PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

quinta-feira, 4 de abril de 2013

VISITA PASCAL


A visita pascal decorreu este fim de semana na nossa paróquia e levou aos fiéis o solene anúncio da Ressurreição de Cristo. De casa em casa, a mensagem percorreu lugares, caminhos, famílias chamando para a alegria e para o testemunho de Cristo, na vida. A tradição continua enraizada e marca a vida da comunidade com um sinal de fé que, contrariando a mentalidade dominante, caracteriza o povo na sua busca de Deus, de sentido e de esperança.

domingo, 31 de março de 2013

SANTA E FELIZ PÁSCOA


São os votos do Pároco de Santa Maria da Feira.
Que a bênção de Deus a todos conceda Alegria e Paz
em união com Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe.

 

PARA REZAR



PÁSCOA 2013

ANO DA FÈ

 
“…Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro:
na força da Tua ressurreição, encontramos a Vida, a Paz e a Alegria.
Nesta Páscoa, somos desafiados a testemunhar
os valores que nascem do Teu Evangelho.
O mundo em que vivemos precisa dos sinais da nossa fé
para despertar para o amor, para a misericórdia e para o perdão.
Lembra-Te de quantos vivem no sofrimento,
na angústia e no desespero,
e concede-lhes a serenidade e a esperança de que precisam.
Lembra-Te das famílias
para que vivam na harmonia, no respeito e na comunhão.
Dá-lhes a Tua bênção
para que se tornem Igreja de ternura e de partilha.
Neste Ano da Fé,
purifica os nossos corações e os nossos gestos
para que sejamos capazes de construir
um mundo novo de autêntica fraternidade.
Perdoa as nossas fragilidades
e concede-nos a graça de anunciar
que só Tu és o Salvador do mundo. Amém…”

 
 


SALMO 118: da liturgia da Ressurreição do Senhor

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.
 
A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver,
para anunciar as obras do Senhor.

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.

PALAVRAS DO PAPA FRANCISCO




- na homilia de Domingo de Ramos: XXVIII Jornada Mundial da Juventude

“…Com Cristo, o coração nunca envelhece. Entretanto todos sabemos – e bem o sabeis vós – que o Rei que seguimos e nos acompanha é muito especial: é um Rei que ama até à cruz e nos ensina a servir, a amar. E vós não tendes vergonha da sua Cruz; antes, abraçai-la, porque compreendestes que é no dom de si, no sair de si mesmo, que se alcança a verdadeira alegria e que, com o amor de Deus, Ele venceu o mal. Vós levais a Cruz peregrina por todos os continentes, pelas estradas do mundo. Levai-la, correspondendo ao convite de Jesus: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28, 19), que é o tema da Jornada da Juventude deste ano. Levai-la para dizer a todos que, na cruz, Jesus abateu o muro da inimizade que separa os homens e os povos, e trouxe a reconciliação e a paz…”

 

- no final da Via-Sacra, no Coliseu – Roma, na Sexta-Feira Santa

“Amados irmãos e irmãs,
Agradeço-vos por terdes participado, em tão grande número, neste momento de intensa oração. E agradeço também a todos aqueles que se uniram a nós através dos meios de comunicação, especialmente aos doentes e aos idosos.
Não quero acrescentar muitas palavras. Nesta noite, deve prevalecer uma única palavra, que é a própria Cruz. A Cruz de Jesus é a Palavra com que Deus respondeu ao mal do mundo. Às vezes, parece-nos que Deus não responde ao mal, que permanece calado. Na realidade, Deus falou, respondeu, e a sua resposta é a Cruz de Cristo: uma Palavra que é amor, misericórdia, perdão. Mas, é também julgamento: Deus julga, amando-nos. Se acolho o seu amor, estou salvo… Se o recuso, estou condenado, não por Ele, mas por mim mesmo, porque Deus não condena. Ele,  unicamente, ama e salva.
Amados irmãos, a palavra da Cruz é também a resposta dos cristãos ao mal que continua a agir em nós e ao nosso redor. Os cristãos devem responder ao mal com o bem, tomando sobre  si a cruz, como Jesus. Nesta noite, ouvimos o testemunho dos nossos irmãos do Líbano: foram eles que prepararam estas belas meditações e estas preces. De coração lhes agradecemos por este  serviço e, sobretudo, pelo testemunho que nos dão. Vimo-lo quando o Papa Bento foi ao Líbano: vimos a beleza e a força da comunhão dos cristãos naquela nação e da amizade de tantos irmãos muçulmanos e muitos outros. Foi um sinal para todo o Médio Oriente e para o mundo inteiro: um sinal de esperança.  Então, continuemos esta Via-Sacra na vida de todos os dias. Caminhemos juntos pela senda da Cruz; caminhemos levando no coração esta Palavra de amor e de perdão. Caminhemos esperando a Ressurreição de Jesus.”

