PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O PAPA VAI VISITAR O LÍBANO EM MISSÃO DE PAZ E DE FRATERNIDADE



Bento XVI faz uma Viagem Apostólica ao Líbano, de 14 a 16 de Setembro. O Papa lançou hoje, dia 9 de Setembro, durante a oração do Angelus, um apelo à paz no Médio Oriente, manifestando a sua preocupação perante as situações, muitas vezes dramáticas, vividas pelas populações. Disse o Papa: “Compreendo a angústia de tantas pessoas do Médio Oriente, mergulhadas diariamente em sofrimentos de toda a ordem que afectam tristemente e, por vezes mortalmente, a sua vida pessoal e familiar (…) Mesmo que pareça difícil encontrar soluções para os diferentes problemas que afectam a região, não nos podemos resignar à violência e ao crescendo preocupante das tensões (…) O compromisso em favor do diálogo e da reconciliação deve ser prioritário, com o apoio e a envolvência da comunidade internacional, para que se chegue a uma paz estável e duradoura para toda a região (…)Terei a feliz ocasião de encontrar-me com o povo libanês e as suas autoridades, bem como com os cristãos deste querido país e dos que vierem dos países vizinhos…” Bento XVI vai aproveitar esta viagem para, neste país tão martirizado, promulgar a “Exortação Apostólica pós-sinodal para o Médio Oriente”, documento conclusivo da Assembleia especial do Sínodo realizada entre 10 e 24 de Outubro de 2010, no Vaticano. O Papa visitará as cidades de Beirute, Harissa, Baabda, Bzommar, Bkerké e Charfet onde terá encontros com responsáveis políticos e religiosos e, também, com a comunidade católica libanesa. ( cf. Ag. Ecclesia )

CATEQUESE: HORA DE RECOMEÇAR



Está na hora de recomeçar a catequese. É uma tarefa tão importante que deve comprometer toda a comunidade paroquial. O serviço paroquial da catequese oferece aos pais uma preciosa colaboração na educação da fé dos seus filhos. Oferece colaboração… Não os substitui. A responsabilidade primeira cabe aos pais, ajudados pela família e pelos padrinhos de baptismo dos seus filhos. Faz parte da missão do ser cristão. Todos devemos sentir-nos participantes desta tarefa da Igreja que, animada pelo Espírito, quer manter viva a fidelidade a Jesus. Os catequistas disponibilizam o seu tempo, o seu saber, a sua vida para se tornarem colaboradores especiais de Jesus, da comunidade, das famílias…Querem transmitir, com o seu exemplo, o essencial da fé: crer em Jesus, acolher Jesus, viver Jesus. Nos tempos que correm, não é nada fácil este trabalho. É preciso muita coragem, muito amor, muita dedicação. Apesar da colaboração activa de muitos pais, precisamos sempre de mais catequistas. Por isso, fazemos apelo renovado a todos aqueles que escutam, no íntimo do seu coração, esta voz que quer ser, também, voz de Jesus: Vinde, não tenhais medo. Contamos convosco…
Proximamente daremos mais informações.

PALAVRAS DO PAPA



- na mensagem enviada, em 10 de Agosto de 2012, à VI Assembleia do Foro Internacional da Acção Católica, realizado em Iasi, na Roménia,

“…Estimados amigos, é importante aprofundar e viver este espírito de comunhão profunda na Igreja, característica dos primórdios da Comunidade cristã, como testemunha o livro dos Actos dos Apóstolos: «A multidão de quantos haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma» (4, 32). Senti como vosso compromisso no cumprimento da missão da Igreja: com a oração, com o estudo, com a participação concreta na vida eclesial e com um olhar atento e positivo ao mundo, na busca contínua dos sinais dos tempos. Não vos canseis de aperfeiçoar cada vez mais, com um compromisso formativo sério e quotidiano, os aspectos da vossa vocação peculiar de fiéis leigos, chamados a ser testemunhas corajosas e credíveis em todos os âmbitos da sociedade, a fim de que o Evangelho seja luz que infunde esperança nas situações problemáticas, de dificuldade e de obscuridade que os homens de hoje encontram com frequência no caminho da vida. Orientar para o encontro com Cristo, anunciando a sua Mensagem de salvação com linguagens e modos compreensíveis no nosso tempo, caracterizado por processos sociais e culturais em rápida transformação, é o grande desafio da nova evangelização. Encorajo-vos a continuar com generosidade o vosso serviço à Igreja, vivendo plenamente o vosso carisma, que tem como característica fundamental a assunção da finalidade apostólica da Igreja na sua globalidade, em equilíbrio fecundo entre Igreja universal e Igreja local, e em espírito de íntima união com o Sucessor de Pedro e de co-responsabilidade diligente com os próprios Pastores (cf. Concílio Ecuménico Vaticano II, Decreto sobre o apostolado dos leigos Apostolicam actuositatem, 20). Nesta fase da história, à luz do Magistério social da Igreja, trabalhai inclusive para serdes cada vez mais um laboratório de «globalização da solidariedade e da caridade», para crescerdes na co-responsabilidade com toda a Igreja e oferecerdes um futuro de esperança à humanidade, tendo também a coragem de formular propostas exigentes…”

PARA REZAR



SALMO 146

Aleluia!
Louva, ó minha alma, o Senhor!
Hei-de louvar o Senhor, enquanto viver;
enquanto existir, hei-de cantar hinos ao meu Deus.
Não ponhais a vossa confiança nos poderosos,
em nos homens, pois eles não podem salvar.
Mal deixam de respirar, regressam ao pó da terra;
nesse mesmo dia acabam os seus projectos.
Feliz de quem tem por auxílio o Deus de Jacob,
de quem põe a sua esperança no Senhor, seu Deus.
Ele criou os céus, a terra e o mar
e tudo o que neles existe.

