PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

MENSAGEM DE ADVENTO 2011


D. MANUEL CLEMENTE, BISPO DO PORTO


"Estamos em Advento, e aproveitaremos certamente, e da melhor maneira, este período, este
tempo litúrgico, para nós e para todos aqueles que, connosco, caminham neste momento da
nossa sociedade e Igreja. Advento, significa “vinda”, e é muito mais do que a lembrança da
primeira vinda de Cristo, como a celebraremos no próximo Natal. De alguma maneira, glosando S. Bernardo, um grande autor da Igreja, do século XII e de todos os tempos, podemos dizer, que há três adventos, ou três vindas de Cristo ao mundo. A primeira, essa a que já me referi e que celebraremos no Natal, a sua primeira vinda; a última em que Cristo ressuscitado, se tornará patente, como significado, primeiro e último, de toda a história de vida pela Humanidade. Mas há uma vinda intermédia, precisamente esta que nós podemos e devemos viver agora, que é a que acontece pela constante presença de Jesus Cristo, nos variados sinais dessa mesma realidade. Portanto, a sua Palavra: a sua Palavra que é uma Palavra que não passará e este tempo do Advento, deve prestar uma escuta muito grande, a tudo aquilo que a Palavra de Deus nos vai dizendo, no dia-a-dia da vida eclesial e mesmo na leitura bíblica nas nossas casas; depois, certamente nos seus sacramentos, onde a sua presença viva também acontece e a sua vinda também tem de ser preparada e recebida e, já sabemos, cada irmão, que é o sinal da sua presença constante. O nosso acolhimento à vinda do Senhor em cada encontro, esperado ou inesperado do dia-a-dia, é também um Advento possível, um Advento muito desejável, particularmente agora, em que na nossa sociedade, na nossa sociedade portuguesa, bem precisamos de preencher de esperança o dia-a-dia, que para tantos, e directa ou indirectamente para todos, nem sempre assim se apresenta, ou seja, esperançoso. Mas quando nós sabemos, que o nosso Deus em Jesus Cristo, fez-se sua a nossa própria história, e sobretudo, quer fazer nossa a sua própria vida, nós que sabemos isto, podemos viver o dia-a-dia com uma esperança reforçada de que as coisas por mais pequenas, e até mais divergentes da nossa expectativa, que aconteçam, estão preenchidas da presença do nosso Deus. O nosso Deus, não tem agora outro céu, que não seja esta terra em que quer conviver connosco, ela mesma aberta à sua plenitude divina. E por isso, o convite que eu gostaria de fazer a todos e a certeza que com todos partilho neste momento, é que o nosso Advento seja - será certamente - um tempo de esperança preenchida. Porque nós sabemos que o acolhimento que fizermos aos outros, àqueles que mais precisam  neste momento, de ser recebidos, de ser apoiados, que a esperança seja neles reforçada também, pois está cheio daquela plenitude de que nós não desistimos, porque sobretudo, Deus não desiste de a partilhar connosco. E nesse sentido, eu desejo a todos - e comprometamo-nos também um Santo e feliz Advento, quer dizer, cheio da presença de Deus, fonte constante da nossa esperança e reconstrução permanente das nossas vidas, sociais, e em todas as dimensões que tiverem, vidas plenas da plenitude de Deus, como ela se oferece ao mundo.



PALAVRAS DO PAPA



Aos participantes na Plenária do Conselho Pontifício para os Leigos: 25 de Novembro,Roma
“Estais chamados a oferecer um testemunho transparente da relevância da questão de Deus,
em todos os campos do pensar e do agir. Na família, no trabalho, como também na política
e na economia, o homem contemporâneo tem necessidade de ver com os próprios olhos e de
tocar com as próprias mãos que com Deus ou sem Deus tudo muda…Esta necessidade de que
Deus esteja no centro da vida das pessoas é essencial também no próprio interior do tecido
eclesial. Muitas vezes, mesmo no caso de pessoas que se declaram cristãs, Deus não é de facto a referência central, no modo de pensar e de agir, nas opções fundamentais da própria vida. É por isso que a primeira resposta aos grandes desafios do nosso tempo está na profunda conversão do nosso coração, para que o Baptismo, que nos tornou luz do mundo e sal da terra, nos possa transformar verdadeiramente”.

PARA REZAR


Excelso Criador dos grandes astros,
Jesus, eterna luz dos vossos crentes,
Divino Redentor da humanidade,
Ouvi as nossas súplicas ardentes.

Viestes, ó Jesus, para salvar-nos
Da morte em que o demónio nos trazia:
Do mundo enfraquecido foi remédio
O vosso amor que alenta e que alumia.

Para salvar-nos todos do pecado,
Viestes até nós como um Cordeiro:
Dum seio imaculado vós nascestes
Para Vos imolardes num madeiro.

O vosso nome santo e omnipotente
Por toda a criação seja adorado:
Vós sois, Senhor Jesus, excelso Rei,
Todo o poder que existe Vos foi dado.


Combatendo na terra o bom combate,
Queremos vosso reino dilatar:
Vireis, divino Rei, no fim dos tempos,
A vossa eterna glória proclamar.
                    ( Hino de vésperas – Advento; Liturgia das Horas )