PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 4 de junho de 2012

7º ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS

MILÃO – 1, 2 e 3 de Junho

Bento XVI está em Milão para as celebrações conclusivas do VII Encontro Mundial das
Famílias. Chegou à capital da Lombardia na tarde de sexta-feira, 1 de Junho, onde permanecerá até domingo, 3, para chamar à atenção do debate internacional para uma instituição fundamental de qualquer sociedade civil. A afluência ininterrupta de peregrinos - que continuam a chegar por todos os meios: voos especiais, autocarros, comboios e carros – está a dar um ar de festa aos lugares públicos da cidade. Só na quinta-feira, 31 de Maio, registaram-se trinta mil visitantes na Feira internacional da família. Nas paróquias de Milão realizaram-se momentos de partilha entre comunidades locais e delegações de fiéis de todas as partes do Mundo. Os pequenos incómodos, que os milaneses devem suportar por esta invasão pacífica, são amplamente recompensados pela atmosfera de alegria que se vive em toda a parte. Entretanto, coincidindo com a chegada do Papa a Milão, terminaram os três dias do Congresso Teológico-Pastoral, durante o qual foram apresentados testemunhos e se fizeram mesas redondas para tratar o tema «A família: o trabalho e a festa». Os exemplos positivos que foram apresentados deixam antever esperança no futuro, não obstante sobre a instituição familiar se faça sentir a crise económica e a falta de políticas adequadas de apoio. ( cf. Osservatore Romano )


JORNADAS DIOCESANAS DA FAMÍLIA E JUVENTUDE


Ao mesmo tempo que decorre, em Milão, o 7º Encontro Mundial das Famílias, realizam-se no Porto, as Jornadas Diocesanas sobre Família e Juventude. Um dos momentos destas Jornadas será o Encontro Diocesano sobre Família: Trabalho e Festa. Será um momento de comunhão com a Igreja Universal e de reflexão diocesana sobre a tão importante problemática da Família, nos nossos dias. A Família, verdadeiro património da humanidade, tem de ser colocada em cima da mesa como primeira e grande escola de virtudes e de afectos. O bem precioso que as famílias humanas constituem para todos nós precisa de ser muito acarinhado e apoiado, mormente nestes tempos de crise, tempos em que muitas famílias passam por sérias dificuldades, não só financeiras, mas também de identidade. ( cf. SDPC )


PALAVRA DO PAPA



- na Audiência geral de 30 de Maio

“ … A oração é o encontro com uma Pessoa viva a se escutar e com quem dialogar; é o
encontro com Deus que renova a sua fidelidade inabalável, o seu “sim” ao homem, a cada um de nós, para doar-nos a sua consolação no meio dass tempestades da vida e nos fazer viver, unidos a Ele, uma existência plena de alegria e de bem, que encontrará o seu cumprimento na vida eterna. Na nossa oração, somos chamados a dizer “sim” a Deus, a responder-Lhe com um “amém” de adesão, de fidelidade em toda nossa vida. Esta fidelidade não a podemos jamais conquistar com as nossas forças; é fruto do nosso compromisso quotidiano; vem de Deus e é fundada sobre o “sim” de Cristo, que afirma: o Meu alimento é fazer a vontade do Pai (cfr João 4,34). É neste "sim" que devemos entrar; entrar neste “sim” de Cristo, na adesão à vontade de Deus, para conseguir, como São Paulo, dizer que não somos mais nós que vivemos, mas é o próprio Cristo que vive em nós. Então, o “amém” da nossa oração pessoal e comunitária envolverá e transformará toda a nossa vida, uma vida na consolação de Deus, uma vida imersa no Amor eterno e inabalável…”


PARA REZAR



SALMO 33

A palavra do Senhor é recta,
da fidelidade nascem as suas obras.
Ele ama a justiça e a rectidão:
a terra está cheia da bondade do Senhor.

A palavra do Senhor criou os céus,
o sopro da sua boca os adornou.
Ele disse e tudo foi feito,
Ele mandou e tudo foi criado.

Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,
para os que esperam na sua bondade,
para libertar da morte as suas almas
e os alimentar no tempo da fome.

A nossa alma espera o Senhor:
Ele é o nosso amparo e protector.
Venha sobre nós a vossa bondade,
porque em Vós esperamos, Senhor.

JUNHO, MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


A devoção ao Coração de Jesus existe desde os primeiros tempos da Igreja, desde que se meditava no lado e no Coração aberto de Jesus, de onde saiu sangue e água. Desse Coração nasceu a Igreja e por esse Coração foram abertas as portas do Céu. Os Santos Padres muitas vezes falaram do Coração de Cristo como símbolo de seu amor, tomando-o da Escritura: "Beberemos da água que brotaria de seu Coração... quando saiu sangue e água" (Jo 7,37; 19,35). Na Idade Média, começaram a considerá-lo como modelo do nosso amor, paciente pelos nossos pecados, a quem devemos reparar entregando-lhe o nosso coração. No século XVII, estava muito expandida esta devoção. São João Eudes, já em 1670, introduziu a primeira festa pública do Sagrado Coração.
Em 1673, Santa Margarida Maria de Alocoque começou a ter uma série de revelações que a levaram à santidade e ao impulso de formar uma equipa de apóstolos desta devoção. Com o seu zelo, foi enorme o impacto na Igreja. Foram divulgados inúmeros livros e imagens. As associações de devoção ao Sagrado Coração multiplicaram-se; foram constituídas várias congregações religiosas; foram fundados vários institutos seculares cujo carisma é divulgar o culto do Sagrado Coração de Jesus. O Apostolado da Oração, que pretende conseguir a santificação pessoal e a salvação do mundo mediante esta devoção, contava, já em 1917, com 20 milhões de associados. Em 1960, chegava ao dobro, em todo o mundo, passando de um milhão, só em Espanha. As suas 200 revistas tinham 15 milhões de inscrições. Tornou-se a maior instituição de todo o mundo. Em 1856, o Papa Pio IX estendeu a sua festa a toda a Igreja. Em 1899, o Papa Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus. ( cf. ACI digital )

