- na recitação do Angelus, Domingo, 11de Dezembro, na Praça de São Pedro - Roma
“… A verdadeira alegria não é fruto do divertimento, no sentido etimológico da palavra divertir, ou seja, ir além dos compromissos da vida e das suas responsabilidades. A verdadeira alegria está ligada a algo mais profundo. Certamente, no ritmo quotidiano, geralmente frenético, é importante encontrar espaço para um tempo de repouso, de descanso; mas a verdadeira alegria está ligada ao relacionamento com Deus. Quem encontrou Cristo na sua vida, experimenta no coração, a serenidade e a alegria que ninguém e nenhuma situação podem tirar.
Santo Agostinho expressou muito bem - na sua busca pela verdade, pela paz, pela alegria, e depois de procurar em vão em muitas coisas - ao concluir com a célebre expressão de que o coração do homem está sempre inquieto e não encontra serenidade e paz enquanto não repousar em Deus (cf. Confissões, I, 1.1). A verdadeira alegria não é simplesmente um estado de ânimo passageiro, nem é algo alcançado com os próprios esforços; é um dom, nasce do encontro com a pessoa viva de Jesus, ao dar espaço para Ele em nós, ao aceitar o Espírito Santo que guia as nossas vidas.
É o convite que o apóstolo Paulo faz: "O Deus da paz vos conceda santidade perfeita. Que todo o vosso ser - espírito, alma e corpo - seja conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo "(1 Tessalonicenses 5.23). Neste tempo de Advento, fortaleçamos a certeza de que o Senhor vem para o meio de nós e renova continuamente a sua presença de consolação, de amor e de alegria. Tenhamos confiança Nele…”


