PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 18 de junho de 2012

FESTA DA PROFISSÃO DE FÉ


As crianças do 6º ano da catequese da Igreja Matriz fizeram a sua festa da Profissãode Fé: renovar, em Cristo, os compromissos baptismais para serem fiéis aos desígnios
de Deus. Ser cristão a sério, num mundo em debandada, não é nada fácil. É preciso renunciar, crescer na fé, apostar com Jesus na transformação do mundo. Estas crianças, com a ajuda dos seus pais, padrinhos e catequistas, disseram: presente! Cristo tem um lugar terno nos seus corações. Saibamos ajudá-las, com o nosso exemplo e a nossa interpelação, a manter a vida sempre disponível para o Senhor.


PALAVRA DO PAPA

- sobre Santo António, na Audiência Geral de 10 de Fevereiro de 2010

“…Trata-se de um dos santos mais populares de toda a Igreja Católica, venerado não só em Pádua, onde foi construída uma maravilhosa Basílica que conserva os seus despojos mortais, mas em todo o mundo…António foi também um dos primeiros mestres de teologia dos Frades Menores, ou até o primeiro. Iniciou o seu ensino em Bolonha, com a bênção de São Francisco, o qual, reconhecendo as virtudes de António, lhe enviou uma breve carta, que iniciava com estas palavras: "Agrada-me que ensines teologia aos frades". António lançou as bases da teologia franciscana…Tornando-se Superior dos Frades Menores da Itália setentrional, continuou o ministério da pregação, alternando-o com as funções de governo. Concluído o cargo de Provincial, retirou-se para perto de Pádua, aonde já tinha ido outras vezes. Um ano depois, faleceu nos arredores da cidade, a 13 de Junho de 1231. Pádua, que o tinha acolhido com afecto e veneração durante a vida, tributou-lhe para sempre honra e devoção. O próprio Papa Gregório IX que, depois de o ter ouvido pregar, o tinha definido como "Arca do Testamento", canonizou- o em menos de um ano, após a sua morte, em 1232, devido aos milagres que se verificaram por sua intercessão. No último período de vida, António pôs por escrito dois ciclos de "Sermões", intitulados, respectivamente, "Sermões dominicais" e "Sermões sobre os Santos", destinados aos pregadores e aos professores dos estudos teológicos da Ordem franciscana. Nestes Sermões, ele comentava os textos da Escritura apresentados pela Liturgia.... Estes Sermões de Santo António são textos teológico-homiléticos, que reflectem a pregação bíblica, na qual António propõe um verdadeiro itinerário de vida cristã. É tanta a riqueza de ensinamentos espirituais contida nos "Sermões", que o Venerável Papa Pio XII, em 1946, proclamou António Doutor da Igreja, atribuindo-lhe o título de "Doutor evangélico", porque desses escritos sobressai o vigor e a beleza do Evangelho; ainda hoje os podemos ler com grande proveito espiritual. Nestes Sermões Santo António fala da oração como de uma relação de amor, que estimula o homem a dialogar docilmente com o Senhor, criando uma alegria inefável, que suavemente envolve a alma em oração. António recorda-nos que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio que não coincide com o desapego do rumor externo, mas é experiência interior, que tem por finalidade remover as distracções causadas pelas preocupações da alma, criando o silêncio na própria alma. Segundo o ensinamento deste insigne Doutor franciscano, a oração é articulada em quatro atitudes indispensáveis que, no latim de António, são assim definidas: obsecratio, oratio, postulatio, gratiarum actio. Poderíamos traduzi-las do seguinte modo: abrir com confiança o próprio coração a Deus; é este o primeiro passo do rezar, não simplesmente colher uma palavra, mas abrir o coração à presença de Deus; depois, dialogar afectuosamente com Ele, vendo-o presente comigo; e depois muito natural apresentar-lhe as nossas necessidades; por fim, louvá-lo e agradecer-lhe. Deste ensinamento de Santo António sobre a oração, captamos uma das características específicas da teologia franciscana, da qual ele foi o iniciador, isto é, o papel atribuído ao amor divino, que entra na esfera dos afectos, da vontade, do coração, e que é também a fonte da qual brota uma consciência espiritual, que supera qualquer conhecimento. De facto, amando, conhecemos. Escreve ainda António: "A caridade é a alma da fé, torna-a viva; sem o amor, a fé esmorece" (Sermomes Dominicales et Festivi II, Messaggero, Pádua 1979, p. 37). Só uma alma que reza pode realizar progressos na vida espiritual: é este o objecto privilegiado da pregação de Santo António. Ele conhece bem os defeitos da natureza humana, a nossa
tendência a cair no pecado, e portanto exorta a continuar a combater a inclinação da avidez, do orgulho, da impureza, e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade e da obediência, da castidade e da pureza…”

