PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A NOSSA PARÓQUIA EM NOTÍCIA



Para presidir à celebração de acção de graças, no centenário do Orfeão da Feira, esteve connosco o Sr. D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa. Da homilia da missa, transcrevemos: “…Nos nossos dias, a crise financeira e o rasto de consequências económico-sociais geram desconforto. Aumenta dia-a-dia a aflição de muitas famílias e a pobreza cresce nos lares portugueses. As novas gerações foram preparadas para viver na abundância, nem que seja do empréstimo, do endividamento exagerado, com estilo de vida acima das possibilidades e por vezes ofensivo da dignidade humana. Aqueles que puseram a sua fé no mercado e a sua confiança no aparente conforto vêem abalado o sistema. Podem fazer esforço para que tudo se mantenha e regresse ao mesmo ou aproveitar para reflectir e reconhecer na proposta de Jesus a oferta de um estilo de vida austero e simples, desafogado de adereços, livre, mas muito consolador, muito mais confortável porque independente das bolsas, sólido no centro do significado da vida e não ao sabor das circunstâncias. Deus é como um pastor que nos conforta e reconforta, enxuga as lágrimas, prepara um banquete excelente, faz festa e quer-nos a habitar para sempre na sua casa. O convite é feito para entrarmos no reino, para nos deixarmos conduzir ao descanso que revigora a energia da alma. Os vales tenebrosos da depressão e os abismos da recessão não são para temer, são vestes que afastam do banquete, como o apego às coisas, o fugaz conforto da rotina, foi desculpa para não aceitar o convite para as bodas. As preocupações e os interesses terrenos impedem de acolher o convite divino. Deus chama outros, mas não basta ser dos chamados, é preciso libertar o coração para passar de convocado a eleito. Não nos acomodamos na segurança de ser povo escolhido. Queremos entrar no dinamismo de ser povo eleito. Consideramos a Eucaristia como o banquete, convívio pascal e memorial da cruz. O rito põe a nossa vida em comunhão com a cruz da salvação, centro verdadeiro da nossa força, porque salvação oferecida à humanidade. Ao ser simultaneamente banquete maravilhoso, alegria de família, ceia de fraternidade e memorial do sacrifício de Cristo, vivência do pleno mistério pascal, a Eucaristia é verdadeiro conforto, lugar de animação profunda, pão dos fortes e vinho reconfortante. Viver este mistério conduz-nos à verdade da nossa condição humana, reveste-nos da justiça, convoca-nos para as núpcias com Deus e com os outros. O conforto desta participação na festa da eucaristia, a alegria do banquete tem esta verdade. As vestes da salvação, de que o baptismo nos revestiu e nos fez eleitos de Deus, cuidamos de as manter limpas, na justiça de Deus, de as lavar no perdão e de as manter na beleza e dignidade pela escuta da Palavra e pela partilha do pão…”

Agradecemos, na alegria, esta presença, sempre amiga e disponível. Desejamos, ao Sr. D. Carlos Azevedo, nosso conterrâneo, um frutuoso ministério apostólico.

PALAVRAS DO PAPA


O Papa, Bento XVI deslocou-se no Domingo, 9 de Outubro, à Calábria, no sul da Itália, para uma visita pastoral à diocese de Lamezia Terme. Na Eucaristia, comentando as leituras do dia, que falam do banquete que o Senhor prepara para os seus convidados, Bento XVI disse: “…a intenção de Deus é pôr termo à tristeza e à vergonha: Ele quer que todos os homens vivam felizes no amor para com Ele e na comunhão recíproca. O seu projecto é eliminar para sempre a morte, enxugar as lágrimas de todas as faces e fazer desaparecer a condição desonrosa do seu povo… Este desejo do Senhor deve suscitar profunda gratidão e esperança… Mas, perante esta generosidade de Deus, que nos oferece a sua amizade, os seus dons e a sua alegria, nós não acolhemos as suas palavras e pomos em primeiro lugar as nossas preocupações materiais, os nossos interesses. E Deus estende o seu convite a todos, mesmo aos mais pobres, abandonados. A bondade do rei não tem limites; a todos é dada a possibilidade de responder à sua chamada…”

( cf. Rádio Vaticano )

PARA REZAR


SALMO 23

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Em verdes prados me faz descansar
e conduz-me às águas refrescantes.
Reconforta a minha alma
e guia-me por caminhos rectos, por amor do seu nome.
Ainda que atravesse vales tenebrosos,
de nenhum mal terei medo
porque Tu estás comigo.
A tua vara e o teu cajado dão-me confiança.
Preparas a mesa para mim
à vista dos meus inimigos;
ungiste com óleo a minha cabeça;
a minha taça transbordou.
Na verdade, a tua bondade e o teu amor
hão-de acompanhar-me todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.