PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CATEQUESE PAROQUIAL



Começou, neste Sábado, 29 de Setembro, o novo ano de catequese. Queremos dar a conhecer Jesus e a Sua palavra para que, em atitude de adesão e de amor, a comunidade testemunhe a alegria de ser de Deus. Sabemos que a tarefa é difícil; implica muita responsabilidade, muito trabalho e muita reflexão. Contamos com todos: crianças, jovens, famílias, catequistas…
“…Para poder exprimir a sua vitalidade e a sua eficácia, a catequese, hoje, deveria assumir os seguintes desafios e orientações:
– antes de mais, ela deve apresentar-se como um válido serviço à evangelização da Igreja, com uma acentuada característica missionária;
– deve dirigir-se aos seus destinatários privilegiados, como foram e continuam a ser as crianças, os adolescentes, os jovens e os adultos a partir, sobretudo, dos primeiros;
– seguindo o exemplo da catequese patrística, ela deve plasmar a personalidade daquele que crê e, portanto, deve ser uma verdadeira e própria escola de pedagogia cristã;
– deve anunciar os mistérios essenciais do cristianismo, promovendo a experiência trinitária da vida em Cristo como centro da vida de fé;
– deve considerar como tarefa prioritária a preparação e a formação de catequistas de fé profunda” ( nº 33 do Directório Geral para a Catequese )

PALAVRAS DO PAPA



- na oração do Angelus, no dia 23 de Setembro

“… A lógica de Deus é sempre "outra" com relação à nossa, como revelou o próprio Deus pela boca do profeta Isaías: "Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, /os vossos caminhos não são os meus caminhos" (Is 55, 8). Por isso, seguir o Senhor requer sempre, da parte do homem, uma profunda conversão, uma mudança no modo de pensar e de viver; requer abrir o coração à escuta para deixar-se iluminar e transformar interiormente. Um ponto-chave em que Deus e o homem se diferenciam é o orgulho: em Deus não há orgulho, porque Ele é total plenitude e está completamente voltado para amar e dar a vida; em nós, homens, no entanto, o orgulho está profundamente enraizado e requer constante vigilância e purificação.
Nós, que somos pequenos, desejamos ser grandes, ser os primeiros; pelo contrário, Deus não teme baixar-se e fazer-se o último. A Virgem Maria está perfeitamente “sintonizada” com Deus: invoquemo-la com confiança, para que nos ensine a seguir fielmente a Jesus no caminho do amor e da humildade.”

ANO DA FÉ


“…Terá início a 11 de Outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio
Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a
24 de Novembro de 2013. Na referida data de 11 de Outubro de 2012, completar-se-ão também vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo meu Predecessor, o Beato Papa João Paulo II,[3] com o objectivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé. Esta obra, verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II, foi desejada pelo Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985 como instrumento ao serviço da catequese[4] e foi realizado com a colaboração de todo o episcopado da Igreja Católica. E uma Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos foi convocada por mim, precisamente para o mês de Outubro de 2012, tendo por tema A nova evangelização para a transmissão da fé cristã. Será uma ocasião propícia para introduzir o complexo eclesial inteiro num tempo de particular reflexão e redescoberta da fé. Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé.(…)
O Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único
Salvador do mundo. No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados (cf. Act 5, 31). Para o apóstolo Paulo, este amor introduz o homem numa vida nova: «Pelo Baptismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova» (Rm 6, 4). Em virtude da fé, esta vida nova plasma toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afectos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida. A «fé, que actua pelo amor» (Gl 5, 6), torna-se um novo critério de entendimento e de acção, que muda toda a vida do homem (cf. Rm 12, 2; Cl 3, 9-10; Ef 4, 20-29; 2 Cor 5, 17). ( in, Porta Fidei, Carta Apostólica do Papa Bento XVI )

PARA REZAR




SALMO 19

A lei do Senhor é perfeita, reconforta o espírito;
as ordens do Senhor são firmes,
dão sabedoria ao homem simples.
Os mandamentos do Senhor são rectos,
alegram o coração;
os preceitos do Senhor são claros,
iluminam os olhos.
O temor do Senhor é puro, permanece para sempre.
As sentenças do Senhor são verdadeiras,
todas elas são justas.

