PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

ORDENAÇÃO SACERDOTAL DO CÉSAR COSTA



 
O César, desta paróquia de Santa Maria da Feira - diácono e missionário Passionista - vai ser ordenado Presbítero, no dia 14 de Outubro, pelas 16 horas, na Igreja dos Passionistas. A sua Missa Nova será celebrada na Igreja Matriz de Santa Maria da Feira, dia 21 de Outubro às 16,30 horas; são dois momentos importantes para a comunidade paroquial que queremos viver na solidariedade e na oração. Na profundidade da comunhão, desejamos ao César as maiores alegrias na vivência do seu sacerdócio e na fidelidade ao carisma passionista.

CATEQUESE: HORA DE RECOMEÇAR



A catequese da Igreja Matriz recomeçará no próximo Sábado, 29 de Setembro. As crianças e jovens que já frequentam a catequese devem comparecer no lugar e hora do ano passado. O primeiro ano terá o seu encontro às 17,00 horas.

PALAVRAS DO PAPA



- em Beirute, no Domingo, 16 de Setembro de 2012, antes do Angelus, durante a Viagem Apostólico ao Líbano

“Amados irmãos e irmãs!
Voltemo-nos agora para Maria, Nossa Senhora do Líbano, ao redor da qual se encontram cristãos e muçulmanos. Peçamos-Lhe que interceda junto do seu divino Filho por vós e, de modo particular, pelos habitantes da Síria e dos países vizinhos, implorando o dom da paz. Vós conheceis bem a tragédia dos conflitos e da violência, que gera tantos sofrimentos. Infelizmente, o fragor das armas continua a fazer-se ouvir, assim como o grito das viúvas e dos órfãos.
A violência e o ódio invadem as estradas, e as mulheres e as crianças são as suas primeiras vítimas. Porquê tantos horrores? Porquê tantos mortos? Faço apelo à comunidade internacional; faço apelo aos países árabes para que, como irmãos, proponham soluções viáveis que respeitem a dignidade de cada pessoa humana, os seus direitos e a sua religião. Quem quer construir a paz, deve deixar de ver no outro um mal a eliminar; não é fácil ver no outro uma pessoa a respeitar e a amar, e todavia é preciso consegui-lo, se se deseja construir a paz, se se quer a fraternidade (cf. 1 Jo 2, 10-11; 1 Ped 3, 8-12). Que Deus conceda ao vosso país, à Síria e a todo o Médio Oriente o dom da paz dos corações, o silêncio das armas e o fim de toda a violência.
Oxalá os homens compreendam que são todos irmãos! Maria, que é nossa Mãe, compreende a nossa preocupação e as nossas necessidades. Com os Patriarcas e os Bispos presentes, coloco o Médio Oriente sob a sua materna protecção (cf. propositio 44). Possamos nós, com a ajuda de Deus, converter-nos para trabalhar com ardor na construção da paz, necessária para uma vida harmoniosa entre irmãos, independentemente da origem e da convicção religiosa.”

PARA REZAR


SALMO 54

Ó meu Deus, salva-me, pelo teu nome;
pelo teu poder, faz-me justiça!
Ouve, ó Deus, a minha oração,
presta atenção às palavras da minha boca!
Os soberbos levantam-se contra mim
e os tiranos procuram tirar-me a vida,
sem fazerem nenhum caso de Deus.
Mas Deus é o meu auxílio,
o Senhor é quem conserva a minha vida.
De bom grado, eu te oferecerei sacrifícios
e louvarei o teu nome, Senhor, porque és bom.

SANTOS POPULARES



SÃO VICENTE DE PAULO
( segundo carta de João Paulo II ao Superior-Geral dos Lazaristas, em 12 de Maio de 1981 )

