PALAVRA COM SENTIDO
“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)
O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…
segunda-feira, 8 de julho de 2013
D. PIO ALVES
PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA REZAR
R./ A terra inteira aclame o Senhor
Aclamai a Deus, terra inteira
cantai a glória do seu nome,
celebrai os seus louvores, dizei a Deus:
SANTOS POPULARES
Quando criança e jovem, revelou sempre uma vivacidade sem medida: gostava de jogar; detestava a disciplina; o trabalho e o estudo eram, para ele, um grande aborrecimento. Aos 13 anos, perdeu a sua mãe e, aos 17, ficou também órfão de pai. Até os 25 anos - mais desejoso de aventura do que de glória - viveu as emoções da guerra: na Dalmácia, na África, nos exércitos de Veneza e depois de Espanha. A sua paixão era o jogo: os dados e as cartas não tinham segredos, para ele. Perdeu tudo ao jogo: património, armas e até a camisa. A natureza tinha-o dotado de um temperamento enérgico: o que queria, tinha de o conseguir. Não havia limites nem obstáculos que lhe barrassem os passos. Mas, um dia, apareceu-lhe uma chaga no pé direito que o deixou imobilizado - ainda que por breve tempo - no hospital de S. Tiago, em Roma. Mal viu a ferida cicatrizada, partiu para novas aventuras de terra e de mar. No outono de 1574, estava na miséria mais completa. Para não mendigar, aceitou - muito a contra gosto - trabalhar como ajudante de pedreiro, na construção do Convento dos Capuchinhos, em Manfredonia, na região de Puglia, província de Foggia. Depois de muitas hesitações e de duros combates interiores, foi vencido pela graça de Deus e, no dia 2 de Fevereiro de 1575, entrou na Ordem dos Capuchinhos. A sua vida mudou radicalmente e a sua inquietação permanente era a prática do bem. Entretanto, a chaga do seu pé reabriu novamente e Camilo teve de retornar ao hospital de S. Tiago. Naquele ambiente de dor, amadureceu - durante quase 9 anos – a sua vocação à caridade. Era tão grande o seu amor e dedicação aos doentes que chegava a esquecer-se de si mesmo. Os Capuchinhos, depois de muitas análises e ponderações, acabaram por considerá-lo inapto para a sua Ordem. Então, Camilo consagrou-se inteiramente à assistência dos doentes. Controlou rapidamente as más inclinações do seu temperamento e colocou-o ao serviço dos seus ideais. São Felipe Neri - seu director espiritual - nem sempre conseguia moderar-lhe os ímpetos e os ardores. Em 1584, foi ordenado presbítero. Cresceu nele o desejo de fundar uma “Companhia de homens de bem” que se consagrassem, por amor de Deus, ao serviço dos doentes. No dia 8 de Setembro de 1584, deu o hábito religioso aos seus primeiros seguidores. Em princípios de Janeiro de 1585 alugou, e mais tarde comprou, a chamada casa da “Madalena”, que haveria de se tornar a Casa Mãe da sua Ordem. No dia 18 de Março de 1586, o Papa Sisto V reconheceu e aprovou a “Companhia dos Ministros dos Enfermos”, até então conhecida como Companhia de Camilo. O mesmo Papa concedeu-lhes o privilégio de levar - visível sobre o peito, pregada no hábito e no manto - uma cruz vermelha. No dia 29 de Junho de 1586, Festa de S. Pedro e de S. Paulo, Camilo e os seus companheiros apareceram, em público, com o sinal previsto no sonho da sua mãe. O Papa Gregório XIV elevou a companhia dos Ministros dos enfermos à dignidade de Ordem Religiosa, com um quarto voto: o de assistir os doentes, mesmo que acometidos de peste ou outras doenças infecciosas. Em 1591, na Festa da Imaculada Conceição, Camilo e mais 25 colegas emitiram os votos solenes. A Ordem, que em 1588 já tinha fundado uma casa em Nápoles, espalhou-se, em pouco tempo, por toda a Itália: Milão, Génova, Florença, Bolonha, Mântua, Ferrara, Messina, Palermo, Viterbo, Quieti, Bucchianico e Borgonuovo. Em toda parte, esta nova Ordem aceitava a assistir os doentes no domicílio, nos hospitais, cuidando de todos os serviços, mesmo os mais humildes. Camilo morreu com 64 anos, no dia 14 de Julho de 1614, na casa de Santa Maria Madalena. A ordem por ele fundada continuou a espalhar-se por todo o mundo. Em 1892, nasceu o ramo feminino da Ordem de São Camilo, pela mão do Padre Luís Tezza. Hoje, as irmãs “Filhas de S. Camilo” estão espalhadas pelo mundo: para além da Itália, estão em vários países da África, na Índia, na Colômbia, no Peru, no Brasil, na Argentina, na Polónia, na Alemanha, na Geórgia, nas Filipinas, no México, na Hungria, em Espanha. Em Portugal, estão em Lamego desde 1990 e têm apenas duas irmãs portuguesas: uma de Lamego e uma da Guarda. Trabalham em diversas obras próprias e tais como: hospitais, ambulatórios, dispensários, lares de idosos, escolas de enfermagem, assistência ao domicílio, leprosarias, casas para doentes com sida e, também, nas Missões. Camilo de Léllis foi canonizado, no dia 29 de Junho de 1746, pelo Papa Bento XIV. O Papa Leão XIII declarou-o padroeiro dos enfermos e dos hospitais. O Papa Pio XI proclamou-o padroeiro dos médicos, enfermeiros e de todo pessoal sanitário. A sua memória litúrgica faz-se no dia 14 de Julho.



