outras instituições cívicas fazem parte do programa.
Queremos que cada cristão possa preparar-se e acolher esta visita como uma oportunidade de renovação pessoal e comunitária.


PALAVRA DO PAPA



- aos embaixadores da Etiópia, da Malásia, da Arménia, da Irlanda e das Ilhas Fiji

“…A constatação do grande sofrimento que a pobreza, a miséria material e espiritual
causam em todo o mundo, convida a uma acção reforçada para que se acabe, na justiça e
na solidariedade, com tudo o que ameaça a sociedade humana e o seu ambiente…A crise
económica mundial conduz, cada vez mais famílias, a uma crescente precariedade. Na medida
em que a criação e multiplicação de necessidades tinha feito acreditar numa possibilidade
ilimitada de prazer e de consumo, faltando agora os meios para as satisfazer, manifestam-se
sentimentos de frustração. Por outro lado, aumenta a solidão devida à exclusão…Quando a
miséria coexiste com uma enorme riqueza, nasce o sentimento de injustiça que pode ser fonte
de revoltas. Convém que os Estados cuidem de assegurar que as leis sociais não incrementem
as desigualdades e permitam, a cada um, viver de maneira decente….O desenvolvimento a que
toda a nação aspira deve abranger cada pessoa na sua integralidade e não o mero crescimento
económico. Esta convicção deve transformar-se em vontade de acção eficaz…A qualidade das
relações humanas e a partilha de recursos estão na base da sociedade, permitindo que cada um tenha o seu lugar, vivendo dignamente em conformidade com as suas aspirações… É preciso estar atentos a uma outra espécie de miséria: a da perda de referência a valores espirituais, a Deus. Esse vazio torna mais difícil o discernimento do bem e do mal, assim como a superação os interesses pessoais em vista do bem comum… Acumulação de riquezas, consumismo e materialismo, bem-estar – não conseguem satisfazer o coração do homem, feito para o infinito. nPorque a maior pobreza é a falta de amor. Em situação de carência e mal-estar, são conforto a compaixão e a escuta desinteressada. Mesmo sem grandes recursos materiais, é possível ser feliz. Deveria ser possível - e estar, cada vez mais, ao alcance das pessoas - viver em harmonia com aquilo em que se crê… Permitir a todos a possibilidade de conhecer a Deus, e isso em plena liberdade, é ajudar a forjar uma personalidade interiormente forte, que os torne capazes de testemunhar o bem e de o concretizar, mesmo que isso lhes custes. (…) Poder-se-á assim edificar uma sociedade onde a sobriedade e a fraternidade vividas possam fazer reduzir a miséria, ultrapassando concretamente a indiferença e o egoísmo, o lucro e o esbanjamento e sobretudo a exclusão…”

RECORDANDO


OS MISTÉRIOS DO ROSÁRIO



MISTÉRIOS DA ALEGRIA (gozosos)
(Segundas e Sábados)
1.º Mistério
A Anunciação do Anjo a Nossa Senhora. (Lc 1, 26-38)
2º Mistério
A Visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel. (Lc 1, 39-56)
3º Mistério
O Nascimento de Jesus no presépio de Belém. (Lc 2, 1-20)
4º Mistério
A Apresentação do Menino Jesus no Templo. (Lc 2, 22-38)
5º Mistério
O Encontro do Menino Jesus no Templo, entre os Doutores. (Lc 2, 41-50)

 MISTÉRIOS DA DOR (dolorosos)
(Terças e Sextas)
1.º Mistério
Oração e Agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras. (Mt 26, 36-46)
2º Mistério
A Flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Mt 27, 24-26)
3º Mistério
O Coroação de espinhos. (Mt 27, 27-31)
4º Mistério
Jesus a caminho do Calvário e o encontro com a Sua Mãe. (Lc 23, 26-32)
5º Mistério
A Crucificação e Morte de Jesus. (Jo 19, 17-30)

 MISTÉRIOS DA GLÓRIA (gloriosos)
(Quartas e Domingos)
1.º Mistério
A Ressurreição de Jesus Cristo. (Mt 28, 1-10)
2º Mistério
A Ascensão de Jesus ao Céu. (Act 1, 6-11)
3º Mistério
A descida do Espírito Santo sobre Nossa Senhora e os Apóstolos, reunidos no Cenáculo. (Act 1,
12-14 e 2, 1-4)
4º Mistério
A Assunção de Nossa Senhora ao Céu em corpo e alma. (1Cor 15, 12-23)
5º Mistério
A Coroação de Nossa Senhora, como Rainha do Céu e da Terra. (Ap 12, 1-17)

