No Evangelho, lemos a parábola do Bom Samaritano, que fala de um homem atacado por assaltantes e deixado quase morto, na valeta. As pessoas passam, olham, mas não param; indiferentes seguem o seu caminho: não é problema delas! Quantas vezes, nós dizemos: não é problema meu! Quantas vezes, olhamos para outro lado e fingimos que não vemos. Somente um samaritano, um desconhecido, olha, pára, levanta-o, estende-lhe a mão e cuida dele (cf. Lc 10, 29-35). Queridos amigos, penso que aqui, neste Hospital, se concretiza a parábola do Bom Samaritano. Aqui não há indiferença, mas solicitude. Não há desinteresse, mas amor. A Associação São Francisco e a Rede de Tratamento da Dependência Química ensinam a debruçar-se sobre quem passa por dificuldades, porque vêem nestas pessoas a face de Cristo; porque nelas está a carne de Cristo que sofre. Obrigado a todo o pessoal do serviço médico e auxiliar aqui empenhado! O vosso serviço é precioso! Realizem-no sempre com amor; é um serviço feito a Cristo presente nos irmãos: «Todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes» (Mt 25, 40), diz-nos Jesus. E quero repetir a todos vós que lutais contra a dependência química; a vós, familiares, que tendes uma tarefa que nem sempre é fácil: a Igreja não está longe dos esforços que fazeis; Ela acompanha-vos com carinho. O Senhor está ao vosso lado e vos conduz pela mão. Olhai para Ele nos momentos mais duros e Ele vos dará consolação e esperança. E confiai, também, no amor materno de Maria, sua Mãe. Esta manhã, no Santuário da Aparecida, confiei cada um de vós ao seu coração. Onde tivermos uma cruz para carregar, Ela, nossa Mãe, estará sempre ao nosso lado. Deixo-vos nas suas mãos, enquanto, afectuosamente, a todos abençoo. Obrigado.
PALAVRA COM SENTIDO
“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)
O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…
sábado, 27 de julho de 2013
O PAPA NO BRASIL
No Evangelho, lemos a parábola do Bom Samaritano, que fala de um homem atacado por assaltantes e deixado quase morto, na valeta. As pessoas passam, olham, mas não param; indiferentes seguem o seu caminho: não é problema delas! Quantas vezes, nós dizemos: não é problema meu! Quantas vezes, olhamos para outro lado e fingimos que não vemos. Somente um samaritano, um desconhecido, olha, pára, levanta-o, estende-lhe a mão e cuida dele (cf. Lc 10, 29-35). Queridos amigos, penso que aqui, neste Hospital, se concretiza a parábola do Bom Samaritano. Aqui não há indiferença, mas solicitude. Não há desinteresse, mas amor. A Associação São Francisco e a Rede de Tratamento da Dependência Química ensinam a debruçar-se sobre quem passa por dificuldades, porque vêem nestas pessoas a face de Cristo; porque nelas está a carne de Cristo que sofre. Obrigado a todo o pessoal do serviço médico e auxiliar aqui empenhado! O vosso serviço é precioso! Realizem-no sempre com amor; é um serviço feito a Cristo presente nos irmãos: «Todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes» (Mt 25, 40), diz-nos Jesus. E quero repetir a todos vós que lutais contra a dependência química; a vós, familiares, que tendes uma tarefa que nem sempre é fácil: a Igreja não está longe dos esforços que fazeis; Ela acompanha-vos com carinho. O Senhor está ao vosso lado e vos conduz pela mão. Olhai para Ele nos momentos mais duros e Ele vos dará consolação e esperança. E confiai, também, no amor materno de Maria, sua Mãe. Esta manhã, no Santuário da Aparecida, confiei cada um de vós ao seu coração. Onde tivermos uma cruz para carregar, Ela, nossa Mãe, estará sempre ao nosso lado. Deixo-vos nas suas mãos, enquanto, afectuosamente, a todos abençoo. Obrigado.
