PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES: 20 DE OUTUBRO


 
A Igreja celebra, no dia 20 de Outubro, o dia mundial de oração pelas missões. É uma grande oportunidade para redescobrir quanto a Igreja fez, ao longo dos séculos, para elevar a condição humana, na dignidade, na cultura, na educação, na partilha de ajuda social e caritativa. Sabendo que a Igreja nasceu missionária, é importante um renovado trabalho de evangelização; é preciso continuar a anunciar que o Evangelho de Cristo é dinamismo de transformação das realidades terrenas, nos caminhos da paz, da justiça, da solidariedade e da esperança.
Destacamos da mensagem do Papa Francisco: “…A fé é um dom precioso de Deus, que abre a nossa mente para O podermos conhecer e amar. Ele quer entrar em relação connosco, para nos fazer participantes da sua própria vida e encher plenamente a nossa vida de significado, tornando-a melhor e mais bela. Deus nos ama! Mas a fé pede para ser acolhida, ou seja, pede a nossa resposta pessoal, a coragem de nos confiarmos a Deus e vivermos o seu amor, agradecidos pela sua infinita misericórdia. Trata-se de um dom que não está reservado a poucos, mas é oferecido a todos com generosidade: todos deveriam poder experimentar a alegria de se sentirem amados por Deus, a alegria da salvação. E é um dom que não se pode conservar exclusivamente para si mesmo, mas deve ser partilhado; se o quisermos conservar apenas para nós mesmos, tornamo-nos cristãos isolados, estéreis e combalidos. O anúncio do Evangelho é um dever que brota do próprio ser discípulo de Cristo e um compromisso constante que anima toda a vida da Igreja. «O ardor missionário é um sinal claro da maturidade de uma comunidade eclesial» (Bento XVI, Exort. ap. Verbum Domini, 95). Toda a comunidade é «adulta», quando professa a fé, celebra-a com alegria na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus, saindo do próprio recinto para levá-la até às «periferias», sobretudo a quem ainda não teve a oportunidade de conhecer Cristo. A solidez da nossa fé, a nível pessoal e comunitário, mede-se também pela capacidade de a comunicarmos a outros, de a espalharmos, de a vivermos na caridade, de a testemunharmos a quantos nos encontram e partilham connosco o caminho da vida…”

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO


- na Praça de São Pedro, Roma, no dia 16 de Outubro

“… Quando rezamos o Credo, professamos que a Igreja é apostólica. Podemos entender a apostolicidade da Igreja em três sentidos: Em primeiro lugar, a Igreja é apostólica porque está fundada sobre a pregação dos Apóstolos, que conviveram com Cristo e foram testemunhas da sua morte e ressurreição. Em segundo lugar, a Igreja é apostólica, porque Ela guarda e transmite, com ajuda do Espírito Santo, os ensinamentos recebidos dos Apóstolos, dando-nos a certeza de que aquilo em que acreditamos é realmente o que Cristo nos comunicou. Enfim, a Igreja é apostólica porque é enviada a levar o Evangelho a todo o mundo. De fato, a palavra apóstolo significa “enviado”. Esta é uma bela responsabilidade que somos chamados a redescobrir: a Igreja é missionária e não pode ficar fechada em si mesma…”

PARA REZAR



SALMO 121

 

R/. O nosso auxílio vem do Senhor,

      que fez o céu e a terra.

 

Levanto os meus olhos para os montes:

donde me virá o auxílio?

O meu auxílio vem do Senhor,

que fez o céu e a terra.

 

Não permitirá que vacilem os teus passos,

não dormirá Aquele que te guarda.

Não há-de dormir nem adormecer

Aquele que guarda Israel.

 

O Senhor é quem te guarda,

o Senhor está a teu lado, Ele é o teu abrigo.

O sol não te fará mal durante o dia,

nem a lua durante a noite.

 

O Senhor te defende de todo o mal,

o Senhor vela pela tua vida.

Ele te protege quando vais e quando vens,

agora e para sempre.

SANTOS POPULARES



SÃO JOÃO DE CAPISTRANO

João nasceu no dia 24 de Junho de 1386, na cidade de Capistrano, próximo a Áquila, no então reino de Nápoles, actual Itália. Era filho de um conde alemão e uma jovem italiana. Tornou-se um cidadão de grande influência na cidade de Perugia, Itália, onde estudou Direito Civil e Direito Canónico. Aí, casou-se com a filha de outro importante membro da comunidade e foi nomeado governador da cidade, quando se iniciava a revolta contra a dominação do rei de Nápoles. Como João de Capistrano era muito respeitado e julgavam que tinha amigos entre adversários, foi incumbido da tarefa de tentar um diálogo com o rei. Mas, estavam todos enganados: além de não acreditarem nas suas propostas de paz, foi preso. Nessa altura, recebeu a notícia da morte da sua esposa. João tinha trinta e nove anos de idade. Então, tomou a decisão mais importante da sua vida. Deixou todos os seus cargos; vendeu todos os seus bens; pagou o resgate da sua liberdade e pediu para entrar num convento franciscano. Também aí, encontrou muita desconfiança. O superior do convento, antes de permitir que vestisse o hábito, submeteu-o a muitas humilhações, para que, dessa forma, provasse a autenticidade da sua decisão. Tendo sido aprovado, bastou um ano para ser considerado um dos mais respeitados religiosos do convento. João colaborou, intensamente, na reforma da Ordem Franciscana. Desde então, a sua vida foi somente dedicada ao espírito. Durante trinta anos fez rigoroso jejum, duras penitências e dedicou-se às orações. Trabalhou com energia evangelizando na Itália, na França, na Alemanha, na Áustria, na Hungria, na Polónia e, até, na Rússia. Tornou-se num grande pregador e os registos mostram que, após a sua pregação, muitos jovens decidiam entrar na Ordem de São Francisco de Assis. Foi conselheiro de quatro papas. Já idoso, defendeu a Itália numa guerra que ajudou a vencer: a famosa batalha de Belgrado, contra os invasores turcos muçulmanos. João de Capistrano tinha setenta anos de idade, quando um enorme exército ameaçou apoderar-se de toda a Europa, pois já dominava mais de duzentas cidades. O papa Calisto III designou-o como pregador de uma cruzada, que deveria defender a Europa. Com ele à frente, os cristãos tiveram de combater um exército dez vezes maior. A guerra já estava quase perdida e os soldados estavam a ponto de desfalecer, quando surgiu João animando a todos, percorrendo as fileiras e mantendo-os estimulados na fé em Cristo. Agiu, assim, durante onze dias e onze noites sem cessar. Espantados com a atitude de João, os guerreiros muçulmanos apavoraram-se; o exército desorganizou-se e os soldados cristãos dominaram o campo de batalha até a vitória final. Esta vitória foi atribuída ao seu gênio, à sua determinação e à sua fé. Depois deste acontecimento, retirou-se para o Convento de Villach, na Áustria, onde morreu três meses depois, no dia 23 de Outubro de 1456. Foi canonizado, em 1724, pelo Papa Bento XIII. João de Capistrano é considerado o padroeiro dos juízes. A sua memória litúrgica faz-se no dia 23 de Outubro.