PALAVRA COM SENTIDO
“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)
O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…
sábado, 4 de maio de 2013
DIA DA MÃE
BENTO XVI REGRESSA AO VATICANO
PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO
“…Celebramos hoje a festa de São José Operário, e iniciamos o mês tradicionalmente dedicado a Nossa Senhora. A figura de São José remete-nos para a dignidade e importância do trabalho, pois foi com o seu pai adoptivo que Jesus aprendeu a trabalhar. De facto, o trabalho enche o homem de dignidade e, em certo sentido, assemelha-o a Deus que, como se lê na Bíblia, “trabalha sempre” (cf. Jo 5,17). Isso leva-nos a pensar em tantas pessoas que se encontram desempregadas, muitas vezes por causa de uma concepção económica que busca somente o lucro egoísta. Também São José teve de enfrentar momentos difíceis, saindo vencedor pela confiança em Deus que nunca nos abandona. Ao lado de São José, Nossa Senhora acompanhava, com carinho e ternura, o crescimento do Filho de Deus feito homem. Aproveitemos o mês de Maio para reforçar a consciência da importância e beleza da oração do terço que permite aprender de Nossa Senhora a contemplar os mistérios da vida de Jesus, percebendo sempre mais a Sua presença junto de nós.”
PARA REZAR
Louvado sejais, Senhor, pelos povos de toda a terra
Na terra se conhecerão os vossos caminhos
e entre os povos a vossa salvação.
e governais as nações sobre a terra.
Deus nos dê a sua bênção,
e chegue o seu louvor aos confins da terra.
SANTOS POPULARES
Catarina nasceu em Bolonha no ano de 1413, filha de Benvenuta Mamolin e de Giovani Vigri. Foi educada na corte de Ferrara, como dama de companhia de Margarida, filha de Nicolau III, marquês D’Este, ao serviço de quem estava o seu pai como diplomata. Aos treze anos de idade, após ter ficado órfã de pai e depois do casamento de Margarida com Roberto Malatesta, de Rimini, Catarina decide-se pela vida religiosa. Foi exactamente na corte de Ferrara, num ambiente moralmente deturpado, que a semente da vocação religiosa germinou no coração de Catarina. Deixando a mãe, uma irmã e um irmão, entrou num mosteiro de Terciárias Agostinianas, em1427, com apenas catorze anos. Esta comunidade tinha sido fundada por uma grande dama de Ferrara, Lúcia Mascaroni, que na época a dirigia. Durante a sua permanência na corte de Ferrara, Catarina mantivera estreito contacto com os Frades Menores da Observância, no Convento do Santo Espírito, onde recebia a orientação espiritual que solidificou o seu desejo de servir a Deus. Percebendo que a comunidade na qual ingressara não vivia com radicalidade evangélica a sua opção, sentia cada vez mais o anseio de que, de comum acordo, passassem a viver a Regra de Santa Clara, e que tivessem a orientação dos Frades Observantes, cujo testemunho de vida sempre a impressionara. Com o apoio sincero e confiante de Lúcia Mascaroni - depois de inúmeras dificuldades e vicissitudes motivadas por divisões internas do grupo de mulheres que viviam, então, no Mosteiro Corpus Christi, mas por influência decisiva de Catarina - adotam finalmente a Regra própria de Santa Clara. O Papa Eugénio IV, numa bula de Abril de 1431, enviou algumas Clarissas de Mântua para que formassem as componentes da nova comunidade, estimulando a exacta observância da Regra no seu primitivo rigor, atendendo assim às santas aspirações de Catarina e das suas companheiras. Depois de algum tempo de aprofundamento neste estilo de vida - o que considerou como o seu noviciado - Catarina professou, em 1432, com dezanove anos de idade, a Regra de Santa Clara, pela qual tanto lutara. Catarina era de saúde muito delicada, mas esquecia-se complemente de si mesma, impondo a si mesma os trabalhos mais pesados e difíceis para poupar as demais. Desempenhou muitas funções ao serviço da sua comunidade: entre elas, a de padeira e de enfermeira. Foi exemplar na humildade e na obediência, no meio de inúmeras tentações de rebelião e de desespero, durante boa parte de sua vida em Ferrara. Era sempre pródiga na caridade para com as suas irmãs. Dotada de uma inteligência, de uma sensibilidade e de uma perspicácia únicas, destacou-se como grande escritora, poetisa, pintora e mística do renascimento italiano. O seu estilo literário é original, precioso para o estudo da própria língua italiana da época, no dialeto da sua região. Jamais quis aceitar o ofício de abadessa em Ferrara, mas foi, durante muitos anos, mestra de noviças. O