PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO




- na Audiência Geral: Roma, 18 de Setembro.

“…A Igreja é como uma mãe boa que indica a estrada que devemos seguir na vida, sabe ser paciente, misericordiosa e compreensiva e colocar-nos nas mãos de Deus. Em primeiro lugar, a Igreja indica-nos a estrada para amadurecermos na vida; um exemplo disso são os Dez Mandamentos. Estes não são uma série de «nãos», mas o modo de nos comportarmos bem com Deus, connosco e com os outros. Em segundo lugar, a Igreja é compreensiva e misericordiosa como uma mãe que pacientemente acompanha os filhos, mesmo crescidos; e, até quando erram, sabe encontrar maneira de os compreender e ajudar. A Igreja nunca fecha as portas; não julga, mas oferece o perdão de Deus, sem medo de entrar na noite de seus filhos, para lhes dar esperança. Finalmente, pelo bem dos filhos, as mães sabem bater a todas as portas, sobretudo à porta do coração de Deus. Quanto rezam as mães pelos filhos! E sem nunca se cansarem! Queridas mães, continuai a rezar, a confiar os vossos filhos a Deus. Ele tem o coração grande! Isto mesmo faz a Igreja: coloca nas mãos do Senhor todas as situações dos seus filhos. Confiemos na força da oração da Igreja, nossa querida Mãe…”

 

- na Homilia da Missa, em Santa Marta, no dia 20 de Setembro

“…Não se pode servir a Deus e ao dinheiro… O dinheiro pode desviar-nos da fé e, nessas situações, ficamos doentes...O dinheiro faz adoecer o pensamento e a fé e faz-nos ir por outros caminhos… Alguns - que são católicos e até vão à missa, porque assim têm mais estatuto - fazem as suas negociatas, vivendo numa cultura do dinheiro...Escolhem a via do dinheiro e essa sedução leva à corrupção. E Jesus foi claro em relação a este assunto: “Não se pode servir a Deus e ao dinheiro”. Não se pode. Ou um ou o outro! Isto não é comunismo, hen! Isto é o evangelho puro! Estas são as palavras de Jesus! O que é que acontece com o dinheiro? O dinheiro começa por dar um certo bem-estar. Depois a pessoa sentes-te importante e deixa-se dominar pela vaidade. A vaidade não serve para nada, mas tu sentes-te uma pessoa importante: isto é a vaidade. E da vaidade chega-se à soberba e ao orgulho. São três degraus, neste caminho: riqueza, vaidade e orgulho. Ninguém se salva com o dinheiro. Este é o caminho oferecido pelo diabo, o caminho das tentações. Como diz S. Paulo, ‘vivamos na justiça, na fé e na caridade’ e, assim, evitaremos as tentações do dinheiro e seguiremos os Mandamentos da Lei de Deus... Alguém poderia dizer:
‘Mas, Padre, eu leio os Dez mandamentos e nenhum fala mal do dinheiro. Contra que Mandamento se peca quando um de nós faz uma coisa pelo dinheiro?”. Pecas contra o primeiro mandamento! Pecas por idolatria! Eis porquê: Porque o dinheiro torna-se num ídolo e tu prestas-lhe culto! E, por isso, Jesus diz-nos que não podemos servir ao ídolo dinheiro e ao Deus Vivo: ou um ou outro. Os primeiros padres da Igreja – do seculo III, mais ou menos entre os anos 200 e 300 - diziam uma palavra muito forte: ‘O dinheiro é o excremento do diabo’…”
(trad. Livre. Cf. rádiovaticana )

PARA REZAR



SALMO 113

 

R/. Louvai o Senhor, que exalta os humildes.

 

Louvai, servos do Senhor,

louvai o nome do Senhor.

Bendito seja o nome do Senhor,

agora e para sempre.

 

O Senhor domina sobre todos os povos,

a sua glória está acima dos céus.

Quem se compara ao Senhor, nosso Deus,

que tem o seu trono nas alturas

e Se inclina lá do alto a olhar o céu e a terra?

 

Levanta do pó o indigente

e tira o pobre da miséria,

para o fazer sentar com os grandes,

com os grandes do seu povo.