 

SANTOS POPULARES




Isidoro, o mais novo de quatro irmãos, nasceu em 560, em Cartagena, Andaluzia, numa família hispano-romana muito cristã. O seu pai, Severiano, era aí governador. Geria a cidade dentro dos mais disciplinados preceitos cristãos. A sua mãe, Teodora, educou os filhos na fidelidade aos valores do cristianismo. Como fruto desta dedicação e cuidado, colheu a alegria de ter quatro deles - Isidoro, Fulgêncio, Leandro e Florentina - elevados à máxima veneração da Igreja, na declaração da sua santidade: Leandro foi bispo de Sevilha; Fulgêncio foi bispo de Écija; Florentina foi religiosa e teve ao seu cuidado mais de 40 conventos, com cerca de mil religiosas. O pai faleceu muito cedo. Isidoro, desde muito pequeno, estudou – na escola da Catedral de Sevilha - as verdades da religião tendo, na pessoa do seu irmão mais velho, Leandro, o carinho e a exigência de um pai. Diz a tradição que, na escola, Isidoro começou por ter muitas dificuldades de aprendizagem, chegando a preocupar a família e os professores; mas, rapidamente, superou tudo com a dedicação da família, com o estudo e com a ajuda de Deus. Formou-se em Sevilha, onde, além do latim, aprendeu também grego e hebraico. Em Sevilha, foi ordenado sacerdote. O seu amor a Jesus, a sua capacidade intelectual, o seu fervor apostólico contribuíram para que se dedicasse à conversão dos visigodos arianos, a começar pelo próprio rei. Isidoro foi, também, responsável pela conversão de muitos judeus espanhóis. Mais tarde, foi nomeado arcebispo de Sevilha, sucedendo ao seu irmão Leandro. Desempenhou este ministério durante quase quatro décadas. Desde o início do seu bispado, Isidoro organizou núcleos escolares nas casas religiosas, considerados os embriões dos actuais seminários. Foi muito grande a sua influência cultural, pois era possuidor de uma das maiores e mais bem abastecidas bibliotecas. O seu exemplo levou muita gente a dedicar os seus tempos livres ao estudo e às boas leituras. Mais tarde, renunciou ao seu cargo e retirou-se para um convento, onde cumpria, fielmente, as suas obrigações religiosas e se dedicava intensamente aos estudos. Pelos seus profundos conhecimentos, presidiu ao II Concílio de Sevilha, em 619, e ao IV Concílio de Toledo, em 633, dos quais saíram leis muito importantes para a Igreja, de modo que a religiosidade se enraizou no país. Por isso, foi chamado "Pai dos Concílios" e "mestre da Igreja" da Idade Média. Isidoro foi um verdadeiro exemplo de dedicação aos outros e à caridade. A casa onde vivia estava sempre cheia de mendigos e necessitados. No dia 4 de Abril de 636, sentindo que a morte estava próxima, dividiu todos os seus bens pelos pobres; publicamente pediu perdão dos seus pecados; recebeu a unção dos enfermos e, pela última vez, a eucaristia; e, enquanto rezava aos pés do altar, ali morreu. Isidoro deixou escrita uma grande obra sobre cultura, filosofia e teologia. Foi considerada a mais valiosa do século VII. Dos seus escritos é importante destacar uma enciclopédia - em vinte e um volumes, chamada Etimologias - considerada como sendo o primeiro dicionário escrito; um livro com a biografia dos principais homens e mulheres da Bíblia; regras para mosteiros e conventos; muitos comentários acerca de cada um dos livros da Bíblia. Foi canonizado, em 1598, pelo Papa Clemente VIII. Em 1722, o Papa Bento XIV proclamou Santo Isidoro de Sevilha doutor da Igreja. A memória litúrgica de Santo Isidoro de Sevilha faz-se no dia 4 de Abril.