A Quaresma ...“ reveste a forma de um retiro, pessoal e comunitário, de um itinerário espiritual para pôr ordem na confusão, para estabelecer relações transparentes, justas e fraternas, para saborear o repouso e o silêncio meditativos afinando os critérios de vida pelo Evangelho. Numa palavra, para experimentar a existência autêntica que nos dá a felicidade. Assim entendida, a Quaresma adquire a tonalidade de uma verdadeira ecologia do espírito. Como diz o Santo Padre Bento XVI: “ Tal como existe uma poluição atmosférica que envenena o ambiente e os seres vivos, assim existe uma poluição do coração e do espírito que mortifica e envenena a existência espiritual”. Nós e o nosso mundo temos necessidade de uma ecologia espiritual para regenerar as nossas energias espirituais e morais...”
( Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto
“... A consciência da nossa fé, a responsabilidade de cada pessoa na construção do bem comum, o conhecimento de tantos dramas pessoais e sociais, a sensibilidade diante do sofrimento humano, o espírito de partilha com os que mais precisam, lutam e sonham e a atenção a todos os que batem à nossa porta ou a muitos outros que se escondem no anonimato da sua pobreza e se vestem com a tristeza da sua miséria devem tornar-nos mais atentos e disponíveis, mais solícitos e solidários...”
( Bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos )
“ ... Deus pagou por nós, no seu Filho, o preço do resgate, um preço verdadeiramente exorbitante. Perante a justiça da Cruz, o homem pode revoltar-se, porque ela põe em evidência que o homem não é um ser autárquico, mas precisa de um Outro para ser plenamente ele mesmo. Converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho, no fundo significa precisamente isto: sair da ilusão da auto-suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade...”
( Papa Bento XVI )
