Que alegria!... Imensa alegria!...
Apesar da propaganda que tem enchido os media com críticas à vinda do Papa Bento XVI a Portugal, nós – os católicos – enchemo-nos de alegria e entusiasmo. Que o nosso contentamento transborde as margens da nossa vida e toque os indiferentes, os críticos, os contrários... Queremos receber o Papa como se recebe um pai, um amigo, um irmão. A sua presença lembra-nos Cristo, o Bom Pastor, que nos chama para uma vida mais abundante de graça e de verdade. O Papa, certamente, nos desafiará a vivermos com autenticidade o amor de Jesus e a manifestá-l’O nas nossas vidas e nas nossas obras. Esta experiência, única para muitos, deve fortalecer o nosso testemunho e a nossa missão. Em Lisboa, em Fátima, no Porto teremos oportunidade de agradecer ao Papa Bento XVI o seu serviço de amor à Igreja e ao Mundo. A sua palavra eloquente, os seus gestos tímidos de ternura, a sua bênção de pastor abrirão uma nova etapa para o nosso ser Igreja, em Portugal. Viva o Papa!...
PROGRAMA DA VISITA DE BENTO XVI A PORTUGAL
LISBOA
11 de Maio, terça-feira:
11.00 – Chegada ao Aeroporto da Portela, Lisboa. Acolhimento oficial e discurso do Santo Padre. 12.45 – Cerimónia de boas vindas, frente ao Mosteiro dos Jerónimos. Breve visita ao Mosteiro dos Jerónimos. 13.30 – Visita de cortesia ao Presidente da República, no Palácio de Belém. 18.15 – Santa Missa no Terreiro do Paço. Homilia do Santo Padre. Mensagem do Santo Padre comemorativa do 50º aniversário da inauguração do Santuário de Cristo Rei de Almada.
12 de Maio, quarta-feira:
10.00 – Encontro com o mundo da cultura, no Centro Cultural de Belém. Discurso do Santo Padre. 12.00 – Encontro com o Primeiro Ministro, na Nunciatura Apostólica. 16.40 – Partida de helicóptero para Fátima.
FÁTIMA
12 de Maio, quarta-feira:
17.10 – Chegada a Fátima. 17.30 – Visita à Capelinha das Aparições. Oração do Santo Padre. 18.00 – Celebração das Vésperas com sacerdotes, diáconos, religiosos/as, seminaristas e agentes de pastoral, na Igreja da SS.ma Trindade. Discurso do Santo Padre. 21.30 – Bênção das velas, na Capelinha das Aparições. Discurso do Santo Padre. Oração do Rosário.
13 de Maio, quinta-feira:
10.00 – Santa Missa na esplanada do Santuário de Fátima. Homilia do Santo Padre. Saudações do Santo Padre. 13.00 – Almoço com os Bispos de Portugal. 17.00 – Encontro com as Organizações da Pastoral Social, na Igreja da SS.ma Trindade. Discurso do Santo Padre.
18.45 – Encontro com os Bispos de Portugal no Salão da Casa de Nossa Senhora do Carmo. Discurso do Santo Padre.
14 de Maio, sexta-feira:
08.40 – Partida para o Porto.
PORTO
14 de Maio, sexta-feira:
10.15 – Santa Missa, na Avenida dos Aliados. Homilia do Santo Padre. 13.30 – Cerimónia de despedida no Aeroporto Internacional Sá Carneiro do Porto. Discurso do Santo Padre.
PALAVRA COM SENTIDO
PALAVRA COM SENTIDO
“…Saiu o semeador a semear… ” (cf. Mateus 13, 3)
Jesus, quando falava, usava uma linguagem simples e servia-se também de imagens, que eram exemplos tirados da vida diária, a fim de poder ser compreendido facilmente por todos. Por isso, gostavam de o ouvir e apreciavam a sua mensagem que ia directamente ao coração; e não era aquela linguagem difícil de compreender que usavam os doutores da Lei da época, que não se entendia bem, era rígida e afastava o povo. E, com esta linguagem, Jesus fazia compreender o mistério do Reino de Deus; não era uma teologia complicada. E o Evangelho de hoje dá-nos um exemplo: a parábola do semeador (cf. Mt 13, 1-23).
O semeador é Jesus. Observamos que, com esta imagem, Ele apresenta-se como alguém que não se impõe, mas se propõe; não nos atrai conquistando-nos, mas doando-se: lança a semente. Ele espalha, com paciência e generosidade, a sua Palavra, que não é uma gaiola, nem uma armadilha, mas uma semente que pode dar fruto. E como pode dar fruto? Se a acolhermos.
Por isso, a parábola diz respeito, sobretudo, a nós: com efeito, ela fala mais do terreno do que do semeador. Jesus faz, por assim dizer, uma «radiografia espiritual» do nosso coração, que é o terreno sobre o qual a semente da Palavra cai. O nosso coração, como um terreno, pode ser bom e, então, a Palavra dá fruto - e muito – mas, pode, também, ser duro, impermeável. Isto acontece quando ouvimos a Palavra, mas ela escorrega, precisamente, como numa estrada: não entra.
Entre o terreno bom e a estrada, o asfalto - se lançarmos uma semente na «calçada», nada cresce – há, contudo, dois terrenos intermédios que, de maneiras diversas, podemos ter em nós. O primeiro, diz Jesus, é o pedregoso. Tentemos imaginar: um terreno pedregoso é um terreno «onde não há muita terra» (cf. v. 5), e portanto a semente germina, mas não consegue ganhar raízes profundas. É assim o coração superficial, que acolhe o Senhor, quer rezar, amar e testemunhar, mas não persevera; cansa-se e não cresce. É um coração sem consistência, no qual as pedrinhas da preguiça prevalecem sobre a terra boa; onde o amor é inconstante e passageiro. Mas, quem acolhe o Senhor só quando lhe apetece, não dá fruto.
Depois, há o último terreno, o espinhoso, cheio de sarças que sufocam as plantas boas. O que representam estas sarças? «A preocupação do mundo e a sedução da riqueza» (v. 22), assim diz Jesus, explicitamente. As sarças são os vícios que estão em contraste com Deus; que sufocam a sua presença: antes de tudo, os ídolos da riqueza mundana, viver, avidamente, para si mesmos, pelo ter e pelo poder. Se cultivarmos estas sarças, sufocamos o crescimento de Deus em nós. Cada um pode reconhecer as suas sarças pequenas ou grandes; os vícios que habitam no seu coração; os arbustos mais ou menos radicados que não agradam a Deus e impedem que se tenha o coração limpo. É necessário arrancá-los, senão a Palavra não dará fruto; a semente não crescerá.
Queridos irmãos e irmãs, Jesus convida-nos, hoje, a olhar para dentro de nós: a agradecer pelo nosso terreno bom e a trabalhar nos terrenos que ainda o não são. Perguntemo-nos se o nosso coração está aberto para acolher, com fé, a semente da Palavra de Deus. Questionemo-nos se os nossos pedregulhos da preguiça ainda são muitos e grandes; encontremos e chamemos pelo nome as sarças dos vícios. Encontremos a coragem para limpar o terreno, uma boa limpeza do nosso coração, levando ao Senhor, na Confissão e na oração, as nossas pedrinhas e as nossas sarças. Fazendo assim, Jesus, o bom samaritano, será feliz ao realizar mais um trabalho: purificar o nosso coração, tirando as pedras e os espinhos que sufocam a Palavra. (Papa Francisco, na Oração do Angelus, no dia 169 de Julho de 2017, na Praça de São Pedro, Vaticano, Roma)
