PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO



 
- na Audiência geral de 13 de Novembro, Praça de São Pedro - Roma

“…No Credo - através do qual cada domingo fazemos a nossa profissão de fé - nós afirmamos: «Professo um só baptismo, para remissão dos pecados». Trata-se da única referência explícita a um Sacramento no contexto do Credo. Com efeito, o Baptismo constitui a «porta» da fé e da vida cristã. Jesus Ressuscitado deixou aos Apóstolos esta exortação: «Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo» (Mc 16, 15-16). A missão da Igreja é evangelizar e perdoar os pecados através do sacramento baptismal. No entanto, voltemos às palavras do Credo. Esta expressão pode ser dividida em três pontos: «professo»; «um só baptismo»; e «para remissão dos pecados».
«Professo». O que quer dizer isto? É um termo solene, que indica a grande importância do objecto, ou seja, do Baptismo. Com efeito, pronunciando estas palavras, nós afirmamos a nossa verdadeira identidade de filhos de Deus. Num certo sentido, o Baptismo é o bilhete de identidade do cristão, a sua certidão de nascimento e o acto de nascimento na Igreja. Todos vós conheceis o dia em que nascestes e festejais o vosso aniversário, não é verdade? Todos nós festejamos o aniversário. Dirijo-vos uma pergunta, que já formulei outras vezes, mas volto a apresentá-la: quem de vós se recorda da data do seu próprio Baptismo? Levantem a mão: são poucos (e não o pergunto aos Bispos, para que não se envergonhem...). Mas façamos uma coisa: hoje, quando voltardes para casa, perguntai em que dia fostes baptizados; procurai saber o dia do vosso baptismo, porque este é o vosso segundo aniversário. O primeiro é do nascimento para a vida e o segundo é do nascimento na Igreja. Fareis isto? É um trabalho que deveis fazer em casa: procuremos descobrir o dia em que nascemos na Igreja e demos graças ao Senhor porque no dia do Baptismo nos abriu a porta da sua Igreja. Ao mesmo tempo, ao Baptismo está ligada a nossa fé na remissão dos pecados. Com efeito, o Sacramento da Penitência ou Confissão é como um «segundo baptismo», que se refere sempre ao primeiro, para o consolidar e renovar. Neste sentido, o dia do nosso Baptismo é o ponto de partida de um caminho extremamente bonito, um caminho rumo a Deus que dura a vida inteira, um caminho de conversão que é continuamente fortalecido pelo Sacramento da Penitência. Pensai nisto: quando vamos confessar-nos das nossas debilidades, dos nossos pecados, vamos pedir o perdão de Jesus, mas vamos também renovar o Baptismo com este perdão. E isto é bom; é como festejar o dia do Baptismo em cada Confissão. Portanto, a Confissão não é uma sessão numa sala de torturas, mas é uma festa. A Confissão é para os baptizados, para manter limpa a veste branca da nossa dignidade cristã!
Segundo elemento: «um só baptismo». Esta expressão evoca as palavras de São Paulo: «Um só Senhor, uma só fé, um só baptismo» (Ef 4, 5). Literalmente, a palavra «baptismo» significa «imersão» e, com efeito, este Sacramento constitui uma verdadeira imersão espiritual na morte de Cristo, da qual renascemos com Ele como criaturas novas (cf. Rm 6, 4). Trata-se de um banho de regeneração e iluminação. Regeneração, porque realiza aquele nascimento da água e do Espírito, sem a qual ninguém pode entrar no reino dos céus (cf. Jo 3, 5). Iluminação porque, através do Baptismo, a pessoa humana se torna repleta da graça de Cristo, «a verdadeira luz que a todo o homem ilumina» (Jo 1, 9), dissipando as trevas do pecado. Por isso, na cerimónia do Baptismo, aos pais dá-se um círio aceso, para significar esta iluminação; o Baptismo ilumina-nos a partir de dentro com a luz de Jesus. Em virtude deste dom, o baptizado é chamado a tornar-se ele mesmo «luz»  - a luz da fé que ele recebeu  - para os irmãos, especialmente para quantos estão nas trevas e não vislumbram espirais de claridade no horizonte da própria vida.
Podemos interrogar-nos: para mim, o Baptismo constitui um acontecimento do passado, isolado numa data, aquela que hoje vós procurareis, ou uma realidade viva, que diz respeito ao meu presente, a cada momento? Tu sentes-te forte, com o vigor que Cristo te oferece com a sua morte e ressurreição? Ou sentes-te abatido, esgotado? O Baptismo dá-te força e luz. Sentes-te iluminado, com aquela luz que vem de Cristo? És homem e mulher de luz? Ou és uma pessoa obscura, sem a luz de Jesus? É preciso assimilar a graça do Baptismo, que constitui uma dádiva, e tornar-se luz para todos!
Finalmente, uma breve referência ao terceiro elemento: «para remissão dos pecados». No sacramento do Baptismo são perdoados os pecados, o pecado original e todos os nossos pecados pessoais, assim como todas as penas do pecado. Mediante o Baptismo, abre-se a porta a uma novidade de vida concreta, que não é oprimida pelo peso de um passado negativo, mas já pressente a beleza e a bondade do Reino dos céus. Trata-se de uma intervenção poderosa da misericórdia de Deus na nossa vida, para nos salvar. Esta intervenção salvífica não priva a nossa natureza humana da sua debilidade  - todos nós somos frágeis, todos somos pecadores  - e também não nos priva da responsabilidade de pedir perdão cada vez que erramos! Não me posso baptizar várias vezes, mas posso confessar-me e deste modo renovar a graça do Baptismo. É como se eu fizesse um segundo Baptismo. O Senhor Jesus é deveras bondoso e nunca se cansa de nos perdoar. Inclusive quando a porta - que o Baptismo nos abriu para entrar na Igreja - se fecha um pouco, por causa das nossas fraquezas e dos nossos pecados, a Confissão volta a abri-la precisamente porque é como um segundo Baptismo que nos perdoa tudo e nos ilumina para irmos em frente com a luz do Senhor. Vamos em frente assim, cheios de alegria, porque a vida deve ser vivida com o júbilo de Jesus Cristo; e esta é uma graça do Senhor!...”

