A palavra do Papa Bento XVI:
“...Fiel à sua vocação, cada presbítero, cada consagrado e cada consagrada transmite a alegria de servir Cristo, e convida todos os cristãos a responderem à vocação universal à santidade. Assim, para se promoverem as vocações específicas ao ministério sacerdotal e à vida consagrada, para se tornar mais forte e incisivo o anúncio vocacional, é indispensável o exemplo daqueles que já disseram o próprio «sim» a Deus e ao projecto de vida que Ele tem para cada um. O testemunho pessoal, feito de opções existenciais e concretas, há-de encorajar, por sua vez, os jovens a tomarem decisões empenhativas que envolvem o próprio futuro. Para ajudá-los, é necessária aquela arte do encontro e do diálogo capaz de os iluminar e acompanhar sobretudo através do exemplo de vida, abraçada como vocação.” ( da Mensagem para o Dia Mundial das Vocações 2010 )
Bento XVI celebrou o quinto aniversário da sua eleição
Bento XVI assinalou esta segunda-feira, dia 19, o quinto aniversário da sua eleição com um almoço, no Vaticano, no qual se juntaram os 60 Cardeais que residem em Roma.
O Papa agradeceu aos presentes a sua proximidade e o apoio que tem sentido no exercício deste ministério.
O decano do Colégio Cardinalício, o Cardeal Ângelo Sodano, agradeceu a Bento XVI o seu serviço “à Igreja e ao mundo”, assinalando a “grande generosidade” com que aceitou esta missão e a tem desempenhado.
O antigo Secretário de Estado do Vaticano falou na “mensagem de esperança” que tem marcado a acção do actual Papa.
Bento XVI foi eleito na tarde de 19 de Abril de 2005, sucedendo a João Paulo II como 265.º Papa da Igreja Católica.
O Conclave que levou à sua eleição tinha-se iniciado no dia anterior, com a presença de 115 Cardeais eleitores. Apenas por duas vezes houve fumo negro e, à terceira, surgiu da chaminé o fumo branco que anunciava a eleição de um novo Papa.
Nas suas primeiras palavras, Bento XVI apresentou-se como um “humilde trabalhador da vinha do Senhor”. A Missa de início de pontificado aconteceu a 24 de Abril, na Praça de São Pedro, diante de quase meio milhão de pessoas.
( in Rádio Vaticano )
Cavaco Silva felicita Bento XVI no quinto aniversário de pontificado
Presidente da República fala em «grande expectativa» pela vinda do Papa ao nosso país
O Presidente da República enviou uma mensagem de felicitações a Bento XVI, por ocasião do quinto aniversário do seu Pontificado, revelando "grande expectativa" pela próxima visita do Papa ao nosso país.
"Na jubilosa data em que se celebra o quinto Aniversário do Pontificado de Vossa Santidade, é com particular satisfação que tenho a honra de manifestar a Vossa Santidade, em nome do Povo Português e no meu próprio, a expressão do nosso mais profundo respeito", pode ler-se na mensagem divulgada pelo site oficial da presidência.
Aníbal Cavaco Silva fala na "grata expectativa de rever Vossa Santidade, muito em breve".
"Peço que aceite a reiterada expressão do meu profundo respeito e da minha mais elevada consideração", conclui a mensagem do Presidente português.
( in Ecclesia )
Mensagem do Bispo do Porto
“...dando muitas graças a Deus pelo actual pontificado, devemos igualmente trabalhar para que o seu magistério seja mais acolhido e encontre mais consequência na nossa vida pessoal e comunitária. Como ouvíamos no diálogo entre Jesus e Pedro, o ministério e a graça do Papa existem na Igreja e para a Igreja, como solidez e fidelidade evangélicas mais garantidas. Apelo por isso às comunidades católicas da Diocese do Porto, prestes a receberem a visita papal, que se comprometam a divulgar e aprofundar, entre os seus membros e no meio envolvente, os pronunciamentos de Bento XVI, passados, actuais e futuros. Ser cristão é receber tudo quanto Cristo nos oferece: em Pedro e nos seus sucessores, Cristo garante-nos uma particular companhia e um constante apoio, certo e seguro, para a Igreja e para o mundo...”
