PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

• ∕∕∕INICÍO DA CATEQUESE



Paroquia Feira Matriz

Ano 2013/2014

 

Apresentação:

Para todos os anos

Dia 5 de Outubro pelas 17.30 horas,

Seguida de Eucaristia com envio dos catequistas.

 

 
 
 
A partir do dia 12 de Outubro 2013 nos seguintes horários:



                                                               Catequistas

  • 1º Ano - sábado 17 horas           Madureira ∕ Lina
  • 2º Ano - sábado 17 horas           Arminda ∕ Conceição
  • 3º Ano - sábado 10 horas           Milocas ∕ Paula Salgado
  • 4º Ano - sábado 17 horas           Manel Zé ∕ Faria
  • 5º Ano - sábado 14 horas           Carlos ∕ Rita
  • 6º Ano - sábado 16 horas           Paulino ∕ Bruno ∕ Patrícia
  • 7º Ano - sábado 10.30 horas      Teixeira ∕ Mª Antónia
  • 8º Ano - sábado 10 horas           Paula Magalhães ∕ Ana João
  • 9º Ano - sábado 14 horas           Manuel ∕ Fátima
  • 10º Ano - sábado 17 horas         Paulino ∕ Manuel

domingo, 15 de setembro de 2013

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO





- na Oração do Ângelus: Roma, 15 de Setembro.

“…Na liturgia de hoje, lê-se o 15º capítulo do Evangelho de São Lucas, que contem as três parábolas da misericórdia: a da ovelha tresmalhada, a da moeda perdida e a mais longa de todas as parábolas, típico de São Lucas, a do pai e dos dois filhos – o filho “pródigo” e o filho que se julga “justo”, que se julga santo. Todas estas parábolas falam da alegria de Deus. Deus é alegre. Isto é interessante: Deus é alegre. E qual é a alegria de Deus? A alegria de Deus é perdoar! É a alegria de um pastor que reencontra a sua ovelha; a alegria de uma mulher que encontra a sua moeda; é a alegria de um pai que acolhe, em sua casa, o filho que se tinha perdido, que estava como morto e retornou à vida, que retornou a casa. Aqui está todo o Evangelho; todo o cristianismo.
Não se trata de sentimento, nem de bondadezinha! Pelo contrário! A misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do “cancro” que é o pecado, o mal moral, o mal espiritual. Só o amor preenche os vazios, os precipícios negativos que o mal abre no coração e na história. Só o amor pode fazer isto… E esta é a alegria de Deus.
Jesus é todo misericórdia, é todo amor: é Deus feito homem. Cada um de nós é aquela ovelha tresmalhada, aquela moeda perdida; cada um de nós é aquele filho que comprometeu a sua liberdade seguindo ídolos falsos, miragens de felicidade, e perdeu tudo. Mas, Deus não nos esquece; o Pai não nos abandona nunca. É um Pai paciente; espera-nos sempre! Respeita a nossa liberdade, mas permanece sempre fiel.
E, quando retornamos a Ele, acolhe-nos como filhos, na sua casa, porque nunca deixa, nem por um momento, de esperar-nos com amor. E o seu coração está em festa por cada filho que retorna. Está em festa porque é Alegria. Deus vive esta alegria quando um de nós, pecador, vai ao seu encontro e pede o seu perdão.
Qual é o perigo? É que tenhamos a presunção de ser justos e julguemos os outros. Muitas vezes, até, julgamos Deus, porque pensamos que deveria castigar os pecadores; condená-los à morte em vez de perdoar. Então, sim: corremos o risco de ficar fora da casa do Pai como aquele irmão mais velho da parábola que, em vez de ficar feliz porque o seu irmão regressou, se zangou com o pai que o acolheu e fez festa. Se, no nosso coração, não há misericórdia, alegria do perdão, não estamos em comunhão com Deus - mesmo que observemos todos os preceitos – porque é o amor que salva e não a simples prática dos preceitos. É o amor a Deus e ao próximo que dá cumprimento a todos os mandamentos. E isto é o amor de Deus, a sua alegria: perdoar…”

PARA REZAR



SALMO 51

 

R/. - Vou partir e vou ter com meu pai.

 

Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,

pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.

Lavai-me de toda a iniquidade

e purificai-me de todas as faltas.

