PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

NATAL


É preciso manter viva a luz do verdadeiro Natal
e evitar que esta seja escondida pelos  natais
que os homens inventaram.
Jesus é o caminho que podemos seguir,
aberto para todos.
É o caminho da paz.
Imersos na sociedade, não podemos deixar de pensar
em todos aqueles que Deus veio procurar.
E são todos.
Em primeiro lugar, os marginalizados da sociedade:
aqueles que, por qualquer razão ou falta de razão,
não tem lugar à mesa nem cama para descansar.
Temos que tentar abrir caminhos, ainda que sejam estreitos.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

4ª SEMANA DO ADVENTO



Nesta 4ª semana somos convidados redescobrir
a novidade escondida em palavras tão frágeis como
"nascimento", "criança", "rebento".
“A VIRGEM CONCEBERÁ E DARÁ Á LUZ UM FILHO
E O SEU NOME SERÁ DEUS CONNOSCO.”
Eis que Ele vem, o Emanuel.
Eis que Ele bate à porta e aguarda o nosso SIM.
Despertos, acolheremos o Príncipe da Paz.

Desperta, Acorda! Aí vem o nosso Deus.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL, COM JESUS


 
Celebrar o Natal é acolher Jesus; fazer Festa com Jesus; deixar que Jesus entre a fazer parte da nossa vida; confiar-lhe as esperanças e expectativas do coração. Celebrar o Natal é ter a certeza do amor incondicional de Deus que se faz novidade; que se reparte por nós; que nos enche de fraterna solidariedade; que nos desafia a viver intensamente os valores da fé. Não nos deixemos aprisionar pelo consumismo, por sentimentos estéreis, pela vaidade das exterioridades e fantasias. O verdadeiro Natal é algo de mais íntimo: do fundo da alma, do coração. Queiramos viver um Natal assim: com Jesus!...
A todos os homens e mulheres de boa vontade - que vivem a verdade do amor e sonham com um mundo de paz e de harmonia - desejamos Festas Felizes, no Natal do Senhor Jesus.

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO


- na Audiência geral de 18 de Dezembro, Praça de São Pedro - Roma


"...Parte superior do formulário
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Este nosso encontro acontece em clima espiritual de Advento, tornado ainda mais intenso pela Novena do Santo Natal, que estamos a viver nestes dias e que nos leva às festividades do Natal. Por isso, hoje, gostaria de reflectir convosco acerca do Natal de Jesus, festa da confiança e da esperança, que supera a incerteza e o pessimismo. E a razão da nossa esperança é esta: Deus está connosco e Deus ainda se fia de nós! Pensai bem nisto: Deus está connosco e Deus ainda se fia de nós. É generoso este Deus Pai! Ele vem habitar com os homens; escolhe a Terra como sua casa, para estar próximo do homem e fazer-Se encontrar onde o homem passa os seus dias na alegria ou na dor. Portanto, a terra não é mais um " vale de lágrimas ", mas é o lugar onde o próprio Deus colocou a sua tenda; é o lugar do encontro de Deus com o homem, da solidariedade de Deus com os homens.
Deus quis compartilhar a nossa condição humana ao ponto de se tornar um de nós, na pessoa de Jesus que é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Mas há algo ainda mais surpreendente!... A presença de Deus no meio da humanidade não foi realizada num mundo ideal, idílico, mas neste mundo real, marcado por tantas coisas boas e más; marcado por divisões, malvadez, pobreza, prepotências e guerras. Ele escolheu habitar na nossa história assim como ela é, com todo o peso dos seus limites e dos seus dramas. Ao fazer isto, mostrou, de modo insuperável, a sua inclinação misericordiosa e cheia de amor para com os seres humanos. Ele é o Deus connosco; Jesus é Deus connosco. Acreditais nisto? Façamos, juntos, esta profissão de fé: Jesus é Deus connosco! Jesus é Deus connosco desde sempre e para sempre connosco nos sofrimentos e dores da história. O Natal de Jesus é a manifestação de que Deus está " plantado ", de uma vez por todas, ao lado do homem, para nos salvar, para nos levantar do pó das nossas misérias, das nossas dificuldades, dos nossos pecados.
Daqui vem o grande "presente" do Menino de Belém: Ele traz-nos uma energia espiritual, uma energia que nos ajuda a não nos afundarmos nos nossos cansaços, nos nossos desesperos, nas nossas tristezas, porque é uma energia que aquece e transforma o coração. O nascimento de Jesus, de facto, traz-nos a boa notícia de que somos amados imensa e individualmente por Deus e este amor não só o torna conhecido mas, também, no-lo dá, no-lo comunica!
Da contemplação alegre do mistério do Filho de Deus nascido para nós, podemos fazer duas considerações.
A primeira é que, se no Natal, Deus se revela não como alguém que está no alto e que domina o universo, mas como Aquele que se humilha, descendo à terra pequeno e pobre, isso significa que, para ser como Ele, não devemos colocar-nos acima dos outros, mas sim baixarmo-nos, colocarmo-nos ao serviço, fazermo-nos pequenos com os pequenos e pobres com os pobres. É uma coisa ruim quando se vê um cristão que não se quer abaixar, que não quer servir. Um cristão que se pavoneia, por todo o lado, é algo de verdadeiramente escandaloso: esse não é cristão, mas pagão. O cristão serve, humilha-se. Façamos com que estes nossos irmãos e irmãs nunca se sintam sozinhos!
A segunda consideração é que se Deus, através de Jesus, se envolveu com o homem ao ponto de se tornar como um de nós, isso significa que tudo o que fizermos a um irmão ou a uma irmã fazemo-lo a Ele. Isto mesmo nos recordou Jesus: quem deu de comer, acolheu, visitou, amou um dos mais pequenos e dos mais pobres dos homens, fê-lo ao Filho de Deus.
Confiemo-nos à intercessão maternal de Maria, Mãe de Jesus e nossa, para que nos ajude, neste Santo Natal, - cada vez mais próximo - a reconhecer no rosto dos outros, especialmente nas pessoas mais débeis ​​e marginalizadas, a imagem do Filho de Deus feito homem.

