PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

domingo, 9 de fevereiro de 2014

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO


- na Audiência Geral, no dia 5 de Fevereiro, na Praça de São Pedro, Roma

“…Hoje, vou falar-vos da Eucaristia. A Eucaristia insere-se no âmago da «iniciação cristã», juntamente com o Baptismo e a Confirmação, constituindo a nascente da própria vida da Igreja. Com efeito, é deste Sacramento do Amor que derivam todos os caminhos autênticos de fé, de comunhão e de testemunho. O que vemos quando nos reunimos para celebrar a Eucaristia - a Missa - já nos faz intuir o que estamos prestes a viver. No centro do espaço destinado à celebração, encontra-se o altar, que é uma mesa coberta com uma toalha e isto faz-nos pensar num banquete. Sobre a mesa há uma cruz, que indica que naquele altar se oferece o sacrifício de Cristo: é Ele o alimento espiritual que ali recebemos, sob as espécies do pão e do vinho. Ao lado da mesa, encontra-se o ambão, ou seja, o lugar de onde se proclama a Palavra de Deus: e ele indica que ali nos reunimos para ouvir o Senhor, que fala mediante as Sagradas Escrituras e, portanto, o alimento que recebemos é também a sua Palavra. Na Missa, Palavra e Pão tornam-se uma só coisa, como na Última Ceia, quando todas as palavras de Jesus, todos os sinais que Ele tinha realizado, se condensaram no gesto de partir o pão e de oferecer o cálice - antecipação do sacrifício da cruz - e naquelas palavras: «Tomai e comei, isto é o meu corpo... Tomai e bebei, isto é o meu sangue». O gesto levado a cabo por Jesus na Última Ceia é a suprema acção de graças ao Pai pelo seu amor, pela sua misericórdia. Em grego, «acção de graças» diz-se «eucaristia». É por isso que o Sacramento se chama Eucaristia: é a suprema acção de graças ao Pai, o qual nos amou a tal ponto, que nos ofereceu o seu Filho por amor. Eis por que motivo o termo Eucaristia resume todo aquele gesto, que é de Deus e ao mesmo tempo do homem, gesto de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por conseguinte, a celebração eucarística é muito mais do que um simples banquete: é precisamente o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério fulcral da salvação. «Memorial» não significa apenas uma recordação, uma simples lembrança, mas quer dizer que cada vez que nós celebramos este Sacramento participamos no mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo. A Eucaristia constitui o apogeu da obra de salvação de Deus. Com efeito, fazendo-se pão partido para nós, o Senhor Jesus derrama sobre nós toda a sua misericórdia e todo o seu amor, a ponto de renovar o nosso coração, a nossa existência e o nosso próprio modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos. É por isso que, geralmente, quando nos aproximamos deste Sacramento, dizemos que «recebemos a Comunhão», que «fazemos a Comunhão»: isto significa que, no poder do Espírito Santo, a participação na mesa eucarística nos conforma com Cristo de modo singular e profundo, levando-nos a gozar antecipadamente a plena comunhão com o Pai, que caracterizará o banquete celestial, onde, juntamente com todos os Santos, teremos a felicidade de contemplar Deus face a face.
Estimados amigos, nunca daremos suficientemente graças ao Senhor pela dádiva que nos concedeu através da Eucaristia! Trata-se de um dom deveras grandioso e por isso é tão importante ir à Missa aos domingos. Ir à Missa não só para rezar, mas para receber a Comunhão, o pão que é o corpo de Jesus Cristo que nos salva, nos perdoa e nos une ao Pai. É bom fazer isto! E todos os domingos vamos à Missa, porque é precisamente o dia da Ressurreição do Senhor. É por isso que o Domingo é tão importante para nós! E, com a Eucaristia, experimentamos a pertença à Igreja, ao Povo de Deus, ao Corpo de Deus, a Jesus Cristo. Nunca compreenderemos todo o seu valor e toda a sua riqueza. Então, peçamos-lhe que este Sacramento possa continuar a manter viva na Igreja a sua presença e a plasmar as nossas comunidades na caridade e na comunhão, segundo o Coração do Pai. Fazemos isto durante a vida inteira, mas começamos a fazê-lo no dia da nossa primeira Comunhão. É importante que as crianças se preparem bem para a primeira Comunhão e que cada criança a faça, pois trata-se do primeiro passo desta pertença forte a Jesus Cristo, depois do Baptismo e do Crisma…”

PARA REZAR


SALMO 24

 

            R/.  Para o homem recto nascerá uma luz no meio das trevas.

 

Brilha aos homens rectos, como luz nas trevas,

o homem misericordioso, compassivo e justo.

Ditoso o homem que se compadece e empresta

e dispõe das suas coisas com justiça.

 

Este jamais será abalado;

o justo deixará memória eterna.