Vicente de Paulo nasceu no dia 24 de Abril de 1581 na aldeia de Pouy, nas “Landes”, França. Era o terceiro filho de Jean Depaul e Bertrande Demoras. Depois da sua ordenação sacerdotal e da sua estranha aventura de escravidão em Túnis, parece voltar as costas ao mundo dos pobres, rumando a Paris, na expectativa de adquirir um benefício eclesiástico. Conseguiu colocar-se como esmoler da rainha Margarida. Tal posto fê-lo aproximar-se da miséria humana, especialmente no novo Hospital da Caridade. É então que o Padre de Bérulle, fundador do Oratório em França, lhe proporciona a oportunidade para as descobertas que foram a origem das grandes realizações da sua vida. Inicialmente, Bérulle envia-o como Pároco para Clichy-la- Garenne, nos arrabaldes de Paris. Quatro meses mais tarde, fá-lo entrar na família de Gondi como preceptor dos filhos do General das Galeras. Transitando continuamente com os Gondi pelos seus castelos e propriedades do interior, Vicente de Paulo descobriu a terrível realidade da miséria material e espiritual do “pobre povo do campo”. A partir de então, começa a interrogar- se: era justo dedicar o seu ministério sacerdotal à educação de crianças de uma família tão importante, enquanto os camponeses viviam e morriam em total abandono? Ouvidas as dúvidas de Vicente, Bérulle encarrega-o da paróquia abandonada de Châtillon-des-Dombes, onde o novo pastor adquire uma experiência decisiva. Num Domingo de Agosto de 1617, foi chamado para visitar uma família, cujos membros estavam todos doentes. Então, Vicente de Paulo assume a organização da generosidade dos vizinhos e de pessoas de boa vontade: era o nascimento da primeira “Caridade” que ia servir de modelo a tantas outras. E, daquele momento até o último suspiro, não o abandonaria mais a convicção de que o serviço dos pobres era a sua vida. Para melhor servir os pobres, Vicente decidiu-se a “reunir eclesiásticos que, livres de quaisquer compromissos, se aplicassem inteiramente, sob a orientação dos Bispos, à salvação do pobre povo do campo, por meio da pregação, da catequese, das confissões gerais, sem disso auferir retribuição alguma, qualquer que fosse a sua natureza ou modalidade”. O Priorado de
São Lázaro, adquirido por volta de 1632, motivou logo o apelido de “lazaristas” aos membros deste grupo sacerdotal que cresceu rapidamente tendo-se implantado, em cerca de quinze dioceses, realizando missões paroquiais e promovendo a fundação de “Caridades”. A Congregação da Missão estendeu-se até à Itália, à Irlanda, à Polónia, à Argélia, a Madagáscar. Vicente não cessa de inculcar nos seus companheiros “o espírito de Nosso Senhor”, que ele compendia em cinco virtudes fundamentais: simplicidade, mansidão em relação ao próximo, humildade em relação a si mesmo, e, enfim, como condicionamento para estas três, a mortificação e o zelo, que seriam como que os seus aspectos dinâmicos. Cheias de sabedoria espiritual e realismo pastoral, eram as exortações que ele dirigia aos que partiam para pregar o Evangelho: não se trata amar e de se fazer amar, mas sim de amar e fazer amar Jesus Cristo. Em nome do Evangelho, exigia a simplicidade e que se falasse uma linguagem imaginosa e convincente. Outro aspecto do dinamismo e do realismo de Vicente de Paulo foi dotar as “Caridades”, já numerosas, de uma estrutura de unidade e eficiência. Luísa de Marillac, viúva de António Le Gras - iniciada na vida espiritual por São Francisco de Sales e depois acompanhada pelo próprio São Vicente - foi por este enviada para visitar e estimular as “Caridades”. Cumpriu maravilhosamente a missão, cujos ecos contribuíram muito para que várias “boas moças do campo” que colaboravam com as “Caridades”, se decidissem a seguir-lhe o exemplo de oblação total a Deus e aos pobres. No dia 29 de Novembro de 1633, nascia a Companhia das Filhas da Caridade, recebendo de Vicente de Paulo um regulamento original e exigente: “Tereis por mosteiros a sala dos doentes; por cela, um quarto de aluguer; como capela, a igreja paroquial; como claustro, as ruas da cidade; como clausura, a obediência; como grade, o temor de Deus; como véu, a santa modéstia”. O espírito da Companhia foi assim resumido: “Deveis fazer o que o Filho de Deus fez na terra; a estes pobres doentes, deveis dar a vida do corpo e a vida da alma”. Vicente de Paulo faleceu no dia 27 de Setembro de 1660 e foi sepultado na capela-mãe da Igreja de São Lázaro, em Paris. Foi canonizado pelo Papa Clemente XII em 16 de Junho de 1737. Em 12 de Maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII. A sua memória litúrgica faz-se a 27 de Setembro.