Ele é eternamente fiel à sua palavra;
salva os oprimidos, dá pão aos que têm fome;
o Senhor liberta os prisioneiros.

O Senhor dá vista aos cegos,
o Senhor levanta os abatidos;
o Senhor ama o homem justo.
 
O Senhor protege os que vivem em terra estranha
e ampara o órfão e a viúva,
mas entrava o caminho aos pecadores.
 
O Senhor reinará eternamente!
O teu Deus, ó Sião, reinará por todas as gerações!
Aleluia!

SANTOS POPULARES


SÃO JOÃO CRISÓSTOMO

Era natural de Antioquia da Síria (hoje Antakaya, no sul da Turquia). Nasceu por volta de 349 numa família cristã. Tendo ficado órfão de pai em tenra idade, viveu com a mãe, Antusa, que lhe transmitiu uma requintada sensibilidade humana e uma profunda fé cristã. Tendo frequentado os estudos primários e superiores, coroados pelos cursos de filosofia e retórica, teve como mestre Libânio, pagão, o mais célebre mestre de retórica daquela época. Na sua escola, João tornou-se o maior orador da antiguidade grega tardia. Baptizado, em 368, e formado na vida eclesiástica pelo Bispo Melécio, foi por ele instituído leitor, em 371. Este acontecimento marcou a entrada oficial de Crisóstomo no cursus eclesiástico. Frequentou, de 367 a 372, o ascetério - uma espécie de seminário de Antioquia - juntamente com um grupo de jovens, alguns dos quais se tornaram depois Bispos, sob a orientação do famoso exegeta Diodoro de Tarso, que iniciou João na exegese histórico-literária, característica da tradição antioquena. Terminada esta fase preparatória, João retirou-se no vizinho monte Silpio onde, durante quatro anos, viveu entre os eremitas. Depois, durante dois anos, viveu sozinho numa gruta, sob a orientação de um "idoso". Naquele período, dedicou-se totalmente à meditação "das leis de Cristo", dos Evangelhos e especialmente das Cartas de São Paulo. Tendo adoecido, e impossibilitado de se curar sozinho, regressou à comunidade cristã de Antioquia. Então, foi ordenado diácono por Melécio e, depois, ordenado presbítero pelo bispo Flaviano, em 386. Logo a seguir, este mesmo bispo encarregou João Crisóstomo das pregações na principal igreja da cidade, cargo que desempenhou até 397. Este período de doze anos foi o mais fecundo da sua vida e nele proferiu as suas homilias mais conhecidas e que, no século VI, lhe valeriam o qualificativo que passou a fazer parte inseparável do nome com que passou para a posteridade: crisóstomo, isto é, boca de ouro. O grande pregador foi chamado, em 398, para suceder ao Patriarca Nektarios como bispo de Constantinopla. O trabalho de João foi apreciado e discutido: campanhas de evangelização, criação de hospitais, procissões anti-arianas sob a protecção da polícia imperial, sermões fulgurantes com os quais denunciava os vícios e as tibiezas, com referências a monges indolentes e clérigos demasiado agarrados às riquezas. Crisóstomo está entre os Padres mais fecundos: dele chegaram até nós 17 tratados, mais de 700 homilias autênticas, os comentários a Mateus e a Paulo (Cartas aos Romanos, aos Coríntios, aos Efésios e aos Hebreus), e 241 cartas. Não foi um teólogo especulativo. Mas transmitiu a doutrina tradicional e segura da Igreja numa época de controvérsias teológicas suscitadas sobretudo pelo arianismo, isto é, pela negação da divindade de Cristo. Portanto, ele é uma testemunha credível do desenvolvimento dogmático alcançado pela Igreja, nos séculos IV-V. A sua é uma teologia requintadamente pastoral, na qual é constante a preocupação da coerência entre o pensamento expresso pela palavra e a vivência existencial. É este, em particular, o fio condutor das maravilhosas catequeses, com as quais preparava os catecúmenos para receber o Baptismo. Já próximo da morte, escreveu que o valor do homem consiste no "conhecimento exacto da verdadeira doutrina e na rectidão da vida" Ilegalmente deposto por um grupo de bispos liderados por Teófilo de Alexandria, e exilado, foi chamado, quase imediatamente, pelo Imperador Arcádio. Mas, dois meses depois, foi novamente exilado: primeiro, para a Arménia; depois, para as margens do Mar Negro onde, a 14 de Setembro de 407, morreu. O filho de Arcádio - Teodósio, o Jovem - transferiu as relíquias do santo, para Constantinopla, onde chegaram na noite de 27 de Janeiro de 438. Desde o dia 1 de Maio de 1626, o seu corpo repousa na Basílica de São Pedro e, em 27 de Novembro de 2004, o Papa João Paulo II doou parte das suas relíquias ao Patriarca Ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, e, desta forma, tanto na Basílica Vaticana como na Igreja de São Jorge, no Fanar, é agora venerado este grande Padre da Igreja. A sua festa litúrgica celebra-se a 13 de Setembro. É o padroeiro dos pregadores.