PARA REZAR
SALMO 138
De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,
Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,
O Senhor é excelso e olha para o humilde,
Vós me ajudais contra os meus inimigos.
não abandoneis a obra das vossas mãos.
SANTOS POPULARES
Quando, na sua aldeia, foi aberta a escola, João Maria - já adolescente - frequentou-a durante dois invernos, porque o trabalho do campo não lhe dava outra possibilidade. Aprendeu a ler, a escrever, a contar e a falar francês pois, em sua casa, só se falava o dialecto regional. Quando jovem, ficou doente e passou catorze meses nos hospitais de Lyon e de Roanne; por isso, não pôde inscrever-se para fazer o serviço militar no tempo do império napoleónico. Isso valeu-lhe ter que andar fugido e a viver escondido das autoridades, sempre exposto a grandes perigos.
Desde pequeno, queria ser padre mas esbarrou em dois obstáculos: a pobreza e, sobretudo, a escassa preparação. Em 1813, com vinte anos, entrou no Seminário Santo Irineu, em Lyon. Os cursos que devia frequentar eram dados em latim. Surgiu, de imediato, um grande problema: João Maria não sabia latim; não entendia nada, e nas provas do primeiro mês tirou notas baixa. Foi desclassificado, embora estas notas não fossem definitivas. Procurou, então, entrar na Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, mas não é admitido pelas mesmas razões. Então, foi para Ecully, para estudar Teologia com o seu amigo, padre Balley. Este ensinou-o, usando a língua Francesa, língua que o jovem conhecia. No final do curso, João Maria fez as provas em Francês, e foi aprovado. Depois disto, voltou para o Seminário. Foi ordenado padre em Grenoble, no dia 13 de Agosto de 1815, com 29 anos de idade, pouco depois da Batalha de Waterloo e quando os austríacos invadiram a região onde morava. A par da natural simplicidade e de uma autêntica humildade, irradiava dele algo superior à inteligência: uma forma mais elevada de ver as coisas, que se manifestava nos conselhos que dava; no jeito de conversar com as pessoas; no modo de ouvir os seus problemas e de lhes sugerir soluções; no modo como as confortava. Começou a sua vida sacerdotal como ajudante do seu amigo, agora Bispo Balley que continuou a instruir o jovem Padre Vianney nas áreas da Moral e da Teologia. Em Dezembro de 1817, o estado de saúde do Bispo Balley agravou-se e veio a falecer pouco tempo depois. Então, o Padre João Maria foi nomeado para a paróquia de Ars, que tinha pouco mais de 200 habitantes. João Maria Vianney chegou a Ars na Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 1818. Chegou numa carroça, trazendo alguns móveis e utensílios domésticos, alguns quadros piedosos e o seu maior tesouro: a sua biblioteca de cerca de trezentos volumes. Conta-se que encontrou um pequeno pastor a quem pediu que lhe indicasse o caminho. A conversa foi difícil, pois o menino não falava francês e o dialecto de Ars era diferente do de Écully. Mas acabaram por se entender. A tradição refere que o novo pároco teria dito ao garoto: "Mostraste-me o caminho de Ars; eu mostrar-te-ei o caminho do céu." Um pequeno monumento, feito em bronze, à entrada da aldeia, lembra este encontro. O Padre entrou na povoação cheio de sonhos e de esperanças. João MariaVianney era simples; por isso, quando chegou à paróquia de Ars, devolveu alguns dos móveis que trazia, ficando somente com o mínimo indispensável. A sua alimentação era, também, muito simples; a maior parte das vezes, reduzida a algumas batatas cozidas. O Padre Vianney não imaginava quanto iria sofrer naquela terra. Ars era pequena no tamanho, mas enorme nos problemas: casas de jogatina, de prostituição, de vícios; uma terra verdadeiramente paganizada. A igreja estava sempre vazia. Em 1818, Ars era uma caricatura do que é ser cristão: a fé não era