São mais desejáveis que o ouro, o ouro mais fino;
são mais doces que o mel, o puro mel dos favos.
Também o teu servo foi instruído por elas
e há grande proveito em cumpri-las.
Mas, quem poderá discernir os próprios erros?
Perdoa-me os que me são desconhecidos.
Preserva-me também da soberba,
para que ela não me domine.
Então, serei perfeito
e imune de falta grave.
Aceita, com bondade, as palavras da minha boca
e estejam na tua presença os murmúrios do meu coração,
ó Senhor, meu refúgio e meu libertador.

SANTOS POPULARES



SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS
- na palavra do Papa Bento XVI, na audiência-geral de 6 de Abril de 2011

“…[Maria Francisca]Teresa [Martin] nasceu no dia 2 de Janeiro de 1873, em Alençon, uma cidade da Normandia, em França. É a última filha de Luís e Zélia Martin, esposos e pais exemplares, beatificados no dia 19 de Outubro de 2008. Tiveram nove filhos; quatro morreram em tenra idade. Permaneceram as cinco filhas, que se tornaram todas religiosas. Teresa, com 4 anos, ficou profundamente abalada com a morte da mãe. Então, o pai transferiu-se com as filhas para a cidade de Lisieux, onde se desenvolverá toda a vida da Santa. Mais tarde, Teresa, atingida por uma grave doença nervosa, sarou por graça divina, que ela própria define o «sorriso de Nossa Senhora». Recebeu depois a Primeira Comunhão, intensamente vivida, e pôs Jesus Eucaristia no centro da sua existência. A «Graça do Natal» de 1886 assinala a grande mudança, por ela chamada a sua «total conversão». De facto, ficou totalmente curada da sua ipersensibilidade infantil e começou uma «corrida de gigante». Aos 14 anos, Teresa aproxima- se cada vez mais, com grande fé, de Jesus Crucificado, e começa a ocupar-se de um criminoso, aparentemente desesperado, condenado à morte e impenitente. «Quis impedi-lo, de todas as formas, de cair no inferno», escreve a Santa, com a certeza de que a sua oração o teria posto em contacto com o Sangue redentor de Jesus. É a sua primeira experiência fundamental de maternidade espiritual: «Eu tinha tanta confiança na Misericórdia Infinita de Jesus», escreve. Com Maria Santíssima, a jovem Teresa ama, crê e espera com «um coração de mãe». Em Novembro de 1887, Teresa vai em peregrinação a Roma, juntamente com o Pai e a irmã Celina. Para ela, o momento culminante é a Audiência do Papa Leão XIII, ao qual pede a autorização para entrar, apenas com 15 anos, no Carmelo de Lisieux. Um ano depois, o seu desejo realiza- se: torna-se Carmelita, «para salvar as almas e rezar pelos sacerdotes». Por essa altura, começa também a dolorosa e humilhante doença mental do seu pai. É um grande sofrimento que leva Teresa à contemplação da Face de Jesus na sua Paixão. Assim, o seu nome de Religiosa — irmã Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face — expressa o programa de toda a sua vida, em comunhão com os Mistérios centrais da Encarnação e da Redenção. A sua profissão religiosa, na festa da Natividade de Maria, a 8 de Setembro de 1890, é para ela um verdadeiro matrimónio espiritual na «pequenez» evangélica, caracterizada pelo símbolo da flor: «Que festa bonita a Natividade de Maria para se tornar esposa de Jesus — escreve — Era a pequena Virgem Santa de um dia que apresentava a sua pequena flor ao pequeno Jesus». Para Teresa ser religiosa significa ser esposa de Jesus e mãe das almas. No mesmo dia, a Santa escreve uma oração que indica toda a orientação da sua vida: pede a Jesus o dom do seu Amor infinito, para ser a mais