PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

sábado, 7 de janeiro de 2012

EPIFANIA DO SENHOR


Na festa de Epifania, a Igreja celebra a manifestação de Jesus ao mundo, como Senhor e Rei Universal. Epifania, palavra de origem grega, significa manifestação externa, aparecimento. No mundo influenciado pela cultura grega, a palavra era usada para exprimir a chegada de um imperador, em visita aos territórios do seu domínio. Na Igreja esta palavra é usada para indicar a revelação de Jesus aos Magos do Oriente que vieram ao seu encontro, guiados por uma estrela, e manifesta a grandeza e o mistério do nascimento de Jesus. O Evangelho apresenta Jesus como a luz e a glória de Deus para o povo de Israel. É Ele que atrai os povos para a adoração. A estrela - que guiou os magos - parou num humilde presépio, onde nascera o Menino Jesus e onde Maria e José permaneceram por algum tempo, cuidando, contemplando e adorando o Menino-Deus. A estrela leva a Jesus. O ambiente é rústico, simples e pobre, mas a estrela indica a grandeza do Filho de Deus, que se tornou humano para que nós pudéssemos tornar-nos divinos. Que cada um de nós, como os magos, aprenda a seguir, com admiração, interesse e amor essa estrela que sempre quer brilhar para nós.                                                              
                                                                                                   ( cf. D. Eurico Veloso: CNBB

PALAVRAS DO PAPA


- Na Festa da Epifania


“A Epifania é uma festa da luz. «Ergue-te, Jerusalém, e sê iluminada, que a tua luz desponta e a glória do Senhor está sobre ti» (Is 60, 1). Com estas palavras do profeta Isaías, a Igreja descreve o conteúdo da festa. Sim, veio ao mundo Aquele que é a Luz verdadeira, Aquele que faz com que os homens sejam luz. Dá-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus (cf. Jo 1, 9.12). Para a liturgia, o caminho dos Magos do Oriente é só o início de uma grande procissão que continua ao longo da história inteira. Com estes homens, tem início a peregrinação da humanidade rumo a Jesus Cristo: rumo àquele Deus que nasceu num estábulo, que morreu na cruz e, Ressuscitado, permanece connosco todos os dias até ao fim do mundo (cf. Mt 28, 20). A Igreja lê a narração do Evangelho de Mateus juntamente com a visão do profeta Isaías, que escutámos na primeira leitura: o caminho destes homens é só o início. Antes, tinham vindo os pastores – almas simples que habitavam mais perto de Deus feito menino, podendo mais facilmente «ir até lá» (cf. Lc 2, 15) ter com Ele e reconhecê-Lo como Senhor. Mas agora vêm também os sábios deste mundo. Vêm grandes e pequenos, reis e servos, homens de todas as culturas e de todos os povos. Os homens do Oriente são os primeiros, seguidos de muitos outros ao longo dos séculos. Depois da grande visão de Isaías, a leitura tirada da Carta aos Efésios exprime, de modo muito sóbrio e simples, a mesma ideia: os gentios partilham da mesma herança (cf. 3, 6). Eis como o formulara o Salmo 2: «Eu te darei as nações por herança, e os confins da terra para teu domínio» (v. 8).
Os Magos do Oriente vão à frente. Inauguram o caminho dos povos para Cristo. (…)
Que tipo de homens eram os Magos? Os peritos dizem-nos que pertenciam à grande tradição astronómica que se fora desenvolvendo na Mesopotâmia no decorrer dos séculos, e era então florescente. Mas esta informação, por si só, não é suficiente. Provavelmente haveria muitos astrónomos na antiga Babilónia, mas poucos, apenas estes Magos, se puseram a caminho e seguiram a estrela que tinham reconhecido como sendo a estrela da promessa, ou seja, a que indicava o caminho para o verdadeiro Rei e Salvador. Podemos dizer que eram homens de ciência, mas não apenas no sentido de quererem saber muitas coisas; eles queriam algo mais. Que-riam entender o que é que conta no facto de sermos homens. Provavelmente ouviram falar da profecia de Balaão, um profeta pagão: «Uma estrela sai de Jacob, e um ceptro se levanta de Israel» (Nm 24, 17). Eles aprofundaram esta promessa. Eram pessoas de coração inquieto, que não se satisfaziam com aparências ou com a rotina da vida. Eram homens à procura da promessa, à procura de Deus. Eram homens vigilantes, capazes de discernir os sinais de Deus, a sua linguagem subtil e insistente. Mas eram também homens corajosos e, ao mesmo tempo, humildes: podemos imaginar as zombarias que tiveram de suportar quando se puseram a caminho para ir ter com o Rei dos Judeus, enfrentando canseiras sem número. Mas, não consideravam decisivo o que se pensava ou dizia deles, mesmo pelas pessoas influentes e inteligentes. Para eles o que contava era a própria verdade, não a opinião dos homens. Por isso, enfrentaram as privações e o cansaço dum caminho longo e incerto. Foi a sua coragem humilde que lhes permitiu prostrar-se diante dum menino filho de gente pobre e reconhecer n’Ele o Rei prometido, cuja busca e reconhecimento fora o objectivo do seu caminho exterior e interior. (…)”