vista com seriedade; o povo não frequentava os sacramentos; o domingo era marcado por festas profanas. O Padre Vianney ocupava muito do seu tempo em oração; a fazer jejuns e penitências. Começou a visitar as famílias, convidando-as a ir à Igreja e a participar na Santa Missa. Assim, começou a transformação: alguns começaram a ir à Igreja e, dia após dia, a Igreja começou a encher-se. O padre fundou, então, a Confraria do Rosário para as mulheres e a Irmandade do Santíssimo Sacramento para os homens. Diante disto, os donos dos bares e organizadores de jogatinas começaram uma dura perseguição contra o Padre Vianney. Este chegou a dizer,: “Ah, se eu soubesse o que era ser pároco, teria entrado num convento de monges”. Ars tornou-se lugar de peregrinações. Pessoas cultas, de outras cidades, iam ouvir as homilias do Cura d’Ars. Quando algum padre lhe perguntava qual o segredo de tudo aquilo, o Padre Vianney respondia: “O senhor já passou alguma noite em oração? Já fez algum dia de jejum?”. João Maria Vianney viveu toda a vida dedicado a Deus. Como pároco, dedicou-se inteiramente ao cuidado do seu “rebanho”, sobretudo dos mais pobres. Passou grande parte da sua vida no confessionário. Eram inúmeras as pessoas que vinham a Ars para se confessar. Chegava a estar 14 horas seguidas a confessar os seus paroquianos e quantos o procuravam. O Cura d’Ars acreditava no poder da oração e do jejum, e na resposta amorosa de Deus. Não era grande orador; não falava com eloquência; nas homilias, perdia o fio à meada; muitas vezes, atrapalhava-se e não sabia como acabar o seu pensamento; então, cortava a frase e descia do púlpito acabrunhado. O mesmo acontecia na catequese. No confessionário, porém, tudo era diferente: aconselhava as pessoas; falava de Deus de forma tão amorosa que todos saiam reconfortados. Não sabia usar palavras bonitas, ideias geniais: usava termos do quotidiano das pessoas. No confessionário, viveu intensamente o seu ministério sacerdotal, todo entregue às almas, devorado pela missão, integralmente fiel à sua vocação. A fama da sua acção ultrapassou os limites estreitos de Ars. Das aldeias e cidades vizinhas chegavam peregrinos que desejavam confessar-se a ele. Nos últimos tempos da sua vida, chegaram a ser mais de 200 por dia; mais de 70.000 por ano! O padre Vianney transformou a aldeia de Ars numa terra mais cristã, com mais amor a Deus. O trabalho, a pouca e pobre alimentação, a falta de repouso, foram cansando o velho Cura. Ele bem desejava deixar a paróquia para um pouco de descanso, mas os homens e as mulheres da aldeia pediam-lhe insistentemente para que os não deixasse, e o Padre resolveu permanecer ali. Em 1859, às duas da madrugada, do dia 4 Agosto, o Padre João Maria Vianney, o Cura d’Ars, descansou, finalmente, nas mãos de Deus. Nos dias 04 e 05 de Agosto, mais de trezentos padres e uma incalculável multidão de homens e mulheres desfilaram diante do seu corpo, em pranto, para se despedir e acompanhá-lo até à sua sepultura. Com a multidão, a Igreja curvou-se diante do seu exemplo de santidade. João Maria Vianney foi proclamado “Venerável” pelo Papa Pio IX, em 1872. Foi beatificado pelo Papa Pio X, em 1905. Foi canonizado pelo Papa Pio XI, em 1925 que, em 1929, declarou o Santo Cura d’Ars padroeiro de todos os párocos do mundo. A sua memória litúrgica faz-se no dia 4 de Agosto.
domingo, 21 de julho de 2013
PARA REZAR
O PAPA NO BRASIL
No Domingo passado, em Castelgandolfo, por ocasião da Oração do Angelus, o Papa disse: "Partirei daqui a oito dias, mas muitos jovens partirão, antes de mim, para o Brasil. Rezemos, então, por esta grande peregrinação que começa, a fim de que Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, guie os passos dos participantes e abra os seus corações ao acolhimento da missão que Cristo lhes dará”.
