PALAVRA COM SENTIDO
“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)
O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…
domingo, 5 de janeiro de 2014
FORMAÇÃO DE CATEQUISTAS
SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR
DIA MUNDIAL DA PAZ
A verdadeira paz apenas é possível pela pacificação dos corações, de cada coração; apenas é possível pela soma de relações de proximidade norteadas pela fraternidade. Sobre este sólido alicerce, seremos capazes de construir a paz; a paz universal deixará de ser uma quimera. Nós, os crentes, assumimos, com o Papa Francisco, que “na medida em que (Deus) conseguir reinar entre nós, a vida social será um espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos”…”
PALAVRA DO PAPA FRANCISCO
Os votos contidos nesta bênção realizaram-se plenamente numa mulher, Maria, enquanto destinada a tornar-Se a Mãe de Deus, e realizaram-se n’Ela antes de qualquer outra criatura.
Mãe de Deus! Este é o título principal e essencial de Nossa Senhora. Trata-se de uma qualidade, de uma função, que a fé do povo cristão, na sua terna e genuína devoção à Mãe celeste, desde sempre Lhe reconheceu. Lembremos aquele momento importante da história da Igreja Antiga, que foi o Concílio de Éfeso, no qual se definiu, com autoridade, a maternidade divina da Virgem. Esta verdade da maternidade divina de Maria ecoou em Roma, onde, pouco depois, se construiu a Basílica de Santa Maria Maior, o primeiro santuário mariano de Roma e de todo o Ocidente, no qual se venera a imagem da Mãe de Deus – a Theotokos – sob o título de Salus populi romani. Diz-se que os habitantes de Éfeso, durante o Concílio, se teriam congregado aos lados da porta da basílica onde estavam reunidos os Bispos e gritavam: «Mãe de Deus!» Os fiéis, pedindo que se definisse oficialmente este título de Nossa Senhora, demonstravam reconhecer a sua maternidade divina. É a atitude espontânea e sincera dos filhos, que conhecem bem a sua Mãe, porque A amam com imensa ternura.
Desde sempre, Maria está presente no coração, na devoção e, sobretudo, no caminho de fé do povo cristão. «A Igreja caminha no tempo (...). Mas, nesta caminhada, a Igreja procede seguindo as pegadas do itinerário percorrido pela Virgem Maria» (JOÃO PAULO II, Enc. Redemptoris Mater, 2). O nosso itinerário de fé é igual ao de Maria; por isso, sentimo-l’A particularmente próxima de nós! No que diz respeito à fé, que é o fulcro da vida cristã, a Mãe de Deus partilhou a nossa condição, teve de caminhar pelas mesmas estradas, às vezes difíceis e obscuras, trilhadas por nós, teve de avançar pelo «caminho da fé» (CONC. ECUM. VAT. II, Const. Lumen gentium, 58).
O nosso caminho de fé está indissoluvelmente ligado a Maria, desde que Jesus, quando estava para morrer na cruz, no-La deu como Mãe, dizendo: «Eis a tua mãe!» (Jo 19, 27). Estas palavras têm o valor dum testamento, e dão ao mundo uma Mãe. Desde então, a Mãe de Deus tornou-Se também nossa Mãe! Na hora em que a fé dos discípulos se ia quebrantando com tantas dificuldades e incertezas, Jesus confiava-lhes Aquela que fora a primeira a acreditar e cuja fé não desfaleceria jamais. E a «mulher» torna-Se nossa Mãe, no momento em que perde o Filho divino. O seu coração ferido dilata-se para dar espaço a todos os homens, bons e maus; e ama-os como os amava Jesus. A mulher que, nas bodas de Caná da Galileia, dera a sua colaboração de fé para a manifestação das maravilhas de Deus no mundo, no Calvário mantém acesa a chama da fé na ressurreição do Filho, e comunica-a aos outros com carinho maternal. Assim, Maria torna-Se fonte de esperança e de alegria verdadeira.
