PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

domingo, 10 de junho de 2012

FESTA DA EUCARISTIA




 As crianças que frequentam o 3º ano da catequese na Igreja Matriz, fizeram a Festa da Eucaristia ( festa da 1ª comunhão ), no dia do Corpo de Deus. A celebração, na beleza da sua simplicidade, foi intensamente vivida pelas crianças, pelas suas famílias e por toda a assembleia. A promessa de viver para Jesus, que misteriosamente habita o coração, foi assumida pelas crianças. Acreditamos que, com a ajuda dos seus pais, padrinhos e demais familiares, responderão fielmente aos apelos do amor de Jesus.  

PALAVRA DO PAPA


- na Audiência Geral, a propósito do 7º Encontro Mundial das Famílias


“Família, trabalho e festa”, este foi o tema do Sétimo Encontro Mundial das famílias, que aconteceu estes dias, em Milão. Trago ainda nos olhos e no coração as imagens e emoções deste inesquecível e maravilhoso evento, que transformou Milão numa cidade das famílias: núcleos familiares provenientes de todo o mundo, unidos na alegria de crerem Jesus Cristo. Estou profundamente grato a Deus que me concedeu viver este encontro ‘com’ as famílias e ‘pelas’ famílias. Em muitos que me ouviram nestes dias, eu encontrei uma disponibilidade sincera para acolher e testemunhar o ‘Evangelho da família’. Sim, pois não há futuro para a humanidade sem a família; de modo particular, os jovens - para aprenderem os valores que dão sentido à existência - têm necessidade de nascer e de crescer naquela comunidade de vida e de amor que Deus mes-mo desejou para o homem e para a mulher… Aqui gostaria de lembrar o que reiterei em defesa do tempo da família, ameaçado por um tipo de ‘prepotência’ nos compromissos de trabalho: o domingo é o dia do Senhor e do homem, um dia no qual todos devem poder estar livres, livres para a família e livres para Deus. Defendendo o domingo, defendemos a liberdade do homem!..”

- na Homilia da Missa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

“…O encontro com Jesus na Santa Missa concretiza-se, verdadeira e plenamente, quando a comunidade está em condições de reconhecer que Ele, no Sacramento, habita a sua casa, está à nossa espera, convida-nos para a sua mesa e, depois de se dissolver a assembleia, permanece connosco, com a sua presença discreta e silenciosa, e acompanha-nos com a sua intercessão…”

- na Audiência de 10 de Junho, Roma, a propósito da Festa do Corpo de Deus

“…É da partilha do Pão eucarístico que nasce e se renova a capacidade de partilhar também a vida e os bens, de levarmos o peso uns dos outros, de sermos acolhedores… A festa do Corpo de Deus é um grande acto de culto público da Eucaristia, Sacramento no qual o Senhor permanece presente para além do tempo da celebração, para estar sempre connosco, no decurso das horas e dos dias… Nas igrejas, o lugar mais sagrado é precisamente aquele em que se conserva a Eucaristia... A oração de adoração pode realizar-se pessoalmente, permanecendo em recolhimento diante do tabernáculo, ou então de forma comunitária, porventura com salmos e cantos, mas privilegiando sempre o silêncio, de modo a se poder escutar interiormente o Senhor vivo e presente no Sacramento. A Virgem Maria é mestra também desta forma de oração, porque ninguém mais e melhor do que Ela soube contemplar Jesus com o olhar de fé e acolher no coração as íntimas ressonâncias da sua presença humana e divina…”. ( cf. Radio Vaticano )

PARA REZAR


SALMO 130


Do fundo do abismo clamo a ti, Senhor!
Senhor, ouve a minha prece!
Estejam teus ouvidos atentos
à voz da minha súplica!
Se tiveres em conta os nossos pecados,
Senhor, quem poderá resistir?
Mas em ti encontramos o perdão;
por isso te fazes respeitar.
Eu espero no Senhor! Sim, espero!
A minha alma confia na sua palavra.
A minha alma volta-se para o Senhor,
mais do que a sentinela para a aurora.
Mais do que a sentinela espera pela aurora,
Israel espera pelo Senhor;
porque nele há misericórdia
e com Ele é abundante a redenção.
Ele há-de livrar Israel
de todos os seus pecados.

SANTOS POPULARES


SANTO ANTÓNIO DE LISBOA


Nasceu em Lisboa, no dia 15 de Agosto de 1195. Foi-lhe dado a nome de Fernando: Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo. Nasceu numa família nobre e rica. O seu pai foi Martinho de Azevedo, Perfeito de Lisboa e a sua mãe Teresa, que pertencia à alta nobreza. O menino cresceu cercado de todos os cuidados: boa instrução moral, científica e religiosa e muito conforto. Estudou na escola catedral, quando criança, e aos 15 anos de idade, entrou no Mosteiro de São Vicente de Fora, dos cónegos regrantes de Santo Agostinho. Aí fez o noviciado e mudou o seu nome para António, como era costume da vida religiosa. Aos 20 anos, mudou-se para Coimbra e, aí, completou a sua formação no Mosteiro de Santa Cruz. Tendo sido ordenado sacerdote, foi-lhe atribuído o cargo de porteiro. Foi, também, em Santa Cruz de Coimbra que aprofundou os seus estudos teológico-filosóficos adquirindo, assim, uma boa preparação, necessária para escrever os seus sermões. A quando da passagem por Coimbra das relíquias dos cinco mártires franciscanos, mortos em Marrocos por tentarem evangelizar os infiéis, António decide seguir-lhes os passos e entra na Ordem Franciscana, nos Olivais (Coimbra) e obtém permissão para pregar em Marrocos. Porém, pouco tempo depois, problemas de saúde obrigam-no a voltar a Portugal. Mas, devido a um temporal, o barco onde seguia foi desviado para a Itália e aí permaneceu num eremitério. Durante este tempo, ocupou vários cargos. Foi professor em Itália e depois no sul de França. Pregou em muitos lugares onde a heresia era mais forte, combatendo-a com milagres espantosos. Os seus sermões eloquentes, cheios de sabedoria e de impacto, pois era dotado de enormes capacidades oratórias. Em 1231, António foi acometido de doença inesperada, vindo a falecer em Arcella - Pádua (Itália), no dia 13 de Junho, aos 36 anos de idade.
Santo António foi canonizado pelo papa Gregório IX, em 30 de Maio de 1232. Sobre o seu túmulo, em Pádua, foi construída uma Basílica a ele dedicada.