BEATA MARIA VICENTA DE SANTA DOROTEIA OROZCO
Doroteia nasceu no dia 6 de Fevereiro de 1867, em Cotija, Michoacán, no México. Era filha de Luis Chávez e Benigna de Jesus Orozco, e a mais nova de quatro filhos. No baptismo, recebeu o nome de Doroteia ("dom de Deus"). A sua família era muito humilde; porém, apesar da pobreza, procurou dar a melhor educação aos seus filhos, sobretudo nos valores da fé cristã. Doroteia fez os seus primeiros estudos com o seu irmão Elísio, que era professor.
Cresceu com uma forte devoção ao Menino Jesus, chegando a convidar os seus amigos para rezar com ela; durante esse período, recebeu a Primeira Comunhão, em sua paróquia.
Por volta dos nove anos de idade, teve que acompanhar a família, na mudança para Guadalajara, um bairro habitado por famílias pobres. Lá, levou uma vida temente a Deus.
Por volta dos 24 ou 25 anos, contraiu uma grave doença pulmonar, que a obrigou a ser internada no pequeno hospital da Paróquia de Mexicaltzingo e a confiar-se aos cuidados das Senhoras da Conferência de São Vicente de Paulo. O carinho que recebeu convenceu Doroteia Chávez Orozco de que este era o seu caminho: consagrar-se a Deus e dedicar-se a cuidar dos "doentes pobres".
Após a sua recuperação, voltou ao mesmo hospital, em 19 de Julho de 1892, onde não só auxiliou as Senhoras da Conferência de São Vicente de Paulo, cuidando dos doentes, mas também, consagrando-se a Deus: assumiu o nome ‘Vicenta’. Em 1905, fundou uma nova congregação religiosa, para cuidar do hospital. Sob a direcção espiritual do Cónego Padre Miguel Cano e com o lema de São Paulo, "A caridade de Cristo nos anima", a Madre Vicenta de Santa Doroteia fundou a Congregação das Servas da Santíssima Trindade e dos Pobres.
Para ela, servir os pobres doentes era uma forma de glorificar a Deus, através do exercício da mais altruísta caridade. A sua vida foi um exemplo - tanto para os de fora, quanto para as outras freiras - de constante sacrifício, imolação, de perpétua abnegação, solicitude e zelo, de total esquecimento de si mesma e do seu conforto pessoal, de pura e constante paciência, de ardente caridade e terna compaixão pelos que sofrem, de mansidão e humildade aos pés de Jesus.
A tudo isso deve acrescentar-se um zelo e apostolado fecundos pela salvação das almas, uma união íntima com Deus, nascida de grande devoção e lágrimas ardentes. A Madre Vicenta foi nomeada Superiora-Geral e assim permaneceu durante 30 anos, sempre com bondade e gentileza; o Instituto foi abençoado por Deus, e as vocações fluíram abundantemente: em poucos anos, foram criadas, no México, 22 fundações, incluindo hospitais, clínicas e asilos, todos sob a administração de Madre Vicenta.
Mesmo para esta próspera instituição, chegou a hora da provação. Em 1914, as tropas revolucionárias de Venusiano Carranza, como parte da perseguição à Igreja Católica e das guerras civis da época, também ocuparam Guadalajara, e as Irmãs passaram por momentos terríveis. No entanto, quando, em 1926, o hospital de São Vicente de Paulo, em Zapotlánel Grande, foi ocupado por soldados feridos, as Irmãs cuidaram deles com caridade inabalável, independentemente de serem inimigos e perseguidores da Igreja.
Aos doentes e sofredores, a Madre Vicenta sempre dizia: "Continuem com espírito generoso no caminho da Cruz: recebam tudo isso como um sinal da Vontade Divina". Com paciência e humildade, ela sempre conseguiu controlar o seu temperamento, um tanto irascível.
Em 29 de Julho de 1949, sofreu um ataque cardíaco, causando alarme em toda a comunidade. No dia 30, foi internada no hospital da Santíssima Trindade, em Guadalajara. O seu estado piorou. Recebeu, então, o sacramento da Unção Enfermos; o Arcebispo da cidade veio ouvi-la em confissão e celebrar a Santa Missa. No momento da elevação da Hóstia, a Madre Vicenta concluiu a sua vida terrena.
Maria Vicenta de Santa Doroteia foi beatificada no dia 9 de Novembro de 1997, pelo Papa João Paulo II. Na homilia, o Papa disse: “…Templo precioso da Santíssima Trindade foi a alma forte e humilde da nova beata mexicana, Maria Vicenta de Santa Doroteia Chávez Orozco. Animada pela caridade de Cristo, sempre vivo e presente na sua Igreja, consagrou-se ao Seu serviço na pessoa dos «pobrezinhos enfermos», como maternalmente chamava. Inúmeras dificuldades e contratempos modelaram o seu carácter enérgico, pois Deus quis que ela fosse simples, doce e obediente, tornando-a pedra angular do Instituto das Servas da Santíssima Trindade e dos Pobres, fundado pela nova beata na cidade de Guadalajara, para cuidar dos enfermos e dos idosos.
Virgem sensata e prudente, edificou a sua obra no fundamento de Cristo sofredor, curando com o bálsamo da caridade e com o remédio do conforto os corpos feridos e as almas aflitas dos predilectos de Cristo: os indigentes, os pobres e os necessitados.
O seu exemplo luminoso, entretecido de oração, de serviço ao próximo e de apostolado, prolonga-se hoje no testemunho das suas filhas e de tantas pessoas de coração nobre, que se empenham com desvelo para levar aos hospitais e às clínicas a Boa Nova do Evangelho…”
A memória litúrgica da Beata Maria Vicenta de Santa Doroteia Chávez Orozco é celebrada no dia 30 de Julho.