SANTOS POPULARES



SÃO PIO DE PIETRELCINA   
( Santo Padre Pio )

Francesco Forgione nasceu no dia 25 de Maio de 1887, em Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento. Era filho de Grazio Forgione e de Maria Giuseppa de Nunzio. Foi baptizado no dia seguinte, 26 de Maio. Quando tinha 12 anos, recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão. Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí tomado o hábito franciscano no dia 22 de Janeiro. Como era costume nas ordens religiosas, mudou de nome e ficou a chamar-se Frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, no dia 27 de Janeiro de 1907, a dos votos solenes. Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de 1910, em Benevento, precisou de ficar com a sua família até 1916, por motivos de saúde. Em Setembro de 1916, foi mandado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte.
Abrasado pelo amor de Deus e do próximo, o Padre Pio viveu em plenitude a vocação de contribuir para a redenção do homem, segundo a missão especial que caracterizou toda a sua vida e que ele cumpriu através da direcção espiritual dos fiéis, da reconciliação sacramental dos penitentes e da celebração da Eucaristia. O momento mais alto da sua actividade apostólica era aquele em que celebrava a Santa Missa. Os fiéis, que nela participavam, pressentiam o ponto mais alto e a plenitude da sua espiritualidade. No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar os sofrimentos e misérias de tantas famílias, principalmente com a fundação da «Casa Sollievo della Sofferenza» (Casa Alívio do Sofrimento), que foi inaugurada no dia 5 de Maio de 1956. Para o Padre Pio, a fé era a vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se assiduamente na oração. Passava o dia e grande parte da noite em diálogo com Deus. Dizia: «Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-Lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus». A fé levou-o a aceitar sempre a vontade misteriosa de Deus. Viveu imerso nas realidades sobrenaturais. Não só era o homem da esperança e da confiança total em Deus, mas, com as palavras e o exemplo, infundia estas virtudes em todos aqueles que se aproximavam dele. O amor de Deus inundava-o, saciando todos os seus anseios; a caridade era o princípio inspirador do seu dia: amar a Deus e fazê-Lo amar. A sua particular preocupação era “crescer e fazer crescer na caridade” (…) Exerceu, de modo exemplar, a virtude da prudência; agia e aconselhava à luz de Deus. O seu interesse era a glória de Deus e o bem das almas. A todos tratou com justiça, com lealdade e grande respeito. Nele refulgiu a virtude da fortaleza. Bem cedo, compreendeu que o seu caminho haveria de ser o da Cruz, e logo o aceitou com coragem e por amor. Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma. Ao longo de vários anos suportou, com serenidade admirável, as dores das suas chagas.  Quando o seu serviço sacerdotal esteve submetido a investigações, sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Frente a acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores directos e da sua própria consciência. Recorreu, habitualmente, à mortificação para conseguir a virtude da temperança, conforme o estilo franciscano. Era temperante na mentalidade e no modo de viver. Consciente dos compromissos assumidos com a vida consagrada, observou com generosidade os votos professados. Foi obediente, em tudo, às ordens dos seus Superiores, mesmo quando eram gravosas. A sua obediência era sobrenatural na intenção, universal na extensão e integral no cumprimento. Exercitou o espírito de pobreza, com total desapego de si próprio, dos bens terrenos, das comodidades e das honrarias. Sempre teve uma grande predilecção pela virtude da castidade. O seu comportamento era, em todo o lado e para com todos, modesto. Considerava-se sinceramente inútil, indigno dos dons de Deus, cheio de misérias e ao mesmo tempo de favores divinos. No meio de tanta admiração do mundo, ele repetia: «Quero ser apenas um pobre frade que reza». Desde a juventude, a sua saúde foi sempre muito frágil e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. A irmã morte levou-o, preparado e sereno, no dia 23 de Setembro de 1968; tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente. No dia 20 de Fevereiro de 1971, apenas três anos depois da morte do Padre Pio, Paulo VI, dirigindo-se aos Superiores da Ordem dos Capuchinhos, disse dele: «Olhai a fama que alcançou, quantos devotos do mundo inteiro se reúnem ao seu redor! Mas porquê? Por ser talvez um filósofo? Por ser um sábio? Por ter muitos meios à sua disposição? Não! Porque celebrava a Missa humildemente, confessava de manhã até à noite e era – como dizê-lo?! – a imagem impressa dos estigmas de Nosso Senhor. Era um homem de oração e de sofrimento». Já gozava de larga fama de santidade durante a sua vida, devido às suas virtudes, ao seu espírito de oração, de sacrifício e de dedicação total ao bem das almas. Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenómeno eclesial, espalhado por todo o mundo e em todas as categorias de pessoas (…) No dia 2 de Maio de 1999, durante uma solene Celebração Eucarística, na Praça de São Pedro, Sua Santidade o Papa João Paulo II, com a sua autoridade apostólica, declarou Beato o Venerável Servo de Deus Pio de Pietrelcina. (…) Foi canonizado no dia 16 de Junho de 2002, pelo Papa João Paulo II. A sua memória litúrgica faz-se no dia 23 de Setembro. (cf. informação da Santa Sé)