PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

domingo, 12 de maio de 2013

SEMANA DA VIDA



A ‘Semana da Vida’, que decorre de 12 a 19 de Maio, corresponde ao apelo do Papa João Paulo II que propunha “uma celebração anual em defesa da vida, com o objectivo de suscitar nas consciências, nas famílias, na Igreja e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições, concentrando a atenção de modo especial na gravidade do aborto e da eutanásia”. A Igreja sempre pugnou por que a família tivesse, na sociedade e na vida, o lugar relevante que lhe é próprio, reconhecido pela legislação, pelos políticos, por toda a sociedade. Sublinhamos o que diz a Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa: ‘A força da Família em tempo de crise’:
“…A família representa um bem público, um bem social. Podemos encará-la na perspetiva do seu relevo privado, como um bem para a realização pessoal, no plano afetivo, espiritual ou outros, de cada um dos seus membros. Mas devemos também encará-la na perspetiva do seu relevo social, do bem que representa para a sociedade no seu todo. Podemos caracterizá-la como a fonte básica do capital humano, social e espiritual de uma sociedade, a que assegura o seu futuro e o seu crescimento harmonioso. A saúde e coesão de uma sociedade dependem, por isso, da saúde e coesão da família. Só a família concebida a partir do compromisso definitivo entre um homem e uma mulher pode desempenhar esta função social. As alterações legislativas que, entre nós como noutros países, vêm redefinindo o casamento de forma a nele incluir uniões de pessoas do mesmo sexo, esquecem esta verdade fundamental. A família é a primeira e mais básica das instituições sociais, antes de mais porque assegura a renovação das gerações, sendo a primeira função de qualquer comunidade a de assegurar a sua própria sobrevivência e renovação. E cumpre essa função porque representa o contexto mais adequado e harmonioso para a educação das novas gerações. A família é o santuário da vida e do amor, lugar da manifestação de «uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura» (Papa Francisco)…”

 
O Secretariado Vicarial da Pastoral Familiar promove um encontro de oração pela vida, no dia 17 de Maio, às 21.00 h, frente à Igreja Paroquial de Escapães – Santa Maria da Feira.

SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR



«…A solenidade da Ascensão do Senhor deveria encher-nos de serenidade e de entusiasmo, precisamente como aconteceu com os Apóstolos que, do Monte das Oliveiras, voltaram a partir "repletos de alegria". Como eles, também nós, aceitando o convite dos "dois homens em trajes resplandecentes", não devemos ficar a olhar o céu mas, sob o impulso do Espírito Santo, temos que ir a toda a parte e proclamar o anúncio salvífico da morte e ressurreição de Cristo. Acompanham-nos e são-nos de conforto as suas próprias palavras, com as quais se encerra o Evangelho segundo São Mateus. "E Eu estarei sempre convosco, até ao fim dos tempos" (Mt 28,20)… A índole histórica do mistério da Ressurreição e da Ascensão de Cristo ajuda-nos a reconhecer e a compreender a condição transcendente da Igreja, que não nasceu e não vive para suprir a ausência do seu Senhor "desaparecido", mas sobretudo encontra a razão do seu ser e da sua missão na presença permanente, embora invisível, de Jesus; uma presença que actua através do poder do seu Espírito. Com outros termos, poderíamos dizer que a Igreja não desempenha a função de preparar a vinda de um Jesus "ausente" mas, ao contrário, vive e age para proclamar a sua "presença gloriosa" de maneira histórica e existencial. Desde o dia da Ascensão, cada comunidade cristã progride no seu itinerário terreno rumo ao cumprimento das promessas messiânicas, alimentada pela Palavra de Deus, alimentada pelo Corpo e Sangue do seu Senhor. Esta é a condição da Igreja – recorda o Concílio Vaticano II – enquanto "continua o seu peregrinar entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha"…» (da homilia do Papa Bento XVI, em 24 de Maio de 2009)

 

ANO DA FÉ



CONCERTO DE MÚSICA SACRA

Na Igreja Matriz de Santa Maria da Feira, dia 18 de Maio, às 21.30 h, com a presença do Grupo Coral da Juventude de Sanguedo e do Orfeão da Feira.

PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO




 
- na audiência-geral de 8 de Maio: catequese sobre o Espírito Santo

“…O Espírito Santo é o grande dom de Cristo ressuscitado, que abre a nossa mente e o nosso coração para crer em Jesus como o Filho enviado pelo Pai e que nos conduz à amizade e à comunhão com Deus e os irmãos. A propósito da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, confessamos, no Credo: é «Senhor que dá a vida». O Espírito Santo é «Senhor»: quer dizer que é verdadeiramente Deus como o Pai e o Filho; e Ele «dá a vida», ou seja, é a fonte inesgotável da vida de Deus em nós. Como ouvistes, na passagem da Carta aos Romanos lida ao início, é o Espírito que «faz de nós filhos adoptivos. É por Ele que clamamos: Abbá, ó Pai!». O Espírito Santo traz aos nossos corações a própria vida de Deus, uma vida de verdadeiros filhos, num relacionamento feito de confidência, liberdade e confiança no amor misericordioso do Pai, que nos dá também um olhar novo sobre os outros, fazendo-nos ver neles irmãos e irmãs que devemos respeitar e amar…”

PARA REZAR



HINO DA HORA INTERMÉDIA: ASCENSÃO DO SENHOR

 
Depois que triunfou no alto madeiro
O nosso bom Jesus, manso Cordeiro,
Que por nós nele a vida ofereceu;
Levou cativo o nosso cativeiro,
Subindo para o Céu, donde desceu:
Em pago de nos dar a liberdade
Dêmos-Lhe nós a nossa saudade.

Imitemos aqueles valorosos,
Na sua saudosa despedida,
Que d’Ele, que subia, saudosos
Não lhes lembrava já coisa da vida.
Dêmos-Lhe com suspiros piedosos
Em doce pranto a alma consumada,
Pois Ele no-la pôs em liberdade;
Dêmos-Lhe nós a nossa saudade.

SANTOS POPULARES



SANTA GEMMA GALGANI

Gemma Maria Humberta Pia Galgani nasceu no dia 12 de Março de 1878, em Borgonuovo, um pequeno povoado perto da cidade de Lucca, na Itália. O seu pai era farmacêutico e descendente do Beato João Leonardi. A sua mãe era de origem humilde. Os Galgani eram  católicos, muito piedosos. Gemma recebeu este nome porque os pais a acolheram como a pedra mais preciosa das suas vidas e desejando que se tornasse preciosa aos olhos de Deus e da Igreja. ( Gemma, em italiano, significa pedra preciosa ). Gema Galgani teve uma infância feliz, cercada das coisas do cristianismo. Muito pequena, aprendeu orações que não se cansava de recitar e pedia constantemente à mãe que lhe contasse coisas da vida de Jesus. Os valores da fé e da religião entranharam-se, profundamente, no seu coração de criança. Mas esta felicidade terminou aos sete anos. A sua mãe morreu precocemente e a dor da sua falta levou ao falecimento, também prematuro, do pai. Ficando órfã, caiu doente e só suplantou a grave enfermidade graças ao abrigo e cuidados encontrados no seio de uma família de Lucca. Família muito católica, adoptou-a e cuidou da sua formação. Gemma, com a tragédia da perda dos pais, apegou-se ainda mais à religião. Recebeu a Primeira Comunhão antes do tempo marcado para as outras meninas e levava tão a sério o preceito da caridade que dividia a sua merenda com os mais pobres. Manifestou sempre a vontade de se tornar freira. Depois de ter tido, em sonhos, a visão de Nossa Senhora, pediu para entrar no convento da Ordem das Passionistas de Corneto. Porém, a resposta foi negativa. Muito triste com a recusa, fez por si mesma e para si mesma o juramento do serviço religioso e os votos de castidade e caridade. Factos extraordinários começaram, então, a acontecer na sua vida. Quando rezava, Gemma era constantemente vista rodeada de uma luz divina. Conversava com anjos e recebia a visita de São Gabriel da Virgem Dolorosa, santo passionista como ela desejara ser. Apareceram no seu corpo os estigmas de Cristo - as marcas da Sua crucifixão - que lhe trouxeram terríveis sofrimentos. Mas, incarnar os sofrimentos de Cristo era tudo o que ela desejava. Ficando cada vez mais fraca fisicamente, os estigmas e as penitências que se auto infligia acabaram por consumir a sua vida. Padeceu muitas provações, mas nunca se queixou ou deixou de confiar em Jesus. Muito doente, Gemma Galgani morreu aos 25 anos. Uma das irmãs que a acompanhou na hora da sua morte vestiu-lhe o hábito dos Passionistas, que era a ordem à qual Gemma sempre aspirou. Gemma Galgani morreu no dia 11 de Abril de 1903, Sábado Santo, com fama de santa. Logo se expandiu a devoção à “Virgem de Luca” como é conhecida. Muitos milagres são atribuídos à sua intercessão. Gemma Galgani foi beatificada pelo Papa Pio XI, no dia 14 de Maio de 1933 e canonizada no dia 2 de Maio de 1940, pelo Papa Pio XII. A sua memória litúrgica faz-se no dia 11 de Abril. Os Missionários Passionistas e a Diocese de Lucca celebram-na no dia 16 de Maio.