pequena, e sobretudo pede a salvação de todos os homens: «Que nenhuma alma seja condenada hoje». De grande importância é a sua Oferta ao Amor Misericordioso, feita na festa da Santíssima Trindade de 1895: uma oferenda que Teresa partilha imediatamente com as suasm irmãs de hábito, sendo já vice-mestra das noviças. Dez anos depois da «Graça de Natal», em 1896, vem a «Graça de Páscoa», que abre a última fase da vida de Teresa, com o início da sua paixão em profunda união com a Paixão de Jesus; trata-se da paixão do corpo, com a doença que a levará à morte através de grandes sofrimentos, mas sobretudo trata-se da paixão da alma, com uma dolorosíssima prova da fé. Como Maria ao lado da Cruz de Jesus, Teresa vive então a fé mais heróica, como luz nas trevas que lhe invadem a alma. A Carmelita tem a consciência de viver esta grande prova para a salvação de todos os ateus do mundo moderno, por ela chamados «irmãos». Vive então ainda mais intensamente o amor fraterno: para com as irmãs da sua comunidade, para com os seus dois irmãos espirituais missionários, para com os sacerdotes e todos os homens, sobretudo os mais distantes. Torna-se deveras uma «irmã universal»! A sua caridade amável e sorridente é a expressão da alegria profunda da qual nos revela o segredo: «Jesus, a minha alegria é amar-Te». Neste contexto de sofrimento, vivendo o maior amor nas mais pequenas coisas da vida quotidiana, a Santa realiza a sua vocação de ser o Amor o coração da Igreja. Teresa faleceu na noite de 30 de Setembro de 1897, pronunciando as simples palavras «Meu Deus, amo-Te!», olhando para o Crucifixo que estreitava nas suas mãos. Estas últimas palavras da Santa são a chave de toda a sua doutrina, da sua interpretação do Evangelho. O acto de amor, expresso no seu último suspiro, era como que o contínuo respiro da sua alma, como o pulsar do seu coração. As simples palavras - «Jesus, amo-Te» - estão no centro de todos os seus escritos. O acto de amor a Jesus imerge-a na Santíssima Trindade. Ela escreve: «Ah, tu sabes, amo-te Menino Jesus, / O Espírito de Amor inflama-me com o seu fogo. / É amando-Te que eu atraio o Pai». Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face, viveu neste mundo só 24 anos, no final do século XIX; levou uma vida muito simples e no escondimento mas, depois da morte e da publicação dos seus escritos, tornou-se uma das santas mais conhecidas e amadas. A «pequena Teresa» nunca deixou de ajudar as almas mais simples, os pequeninos, os pobres e os sofredores que lhe rezam, mas iluminou também toda a Igreja com a sua profunda doutrina espiritual, a ponto de o Venerável Papa João Paulo II, em 19 de Outubro 1997, atribuir-lhe o título de Doutora da Igreja, para além do de Padroeira das Missões, que já lhe tinha sido atribuído pelo Papa Pio XI, em 1927. ( …)” (cf. Vatican) Teresa do Menino Jesus faleceu no dia 30 de Setembro de 1897. No dia 4 de Outubro de 1897, foi sepultada no cemitério de Lisieux. No dia 17 de Maio de 1925, Teresinha foi canonizada pelo Papa Pio XI. A memória litúrgica de Santa Teresinha do Menino Jesus faz-se no dia 1 de Outubro. No dia 31 de Outubro de 2008, Dia Mundial das Missões, em Lisieux, na basílica dedicada precisamente à sua filha, os pais de Santa Teresinha, Luís Martin e Zélia Guérin foram beatificados pela Igreja, em cerimônia presidida pelo cardeal José Saraiva Martins. Na ocasião Saraiva Martins desafiou as famílias presentes "para que imitem os dois esposos e se tornem eles próprios lares santos e missionários.”