D. MANUEL MONTEIRO DE CASTRO NOMEADO CARDEAL E PENITENCIÁRIO-MOR, PELO PAPA BENTO XVI


Bento XVI nomeou o arcebispo português D. Manuel Monteiro de Castro, de 73 anos, como penitenciário-mor, passando assim a chefiar um dos três tribunais da Cúria Romana. O prelado substitui no cargo o cardeal Fortunato Baldelli, de 76 anos, que apresentou a sua renúncia por ter atingido o limite de idade determinado pelo Direito Canónico. A Penitenciaria Apostólica tem como competência as matérias que dizem respeito “ao foro interno e às indulgências”.
D. Manuel Monteiro de Castro será, TAMBÉM, elevado à dignidade de cardeal, no consistório convocado pelo Papa para o dia 18 de Fevereiro, em que serão nomeados outros 21 novos cardeais. D. Manuel Monteiro de Castro está na Cúria Romana desde Julho de 2009, quando assumiu o cargo de secretário da Congregação para os Bispos - que agora deixa de ocupar - tendo sido posteriormente nomeado por Bento XVI como consultor da Congregação para a Doutrina da Fé e secretário do Colégio Cardinalício. Natural de Santa Eufémia de Prazins, Guimarães, o arcebispo português é licenciado em Direito Canónico e tem uma longa experiência diplomática ao serviço da Santa Sé, que o fez passar pelo Panamá, Guatemala, Vietname, Austrália, México, Bélgica, Trindade e Tobago, África do Sul e Espanha, onde permaneceu entre 2000 e 2009. Foi também observador permanente do Vaticano na Organização Mundial do Turismo.

PARA REZAR



SALMO 72
Ó Deus, concede ao rei a tua rectidão
e a tua justiça ao filho do rei,
para que julgue o teu povo com justiça
e os teus pobres com equidade.

Que os montes tragam a paz ao povo,
e as colinas, a justiça.
Que o rei proteja os humildes do povo,
ajude os necessitados e esmague os opressores!

Que ele possa contemplar-te como o Sol
e como a Lua, de geração em geração.
Que o rei seja como a chuva sobre os campos,
como os aguaceiros que regam a terra.

Em seus dias florescerá a justiça
e uma grande paz até ao fim dos tempos.
Dominará de um ao outro mar,
do grande rio até aos confins da terra.

Diante dele se curvarão os inimigos
e os seus adversários hão-de prostrar-se por terra.
Os reis de Társis e das ilhas oferecerão tributos;
os reis de Sabá e de Seba trarão suas ofertas.

Todos os reis se prostrarão diante dele;
todas as nações o servirão.
Ele socorrerá o pobre que o invoca
e o indigente que não tem quem o ajude.

Terá compaixão do humilde e do pobre
e salvará a vida dos oprimidos.
Há-de livrá-los da opressão e da violência,
porque o seu sangue é precioso a seus olhos.

Enquanto viver, ser-lhe-á dado ouro de Sabá!
Por ele hão-de rezar sempre
e todos os dias será abençoado.

Haverá nos campos fartura de trigo,
ondulando pelo cimo dos montes;
tudo se cobrirá de frutos, como o Líbano;
as cidades florescerão como a erva dos prados.

O seu nome permanecerá pelos séculos
e durará enquanto o Sol brilhar;
todos nele se sentirão abençoados;
todos os povos o hão-de bendizer!

Bendito seja o Senhor, Deus de Israel,
o único que realiza maravilhas.
Bendito seja para sempre o seu nome glorioso
e a terra inteira se encha da sua glória!
Ámen! Ámen!

domingo, 1 de janeiro de 2012

BOAS FESTAS… FELIZ ANO NOVO…COM JESUS

DIA MUNDIAL DA PAZ – 1 de Janeiro



Da mensagem do Papa para o dia mundial da Paz: ‘ Educar os jovens para a justiça e a paz ’.