seu livro “As Sete Armas Espirituais” é uma síntese belíssima da sua pedagogia espiritual. Na perspectiva de realizar uma nova fundação em Bolonha, Catarina foi escolhida como abadessa, nas véspera da partida das fundadoras, em cujo grupo ela já se contava. O temor em relação à difícil missão que o Senhor lhe pedia fez com que adoecesse gravemente naquela noite, tanto que pensavam as Irmãs que não sobreviveria. Mas, na manhã seguinte, como por um milagre, partia com quinze companheiras para Bolonha, numa viagem memorável, em carruagem adaptada como clausura, que o povo acompanhava ou aclamava com júbilo. Era o ano de 1456. Em pouco tempo, duplicou o número de Irmãs, em Bolonha. A fama de santidade de Catarina atrai muitas jovens. A própria mãe de Catarina e a sua irmã fazem-se clarissas. O Mosteiro Corpus Domini, de Bolonha, torna-se um verdadeiro centro espiritual naquela cidade de douta cultura. O número de Clarissas rapidamente chega a sessenta. Entre as mais fiéis colaboradoras de Catarina estão as Bem-aventuradas: Giovana Lambertini (+1476), Paula Mezzavaca (1426-1482) e Iluminata Bembo (+1496). Todas elas entraram no Convento em Ferrara, antes da observância da Regra de Santa Clara; participaram do grupo que fundou o Mosteiro de Bolonha e foram exemplares no seu testemunho de vida. A Irmã Iluminata Bembo foi a primeira biógrafa de Santa Catarina. O seu manuscrito “Espelho de Iluminação” conserva-se actualmente no Mosteiro Corpus Domini de Bolonha, com as obras pessoais de Catarina: ‘As Armas necessárias às batalhas espirituais’, ‘Breviário’, ‘Tratado sobre o modo de comportar-se nas tentações’, ‘Regras de vida religiosa’, ‘Louvores e devoções’, ‘Cartas’, ‘Louvores espirituais e poesias’ - todos manuscritos autógrafos e alguns inéditos. A partir de 1461, Catarina passa por períodos sucessivos de grave doença, até à sua morte a 9 de Março de 1463. Foi beatificada pelo Papa Clemente VII. Em 1712, Clemente XI declarou-a santa. O seu corpo conserva-se incorrupto, em perfeito estado de conservação e flexível, na Igreja do Mosteiro Corpus Domini: Catarina está sentada, com a Regra de Santa Clara nas mãos. É um dos casos mais interessantes da história! A festa litúrgica de Santa Catarina de Bolonha celebra-se no dia 9 de Maio.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
FESTA DO CREDO
PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA REZAR
é paciente e misericordioso.
O Senhor é bom para com todos;
a sua ternura repassa todas as suas obras.
Louvem-te, Senhor, todas as tuas criaturas;
todos os teus fiéis te bendigam.
Dêem a conhecer a glória do teu reino
e anunciem os teus feitos poderosos
para mostrar aos homens as tuas proezas
e o esplendor glorioso do teu reino.
O teu reino é um reino para toda a eternidade
SANTOS POPULARES
“…Atanásio foi sem dúvida um dos Padres da Igreja antiga mais
importantes e venerados. Este grande santo é, sobretudo, um apaixonado teólogo
da encarnação do Logos, o Verbo de Deus, que, como diz o prólogo do quarto
Evangelho "se fez carne e veio habitar entre nós" (Jo 1, 14). Tendo falecido o Bispo Alexandre, Atanásio tornou-se, em 328, seu sucessor como Bispo de Alexandria e, logo depois, demonstrou-se decidido a recusar qualquer compromisso em relação às teorias arianas condenadas pelo Concílio niceno. A sua intransigência, tenaz e por vezes muito dura, mesmo se necessária, contra quantos se tinham oposto à sua eleição episcopal e sobretudo contra os adversários do Símbolo niceno, atraiu a implacável hostilidade dos arianos e dos filo-arianos(…) A crise ariana, que se pensava estar resolvida em Niceia, continuou por decénios, com vicissitudes difíceis e divisões dolorosas na Igreja. E, por cinco vezes, entre 336 e 366, Atanásio foi obrigado a abandonar a sua cidade, passando 17 anos no exílio e sofrendo pela fé. Mas durante as suas forçadas ausências de Alexandria, o Bispo teve a oportunidade de defender e difundir no Ocidente, primeiro em Trier e depois em Roma, a fé nicena e também os ideais do monaquismo, abraçados no Egipto pelo grande eremita Antão com uma opção de vida à qual Atanásio sempre esteve próximo. Santo Antão, com a sua força espiritual, era a pessoa mais importante na defesa da fé de Santo Atanásio. Voltando de novo, e definitivamente, à sua sede, o Bispo de Alexandria pôde dedicar-se à pacificação religiosa e à reorganização das comunidades cristãs. Faleceu a 2 de Maio de 373, dia em que celebramos a sua memória litúrgica (…)”