 

Criai em mim, ó Deus, um coração puro

e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.

Não queirais repelir-me da vossa presença

e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.

 

Abri, Senhor, os meus lábios,

e a minha boca anunciará o vosso louvor.

Sacrifício agradável a Deus é um espírito arrependido:

não desprezeis, Senhor, um espírito humilhado e contrito.

SANTOS POPULARES



 
SANTA HILDEGARDA DE BINGEN

“…Hildegarda nasceu em 1089 em Bermersheim, perto de Alzey, de pais de linhagem nobre e ricos proprietários de terras. Aos oito anos foi aceite como oblata na abadia beneditina de Disibodenberg, onde, em 1115, emitiu a profissão religiosa. Com a morte de Jutta de Sponheim, por volta de 1136, Hildegarda foi chamada a suceder-lhe como magistra. De saúde física frágil, mas vigorosa no espírito, comprometeu-se profundamente por uma renovação adequada da vida religiosa. Fundamento da sua espiritualidade foi a regra beneditina, que indica o equilíbrio espiritual e a moderação ascética como caminhos para a santidade. Depois do aumento numérico das monjas, devido sobretudo à grande consideração pela sua pessoa, por volta de 1150 fundou um mosteiro na colina chamada Rupertsberg, nas proximidades de Bingen, para onde se transferiu juntamente com vinte irmãs de hábito. Em 1165, instituiu outro em Eibingen, na margem oposta do Reno. Foi abadessa de ambos.
Dentro dos muros claustrais ocupou-se do bem espiritual e material das irmãs de hábito, favorecendo de modo particular a vida comunitária, a cultura e a liturgia. Fora deles comprometeu-se activamente por robustecer a fé cristã e fortalecer a prática religiosa, contrastando as tendências heréticas dos cátaros, promovendo a reforma da Igreja com os escritos e a pregação, contribuindo para melhorar a disciplina e a vida do clero. A convite - primeiro de Adriano IV e depois de Alexandre III - Hildegarda exerceu um apostolado fecundo ( na época não muito frequente para uma mulher ) efectuando algumas viagens não sem incómodos e dificuldades, para pregar até nas praças públicas e em várias igrejas-catedrais, como aconteceu entre outras em Colónia, Tréveros, Liege, Mogúncia, Metz, Bamberga e Würzburg. A profunda espiritualidade presente nos seus escritos exerce uma influência relevante quer nos fiéis, quer em grandes personalidades da sua época, abrangendo numa renovação incisiva a teologia, a liturgia, as ciências naturais e a música.
Atingida por uma doença, no Verão de 1179, Hildegarda, circundada pelas irmãs de hábito, adormeceu no Senhor em odor de santidade no mosteiro do Rupertsberg, perto de Bingen, a 17 de Setembro de 1179…
O ensinamento da santa monja beneditina coloca-se como uma guia para o Homo viator. A sua mensagem é extraordinariamente actual no mundo contemporâneo, de modo especial sensível ao conjunto dos valores propostos e vividos por ela. Pensamos, por exemplo, na capacidade carismática e especulativa de Hildegarda, que se apresenta como um incentivo vivaz à pesquisa teológica; na sua reflexão sobre o mistério de Cristo, considerado na sua beleza; no diálogo da Igreja e da teologia com a cultura, a ciência e a arte contemporânea; no ideal de vida consagrada, como possibilidade de realização humana, na valorização da liturgia, como celebração da vida; na ideia de reforma da Igreja, não como estéril mudança das estruturas, mas como conversão do coração; na sua sensibilidade pela natureza, cujas leis devem ser tuteladas e não violadas.
Por isso a atribuição do título de Doutor da Igreja universal a Hildegarda de Bingen tem um grande significado para o mundo de hoje e uma extraordinária importância para as mulheres. Em Hildegarda resultam expressos os valores mais nobres da feminilidade: por isso também a presença da mulher na Igreja e na sociedade é iluminada pela sua figura, tanto na óptica da pesquisa científica como na da acção pastoral. A sua capacidade de falar a quantos estão distantes da fé e da Igreja fazem de Hildegarda uma testemunha credível da nova evangelização…” (palavras de Bento XVI: 7 de Outubro de 2012)