SANTOS POPULARES



Beata Irmã Maria do Divino Coração

Maria Droste Zu Vischering era filha dos condes Droste Zu Vischering e nasceu em Münster, Alemanha, no dia 8 de Setembro de 1863. Passou a sua infância no Castelo de Darfeld, no seio duma família profundamente cristã. Maria cresceu na devoção ao Sagrado Coração de Jesus pelo testemunho fiel dos seus pais que a viviam intensamente e souberam comunicá-la aos seus filhos e familiares. Foi numa vida de felicidade, de pureza de coração e de austeridade que ela se preparou para a mais íntima e mística união com o Coração de Jesus. No Natal de 1883, consagra-se a Deus pelo voto de castidade perpétua. E Ele apodera-se dela e marca-lhe a consagração com o sinal da cruz, fazendo-a passar por dilatada e penosa doença. Com o espírito embalado por longo tempo em sonhos de heroísmo missionário, no dia 1 de julho de 1888, esperando na igreja paroquial a sua vez de se confessar, ouve subitamente a voz do Senhor: «Tens de entrar no convento do Bom Pastor». Uma tarde, passeando meditativamente pelas alamedas do jardim do seu solar, «senti vivamente, escreveu ela, que o Senhor me dizia que teria de sofrer muito por Ele. Jesus falou-me dos momentos por que passava, vendo-se abandonado de todos, e pediu-me que Lhe fizesse companhia. Disse-me que O aflige, sobretudo, o abandono de muitos sacerdotes...». A 10 de Janeiro de 1889, toma o hábito religioso no convento de Münster, no mesmo dia em que, no Carmelo de Lisieux, Teresa do Menino Jesus recebeu o dela. Professou a 29 de Janeiro de 1891. Em 1894, após três anos de dedicação ao apostolado das penitentes, próprio do seu Instituto, é enviada para Portugal. Depois de três meses passados em Lisboa, chega ao Porto como Superiora do Recolhimento do Bom Pastor, na Rua de Vale Formoso (Paranhos), a 17 de Maio de 1894. De lá escreve, pouco depois: «Vivemos numa situação angustiosa. A casa está em ruínas, devorada por dívidas que nos sufocam. Vejo, porém, e sinto que Deus está comigo, e assim cresce mais, cada dia, a minha coragem, embora por vezes isto seja difícil de suportar... Só temos em caixa cinco ou seis marcos, e temos de alimentar 120 pessoas... Sinto-me tão portuguesa, que não me importo com tanto desconforto, tanto frio e tanta humildade...». E a sua tenacidade, aliada a uma absoluta confiança no Coração de Jesus, realiza o milagre de transformar aquela casa, e a comunidade em ruínas, num florescente jardim de Deus. A 21 de Maio de 1896 cai de cama, esgotada de trabalho, para nunca mais se levantar: uma ostiomielite paralisa-a e a martiriza com
constantes e atrozes dores. É nesta longa e heróica crucifixão, que a Irmã Maria se oferece pelos pecadores, pelos sacerdotes, pela Igreja, por Portugal. «Muitas veze, na minha doença, quando sentia ardentes desejos de morrer, Nosso Senhor, duma imagem dos Passos me dizia: "Então queres que Eu leve sozinho a cruz de Portugal?"» (Carta de 1896). O sinal da autenticidade da sua missão divina é, precisamente, o recrudescer dos seus padecimentos. E quando, pela terceira vez, o Coração Divino se dirige à Irmã Maria a pedir a intervenção dela junto de Leão XIII, pergunta-lhe ainda «se estava disposta a suportar toda a espécie de sofrimentos, humilhações e desprezos». Às 3 horas da tarde, do dia 8 de Junho de 1899, ao hino das primeiras vésperas da Festa do Coração de Jesus, quando por todo o mundo católico se fazia o tríduo solene de preparação para a consagração ao mesmo Divino Coração, ela consumava o seu sacrifício. No dia 11, o Papa Leão XIII realizava aquilo que ele mesmo declarou ser o «acto mais grandioso do seu pontificado»: a consagração do mundo inteiro ao Sagrado Coração de Jesus. Este acto foi-lhe pedido por Cristo. A mensageira de Cristo foi a Irmã Maria do Divino Coração. As suas relíquias repousam em Ermesinde, Diocese do Porto, na Igreja do Coração de Jesus, erecta pelas suas filhas. No dia 1 de Novembro de 1975, Maria Droste Zu Vischering, a Irmã Maria do Divino Coração, foi beatificada pelo Papa Paulo VI. A memória litúrgica faz-se no dia 8 de Junho. ( cf. site Heroínas da Cristandade )