PARA REZAR


SALMO 24

 

R/. Venha o Senhor: é Ele o rei glorioso.

 

Do Senhor é a terra e o que nela existe,

o mundo e quantos nele habitam.

Ele a fundou sobre os mares

e a consolidou sobre as águas.

 

Quem poderá subir à montanha do Senhor?

Quem habitará no seu santuário?

O que tem as mãos inocentes e o coração puro,

que não invocou o seu nome em vão nem jurou falso.

 

Este será abençoado pelo Senhor

e recompensado por Deus, seu Salvador.

Esta é a geração dos que O procuram,

que procuram a face do Deus de Jacob.

SANTOS POPULARES



SANTO ANTÓNIO DE SANT’ANA GALVÃO

António Galvão de França nasceu no dia 10 de Maio de 1739, em Guaratinguetá, no interior do Estado de S. Paulo. Era filho de António Galvão de França – natural de Faro, capitão-mor da cidade e membro da Ordem Terceira de São Francisco e da Ordem do Carmo que se dedicava, também, ao comércio e era conhecido pela sua particular generosidade – e de Isabel Leite de Barros - filha de fazendeiros ricos, bisneta do famoso bandeirante Fernão Dias Pais, o caçador de esmeraldas - que morreu com apenas 38 anos de idade, com fama de ser imensamente caridosa.
António tinha dez irmãos e viveu com eles numa casa grande e rica, uma vez que os seus pais gozavam de enorme prestígio social e de grande influência política. Viviam num ambiente profundamente religioso. Com 13 anos de idade, António foi para Belém, na Bahia, a fim de estudar no Seminário dos Padres Jesuítas, onde já se encontrava o seu irmão José. Aí permaneceu durante 4 anos, de 1752 a 1756, com notáveis progressos no estudo e na prática da vida cristã. O seu pai, preocupado com as acções do Marques do Pombal contra os jesuítas, aconselhou-o a transferir-se para o Convento dos Frades Menores Descalços de São Pedro de Alcântara, em Taubaté, próximo a Guaratinguetá.
Aos 21 anos, no dia 15 de Abril de 1760, entrou no noviciado do Convento de São Boaventura, na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro. Durante o noviciado, distinguiu-se pela sua piedade e pela prática das virtudes. No dia 16 de Abril de 1761, fez o juramento dos Franciscanos, de se empenhar na defesa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, doutrina ainda pouco consolidada, mas aceite e defendida pela Ordem Franciscana. Um ano depois, foi admitido à ordenação sacerdotal, ocorrida em 11 de Julho de 1762. Depois de ordenado sacerdote, foi mandado para o Convento de S. Francisco, em São Paulo, para aperfeiçoar os estudos de filosofia e teologia, e exercitar-se no trabalho apostólico.
A sua maturidade espiritual teve a máxima expressão na sua "entrega a Maria" como Seu "filho e escravo perpétuo". Terminados os estudos, em 1768, foi nomeado pregador, confessor dos leigos e porteiro do Convento, cargo este considerado muito importante pela possibilidade de comunicação com as pessoas de fora do Convento. Esta tarefa permitiu-lhe fazer um grande apostolado, ouvindo e aconselhando a todos. Foi confessor estimado e, muitas vezes, quando era chamado, ia a pé mesmo aos lugares mais distantes. Por volta de 1770, foi designado confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres: as "Recolhidas de Santa Teresa", em São Paulo.
( O Recolhimento era uma espécie de asilo,  um espaço de educação para meninas órfãs com o objectivo de as preparar para a vida e, principalmente, para o casamento. É digno de nota que, na época, não havia nada de semelhante; com o passar do tempo e com o desenvolvimento desta instituição, outras funções sociais foram sendo assumidas e estes estabelecimentos acabaram por servir, também, de casa de correção para mulheres desonradas e de espaço de preservação da honra feminina… N.R.).