Ele não receia más notícias:

seu coração está firme, confiado no Senhor.

 

O seu coração é inabalável, nada teme;

reparte com largueza pelos pobres,

a sua generosidade permanece para sempre

e pode levantar a cabeça com altivez.

SANTOS POPULARES


BEATO JOSÉ ALLAMANO

José Allamano nasceu em Castelnuovo d'Asti, no dia 21 de Janeiro de 1851. Nesta pequena cidade nasceram, também, o seu tio São José Cafasso e São João Bosco, entre outras personalidades conhecidas e famosas. No ano escolar 1863-1864 - com a ajuda do seu tio João Allamano - José passou a frequentar o oratório de Dom Bosco. Dom Bosco foi seu director espiritual e seu confessor habitual. José entrou no Seminário Metropolitano de Turim em Novembro de 1866 e aí permaneceu até 1873, fazendo os estudos de filosofia e teologia. Foi ordenado presbítero no dia 20 de Setembro de 1873, na Catedral de Turim e, no dia seguinte, celebrou Missa Nova na sua paróquia de Castelnuovo. No mesmo ano, José Allamano foi nomeado director espiritual do Seminário de Turim e, ao mesmo tempo, frequentou, durante dois anos, as aulas de Teologia Moral, no Centro Eclesiástico São Francisco de Assis. No dia 02 de Outubro de 1880, deixou o Seminário e assumiu uma nova missão: Reitor do Santuário da Consolata, do Centro Eclesiástico São Francisco de Assis e do Santuário Santo Inácio. Diante de tal responsabilidade e pela sua jovem idade, Allamano ficou perplexo com esta nomeação. Mas, por outro lado, sentiu, fortemente, o desejo de cumprir em tudo a vontade de Deus, princípio que orientou toda a sua vida.
Ao aceitar este novo encargo, Allamano exigiu ser ele a escolher os seus colaboradores. E escolheu, como primeiro colaborador, Tiago Camisassa, que assumiu os cargos de ecónomo e vice-reitor. Entre os dois, além da relação de trabalho, estabeleceu-se uma profunda comunhão de vida. Na amizade e no respeito pelo papel e responsabilidade de cada um, juntos discutiram, elaboraram e realizaram muitos projectos. O jovem reitor realizou grandes obras de reestruturação exterior do santuário, ampliação e ornamentação internas. Ao mesmo tempo, instituiu várias práticas religiosas, estimadas pela espiritualidade do tempo; devolveu ao santuário a sua característica mariana, transformando-o num centro de culto e espiritualidade mariana; dinamizou adequados serviços religiosos, imprimindo dignidade e gosto nas celebrações. Fez tudo isto, no silêncio, sem procurar protagonismo ou esperar louvores. Outro princípio importante da sua vida - que quis que fosse parte da espiritualidade dos seus seguidores – era: O bem deve ser bem feito e sem barulho. Vivendo num período de grande movimentação política, social e religiosa, Allamano não se alienou dos graves problemas que envolviam a sua diocese. Pelo contrário, apoiou constantemente a acção social dos católicos. Em comunhão com a sua igreja, viveu com entusiasmo os anos da “Rerum Novarum” e esforçou-se por que os jovens sacerdotes do Centro Eclesiástico levassem a sério a Acção Católica e social. Allamano revelou-se um sacerdote de horizontes amplos. Concentrando a maior parte das suas energias e do seu tempo nas actividades que estavam directamente sob a sua responsabilidade, não poupava esforços para apoiar e encorajar todas as obras que podiam trazer benefícios para o povo. Foi neste contexto de plena dedicação à sua igreja local, que Allamano, progressivamente, amadureceu o projecto da fundação de dois institutos missionários: o Instituto dos Missionários da Consolata, em 1901, e o das Irmãs Missionárias da Consolata, em 1910. E, embora não fosse propriamente do seu desejo, foi o Superior Geral do Instituto dos Missionários da Consolata até o fim da sua vida. José Allamano morreu no dia 16 de Fevereiro de 1926. Seu corpo repousa em paz na Capela da Casa Mãe dos Missionários da Consolata, em Turim, Itália. À data da sua morte, os Missionários da Consolata contavam com 9 casas em Itália, um vicariato apostólico e três prefeituras apostólicas, confiados aos seus cuidados. Os seus membros somavam 115 sacerdotes, 38 irmãos, 68 seminaristas nos cursos de filosofia e de teologia. José Allamano foi beatificado, em Roma, no dia 7 de Outubro de 1990, pelo Papa João Paulo II. Nesta ocasião os dois Institutos missionários da "Consolata", fundados por ele, contavam com mais de dois mil membros, espalhados por vinte e cinco países. A memória litúrgica do Beato José Allamano faz-se no dia 16 de Fevereiro.