 MISTÉRIOS DA LUZ (luminosos)
(Quinta-feira)
1.º Mistério
O Baptismo de Jesus no Rio Jordão. (Mt 3, 13-17)
2º Mistério
A Revelação de Jesus nas Bodas de Caná. (Jo 2, 1-11)
3º Mistério
O Anúncio do Reino de Deus. Um convite à conversão (Mt 4, 12-17-23)
4º Mistério
A Transfiguração de Jesus no Monte Tabor. (Lc 9, 28-36)
5º Mistério
A Última Ceia de Jesus com os Apóstolos e a Instituição da Eucaristia. (Lc 22, 14-20)

PARA REZAR


SALMO 33


Exultai, ó justos, no Senhor;
louvai-o, rectos de coração.
Louvai o Senhor com a cítara;
cantai-lhe salmos com a harpa de dez cordas.
Cantai-lhe um cântico novo,
tocai com arte por entre aclamações.

 As palavras do Senhor são verdadeiras,
as suas obras nascem da fidelidade.
Ele ama a rectidão e a justiça;
a terra está cheia da sua bondade…

 Os olhos do Senhor velam pelos seus fiéis,
por aqueles que esperam na sua bondade,
para os libertar da morte
e os manter vivos no tempo da fome.
A nossa alma espera no Senhor;
Ele é o nosso amparo e o nosso escudo.
Nele se alegra o nosso coração
e em seu nome santo confiamos.

SANTOS POPULARES

BEATA JOANA, PRINCESA DE PORTUGAL



Joana nasceu em Lisboa, no dia 6 de fevereiro de 1452. Era filha do rei de Portugal, D. Afonso V, o Africano, e da rainha D. Isabel, que, por ser devota de São João Evangelista, deu o seu nome à princesa. Ela foi uma criança muito aguardada, pois daria estabilidade ao reino, na condição de sucessora natural ao trono. A menina, muito querida pelo pai, foi acompanhada na formação cristã e académica pela sua tia Filipa, uma fidalga muito devota, que a preparou para ser rainha. Joana cresceu graciosa e muito bonita e demonstrando uma forte inclinação religiosa, e um temperamento dócil e perseverante. Aos quinze anos, a jovem princesa entregava-se, cada vez mais, aos retiros espirituais, às orações, à leitura religiosa e à contemplação. Também fazia duras penitências; jejuava muitas vezes, ficando a pão e água, especialmente às sextas-feiras; não deixava de praticar a caridade, ajudando pessoalmente os pobres que recorriam ao seu palácio. Queria entregar sua vida a Deus, ansiando por um mosteiro de clausura, para desgosto o rei, seu pai, e desespero da corte, preocupada, politicamente, com a sucessão do trono. Julgando que um casamento a poderia fazer mudar de ideias, dada a sua pouca idade, a corte tratou de lhe arranjar noivo. Ela tornara-se uma jovem princesa muito interessante e cativante, pelas qualidades intelectuais, morais e, principalmente, por sua rara beleza. Surgiram pedidos de casamento dos príncipes estrangeiros como o delfim da França, Maximiliano da Áustria e o rei Carlos III da Inglaterra. Ela, porém, rejeitou todos, pois estava decidida a dedicar-se só a Jesus Cristo. Aos dezanove anos de idade, Joana habilmente convenceu o seu pai a oferecer a Deus a sua única filha, em agradecimento pelas muitas e recentes vitórias que tinha alcançado em Arzila e Tânger e pelo facto dos mouros terem abandonado a cidade. O comovente pedido da filha fez D. Afonso V perceber que o seu chamamento à vida religiosa era verdadeiro e consentiu que a princesa entrasse no Mosteiro de Odivelas. Todavia, ela desejava estar num de disciplina mais austera e, por isso, entrou no Mosteiro de Jesus, em Aveiro, onde vestiu o hábito dominicano de noviça, em 1472. A saúde de Joana não permitiu que professasse os votos definitivos; por isso, permaneceu como dominicana secular naquele mosteiro, obedecendo a todas as regras com louvável rigor e dedicando-se aos serviços mais humildes. A princesa Joana continuou a fazer caridade junto dos pobres e dos mais abandonados, enquanto a fama da sua santidade se espalhava por toda a parte, mesmo para fora do Reino de Portugal. Contava trinta e oito anos de idade quando morreu, no dia 12 de Maio de 1490. Foi sepultada na Capela do Mosteiro de Jesus, em Aveiro, onde estão guardadas as suas relíquias.

Foi amada, em vida, pelo seu povo, por causa da sua santidade. Após a sua morte, a Princesa Joana passou a ser venerada e cultuada pelos milagres que ocorriam pela sua intercessão. Foi beatificada pelo Papa Inocêncio XII, em 1693. A Beata Joana de Portugal - mas chamada pelos devotos de “Princesa Santa Joana”- foi declarada padroeira de Aveiro, em 1965.