Educar para a paz
“A paz não é só ausência de guerra, nem se limita a assegurar o equilíbrio das forças adversas. A paz não é possível na terra sem a salvaguarda dos bens das pessoas, a livre comunicação entre os seres humanos, o respeito pela dignidade das pessoas e dos povos e a prática assídua da fraternidade”. A paz é fruto da justiça e efeito da caridade. É, antes de mais nada, dom de Deus. Nós, os cristãos, acreditamos que a nossa verdadeira paz é Cristo: n’Ele, na sua Cruz, Deus reconciliou consigo o mundo e destruiu as barreiras que nos separavam uns dos outros (cf. Ef 2, 14-18); n’Ele, há uma única família reconciliada no amor.
A paz, porém, não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída. Para sermos verdadeiramente artífices de paz, devemos educar-nos para a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, ser activos dentro da comunidade e solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos. “Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” – diz Jesus no sermão da montanha (Mt 5, 9).
A paz para todos nasce da justiça de cada um, e ninguém pode subtrair-se a este compromisso essencial de promover a justiça segundo as respectivas competências e responsabilidades. De forma particular, convido os jovens, que conservam viva a tensão pelos ideais, a procurarem com paciência e tenacidade a justiça e a paz e a cultivarem o gosto pelo que é justo e verdadeiro, mesmo quando isso lhes possa exigir sacrifícios e obrigue a caminhar contracorrente…

PALAVRAS DO PAPA

- no dia de Natal, na Audiência Geral, na Praça de São Pedro


“Cristo nasceu para nós! Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado: a todos chegue o eco deste anúncio de Belém, que a Igreja Católica faz ressoar por todos os conti-nentes, sem olhar a fronteiras nacionais, linguísticas e culturais. O Filho de Maria Virgem nasceu para todos; é o Salvador de todos…Numa antífona litúrgica antiga, Ele é invocado assim: «Ó Emanuel, nosso rei e legislador, esperança e salvação dos povos! Vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus». Veni ad salvandum nos! Vinde salvar-nos! Tal é o grito do homem de todo e qualquer tempo que, sozinho, se sente incapaz de superar dificuldades e perigos. Precisa de colocar a sua mão numa mão maior e mais forte, uma mão do Alto que se estenda para ele. Amados irmãos e irmãs, esta mão é Cristo, nascido em Belém da Virgem Maria. Ele é a mão que Deus estendeu à humanidade, para fazê-la sair das areias movediças do pecado e segurá-la de pé sobre a rocha, a rocha firme da sua Verdade e do seu Amor (cf. Sal 40, 3).

- no dia 28 de Dezembro, na Praça de São Pedro, aos peregrinos de língua portuguesa

“ No clima natalício que nos envolve, convido-vos a reflectir sobre a oração na vida da Sagrada Família de Nazaré, tomando por modelo Jesus, Maria e José. Como toda a família judia, os pais de Jesus - tinha ele quarenta dias - sobem ao templo para consagrar a Deus o filho primogénito. Maria ouve lá, do velho Simeão, palavras que lhe anunciam glórias e tribulações. Ela «guardava todas estas coisas no seu coração». Esta capacidade de Maria era contagiosa, sendo o seu primeiro beneficiário José. De facto ele, com Maria e sobretudo depois com Jesus, aprende a relacionar-se de modo novo com Deus, colaborando no seu projecto de salvação. Como era tradição, José presidia à oração doméstica no dia-a-dia: de manhã, à noite e nas refeições. Assim Jesus aprendeu a alternar oração e trabalho, e a oferecer a Deus o suor e o cansaço para ganhar o pão de cada dia. Se uma criança não aprende a rezar em família, este vazio será difícil de preencher depois. Possam todos descobrir, na escola de Nazaré, a beleza de rezarem juntos como família.”

D. MANUEL CLEMENTE, BISPO DO PORTO NOMEADO PARA O CONSELHO PONTIFÍCIO DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS


O Papa Bento XVI nomeou D. Manuel Clemente como membro do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais, revelou a Santa Sé, em comunicado de 29 de Dezembro de 2011. O Bispo do Porto é actualmente vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa Além de D. Manuel Clemente, foram nomeados outros nove membros e 11 consultores para o organismo da Santa Sé que tem como missão promover “a acção da Igreja e dos fiéis nas múltiplas formas da comunicação social”.

PARA REZAR



Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa Paz…
Onde houver ódio, que eu leve o Amor;
Onde houver discórdia, que eu leve a União;
Onde houver dúvida, que eu leve a Fé;
Onde houver erro, que eu leve a Verdade;
Onde houver ofensa, que eu leve o Perdão;
Onde houver desespero, que eu leve a Esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a Alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a Luz.
Ó Mestre,
fazei com que eu procure mais consolar,
que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado;
pois é dando que se recebe;
é perdoando que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
Amém.
( Oração atribuída a São Francisco de Assis )