PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O PAPA NO LÍBANO



Bento XVI apelou ao fim da violência e do desejo de “vingança” no Médio Oriente para que seja possível promover o diálogo e a paz na região. Nos seus discursos, o Papa tem afirmado:
- É preciso banir a violência verbal ou física, que é sempre um atentado à dignidade humana;
- É preciso dizer não à vingança e saber perdoar para construir um novo tipo de fraternidade que permita acolher as diferenças culturais, sociais e religiosas;
- É preciso que a acção dos homens de bem não permita que o mal triunfe;
- É preciso para com os atentados à integridade e à vida das pessoas; parar com as guerras;
- É preciso “combater” o desemprego, a pobreza, a corrupção, a exploração, o terrorismo e a lógica económica e financeira vigente;
- É preciso abrir o coração à verdadeira solidariedade, capaz de sustentar as políticas e iniciativas que actuam para unir os povos de forma honesta e justa;
- É preciso respeitar o carácter sagrado da vida denunciando as políticas favorecedoras do aborto e a eutanásia;
- É preciso apostar na educação das novas gerações, para que estas possam fazer escolhas livres e justas e ir contra a corrente de opiniões comuns, modas, ideologias políticas e religiosas;
- É preciso defender a liberdade religiosa e o respeito pela consciência individual.

 

CATEQUESE: HORA DE RECOMEÇAR


A catequese paroquial vai recomeçar.
Os encontros de apresentação serão no dia 29 de setembro, nas horas e locais habituais.
Para o primeiro ano brevemente daremos informação sobre o horário.

PALAVRAS DO PAPA



- na homilia da Missa, em Beirute, Líbano

“…Anunciando aos seus discípulos que terá de sofrer, ser condenado à morte e depois
ressuscitar, Jesus quer fazer compreender quem Ele é verdadeiramente: um Messias sofredor, um Messias servo, e não um libertador político omnipotente. Ele é o Servo obediente à vontade de seu Pai até ao ponto de perder a sua vida. É o que anunciava já o profeta Isaías na primeira leitura (…) Seguir Jesus significa tomar a própria cruz para O acompanhar pelo seu caminho, um caminho incómodo que não é o do poder nem da glória terrena, mas o que leva necessariamente a renunciar a si mesmo, a perder a sua vida por Cristo e pelo Evangelho, a fim de a salvar. É que nos foi dada a certeza de que este caminho leva à ressurreição, à vida verdadeira e definitiva com Deus (…) Decidir acompanhar Jesus Cristo que Se fez o Servo de todos exige uma intimidade cada vez maior com Ele, colocando-se atentamente à escuta da sua Palavra, a fim de tirar dela a inspiração para o nosso agir …” ( cf. Radio vaticana)

PARA REZAR


SALMO 116

Amo o Senhor,
porque ouviu a voz do meu lamento.
Ele inclinou para mim os seus ouvidos,
o dia em que o invoquei.

Cercaram-me os laços da morte,
caíram sobre mim as angústias do sepulcro;
estava aflito e cheio de ansiedade,
mas invoquei o nome do Senhor:
«Ó Senhor, salva-me a vida!»

O Senhor é bondoso e compassivo,
o nosso Deus é misericordioso.
O Senhor guarda os simples;
eu estava sem forças e Ele salvou-me.
Volta, minha alma, ao teu repouso,
porque o Senhor foi bom para contigo.
Ele livrou da morte a minha vida,
das lágrimas, os meus olhos,
da queda, os meus pés.
Andarei na presença do Senhor, no mundo dos vivos.
Eu tinha confiança, mesmo quando disse:
«A minha aflição é muito grande!»
Na minha perturbação, eu dizia:
«Todo o homem é mentiroso!»

Como retribuirei ao Senhor
todos os seus benefícios para comigo?
Elevarei o cálice da salvação,
invocando o nome do Senhor.
Cumprirei as minhas promessas feitas ao Senhor
na presença de todo o seu povo.

É preciosa aos olhos do Senhor
a morte dos seus fiéis.
Senhor, sou teu servo, filho da tua serva;
quebraste as minhas cadeias.

Hei-de oferecer-te sacrifícios de louvor,
invocando, Senhor, o teu nome.
Cumprirei as minhas promessas feitas ao Senhor
na presença de todo o seu povo,
nos átrios da casa do Senhor,
no meio de ti, Jerusalém!
Aleluia!

