PALAVRA COM SENTIDO
“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)
O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…
sábado, 22 de junho de 2013
FESTA DO COMPROMISSO
CATEQUESE: MATRÍCULAS
PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO
- na audiência-geral de 19 de Junho, na Praça de São Pedro
“…A Igreja é o Corpo de Cristo, que é a sua cabeça. Como o corpo de uma pessoa não sobrevive separado da cabeça, assim nós temos de permanecer unidos a Cristo, permitindo-Lhe que actue em nós, que a sua Palavra nos guie e a sua presença eucarística nos alimente e vivifique. A imagem da Igreja como Corpo de Cristo ajuda-nos a ver outro aspecto: há nela uma grande variedade de tarefas e funções, mas todas estão interligadas e concorrem para formar um único corpo vivo, profundamente unido a Cristo. Todos devemos fixar isto: fazer parte da Igreja significa estar unido a Cristo e receber d’Ele a vida divina que nos faz viver como cristãos; significa permanecer unido com o Papa e os Bispos que são instrumentos de unidade e comunhão; significa ainda aprender a superar individualismos e divisões, a entender-nos melhor, a harmonizar as diferenças e riquezas de cada um. Para o corpo sobreviver, os membros devem estar unidos! A unidade é superior aos conflitos…”
PARA REZAR
SALMO 63
Por Vós suspiro,
como terra árida, sequiosa, sem água.
A vossa graça vale mais que a vida:
por isso os meus lábios hão-de cantar-Vos louvores.
Serei saciado com saborosos manjares
e com vozes de júbilo Vos louvarei.
Unido a Vós estou, Senhor,
a vossa mão me serve de amparo.
SANTOS POPULARES
A Tradição apostólica é «pública», não é privada ou secreta.(…)
- A Tradição apostólica é «única». (…)Já nesse momento — encontramo-nos no ano 200 — pode-se ver a universalidade da Igreja, a sua catolicidade e a força unificadora da verdade, que une estas realidades tão diferentes, da Alemanha à Espanha, da Itália ao Egito e à Líbia, na comum verdade que Cristo nos revelou.
- Por último, a Tradição apostólica é, como ele diz em grego - a língua na qual escreveu seu livro - «pneumática», ou seja, espiritual, guiada pelo Espírito Santo: em grego diz-se «pneuma». (…) Onde está a Igreja, aí está o Espírito de Deus; e onde está o Espírito de Deus, aí está a Igreja e toda graça»
Como se pode ver, Ireneu não se limitou a definir o conceito de Tradição. A sua tradição, a Tradição ininterrupta, não é tradicionalismo, pois essa Tradição sempre está internamente vivificada pelo Espírito Santo, que a faz viver de novo, faz que possa ser interpretada e compreendida na vitalidade da Igreja. Segundo o seu ensinamento, a fé da Igreja deve ser transmitida de maneira que apareça como tem de ser, ou seja, «pública», «única», «pneumática», «espiritual». A partir de cada uma destas características, pode-se chegar a um fecundo discernimento sobre a autêntica transmissão da fé no hoje da Igreja. Mas em geral, segundo a doutrina de Ireneu, a dignidade do homem, corpo e alma, está firmemente ancorada na criação divina, na imagem de Cristo e na obra permanente de santificação do Espírito. Esta doutrina é como uma «senda mestra» para esclarecer, a todas as pessoas de boa vontade, o objectivo e os confins do diálogo sobre os valores, e para dar um impulso sempre novo à acção missionária da Igreja, à força da verdade que é a fonte de todos os autênticos valores do mundo…”
A memória litúrgica de Santo Ireneu de Lyon faz-se no dia 28 de Junho
domingo, 16 de junho de 2013
FESTA DA VIDA
COLABORADORES/ZELADORAS DA IGREJA MATRIZ EM CONVÍVIO
PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA REZAR
SANTOS POPULARES
A sua vida transcorria na pobreza, na oração e totalmente imersa na "lectio divina". A Escritura lida, meditada, assimilada, era a luz sob cujo raio o Santo de Nola perscrutava a sua alma na propensão para a perfeição… Ao lado da ascese e da Palavra de Deus, a caridade: na comunidade monástica os pobres sentiam-se em casa. A eles, Paulino não se limitava a dar esmola: acolhia-os como se fossem o próprio Cristo. Tinha reservado para eles uma parte do mosteiro e, fazendo assim, parecia-lhe não que dava, mas que recebia, no intercâmbio de dons entre o acolhimento oferecido e a gratidão orante dos assistidos. Chamava aos pobres seus "padroeiros" e, observando que estavam alojados no andar inferior, gostava de dizer que a sua oração servia de fundamento para a sua casa.
São Paulino não escreveu tratados de teologia, mas os seus poemas e o denso epistolário ( conjunto das suas cartas) são ricos de uma teologia vivida, embebida da palavra de Deus, constantemente perscrutada como luz para a vida. Em particular, sobressai o sentido da Igreja como mistério de unidade. A comunhão era por ele vivida sobretudo através de uma marcada prática da amizade espiritual... Impressiona a afabilidade com que o Santo de Nola canta a própria amizade, como manifestação do único corpo de Cristo, animado pelo Espírito Santo. Eis um trecho significativo, no início da correspondência entre os dois amigos (São Paulino e Santo Agostinho): "Não devemos admirar-nos se, embora distantes, estamos presentes um para o outro e sem nos termos conhecido conhecemo-nos, porque somos membros de um só corpo, temos uma só cabeça, somos inundados por uma só graça, vivemos de um só pão, percorremos o mesmo caminho, habitamos na mesma casa". Como se vê, uma lindíssima descrição do que significa ser cristão, ser Corpo de Cristo, viver na comunhão da Igreja. A teologia do nosso tempo encontrou precisamente no conceito de comunhão a chave de abordagem do mistério da Igreja. O testemunho de São Paulino de Nola ajuda-nos a sentir a Igreja - como no-la apresenta o Concílio Vaticano II - como sacramento da união íntima com Deus, da unidade de todos nós e, por fim, de unidade de todo o género humano…”
Paulino de Nola faleceu no dia 22 de Junho do ano de 431 por isso, a sua memória litúrgica faz-se no dia 22 de Junho.










