- na Audiência
Geral: Roma, 18 de Setembro.
“…A Igreja é como uma mãe boa que indica a estrada que devemos
seguir na vida, sabe ser paciente, misericordiosa e compreensiva e colocar-nos
nas mãos de Deus. Em primeiro lugar, a Igreja indica-nos a estrada para
amadurecermos na vida; um exemplo disso são os Dez Mandamentos. Estes não são
uma série de «nãos», mas o modo de nos comportarmos bem com Deus, connosco e
com os outros. Em segundo lugar, a Igreja é compreensiva e misericordiosa como
uma mãe que pacientemente acompanha os filhos, mesmo crescidos; e, até quando
erram, sabe encontrar maneira de os compreender e ajudar. A Igreja nunca fecha
as portas; não julga, mas oferece o perdão de Deus, sem medo de entrar na noite
de seus filhos, para lhes dar esperança. Finalmente, pelo bem dos filhos, as
mães sabem bater a todas as portas, sobretudo à porta do coração de Deus.
Quanto rezam as mães pelos filhos! E sem nunca se cansarem! Queridas mães,
continuai a rezar, a confiar os vossos filhos a Deus. Ele tem o coração grande!
Isto mesmo faz a Igreja: coloca nas mãos do Senhor todas as situações dos seus
filhos. Confiemos na força da oração da Igreja, nossa querida Mãe…”
- na Homilia da Missa, em
Santa Marta, no dia 20 de Setembro
“…Não se pode
servir a Deus e ao dinheiro… O dinheiro pode desviar-nos da fé e, nessas situações,
ficamos doentes...O dinheiro faz adoecer o pensamento e a fé e faz-nos ir por
outros caminhos… Alguns - que são católicos e até vão à missa, porque assim têm
mais estatuto - fazem as suas negociatas, vivendo numa cultura do
dinheiro...Escolhem a via do dinheiro e essa sedução leva à corrupção. E Jesus
foi claro em relação a este assunto: “Não se pode servir a Deus e ao dinheiro”. Não se
pode. Ou um ou o outro! Isto não é comunismo, hen! Isto é o evangelho puro!
Estas são as palavras de Jesus! O que é que acontece com o dinheiro? O dinheiro
começa por dar um certo bem-estar. Depois a pessoa sentes-te importante e
deixa-se dominar pela vaidade. A vaidade não serve para nada, mas tu sentes-te
uma pessoa importante: isto é a vaidade. E da vaidade chega-se à soberba e ao
orgulho. São três degraus, neste caminho: riqueza, vaidade e orgulho. Ninguém
se salva com o dinheiro. Este é o caminho oferecido pelo diabo, o caminho das
tentações. Como diz S. Paulo, ‘vivamos na justiça, na fé e na caridade’ e,
assim, evitaremos as tentações do dinheiro e seguiremos os Mandamentos da Lei
de Deus... Alguém poderia dizer:
‘Mas, Padre,
eu leio os Dez mandamentos e nenhum fala mal do dinheiro. Contra que Mandamento
se peca quando um de nós faz uma coisa pelo dinheiro?”. Pecas contra o primeiro
mandamento! Pecas por idolatria! Eis porquê: Porque o dinheiro torna-se num
ídolo e tu prestas-lhe culto! E, por isso, Jesus diz-nos que não podemos servir
ao ídolo dinheiro e ao Deus Vivo: ou um ou outro. Os primeiros padres da Igreja
– do seculo III, mais ou menos entre os anos 200 e 300 - diziam uma palavra
muito forte: ‘O dinheiro é o excremento do diabo’…” (trad. Livre. Cf. rádiovaticana )