É preciso manter viva a luz do verdadeiro Natal
PALAVRA COM SENTIDO
“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)
O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
NATAL
É preciso manter viva a luz do verdadeiro Natal
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
4ª SEMANA DO ADVENTO
"nascimento", "criança", "rebento".
“A VIRGEM CONCEBERÁ E DARÁ Á LUZ UM FILHO
E O SEU NOME SERÁ DEUS CONNOSCO.”
Eis que Ele vem, o Emanuel.
Eis que Ele bate à porta e aguarda o nosso SIM.
Despertos, acolheremos o Príncipe da Paz.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
FELIZ NATAL, COM JESUS
PARA REZAR
SANTOS POPULARES
Aos 21 anos, no dia 15 de Abril de 1760, entrou no noviciado do Convento de São Boaventura, na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro. Durante o noviciado, distinguiu-se pela sua piedade e pela prática das virtudes. No dia 16 de Abril de 1761, fez o juramento dos Franciscanos, de se empenhar na defesa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, doutrina ainda pouco consolidada, mas aceite e defendida pela Ordem Franciscana. Um ano depois, foi admitido à ordenação sacerdotal, ocorrida em 11 de Julho de 1762. Depois de ordenado sacerdote, foi mandado para o Convento de S. Francisco, em São Paulo, para aperfeiçoar os estudos de filosofia e teologia, e exercitar-se no trabalho apostólico.
A sua maturidade espiritual teve a máxima expressão na sua "entrega a Maria" como Seu "filho e escravo perpétuo". Terminados os estudos, em 1768, foi nomeado pregador, confessor dos leigos e porteiro do Convento, cargo este considerado muito importante pela possibilidade de comunicação com as pessoas de fora do Convento. Esta tarefa permitiu-lhe fazer um grande apostolado, ouvindo e aconselhando a todos. Foi confessor estimado e, muitas vezes, quando era chamado, ia a pé mesmo aos lugares mais distantes. Por volta de 1770, foi designado confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres: as "Recolhidas de Santa Teresa", em São Paulo.
( O Recolhimento era uma espécie de asilo, um espaço de educação para meninas órfãs com o objectivo de as preparar para a vida e, principalmente, para o casamento. É digno de nota que, na época, não havia nada de semelhante; com o passar do tempo e com o desenvolvimento desta instituição, outras funções sociais foram sendo assumidas e estes estabelecimentos acabaram por servir, também, de casa de correção para mulheres desonradas e de espaço de preservação da honra feminina… N.R.).
Neste Recolhimento, Frei António encontrou a Irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa de profunda oração e grande penitência, observante da vida comunitária, que afirmava ter visões nas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo Recolhimento. Frei António Galvão, como confessor, ouviu e estudou tais mensagens e solicitou o parecer de pessoas sábias e esclarecidas, que reconheceram tais visões como válidas.
A data oficial da fundação do novo Recolhimento é o dia 2 de Fevereiro de 1774. A Irmã Helena queria moldar este Recolhimento segundo a Ordem Carmelitana. Mas, o Bispo de São Paulo - franciscano e defensor da Imaculada - quis que seguisse as normas da Ordem das Concepcionistas, fundada pela portuguesa Santa Isabel da Silva, e aprovadas pelo Papa Júlio II, em 1511. Esta fundação passou a chamar-se "Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência". Frei António Galvão aparece como o seu fundador.
A Irmã Helena morreu no dia 23 de Fevereiro de 1775. Durante catorze anos, Frei António Galvão dedicou-se à construção do Recolhimento; durante outros catorze dedicou-se à construção da Igreja, inaugurada no dia 15 de Agosto de 1802. A obra tornou-se, por decisão da UNESCO, "Património Cultural da Humanidade".
Frei António Galvão - além da construção destas obras e dos encargos especiais, dentro e fora da Ordem Franciscana - deu muita atenção e o melhor das suas forças à formação das Recolhidas. Escreveu, para elas, um regulamento ou Estatuto, excelente guia de vida interior e de disciplina religiosa. O Estatuto é o principal escrito e o que melhor manifesta a personalidade deste homem de Deus. Então, o Bispo de São Paulo acrescentou ao Estatuto a permissão para que as Recolhidas pudessem emitir votos enquanto permanecessem na casa religiosa.
Em 1781, Frei António foi nomeado ‘mestre de noviços’ em Macacu, Rio de Janeiro. O Bispo, porém, que o queria em São Paulo, não lhe fez chegar a carta do Superior Provincial. Frei António Galvão, em 1798, foi nomeado Guardião do Convento de S. Francisco, em São Paulo, e reeleito em 1801. Tornou-se Guardião sem deixar a direcção espiritual das Recolhidas. Em 1811, a pedido do Bispo de São Paulo, fundou o Recolhimento de Santa Clara, em Sorocaba, no Estado de S. Paulo. Ai permaneceu onze meses para organizar a comunidade e dirigir os trabalhos iniciais da construção da Casa.
Tendo voltado a São Paulo, viveu no Recolhimento da Luz até à sua morte. Durante a sua doença, passou a morar num "quartinho" atrás do Tabernáculo, no fundo da Igreja, sendo cuidado pelas religiosas, que desejavam prestar-lhe algum alívio e conforto.
António de Sant'Ana Galvão morreu no dia 23 de Dezembro de 1822. A pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na Igreja do Recolhimento que ele mesmo construíra. O seu túmulo é lugar de peregrinação de muitos fiéis que pedem e agradecem as graças recebidas por intercessão do "homem da paz e da caridade" e fundador do Recolhimento de Nossa Senhora da Luz.
Frei António de Sant'Ana Galvão - mais conhecido por Frei Galvão - foi beatificado pelo Papa João Paulo II, no dia 25 de Outubro de 1998; foi canonizado pelo Papa Bento XVI, durante a sua visita ao Brasil, no dia 11 de Maio de 2007. A memória litúrgica de Santo António Galvão, o primeiro santo natural do Brasil, faz-se no dia 23 de Dezembro.



