PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

terça-feira, 21 de junho de 2011

FESTA DO CORPO DE DEUS




A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como "Corpo de Deus", começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade de Liège, na actual Bélgica, tendo sido alargada à Igreja latina pelo Papa Urbano IV, através da bula "Transiturus", em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios. Na origem, a solenidade constituía uma resposta às heresias que colocavam em causa a presença real de Cristo na Eucaristia, tendo-se afirmado, também, como o coroamento de um movimento de devoção ao Santíssimo Sacramento. Teria chegado a Portugal provavelmente nos finais do século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus. Esta exultação popular à Eucaristia é manifestada no 60° dia após a Páscoa e, forçosamente, a uma Quinta-feira, fazendo assim a união íntima com a Última Ceia de Quinta-feira Santa. Em alguns países, no entanto, a solenidade é celebrada no Domingo seguinte. A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que "onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo" (cân 944, §1).

( cf. Agência Ecclesia )



PROCISSÃO DO CORPO DE DEUS, EM SANTA MARIA DA FEIRA

23 de Junho de 2011

Presidida pelo Sr. Dom João Lavrador, Bispo Auxiliar do Porto, realiza-se - de forma habitual e com início pelas 16,30 horas - da Igreja dos Passionistas até à escadaria da Igreja Matriz.



PARA REZAR




Desce o Verbo de Deus à nossa terra,
Sem deixar a direita de Deus Pai
E, lançada a semente do Evangelho,
Chega o Senhor ao ocaso da vida.

Um discípulo O entrega aos inimigos;
Mas antes de morrer, o Salvador
Entrega-Se aos discípulos, dizendo:
Sou o Pão vivo que desceu do Céu.


O Corpo de Jesus é alimento,
O seu Sangue bebida verdadeira.
Viverá para sempre o homem novo
Que tomar deste pão e deste vinho.

Nascendo, quis ser nosso companheiro,
Na ceia Se tornou nosso alimento,
Na morte Se ofereceu como resgate,
Na glória será nossa recompensa.

Hóstia santa, penhor de salvação,
Perene manancial de eterna vida,
O inimigo teima em combater-nos;
Salvai-nos com a vossa fortaleza.

Ao Senhor uno e trino dêmos glória,
Cantemos seu louvor por todo o sempre.
A todos nos conceda a vida eterna,
Abrindo-nos as portas do seu reino.
( Hino de Laudes – Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo )



PALAVRA DO PAPA


Em visita apostólica a São Marino, na celebração da Eucaristia, no dia da Santíssima Trindade, o papa Bento XVI disse: “A liturgia de hoje atrai a nossa atenção não tanto sobre o mistério, mas sobre a realidade de amor contida neste primeiro e supremo mistério da nossa fé. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são um, porque Deus é amor, o amor é força vivificante, absoluta: o Pai dá tudo ao Filho; o Filho recebe tudo do Pai com reconhecimento; e o Espírito Santo é como que o fruto deste amor recíproco do Pai e do Filho … No mundo existe o mal, o egoísmo, a maldade. Mas Deus não vem a julgar e a condenar. Em vez de castigar e destruir, Deus mostra o seu amor pelo mundo, o seu amor ao homem, enviando-lhe o que tem de mais precioso, o Filho unigénito. Jesus é o Filho que nasceu para nós, que viveu para nós, curou os doentes, perdoou os pecados, a todos acolhendo.

Respondendo ao amor do Pai, o Filho doou a sua própria vida por nós: na cruz, o amor misericordioso de Deus atinge o ponto culminante: no mistério da cruz, estão presentes as três Pessoas divinas: o Pai, que doa o seu Filho unigénito, para a salvação do mundo; o Filho , que realiza plena-mente o desígnio do Pai; o Espírito Santo – derramado por Jesus no momento da morte – que vem a tornar-nos participantes da vida divina, a transformar a nossa existência, para que seja animada pelo amor divino…”. ( cf. Rádio Vaticano )