PALAVRA COM SENTIDO
“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)
O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…
segunda-feira, 28 de maio de 2012
VISITA PASTORAL
PALAVRA DO PAPA
PARA REZAR
Vinde, ó santo Espírito, vinde, Amor ardente,
acendei na terra vossa luz fulgente.
Vinde, Pai dos pobres: na dor e aflições,
vinde encher de gozo nossos corações.
Benfeitor supremo em todo o momento,
habitando em nós sois o nosso alento.
Descanso na luta e na paz encanto,
no calor sois brisa, conforto no pranto.
Luz de santidade, que no Céu ardeis,
abrasai as almas dos vossos fiéis.
Sem a vossa força e favor clemente,
nada há no homem que seja inocente.
Lavai nossas manchas, a aridez regai,
sarai os enfermos e a todos salvai.
Abrandai durezas para os caminhantes,
animai os tristes, guiai os errantes.
Vossos sete dons concedei à alma
do que em Vós confia:Virtude na vida,
amparo na morte, no Céu alegria.
SANTOS POPULARES
Calisto III, conclui-se com uma solene sentença que declara nula a condenação (7 de Julho de 1456; PNul, II, pp. 604-610). Este longo processo, que reuniu as deposições das testemunhas e os juízos de muitos teólogos, todos favoráveis a Joana, evidencia a sua inocência e a sua fidelidade perfeita à Igreja. Joana d’Arc será depois canonizada por Bento XV, em 1920. Prezados irmãos e irmãs o Nome de Jesus, invocado pela nossa santa até nos últimos instantes da sua vida terrena, era como que o suspiro contínuo da sua alma, como a palpitação do seu coração, o centro de toda a sua vida. O «Mistério da caridade de Joana d’Arc», que tanto tinha fascinado o poeta Charles Péguy, é este amor total por Jesus, e pelo próximo em Jesus e por Jesus. Esta santa tinha compreendido que o Amor abraça toda a realidade de Deus e do homem, do céu e da terra, da Igreja e do mundo. Jesus está sempre em primeiro lugar na sua vida,
segundo a sua bonita expressão: «Nosso Senhor, o primeiro a ser servido» (PCon, I, p. 288; cf. Catecismo da Igreja Católica, 223). Amá-lo significa obedecer sempre à sua vontade. Ela afirma com total confiança e abandono: «Entrego-me a Deus meu Criador, amo-O com todo o meu coração» (Ibid., p. 337). Com o voto de virgindade, Joana consagra de modo exclusivo toda a sua pessoa ao único Amor de Jesus: é «a sua promessa feita a nosso Senhor, de conservar bem a sua virgindade de corpo e de alma» (Ibid., pp. 149-150). A virgindade da alma é o estado de graça, valor supremo, para ela mais precioso do que a vida: é um dom de Deus, que deve ser recebido e conservado com humildade e confiança. Um dos textos mais conhecidos do primeiro
Processo diz respeito precisamente a isto: Interrogada se sabia que estava na graça de Deus, responde: se não estou nela, que Deus me queira pôr; se aí estou, Deus me queira conservar» (Ibid., p. 62; cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2005). A nossa santa vive a oração na forma de um diálogo contínuo com o Senhor, que ilumina também o seu diálogo com os juízes e lhe dá paz e segurança. Ela pede com confiança: «Dulcíssimo Deus, em honra da vossa santa Paixão, peço-vos, se me amais, que me reveleis como devo responder a estes homens de Igreja» (Ibid., p. 252). Jesus é contemplado por Joana como o «Rei do Céu e da Terra». Assim, no seu estandarte, Joana mandou pintar a imagem de «Nosso Senhor que mantém o mundo» (Ibid., p. 172): ícone da sua missão política. A libertação do seu povo é uma obra de justiça humana, que Joana realiza na caridade, por amor a Jesus. O seu é um bonito exemplo de santidade para os leigos comprometidos na vida política, sobretudo nas situações mais difíceis. A fé é a luz que orienta todas as opções, como testemunhará um século mais tarde outro grande santo, o inglês Tomás More. Em Jesus, Joana contempla também toda a realidade da Igreja, tanto a «Igreja triunfante» do Céu, como a «Igreja
militante» da terra. Segundo as suas palavras, «um só é Nosso Senhor e a Igreja» (Ibid., p. 166). Esta afirmação, citada pelo Catecismo da Igreja Católica (cf. n. 795), tem uma índole verdadeiramente heróica no contexto do Processo de Condenação, diante dos seus juízes, homens de Igreja, que a perseguiram e a condenaram. No Amor de Jesus, Joana encontra a força para amar a Igreja até ao fim, inclusive no momento da condenação. Apraz-me recordar como santa Joana d’Arc teve uma profunda influência sobre uma jovem santa da época moderna: Teresa do Menino Jesus. Numa vida completamente diferente, transcorrida na clausura, a carmelita de Lisieux sentia-se muito próxima de Joana, vivendo no coração da Igreja e participando nos adecimentos de Cristo para a salvação do mundo. A Igreja reuniu-as como Padroeiras da França, depois da Virgem Maria. Santa Teresa tinha expresso o seu desejo de morrer como Joana, pronunciando o Nome de Jesus (Manuscritto B, 3r), e era animada pelo mesmo grande amor a Jesus e ao próximo, vivido na virgindade consagrada. Queridos irmãos e irmãs, com o seu testemunho luminoso, santa Joana d’Arc convida-nos a uma medida alta da vida cristã: fazer da oração o fio condutor dos nossos dias; ter plena confiança no cumprimento da vontade de Deus, qualquer que ela seja; viver a caridade sem favoritismos, sem limites e, como ela, haurindo do Amor de Jesus um profundo amor pela greja.
(Papa Bento XVI, Audiência Geral, Sala Paulo VI, Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011)
FESTA DO PAI NOSSO
A catequese, de Santa Maria da Feira “Matriz” celebrou no sábado 19 de Maio de 2012 a festa do Pai-Nosso. Para valorizar o sentido desta festa as crianças do 2º ano da catequese levaram um andor com a imagem de Jesus que é a Palavra viva de Deus que nós tanto precisamos de ouvir e pôr em prática. O Pai-Nosso é a oração mais íntima entre os cristãos e Deus. É a oração da Igreja por excelência. É a oração mais completa porque sintetiza as três atitudes do cristão:
Louvor a Deus.
Perdoar.
Agradecer.
O Senhor padre fez referência à importância da oração na nossa vida e à grandiosidade da oração do Pai Nosso. Esta oração traduz a relação recíproca Pai-Filho. Como diz Mateus 7,7 Pedi, e ser-vos-á dado; procurai, e encontrareis; batei, e hão-de abrir-vos. As crianças pediram a Jesus que os ame; que compreenda as suas fraquezas; que os alegre quando estão tristes; e que lhes dê coragem para enfrentarem os desafios desta sociedade que cada vez se afasta mais do Pai. Pelo infinito amor de Deus rezaram a Jesus. Para Ti que estás no Céu o nosso muito obrigado de amor, que vai todo inteirinho num sorriso e nesta flor. Oferta que fizeram.