( D. Manuel Clemente, Bispo do Porto )
PALAVRA COM SENTIDO
PALAVRA COM SENTIDO
“…Saiu o semeador a semear… ” (cf. Mateus 13, 3)
Jesus, quando falava, usava uma linguagem simples e servia-se também de imagens, que eram exemplos tirados da vida diária, a fim de poder ser compreendido facilmente por todos. Por isso, gostavam de o ouvir e apreciavam a sua mensagem que ia directamente ao coração; e não era aquela linguagem difícil de compreender que usavam os doutores da Lei da época, que não se entendia bem, era rígida e afastava o povo. E, com esta linguagem, Jesus fazia compreender o mistério do Reino de Deus; não era uma teologia complicada. E o Evangelho de hoje dá-nos um exemplo: a parábola do semeador (cf. Mt 13, 1-23).
O semeador é Jesus. Observamos que, com esta imagem, Ele apresenta-se como alguém que não se impõe, mas se propõe; não nos atrai conquistando-nos, mas doando-se: lança a semente. Ele espalha, com paciência e generosidade, a sua Palavra, que não é uma gaiola, nem uma armadilha, mas uma semente que pode dar fruto. E como pode dar fruto? Se a acolhermos.
Por isso, a parábola diz respeito, sobretudo, a nós: com efeito, ela fala mais do terreno do que do semeador. Jesus faz, por assim dizer, uma «radiografia espiritual» do nosso coração, que é o terreno sobre o qual a semente da Palavra cai. O nosso coração, como um terreno, pode ser bom e, então, a Palavra dá fruto - e muito – mas, pode, também, ser duro, impermeável. Isto acontece quando ouvimos a Palavra, mas ela escorrega, precisamente, como numa estrada: não entra.
Entre o terreno bom e a estrada, o asfalto - se lançarmos uma semente na «calçada», nada cresce – há, contudo, dois terrenos intermédios que, de maneiras diversas, podemos ter em nós. O primeiro, diz Jesus, é o pedregoso. Tentemos imaginar: um terreno pedregoso é um terreno «onde não há muita terra» (cf. v. 5), e portanto a semente germina, mas não consegue ganhar raízes profundas. É assim o coração superficial, que acolhe o Senhor, quer rezar, amar e testemunhar, mas não persevera; cansa-se e não cresce. É um coração sem consistência, no qual as pedrinhas da preguiça prevalecem sobre a terra boa; onde o amor é inconstante e passageiro. Mas, quem acolhe o Senhor só quando lhe apetece, não dá fruto.
Depois, há o último terreno, o espinhoso, cheio de sarças que sufocam as plantas boas. O que representam estas sarças? «A preocupação do mundo e a sedução da riqueza» (v. 22), assim diz Jesus, explicitamente. As sarças são os vícios que estão em contraste com Deus; que sufocam a sua presença: antes de tudo, os ídolos da riqueza mundana, viver, avidamente, para si mesmos, pelo ter e pelo poder. Se cultivarmos estas sarças, sufocamos o crescimento de Deus em nós. Cada um pode reconhecer as suas sarças pequenas ou grandes; os vícios que habitam no seu coração; os arbustos mais ou menos radicados que não agradam a Deus e impedem que se tenha o coração limpo. É necessário arrancá-los, senão a Palavra não dará fruto; a semente não crescerá.
Queridos irmãos e irmãs, Jesus convida-nos, hoje, a olhar para dentro de nós: a agradecer pelo nosso terreno bom e a trabalhar nos terrenos que ainda o não são. Perguntemo-nos se o nosso coração está aberto para acolher, com fé, a semente da Palavra de Deus. Questionemo-nos se os nossos pedregulhos da preguiça ainda são muitos e grandes; encontremos e chamemos pelo nome as sarças dos vícios. Encontremos a coragem para limpar o terreno, uma boa limpeza do nosso coração, levando ao Senhor, na Confissão e na oração, as nossas pedrinhas e as nossas sarças. Fazendo assim, Jesus, o bom samaritano, será feliz ao realizar mais um trabalho: purificar o nosso coração, tirando as pedras e os espinhos que sufocam a Palavra. (Papa Francisco, na Oração do Angelus, no dia 169 de Julho de 2017, na Praça de São Pedro, Vaticano, Roma)