PARA REZAR


SALMO 92

É bom louvar-te, Senhor,
e cantar salmos ao teu nome, ó Altíssimo!
É bom anunciar pela manhã os teus louvores,
e pela noite, a tua fidelidade.

Tu me alegraste, Senhor, com as tuas grandes obras;
exulto com a obra das tuas mãos.
Senhor, como são magníficas as tuas obras
e profundos os teus desígnios!

Os justos florescerão como a palmeira
e crescerão como os cedros do Líbano.
Plantados na casa do Senhor,
florescerão nos átrios do nosso Deus.

Até na velhice continuarão a dar frutos
hão-de manter sempre a seiva e o frescor,
para proclamar que o Senhor é justo:
Ele é o meu rochedo e nele não há falsidade.


SANTOS POPULARES

BEATAS TERESA, MAFALDA E SANCHA
PRINCESAS DE PORTUGAL

A infanta Teresa de Portugal, filha de Dom Sancho I, nasceu em 1177 e era a filha mais velha do Rei de Portugal. Foi rainha de Leão pelo seu casamento com o Rei Afonso IX, de Leão. Teve três filhos antes da declaração da nulidade do seu casamento, devido ao impedimento de consanguinidade. Tendo voltado a Portugal, recolheu-se no mosteiro de Lorvão, onde tomou o hábito de cisterciense. Restaurou o convento e aí se refugiou durante a guerra que o seu ex- marido moveu contra o rei português para fazer valer os direitos que alegava deter pelo seu matrimónio, então desfeito. Teve um papel muito importante na procura de solução para as contendas entre os seus sobrinhos, Sancho II e Afonso III. Ficou conhecida pela sua caridade para com os humildes e desprotegidos. Faleceu, no Mosteiro de Lorvão, em 18 de Junho de 1250. Teresa foi beatificada pelo Papa Clemente XI, no dia 13 de Dezembro de 1705, juntamente com a sua irmã Sancha.


A infanta Mafalda de Portugal, também filha de D. Sancho I, nasceu por volta do ano 1200. os 15 anos, foi dada em casamento ao rei Henrique I, de Castela. Porém, este casamento não foi consumado porque Henrique morreu ainda de menor idade. Mafalda preferiu, então, recolher-se no mosteiro cisterciense de Arouca, tendo consagrado a Deus o resto da sua vida. Distribuiu todos os seus bens por mosteiros e conventos, ordens religiosas, igrejas e catedrais. Deixou, por toda a parte, uma memória de grande generosidade e desprendimento, sendo abençoada pela devoção dos fiéis. Faleceu, no Mosteiro de Rio Tinto, no dia 1 de Maio de 1256. Quando o seu corpo foi, mais tarde, exumado para ser trasladado para a abadia de Arouca, foi descoberto incorrupto, o que gerou uma onda de fervor religioso em torno do corpo da infanta. Foi beatificada pelo Papa Pio VI, no dia 27 de Junho de 1793.


A infanta Sancha de Portugal nasceu em Coimbra, em 1180. Esta filha de Dom Sancho I e da rainha Dona Dulce foi educada na piedade e na austeridade. Quando herdou do seu pai a vila de Alenquer e o seu termo, ali fundou dois conventos, confiando um aos dominicanos e o outro aos franciscanos. Para si mesma, fundou o convento de Celas, em Coimbra, onde tomou o hábito de cisterciense e residiu até à sua morte, em 13 de Março de 1229. O seu corpo foi depositado no Mosteiro de Lorvão, regido pela sua irmã Teresa. Foi beatificada, a 13 de Dezembro de 1705, pelo Papa Clemente XI.
A memória litúrgica destas beatas portuguesas celebra-se no dia 20 de Junho.