PALAVRA COM SENTIDO
“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)
O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…
quarta-feira, 5 de junho de 2013
FESTA DA EUCARISTIA: 1ª COMUNHÃO
FESTA DO CORPO DE DEUS
PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA REZAR
SANTOS POPULARES
No dia 2 de Janeiro de 1817, 6 meses depois da sua chegada a Lã Valla, Marcelino, o jovem coadjutor de 27 anos, reuniu os seus dois primeiros discípulos: a Congregação dos Irmãozinhos de Maria, ou Irmãos Maristas, nasceu na pobreza e humildade, na total confiança em Deus, sob a protecção de Maria. Além de garantir o seu ministério paroquial, cuida da formação dos seus Irmãos, preparando-os para a missão de mestres cristãos, de catequistas, de educadores dos jovens. Apaixonado pelo Reino de Deus, consciente das imensas carências da juventude, Marcelino, educador nato, fez desses jovens, camponeses sem cultura, apóstolos generosos. Sem tardar abriu escolas. Surgiram novas vocações… e a primeira casa, apesar de aumentada pelo próprio Marcelino, tornou-se pequena demais. As dificuldades são numerosas. O clero, em geral, não compreendeu o projecto deste jovem padre, inexperiente e sem recursos. Mas as populações rurais não cessaram de pedir Irmãos para garantir a instrução cristã das crianças. Marcelino e os seus Irmãos participaram na construção da sua nova casa, para abrigar mais de cem pessoas e que recebeu o nome de "Nossa Senhora de l'Hermitage ". Em 1825, livre da função de coadjutor, pôde dedicar-se inteiramente à sua Congregação: à formação e ao acompanhamento espiritual, pedagógico e apostólico dos seus Irmãos; à visita das escolas e à fundação de novas obras.
Marcelino, homem de fé profunda, não cessou de procurar a vontade de Deus na oração e no diálogo com as autoridades religiosas e com os seus Irmãos. Bem consciente das suas limitações, contava apenas com Deus e a protecção de Maria, a "Boa Mãe", o "Recurso Habitual", a "Primeira Superiora". A sua humildade, o seu sentido profundo da presença de Deus, fizeram-lhe superar, com muita paz interior, as numerosas provações. Rezava amiúde o Salmo 126 - "Se o Senhor não constrói a casa" - convencido de que a Congregação dos Irmãos é obra de Deus, obra de Maria. "Tudo a Jesus por Maria, tudo a Maria para Jesus" é sua divisa.
"Tornar Jesus Cristo conhecido e amado" é a missão dos Irmãos. A escola é o meio privilegiado para essa missão de evangelização. Marcelino inculcou nos seus discípulos o respeito, o amor às crianças, a atenção aos mais pobres, aos mais ingratos, aos mais abandonados, especialmente os órfãos. A presença prolongada entre os jovens, a simplicidade, o espírito de família, o amor ao trabalho, o agir em tudo ao jeito de Maria, são os pontos essenciais de sua concepção educativa.
Em
Marcelino Champagnat foi beatificado pelo Papa Pio XII, no dia 29 de Maio de 1955 e canonizado pelo Papa João Paulo II, no dia 18 de Abril de 1999, na Praça de São Pedro, Roma. A sua memória litúrgica faz-se no dia 6 de Junho.



