PALAVRA COM SENTIDO
“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)
O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
PALAVRAS DO PAPA
PARA REZAR
- Hino de Laudes do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo
SANTOS POPULARES
Nasceu em Vrastilávia a 12 de Outubro de 1891. Os seus pais eram de nacionalidade alemã e de religião hebraica. Deram-lhe o nome de Edith: Edith Stein. Foi educada na fé dos seus pais mas, no decurso dos anos, tornou-se praticamente ateia. No entanto, conservou sempre muito elevados os valores éticos e manteve uma conduta moralmente irrepreensível. De maneira brilhante, obteve o doutoramento em filosofia e tornou-se assistente universitária do seu mestre, Edmund Husserl. Incansável e perspicaz investigadora da verdade, através do estudo e da frequência dos fermentos cristãos e, por fim, da leitura da autobiografia de Santa Teresa de Ávila, encontrou Jesus Cristo que resplandecia no mistério da cruz e, com jubilosa resolução, aderiu ao Evangelho. Em 1922, recebeu o baptismo na Igreja católica com o nome de Teresa: a sua vida mudou de modo radical. Os anos seguintes foram vividos no aprofundamento da doutrina cristã, no ensinamento, no apostolado, na publicação de estudos científicos e, sobretudo, numa intensa vida interior nutrida pela palavra de Deus e pela oração. Em 1933, coroou o desejo de se consagrar a Deus e entrou na Congregação das Carmelitas Descalças. Tomou o nome de Teresa Benedita da Cruz, exprimindo assim, também com este nome, o ardente amor a Jesus crucificado e a especial devoção a Santa Teresa de Ávila. Emitiu, de acordo com a regra da sua ordem, o voto de pobreza, obediência e castidade e, para realizar a sua consagração, caminhou com Deus na via da santidade. Quando na Alemanha o nacional- socialismo exacerbou a louca perseguição contra os judeus, os superiores enviaram-na, por precaução, para o Carmelo de Echt, na Holanda. Impelida pela compaixão para com os seus irmãos judeus, não hesitou em oferecer-se a Deus como vítima, para suplicar a paz e a salvação para o seu povo, para a Igreja e para o mundo. A ocupação nazista da Holanda provocou o extermínio dos judeus daquela nação. Os Bispos holandeses protestaram energicamente com uma Carta pastoral, e as autoridades, por vingança, incluíram no programa de extermínio também os judeus de fé católica. A 2 de Agosto de 1942, Teresa Benedita da Cruz foi aprisionada e internada no campo de concentração de Auschwitz e, juntamente com a sua irmã, foi morta na câmara de gaz no dia 9 de Agosto de 1942. Morreu como filha do seu povo martirizado e como filha da Igreja Católica. “Judia, filósofa, religiosa, mártir — como foi afirmado por João Paulo II no dia da Beatificação, a 1 de Maio de 1987, em Colónia — a Beata Edith Stein representa a síntese dramática das feridas do nosso século. E, ao mesmo tempo, proclama a esperança de que é a cruz de Jesus Salvador que ilumina a história”. Em 11 de Outubro de 1998, foi canonizada pelo Papa João Paulo II. A sua celebração litúrgica, na forma de festa, na Igreja Católica, é no dia 9 de Agosto.
( cf. Vatican.va )


