PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 21 de maio de 2012

VISITA PASTORAL



Continua a visita pastoral a Santa Maria da Feira.
Durante esta semana, o Sr. D. João Lavrador terá encontros com a catequese paroquial, doentes, escolas, CPM, grupos paroquiais e associações culturais e recreativas da freguesia.
É de realçar o encontro do Sr. Bispo com os crismandos e seus padrinhos preparando, também assim, a celebração do Crisma, no dia 27 de Maio, às 10.30 horas, na Igreja Matriz.







PALAVRA DO PAPA



“…Cultura, voluntariado e trabalho constituem um trinómio indissolúvel do empenho
quotidiano do laicado católico, que visa tornar incisiva a pertença a Cristo e à Igreja, tanto no mbito privado como na esfera pública da sociedade. (…) Estes três âmbitos estão ligados por um denominador comum: o dom de si. O empenho cultural, sobretudo escolar e universitário, visando a formação das futuras gerações, não se limita, de facto, à transmissão de noções técnicas e teóricas, mas implica o dom de si com a palavra e com o exemplo. O voluntariado, recurso insubstituível da sociedade, comporta não tanto o dar coisas, mas antes a dar-se a si mesmo, numa ajuda concreta para com os mais necessitados. Finalmente, o trabalho não é um mero instrumento de lucro individual, mas momento em que exprimir as próprias capacidades, desgastando-se, com espírito de serviço, na actividade profissional, seja ela de tipo operário, agrícola, científico ou outro qualquer (…) Valorizais e testemunhais a lógica do dom, uma lógica muitas vezes descurada: dar o próprio tempo, as próprias competências, a própria instrução, o próprio profissionalismo. Numa palavra: dar atenção ao outro, sem esperar ser correspondidos (… ) Dantes considerava-se que antes de mais era preciso preocupar-se com a justiça, na convicção de que a gratuidade fosse algo de espontâneo e de assegurado. Hoje em dia, há que dizer que sem gratuidade, não se consegue nem sequer a justiça. A gratuidade não se adquire no mercado, não se pode impor por lei. E contudo, tanto a economia como a política têm necessidade da gratuidade, de pessoas capazes de dom recíproco…” ( cf. Radio Vaticano )

PARA REZAR



SALMO 47

Povos todos, batei palmas,
aclamai a Deus com brados de alegria,
porque o Senhor, o Altíssimo, é temível;
Ele é o grande rei de toda a terra.
Ele submeteu os povos ao nosso poder,
pôs as nações a nossos pés.


Para nós escolheu a nossa herança,
a glória de Jacob, seu predilecto.
Deus subiu por entre aclamações,
o Senhor subiu ao som da trombeta.
Cantai a Deus, cantai!
Cantai ao nosso rei, cantai!

Pois Deus é o rei de toda a terra,
cantai-lhe um poema de louvor!
Deus reina sobre as nações,
Deus está sentado no seu trono santo.

Reuniram-se os príncipes dos povos
ao povo do Deus de Abraão.
Pois dependem de Deus os potentados da terra;
Ele está acima de todas as coisas!

SANTOS POPULARES


SANTA RITA

Margherita Lotti ( Rita, como a chamavam) nasceu no mês de Maio, em 1381, na pequena aldeia de Roccaporena, em Itália. Foi baptizada em Santa Maria dos Pobres, em Cássia, pois a sua cidade natal não tinha pia baptismal. Viveu a sua infância nas montanhas, próximo da cidade de Assis. Os seus pais, Antonio Mancini e Amata Ferri, eram pessoas de muita fé, respeitados por toda a comunidade. Pessoas de paz, procuravam apaziguar os conflitos entre os vizinhos. Apesar da sua idade ser já muito avançada - 62 anos - Amata continuava a acreditar que seria mãe. Dizem os relatos que ela foi, como Maria, visitada por um anjo que lhe comunicou que conceberia uma filha muito especial, que seria um instrumento de Deus para revelar ao mundo os seus desejos. Ainda muito criança, Rita acompanhava os seus pais no trabalho agrícola, contemplando o céu da sua cesta de vime, sob as árvores. Um dia, viu-se subitamente cercada por muitas abelhas brancas que derramavam mel na sua boca sem a agredir. Ela não se assustou. Pelo contrário, demonstrou muita serenidade e muita alegria. Um lavrador, com uma mão ferida, dirigia-se para Cássia, e passou perto da menina. Temendo que as abelhas fizessem mal à garota, tentou afastá-las com as mãos. Imediatamente o seu ferimento ficou curado. A partir deste momento, as abelhas não mais a deixaram, permanecendo ao seu lado mesmo quando foi para o mosteiro de Cássia. Rita nunca aprendeu a ler ou a escrever, mas desde pequena sabia tudo sobre a vida de Jesus e de Maria, Sua mãe. Apesar da certeza interior de que seguiria a vida religiosa, submeteu- se à vontade dos pais e casou-se com Paolo Ferdinando, tornando-se uma esposa devotada e virtuosa. Ao longo de 18 anos de casamento, sofreu muito às mãos de um companheiro que era alcoólatra, infiel e violento. O seu comportamento dócil, porém, amenizou a natureza grosseira e impulsiva do marido, e assim ela era testemunho para as vizinhas, que passavam pelas mesmas atribulações. Teve dois filhos gémeos que, infelizmente, seguiram os maus caminhos do pai. Rita rezava muito por eles, para que se convertessem. Ela mantinha a sua fé. Depois de vinte anos de vida em comum, o seu marido converteu-se e pediu perdão. Passou a acompanhar a sua esposa na vivência do Evangelho. Morreu assassinado por antigos companheiros dos vícios e da maldade. Os seus filhos procuraram vingança, apesar das súplicas maternas. Rita pediu a Deus que levasse as suas almas para que não se perdessem nos caminhos do crime. Os dois filhos morreram vítimas de uma doença incurável, depois de terem perdoado aos criminosos que tanto odiavam. Viúva e sem os filhos, Rita decidiu entrar num convento, mas encontrou inúmeras dificuldades por causa do seu passado familiar. Diz a lenda que num sonho, viu Santo Agostinho, São Nicolau de Tolentino e São João Batista, e foi transportada, misteriosamente, para o interior do mosteiro de Santa Maria Madalena, em Cássia, mesmo estando todas as portas fechadas. As monjas, diante deste milagre prodigioso, não puderam continuar a recusar a sua entrada na ordem. Dizem que, já fazendo parte da comunidade monástica, cultivou nos jardins do mosteiro uma rosa desconhecida, que florescia durante o inverno. Entrou no mosteiro, em 1417, e aí viveu durante quarenta anos, dedicada à oração. s últimos anos da sua vida foram muito difíceis: ficou imobilizada no seu leito durante longo empo, prostrada por uma doença muito séria. Santa Rita morreu no dia 22 de Maio de 1457, com 76 anos. O seu corpo estava cheio de feridas mas, logo após a sua morte, recuperou as cores; as chagas cicatrizaram e um aroma perfumado emanava dela. Foi beatificada, em 1627, e canonizada em 1900.