PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 2 de julho de 2012

CATEQUESE PAROQUIAL (IGREJA MATRIZ)


- CELEBRAÇÃO DE ENCERRAMENTO DO ANO CATEQUÉTICO

No Sábado, dia 30 de Junho, a catequese da Igreja Matriz celebrou a Eucaristia de encerramento e de acção de graças. Catequistas, pais, crianças e jovens agradeceram a vida, as descobertas, o entusiasmo, a participação vividos durante este ano catequético que termina. Em ambiente de oração, todos se comprometeram com Jesus na procura do bem e no crescer, cada vez mais, na fé e na caridade.



- MATRÍCULAS NO 1º ANO

No próximo Sábado, dia 7 de Julho, das 10 às 12 horas e das 16 às 18 horas, fazem-se as matrículas para o 1º ano de catequese. Os pais ou encarregados de educação devem trazer cópia do Registo de Nascimento e prova do Baptismo das crianças.

PALAVRA DO PAPA


- na homilia da Solenidade de São Pedro e São Paulo. Roma, 29 de Junho

“…Na passagem do Evangelho de São Mateus que acabamos de ouvir, Pedro faz a sua confissão de fé em Jesus, reconhecendo-O como Messias e Filho de Deus; fá-lo também em nome dos outros apóstolos. Em resposta, o Senhor revela-lhe a missão que pretende confiar-lhe, ou seja, a de ser a «pedra», a «rocha», o fundamento visível sobre o qual está construído todo o edifício espiritual da Igreja (cf. Mt 16, 16-19). Mas, de que modo Pedro é a rocha? Como deve realizar esta prerrogativa, que naturalmente não recebeu para si mesmo? A narração do evangelista Mateus começa por nos dizer que o reconhecimento da identidade de Jesus proferido por Simão, em nome dos Doze, não provém «da carne e do sangue», isto é, das suas capacidades humanas, mas de uma revelação especial de Deus Pai. Caso diverso se verifica logo a seguir, quando Jesus prediz a sua paixão, morte e ressurreição; então Simão Pedro reage precisamente com o ímpeto «da carne e do sangue»: «Começou a repreender o Senhor, dizendo: (...) Isso nunca Te há-de acontecer!» (16, 22). Jesus, por sua vez, replicou-lhe: «Vai-te daqui, Satanás! Tu és para Mim uma ocasião de escândalo...» (16, 23). O discípulo que, por dom de Deus, pode tornar-se uma rocha firme, surge aqui como ele é na sua fraqueza humana: uma pedra na estrada, uma pedra onde se pode tropeçar (em grego, skandalon). Por aqui, se vê claramente a tensão que existe entre o dom que provém do Senhor e as capacidades humanas; e aparece de alguma forma antecipado, nesta cena de Jesus com Simão Pedro, o drama da história do próprio Papado, caracterizada precisamente pela presença conjunta destes dois elementos: graças à luz e força que provêm do Alto, o Papado constitui o fundamento da Igreja peregrina no tempo, mas, ao longo dos séculos assoma também a fraqueza dos homens, que só a abertura à acção de Deus pode transformar…”


PARA REZAR


SALMO 30
 
Senhor, eu te enalteço, porque me salvaste
e não permitiste que os inimigos se rissem de mim.
Apelei a ti, Senhor, meu Deus,
e Tu me curaste.

Senhor, livraste a minha alma da mansão dos mortos,
poupaste-me a vida, para eu não descer ao túmulo.
Cantai salmos ao Senhor, vós que o amais,
e dai-lhe graças, lembrando a sua santidade.

A sua indignação dura apenas um instante,
mas a sua benevolência é para toda a vida.
Ao cair da noite, vem o pranto;
e, ao amanhecer, volta a alegria.

Eu dizia na minha felicidade:
«Jamais serei abalado.»
Senhor, foste bom para mim e deste-me segurança;
mas, se escondes a tua face, logo fico perturbado.

Clamo a ti, Senhor,
e imploro a piedade do meu Deus.
Que vantagem tiras da minha morte,
e da minha descida à sepultura?

orventura, poderá o pó louvar-te
ou anunciar a tua fidelidade?
Ouve-me, Senhor, tem compaixão de mim;
Senhor, vem em meu auxílio.

Tu converteste o meu pranto em festa,
tiraste-me o luto e vestiste-me de júbilo.
Por isso o meu coração te cantará sem cessar.
Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre.