A Mãe do Redentor caminha diante de nós e sempre nos confirma na fé, na vocação e na missão. Com o seu exemplo de humildade e disponibilidade à vontade de Deus, ajuda-nos a traduzir a nossa fé num anúncio, jubiloso e sem fronteiras, do Evangelho. Deste modo, a nossa missão será fecunda, porque está modelada pela maternidade de Maria. A Ela, confiamos o nosso itinerário de fé, os desejos do nosso coração, as nossas necessidades, as carências do mundo inteiro, especialmente a sua fome e sede de justiça e de paz; e invocamo-La todos juntos: Santa Mãe de Deus!
PARA REZAR
Jesus, Maria e José:
em Vós, contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
a Vós, com confiança, nos dirigimos.
Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
escolas autênticas do Evangelho
e pequenas Igrejas domésticas.
Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais se faça, nas famílias,
quem ficou ferido ou escandalizado
depressa conheça a consolação e a cura.
Sagrada Família de Nazaré,
que o próximo Sínodo dos Bispos
possa despertar, em todos,
a consciência do carácter sagrado
e inviolável da família,
e a sua beleza no projecto de Deus.
Jesus, Maria e José,
escutai e atendei a nossa súplica.
SANTOS POPULARES
Entrou depois na Ordem dos Pregadores, no convento de Santa Catalina, e fez uma intervenção na proclamação da cruzada contra Maiorca. A sua colaboração com Pedro Nolasco foi essencial na fundação da Ordem de Nossa Senhora das Mercês para a Redenção dos Cativos, obtendo o consentimento de Jaime I para a fundação da Ordem. Por ordem do Papa Gregório IX, voltou a Roma, em 1230, para editar a colecção das «Decretais» e fazer a codificação da Lei canónica, que estava espalhada por inúmeros documentos. O modo como organizou esta documentação tornou-se modelo padrão durante cerca de 700 anos. A lei canónica só ficou completamente codificada em 1917.
Quando o Papa disse que iria nomeá-lo Arcebispo de Tarragona, sentiu-se tão consternado que caiu gravemente enfermo. Quando os seus amigos Dominicanos de Bolonha chegaram a Barcelona, abandonou tudo para vestir o hábito branco de São Domingos.
Em 1238, tornou-se o terceiro Superior da Ordem Geral dos Dominicanos. Durante dois anos, visitou, a pé, todos os conventos da Ordem. Apesar de ter renunciado ao seu cargo, alegando motivos de saúde, redigiu as novas constituições da Ordem, que foram promulgadas em Paris, em 1240. Durante o tempo em que foi Superior dos Dominicanos, dedicou-se a converter judeus e muçulmanos ao cristianismo e, para cumprir este objectivo, introduziu o ensino das línguas árabe e hebraica nas escolas dos dominicanos.
Exercendo a sua influência sobre o rei Jaime I, de Aragão, persuadiu-o a convocar um debate público sobre o judaísmo e o cristianismo, entre Moshe ben Nahman, um rabino de Gerona - também chamado El Rab de Espanha ou Bonastruc de Porta - e Pablo Christiani, um judeu de Montpellier, convertido ao catolicismo e que pertencia à Ordem Dominicana. Neste debate, que teve lugar no palácio real de Barcelona, de
Aos 70 anos, voltou a ensinar. Foi, também, um grande e fecundo escritor. Entre os seus escritos, destacam-se a Summa Casuum - para a administração recta e proveitosa do sacramento da Penitência; a Summa de poenitentia et matrimonio; a Summa contra gentes, sobre muçulmanos e judeus, e a Summa pastorales.
Raimundo morreu em 6 de Janeiro de 1275. Está sepultado na Catedral de Barcelona. Foi canonizado pelo Papa Clemente VIII, em 29 de Abril de 1601. É o santo padroeiro da lei canónica e dos seus advogados. Em Espanha, foi declarado padroeiro de todos os advogados. A sua memória litúrgica celebra-se a 7 de Janeiro.