 

SANTOS POPULARES



BEATA RITA AMADA DE JESUS

Rita Amada de Jesus nasceu no dia a 5 de Março de 1848, em Ribafeita, Diocese de Viseu. No baptismo, que recebeu com ainda poucos dias de vida, foi-lhe dado o nome de Rita Lopes de Almeida. Cresceu num ambiente familiar muito piedoso. Desde criança, manifestou uma especial devoção por Jesus Sacramentado, por Nossa Senhora, por S. José e muito carinho pelo Papa que, por essas alturas, vivia vida atribulada, a ponto de se ver exilado e, poucos anos depois, espoliado dos Estados Pontifícios. O governo de então, dominado pela maçonaria, apoderou-se dos bens eclesiásticos; expulsou as ordens religiosas; mandou encerrar todas as casas religiosas, masculinas e femininas; proibiu a admissão de noviços. Muitos bispos, e até sacerdotes, descuravam os seus deveres, pelas constantes lutas políticas em que se viam envolvidos. No lar desta jovem, todos - a começar pelos pais- sentiam a ânsia de uma autêntica vivência cristã e desejo de a comunicar a outros. Deus fez nascer, em Rita, a vocação missionária para arrancar os jovens do indiferentismo, dos perigos morais e exercer um apostolado entre em favor da família. Chegou a andar de aldeia em aldeia a rezar; ensinava a rezar o terço convidando as pessoas de boa vontade a imitar Nossa Senhora. Muitas vezes, encontrava pessoas de vida menos exemplar e, então, fazia tudo quanto estava ao seu alcance para que Nosso Senhor as arrancasse do mal e as trouxesse ao bom caminho. Não tardaram as ameaças de morte e até houve uma tentativa de a matar. À oração juntou a penitência. Nas suas idas a Viseu, começou a contactar as Irmãs Beneditinas do Convento de Jesus. Cedo deu-se conta, juntamente com o seu confessor, de que Jesus a chamava à vida de consagrada, numa época impossível pelas leis ainda vigentes que proibiam admissões de noviças. Rita continuou no mundo, entregue ao apostolado e às mortificações, esperançada de que haveria de alcançar a consagração total a Deus. Neste espírito, rejeitou muitos pretendentes, alguns deles ricos, porque no seu íntimo já era “consagrada”. Fazia a Comunhão Reparadora; crescia no fervor eucarístico, na devoção ao Sagrado Coração de Jesus e no forte desejo de salvar almas, tornando-se missionária e apóstola. Participando no apostolado de Rita, os pais chegaram a albergar em sua casa mulheres desejosas de conversão e de mudança de vida. Com cerca de 20 anos, Rita sentiu que era imperioso consagrar-se a Deus, na vida religiosa. Partilhava tudo isto com a sua mãe, mas o pai - embora muito piedoso e tendo por aquela filha uma predilecção especial - opunha-se a este desejo. Querendo obedecer mais a Deus que aos homens, Rita não esmoreceu e, finalmente, aos 29 anos, conseguiu entrar num convento de religiosas: a única Congregação permitida em Portugal por ser estrangeira e se dedicar apenas à assistência. Ao confrontar o carisma daquelas Irmãs com o que lhe ia na alma, Rita apercebeu-se de que não era o género de apostolado para que se sentia inclinada. O seu director espiritual - com quem se abria inteiramente - percebeu ser vontade de Deus que Rita se dedicasse a recolher e educar meninas pobres e abandonadas. Então, Rita deixou aquelas religiosas de origem francesa e procurou meios de melhor se preparar para futuro e urgente desempenho da sua especial missão. Por isso, deu entrada num colégio onde pôde aprender, ao vivo, como lidar com as exigências estatais e religiosas. Rita - humanamente rica de virtudes; profundamente piedosa; levada pelo desejo de cumprir a vontade de Deus a seu respeito - aos 32 anos, conseguiu vencer as dificuldades de natureza política e até religiosa e fundar, a 24 de Setembro de 1880, na paróquia de Ribafeita, um colégio e simultaneamente o Instituto das Irmãs de Jesus Maria José, seguindo o lema da Sagrada Família de Nazaré. Em breve espaço de tempo, estendeu a Obra de apostolado a outras Dioceses de Portugal. Nas Dioceses de Viseu, Lamego e Guarda as autoridades políticas concelhias procuraram, por todos os meios, obrigá-la a encerrar a sua Obra. Não lhe faltaram dificuldades, económicas e relacionais. Porém, em 1910, com a implantação da República, desencadeou-se em Portugal nova perseguição feroz contra a Igreja. O Estado apoderou-se dos bens que o Instituto possuía; aboliu novamente as Ordens Religiosas. A Madre Rita, como era conhecida, teve de refugiar-se na sua terra natal. Daqui, conseguiu localizar algumas Irmãs dispersas e, aos poucos, começou a reagrupá-las numa humilde casa e, assim, pôde salvar o Instituto. Depois, enviou-as, em pequenos grupos, para o Brasil. Lá, continuaram o carisma da Fundadora. Rita Amada de Jesus faleceu em Casalmendinho (paróquia de Ribafeita) no dia 6 de Janeiro de 1913. O seu funeral, presidido pelo Vigário Geral da Diocese, foi uma manifestação de acção de graças pelo dom desta Religiosa à Igreja e ao Mundo. Foi beatificada no dia 28 de Maio de 2006, na Sé de Viseu, numa celebração presidida pelo cardeal-legado do Santo Padre, D. José Saraiva Martins. A sua memória litúrgica faz-se a 24 de Setembro.