PALAVRA COM SENTIDO
“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)
O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
O NATAL É JESUS
DEFESA DA VIDA NASCENTE
Na homilia, Bento XVI agradeceu, antes de mais, a todos aqueles que aderiram a este convite e a todos aqueles que se dedicam, de maneira especial, a acolher e a guardar a vida humana nas várias situações de fragilidade, em particular no seu início e nos seus primeiros passos.
Acreditar em Jesus Cristo – salientou o Papa – exige também que se assuma um olhar novo sobre o homem, um olhar de confiança, de esperança…O ser humano precisa de ser reconhecido como valor em si mesmo e merece que o escutem sempre com respeito e com amor. Tem o direito de não ser tratado como um objecto que se deve possuir ou como uma coisa que se pode manipular à vontade, de não ser reduzido a simples instrumento dependente de vantagens e interesses de pessoas e grupos. A pessoa – acrescentou Bento XVI - é um bem em si mesma e é necessário procurar sempre o seu desenvolvimento integral. Depois – acrescentou o Papa – se o amor para com todos é sincero, tende espontaneamente a tornar-se atenção preferencial pelos mais débeis e pelos mais pobres. É nesta linha que se coloca a solicitude da Igreja pela vida nascente, a mais frágil, a mais ameaçada pelo egoísmo dos adultos e pelo obscurecimento das consciências.
Na sua homilia, durante a celebração das Primeiras Vésperas de Advento, na Basílica de S. Pedro, o Papa salientou a existência de tendências culturais que procuram anestesiar as consciências com motivações que não passam de meros pretextos. Acerca do embrião no seio materno, a própria ciência põe em evidência a autonomia capaz de interacção com a mãe, a coordenação dos processos biológicos, a continuidade do desenvolvimento, a complexidade crescente do organismo. Não se trata – disse o Papa – de um cúmulo de material biológico, mas sim de um novo ser vivo, dinâmico e maravilhosamente ordenado, um novo indivíduo da espécie humana.
Infelizmente – prosseguiu o Papa – também depois do nascimento, a vida das crianças continua a ser exposta ao abandono, à fome, à miséria, à doença, aos abusos, à violência, à exploração. As múltiplas violações dos seus direitos, que se cometem no mundo, ferem dolorosamente a consciência de cada homem de boa vontade. Perante o triste panorama das injustiças cometidas contra a vida do homem, antes e depois do nascimento, faço meu - disse Bento XVI – o apelo apaixonado do Papa João Paulo II à responsabilidade de todos e de cada um:” respeita, defende, ama e serve a vida, cada vida humana! Unicamente por este caminho, encontrarás justiça, progresso, verdadeira liberdade, paz e felicidade!