Doroteia nasceu no dia 6 de Fevereiro de 1867, em Cotija, Michoacán, no México. Era filha de Luis Chávez e Benigna de Jesus Orozco, e a mais nova de quatro filhos. No baptismo, recebeu o nome de Doroteia ("dom de Deus"). A sua família era muito humilde; porém, apesar da pobreza, procurou dar a melhor educação aos seus filhos, sobretudo nos valores da fé cristã. Doroteia fez os seus primeiros estudos com o seu irmão Elísio, que era professor.
Cresceu com uma forte devoção ao Menino Jesus, chegando a convidar os seus amigos para rezar com ela; durante esse período, recebeu a Primeira Comunhão, em sua paróquia.
Por volta dos nove anos de idade, teve que acompanhar a família, na mudança para Guadalajara, um bairro habitado por famílias pobres. Lá, levou uma vida temente a Deus.
Por volta dos 24 ou 25 anos, contraiu uma grave doença pulmonar, que a obrigou a ser internada no pequeno hospital da Paróquia de Mexicaltzingo e a confiar-se aos cuidados das Senhoras da Conferência de São Vicente de Paulo. O carinho que recebeu convenceu Doroteia Chávez Orozco de que este era o seu caminho: consagrar-se a Deus e dedicar-se a cuidar dos "doentes pobres".
Após a sua recuperação, voltou ao mesmo hospital, em 19 de Julho de 1892, onde não só auxiliou as Senhoras da Conferência de São Vicente de Paulo, cuidando dos doentes, mas também, consagrando-se a Deus: assumiu o nome ‘Vicenta’. Em 1905, fundou uma nova congregação religiosa, para cuidar do hospital. Sob a direcção espiritual do Cónego Padre Miguel Cano e com o lema de São Paulo, "A caridade de Cristo nos anima", a Madre Vicenta de Santa Doroteia fundou a Congregação das Servas da Santíssima Trindade e dos Pobres.
Para ela, servir os pobres doentes era uma forma de glorificar a Deus, através do exercício da mais altruísta caridade. A sua vida foi um exemplo - tanto para os de fora, quanto para as outras freiras - de constante sacrifício, imolação, de perpétua abnegação, solicitude e zelo, de total esquecimento de si mesma e do seu conforto pessoal, de pura e constante paciência, de ardente caridade e terna compaixão pelos que sofrem, de mansidão e humildade aos pés de Jesus.
A tudo isso deve acrescentar-se um zelo e apostolado fecundos pela salvação das almas, uma união íntima com Deus, nascida de grande devoção e lágrimas ardentes. A Madre Vicenta foi nomeada Superiora-Geral e assim permaneceu durante 30 anos, sempre com bondade e gentileza; o Instituto foi abençoado por Deus, e as vocações fluíram abundantemente: em poucos anos, foram criadas, no México, 22 fundações, incluindo hospitais, clínicas e asilos, todos sob a administração de Madre Vicenta.
Mesmo para esta próspera instituição, chegou a hora da provação. Em 1914, as tropas revolucionárias de Venusiano Carranza, como parte da perseguição à Igreja Católica e das guerras civis da época, também ocuparam Guadalajara, e as Irmãs passaram por momentos terríveis. No entanto, quando, em 1926, o hospital de São Vicente de Paulo, em Zapotlánel Grande, foi ocupado por soldados feridos, as Irmãs cuidaram deles com caridade inabalável, independentemente de serem inimigos e perseguidores da Igreja.
Aos doentes e sofredores, a Madre Vicenta sempre dizia: "Continuem com espírito generoso no caminho da Cruz: recebam tudo isso como um sinal da Vontade Divina". Com paciência e humildade, ela sempre conseguiu controlar o seu temperamento, um tanto irascível.
Em 29 de Julho de 1949, sofreu um ataque cardíaco, causando alarme em toda a comunidade. No dia 30, foi internada no hospital da Santíssima Trindade, em Guadalajara. O seu estado piorou. Recebeu, então, o sacramento da Unção Enfermos; o Arcebispo da cidade veio ouvi-la em confissão e celebrar a Santa Missa. No momento da elevação da Hóstia, a Madre Vicenta concluiu a sua vida terrena.
Maria Vicenta de Santa Doroteia foi beatificada no dia 9 de Novembro de 1997, pelo Papa João Paulo II. Na homilia, o Papa disse: “…Templo precioso da Santíssima Trindade foi a alma forte e humilde da nova beata mexicana, Maria Vicenta de Santa Doroteia Chávez Orozco. Animada pela caridade de Cristo, sempre vivo e presente na sua Igreja, consagrou-se ao Seu serviço na pessoa dos «pobrezinhos enfermos», como maternalmente chamava. Inúmeras dificuldades e contratempos modelaram o seu carácter enérgico, pois Deus quis que ela fosse simples, doce e obediente, tornando-a pedra angular do Instituto das Servas da Santíssima Trindade e dos Pobres, fundado pela nova beata na cidade de Guadalajara, para cuidar dos enfermos e dos idosos.
Virgem sensata e prudente, edificou a sua obra no fundamento de Cristo sofredor, curando com o bálsamo da caridade e com o remédio do conforto os corpos feridos e as almas aflitas dos predilectos de Cristo: os indigentes, os pobres e os necessitados.
O seu exemplo luminoso, entretecido de oração, de serviço ao próximo e de apostolado, prolonga-se hoje no testemunho das suas filhas e de tantas pessoas de coração nobre, que se empenham com desvelo para levar aos hospitais e às clínicas a Boa Nova do Evangelho…”
A memória litúrgica da Beata Maria Vicenta de Santa Doroteia Chávez Orozco é celebrada no dia 30 de Julho.