Neste Recolhimento, Frei António encontrou a Irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa de profunda oração e grande penitência, observante da vida comunitária, que afirmava ter visões nas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo Recolhimento. Frei António Galvão, como confessor, ouviu e estudou tais mensagens e solicitou o parecer de pessoas sábias e esclarecidas, que reconheceram tais visões como válidas.
A data oficial da fundação do novo Recolhimento é o dia 2 de Fevereiro de 1774. A Irmã Helena queria moldar este Recolhimento segundo a Ordem Carmelitana. Mas, o Bispo de São Paulo - franciscano e defensor da Imaculada - quis que seguisse as normas da Ordem das Concepcionistas, fundada pela portuguesa Santa Isabel da Silva, e aprovadas pelo Papa Júlio II, em 1511. Esta fundação passou a chamar-se "Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência". Frei António Galvão aparece como o seu fundador.
A Irmã Helena morreu no dia 23 de Fevereiro de 1775. Durante catorze anos, Frei António Galvão dedicou-se à construção do Recolhimento; durante outros catorze dedicou-se à construção da Igreja, inaugurada no dia 15 de Agosto de 1802. A obra tornou-se, por decisão da UNESCO, "Património Cultural da Humanidade".
Frei António Galvão - além da construção destas obras e dos encargos especiais, dentro e fora da Ordem Franciscana - deu muita atenção e o melhor das suas forças à formação das Recolhidas. Escreveu, para elas, um regulamento ou Estatuto, excelente guia de vida interior e de disciplina religiosa. O Estatuto é o principal escrito e o que melhor manifesta a personalidade deste homem de Deus. Então, o Bispo de São Paulo acrescentou ao Estatuto a permissão para que as Recolhidas pudessem emitir votos enquanto permanecessem na casa religiosa.
Em 1781, Frei António foi nomeado ‘mestre de noviços’ em Macacu, Rio de Janeiro. O Bispo, porém, que o queria em São Paulo, não lhe fez chegar a carta do Superior Provincial. Frei António Galvão, em 1798, foi nomeado Guardião do Convento de S. Francisco, em São Paulo, e reeleito em 1801. Tornou-se Guardião sem deixar a direcção espiritual das Recolhidas. Em 1811, a pedido do Bispo de São Paulo, fundou o Recolhimento de Santa Clara, em Sorocaba, no Estado de S. Paulo. Ai permaneceu onze meses para organizar a comunidade e dirigir os trabalhos iniciais da construção da Casa.
Tendo voltado a São Paulo, viveu no Recolhimento da Luz até à sua morte. Durante a sua doença, passou a morar num "quartinho" atrás do Tabernáculo, no fundo da Igreja, sendo cuidado pelas religiosas, que desejavam prestar-lhe algum alívio e conforto.
António de Sant'Ana Galvão morreu no dia 23 de Dezembro de 1822. A pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na Igreja do Recolhimento que ele mesmo construíra. O seu túmulo é lugar de peregrinação de muitos fiéis que pedem e agradecem as graças recebidas por intercessão do "homem da paz e da caridade" e fundador do Recolhimento de Nossa Senhora da Luz.
Frei António de Sant'Ana Galvão - mais conhecido por Frei Galvão - foi beatificado pelo Papa João Paulo II, no dia 25 de Outubro de 1998; foi canonizado pelo Papa Bento XVI, durante a sua visita ao Brasil, no dia 11 de Maio de 2007. A memória litúrgica de Santo António Galvão, o primeiro santo natural do Brasil, faz-se no dia 23 de Dezembro.