 

PARA REZAR



SALMO 98

R/. O Senhor virá governar com justiça.

 

Cantai ao Senhor ao som da cítara,

ao som da cítara e da lira;

ao som da tuba e da trombeta,

aclamai o Senhor, nosso Rei.

 

Ressoe o mar e tudo o que ele encerra,

a terra inteira e tudo o que nela habita;

aplaudam os rios,

e as montanhas exultem de alegria.

 

Diante do Senhor que vem,

que vem para julgar a terra;

julgará o mundo com justiça
 
           e os povos com equidade.

SANTOS POPULARES



SÃO CLEMENTE, PAPA

 

Clemente foi o quarto papa da história da Igreja. Nasceu em Roma por volta do ano 35. Também conhecido por Clemente Romano, era filho de uma família hebraica. Foi um dos primeiros a receber o baptismo das mãos de São Pedro. Foi discípulo de Pedro. No ano 68, foi eleito Sumo Pontífice no sucedendo o Papa Anacleto( ou Cleto)
Restabeleceu o Crisma, de acordo com o rito de Pedro;  iniciou a tradição religiosa do uso da palavra ‘Amém’ nas celebrações.
O Papa Clemente escreveu uma carta aos Coríntios. A sua autenticidade está comprovada, o que faz do documento o mais antigo documento cristão não incluído no Novo Testamento. Na carta, Clemente I clama pela restauração de bispos e presbíteros que haviam sido depostos em Corinto, tentando manter a ordem e a obediência aos 12 apóstolos de Cristo; cria ainda as designações de diácono e propriamente de bispo.
Foi um grande defensor da primazia da Igreja de Roma, afirmando que esta e o bispo de Roma - ou seja, o papa - são os detentores das revelações divinas e que possuem verdadeira autoridade sobre todos os cristãos.
Clemente I viveu numa época em que as perseguições aos cristãos eram comuns. Durante o seu papado, houve uma grande perseguição: o papa foi preso pelo imperador romano Trajano e foi condenado a trabalhos forçados, nas minas de cobre de Galípoli. Forçado a deixar Roma, Clementino I renunciou em favor de Evaristo, alegando que os cristãos não podiam ficar sem um guia espiritual. Em Galípoli, pela sua palavra e pelo seu testemunho, muitos presos converteram-se ao cristianismo, o que desagradou o Império Romano. Como punição definitiva, Clemente foi lançado ao mar com uma pedra ao pescoço, no ano 100. O seu corpo foi recuperado e enterrado na Crimeia e, só mais tarde, transferido para Roma. Em sua memória, foi construída a Basílica de São Clemente. A festa litúrgica de São Clemente I, papa e mártir, faz-se no dia 23 de Novembro.