SANTOS POPULARES

SANTA ISABEL DE PORTUGAL

Isabel de Aragão nasceu em Saragoça, em 1270. Era filha de D. Pedro, futuro D. Pedro III, e da bem-aventurada Constança da Sicília e Aragão. A princesa recebeu o nome de Isabel em memória da sua tia-avó Santa Isabel da Hungria. O seu nascimento veio acabar com as discórdias na corte de Aragão, pelo que o seu avô, D. Jaime I, lhe chamava “rosa da casa de Aragão”. As virtudes da sua tia-avó viriam a servir-lhe de modelo e, desde muito nova, começou a mostrar gosto pela meditação, pela oração e pelo jejum. Não a atraiam os divertimentos comuns das raparigas da sua idade. Isabel não gostava de música, nem de passeios, jóias ou enfeites. Vestia-se sempre com muita simplicidade, tornando-se conhecida pela sua beleza, discrição e santidades. Isabel desejava encerrar-se num convento, no entanto, como era submissa, acolhia a vontade dos seus pais - que a queriam ver casada – como uma manifestação da vontade do céu. Tendo muitos pretendentes, casou com D. Dinis I, rei de Portugal. A 11 de Fevereiro de 1282, com apenas 12 anos, Isabel casou-se, por procuração, em Barcelona, com D. Dinis. A boda de casamento só foi realizada quando a Rainha passou a fronteira, em Trancoso, em 26 de Junho do mesmo ano. Por esse motivo, o Rei acrescentou essa vila ao dote que habitualmente era entregue às rainhas. Nos primeiros tempos de casada, acompanhava o marido nas suas deslocações pelo país e, com a sua bondade, conquistou a simpatia do povo. Dava dotes a raparigas pobres e educava os filhos de cavaleiros sem fortuna. Isabel deu ao rei dois filhos: Constância, futura rainha de Castela e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. As numerosas aventuras extraconjugais do marido humilhavam-na profundamente. Mas Isabel mostrava-se magnânima no perdão, criando com os seus também os filhos ilegítimos de D. Dinis, aos quais reservava igual afecto. Entre os seus familiares - constantemente em luta - desempenhou uma grande missão pacificadora, merecendo justamente o apelido de “anjo da paz”. Teve um papel importante na mediação entre o rei e o seu irmão, D Afonso, bem como entre o rei e o príncipe herdeiro. Na década de 1320, o infante D. Afonso, herdeiro do trono, sentiu a sua posição ameaçada pelo favor que o rei D. Dinis demonstrava para com um seu filho bastardo, Afonso Sanches. O futuro D. Afonso IV declarou abertamente a intenção de batalhar contra o seu pai, o que quase se concretizaria na chamada peleja de Alvalade. No entanto, a intervenção da Rainha conseguiu serenar os ânimos. A paz entre pai e filho foi assinada em 1325, nessa mesma povoação dos arredores de Lisboa. A acção da Rainha evitou um conflito armado que teria instabilizado o reino. A sua vida foi marcada por quatro virtudes fundamentais: a piedade, a caridade, a humildade e a inquietude pela paz. Tornou-se uma mulher de grande piedade, conservando sempre a prática da oração e da meditação da Palavra de Deus. Buscou sempre a reconciliação e a paz entre as pessoas, as famílias e até entre nações. D. Isabel costumava dizer “Deus tornou-me rainha para me dar meios de fazer esmolas”. Sempre que saía do Paço, era seguida por pobres e andrajosos a quem sempre ajudava. Após a morte do marido, entregou-se inteiramente às obras assistenciais que havia fundado. Não podendo vestir o hábito das clarissas e professar os votos no mosteiro que ela mesma havia fundado, fez-se terciária franciscana, após ter deposto a coroa real no santuário de São Tiago de Compostela e haver dado os seus bens pessoais aos necessitados. Fixou residência em Coimbra, junto ao Convento de Santa Clara, nos Paços de Santa Ana, de que faria doação ao convento. Mandou edificar o hospital de Coimbra junto à sua residência, o de Santarém e o de Leiria para receber os enjeitados. Viveu uma profunda caridade, sendo sempre sensível às necessidades dos pobres e dos excluídos. Viveu o resto da sua vida em pobreza voluntária, dedicada aos exercícios de piedade e de mortificações. Isabel faleceu, tocada pela peste, em Estremoz, no dia 4 de Julho de1336, tendo deixado expresso, no seu testamento, o desejo de ser sepultada no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. Sendo a viagem demorada, havia o receio de o cadáver entrar em decomposição acelerada pelo calor que se fazia, e conta-se que a meio da viagem, debaixo de um calor abrasador, o ataúde começou a abrir fendas, pelas quais escorria um líquido que todos supuseram provir da decomposição do seu corpo. Qual não foi, porém, a surpresa quando notaram que em vez do mau cheiro esperado, saía um aroma suavíssimo do ataúde. Com a invasão progressiva do Convento de Santa Clara-a-Velha, de Coimbra, pelas águas do rio Mondego, houve necessidade de construir o novo convento de Santa-Clara-a-Nova, no século XVII, para onde se procedeu à trasladação do corpo da Rainha Santa. O seu corpo incorrupto foi depositado num sarcófago de prata e cristal, mandado fazer a quando da trasladação para Santa Clara-a-Nova. Muitos milagres são atribuídos à intercessão da Rainha Santa Isabel, entre eles a cura da sua dama de companhia e de diversos leprosos. Diz-se, também, que fez com que uma pobre criança cega começasse a ver e que curou numa só noite os graves ferimentos de um criado. No entanto, o mais conhecido é o milagre das rosas. Reza a lenda que, durante o cerco de Lisboa, D. Isabel estava a distribuir moedas de prata para socorrer os necessitados da zona de Alvalade, quando o marido apareceu. O rei perguntou-lhe: “O que levais aí, senhora?” Ao que ela, com receio de desgostar D. Dinis, e, como que inspirada pelo céu, respondeu: “ Levo rosas, senhor...” E, abrindo o manto, perante o olhar atónito do rei, não se viram moedas, mas sim rosas encarnadas e frescas. Ainda em vida começou a gozar da reputação de santa, tendo esta fama aumentado após a sua morte. Foi beatificada pelo Papa Leão X, em 1516. Foi canonizada pelo Papa Urbano VIII, em 1625. A sua festa litúrgica comemora-se a 4 de Julho.