ORDENAÇÕES NA SÉ DO PORTO
No Domingo passado, 14 de Julho, o administrador apostólico da Diocese do Porto, D. Pio Alves, presidiu à ordenação de dois padres e quatro diáconos. Na homilia da celebração, o Sr. Bispo, dirigindo-se a cada um dos ordinandos, disse: “…Hoje terminas uma etapa. Mas a meta do amor a Deus no serviço ao próximo tem um longo caminho que vais continuar a percorrer: com alegria, com generosidade, contando com a real proximidade dos irmãos na fé e no ministério e, sempre, com a fidelidade de Deus. Mas não posso deixar de recordar que te encontrarás também com sacrifícios, dificuldades, tentações, ídolos, nos suportes mais variados, mas sempre dispersivos. Deixo-te um parágrafo do Papa Francisco na sua recente encíclica Lumen Fidei: “o ídolo é um pretexto para se colocar a si mesmo no centro da realidade, na adoração da obra das próprias mãos. Perdida a orientação fundamental que dá unidade à sua existência, o homem dispersa-se na multiplicidade dos seus desejos; negando-se a esperar o tempo da promessa, desintegra-se nos mil instantes da sua história. Por isso, a idolatria é sempre politeísmo, movimento sem meta de um senhor para outro. A idolatria não oferece um caminho, mas uma multiplicidade de veredas que não conduzem a uma meta certa, antes se configuram como um labirinto. Quem não quer confiar-se a Deus, deve ouvir as vozes dos muitos ídolos que lhe gritam: ‘Confia-te a mim!’ A fé, enquanto ligada à conversão, é o contrário da idolatria: é separação dos ídolos para voltar ao Deus vivo, através de um encontro pessoal. Acreditar significa confiar-se a um amor misericordioso que sempre acolhe e perdoa, que sustenta e guia a existência, que se mostra poderoso na sua capacidade de endireitar os desvios da nossa história. A fé consiste na disponibilidade a deixar-se incessantemente transformar pela chamada de Deus. Paradoxalmente, neste voltar-se continuamente para o Senhor, o homem encontra uma estrada segura que o liberta do movimento dispersivo a que o sujeitam os ídolos”. Tens à tua espera uma Sociedade que, mesmo quando não o diz ou diz o contrário, busca horizontes, harmonia, verdade, sentido; uma Sociedade que, quando maltratada pelas agruras da vida, atirada para a borda do caminho, não recusa a presença afetiva e efetiva de um bom samaritano. Cuida-te para poderes cuidar. Não te distraias com os ídolos, não percas o caminho, retoma-o se o perderes: “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6) é Jesus Cristo…”
Foram ordenados presbíteros: Jorge Manuel da Rocha Nunes, de Vilela-Paredes, e Ricardo Álvaro Aguiar Ribeiro, de Soalhães-Marco de Canaveses; e diáconos: Cláudio Manuel Pereira Vieira da Silva, de Santo Ildefonso-Porto, José Joaquim Santos Ribeiro, de Lobão-Santa Maria da Feira, Paulo Sérgio Silva Godinho, de S. Vicente de Pereira-Ovar, e Vítor Nelson Santos Pacheco, das Antas-Porto.
O SANTO PADRE FRANCISCO CONVIDA OS BRITÂNICOS
(e os cristãos de todo o mundo)
A PROTEGER AS CRIANÇAS NÃO NASCIDAS
A temática deste ano, para a Jornada pela Vida, na Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda centra-se no cuidado pelas crianças não nascidas e pelas suas mães, pelos idosos, pelos suicidas e as suas famílias. O texto completo da mensagem do Papa é o seguinte:







