PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

quarta-feira, 4 de abril de 2012

PALAVRAS DO PAPA


- na homilia de Domingo de Ramos


“…dois sentimentos nos animem particularmente nestes dias: o louvor, como fizeram aqueles que acolheram Jesus em Jerusalém com o seu «Hossana»; e a gratidão, porque, nesta Semana Santa, o Senhor Jesus renovará o dom maior que se possa imaginar: dar-nos-á a sua vida, o seu corpo e o seu sangue, o seu amor. Mas um dom assim tão grande exige que o retribuamos adequadamente, ou seja, com o dom de nós mesmos, do nosso tempo, da nossa oração, do nosso viver em profunda comunhão de amor com Cristo que sofre, morre e ressuscita por nós. Os antigos Padres da Igreja viram um símbolo de tudo isso num gesto das pessoas que acompanhavam Jesus na sua entrada em Jerusalém: o gesto de estender as suas capas diante do Senhor. O que devemos estender diante de Cristo – diziam os Padres - é a nossa vida, ou seja, nós mesmos, em sinal de gratidão e adoração. Para concluir, escutemos o que diz um desses antigos Padres, Santo André, Bispo de Creta: «Em vez de mantos ou ramos sem vida, em vez de arbustos que alegram o olhar por pouco tempo, mas depressa perdem o seu vigor, prostremo-nos nós mesmos aos pés de Cristo, revestidos da sua graça, ou melhor, revestidos d’Ele mesmo (…); sejamos como mantos estendidos a seus pés (…), para oferecermos ao vencedor da morte não já ramos de palmeira, mas os troféus da sua vitória. Agitando os ramos espirituais da alma, aclamemo-Lo todos os dias, juntamente com as crianças, dizendo estas santas palavras: “Bendito o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel”»…”

SEMANA SANTA


A Semana Santa começa no Domingo de Ramos que celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, montado num jumentinho – símbolo da humildade – e aclamado pelo povo que, com ramos nas mãos, louvavam e cantavam Hossanas a Jesus, rei dos Judeus.

Na Quinta-Feira Santa - que corresponde ao último dia da Quaresma – inicia-se o Tríduo Pascal que antecede a celebração da Páscoa. Está dividida em dois momentos:
- Pela manhã, celebra-se a Missa Crismal, normalmente na Catedral (a Igreja do Bispo). Todo o clero reúne-se com o seu bispo e renova os seus votos sacerdotais. Nesta celebração, o Bispo faz a bênção dos santos óleos, que serão utilizados nos sacramentos que exigem a unção.
- Ao começo da noite, celebra-se a Missa da Ceia do Senhor, em memória da última ceia e da instituição da Eucaristia. Nesta celebração, costuma fazer-se a cerimónia do “lava-pés”.
Na tarde de Sexta-Feira Santa, a Igreja celebra a memória da Paixão e Morte de Cristo. Faz-se a adoração da Cruz.
Na noite de Sábado Santo, na Vigília Pascal, a Igreja prepara-se, em oração e vigília, para celebrar a Ressurreição do Senhor. Nesta celebração, a mãe de todas as celebrações cristãs, faz-se a bênção e aclamação do lume novo, anúncio de Cristo, fonte de vida e luz do mundo; a bênção da água para a celebração do baptismo e a renovação das promessas baptismais.
No Domingo de Páscoa, a Igreja celebra o triunfo de Cristo Ressuscitado.

Horário das celebrações paroquiais: Quinta-Feira Santa: às 20.30, na Igreja da Misericórdia; Sexta-Feira Santa: às 19.00, na Igreja Matriz; Sábado: às 20.30, na Igreja Matriz; Domingo, às 8.00 e às 19.00, na Igreja Matriz.

VISITA PASCAL




A Paróquia de Santa Maria da Feira promove a visita pascal que, de acordo com uma tradição antiga, se faz no Domingo e na Segunda-Feira de Páscoa. Seguindo itinerários já conhecidos, o compasso percorre as ruas e lugares da freguesia anunciando a Ressurreição do Senhor.


Na zona da Cruz, maior aglomerado populacional, a visita pascal faz-se no Domingo, com o seguinte itinerário:

Manhã – início: 9.30 horas

* COMPASSO 1
Ruas – Ferreira de Castro (lado direito descendente), João Mendes Cardoso, Sá Carneiro, Com. António Martins, Mestre António Joaquim, Domitília de Carvalho e adjacentes.



* COMPASSO 2
Ruas – Fundo da Ferreira de Castro (acima do Edifício da Relva), Conselheiro Correia Marques, António José de Almeida, Relva, Fernando Miranda, Domitília de Carvalhoe adjacentes

Tarde:
Ruas – Bloco de S. André, Irmãs Passionistas, Fortunato Meneres, Ferreira de Castro (sentido ascendente a partir das escolas), Alexandre Herculano, Brasil, Comendador Sá Couto, Santa Cruz, Viana da Mota e percurso habitual...

PALAVRAS DO BISPO DO PORTO


- na homilia de Domingo de Ramos

“…É bom louvar a família, até em renovados hossanas pela sua evidente valia nas presentes dificuldades. – O que seria, de facto, de tantos que não podem sustentar-se já por si, se não fossem os apoios familiares que mantêm ou recuperam? Mas, assim sendo, sejamos coerentes e consequentes, priorizando na lei e nas práticas as necessárias garantias de viabilidade das famílias, na respectiva constituição e manutenção, como bem de primeiríssima ordem. Família, que é muito mais do que um resultado fugaz de afectos variáveis, desprovidos da verdade pessoal, complementar e interpessoal que ela transporta. E é também – a família sempre – a primeira realização e escola da sociabilidade humana, nunca substituível e sempre a reforçar. Também no que à juventude respeita, que não ficará de fora do contexto familiar. Sim, é verdade que, da adolescência para a juventude, atravessamos um período de individualização normal e retraimento espontâneo, em relação ao quadro infantil. Tanta coisa nova a apreender, tanto sentimento a despontar, quase caoticamente até, entre o crescimento físico e a informação cruzada e nem sempre boa… Situação esta que mais se partilha entre coetâneos do que no espaço familiar que era até ai. Período difícil para adolescentes, pais e educadores, que têm de se redescobrir nas obrigatórias diferenças. A própria adolescência de Jesus teve um momento destes, quando aos doze anos foi perdido e achado por Maria e José, com o aprofundamento da verdade própria, sua e deles (cf. Lc 2, 41 ss). O mais que desejamos e pedimos, neste Domingo de Ramos assim conotado, é que cada família se redescubra sempre como lugar primordial de comunhão humana, onde se reforce a verdade pessoal e interpessoal de cada um dos seus membros. E Cristo nas famílias fará delas Igrejas domésticas, onde nasçam e cresçam os filhos de Deus por que o mundo espera. Na presente “crise” ganha maior actualidade e urgência a grande visão de São Paulo, assim transcrita: “… a criação encontra-se em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8, 19). E a vós, caríssimos jovens aqui presentes, em Jornada que é especialmente vossa, apelo convictamente ao que podeis e deveis dar, sobretudo uns aos outros. Refiro-me à grande capacidade que tendes de vos agregar e ouvir, ao idealismo que vos faz sonhar com um futuro de que não desistis, porque ainda antes não desiste o próprio Deus. Amigos de Cristo como sois, nos ramos que hoje lhe levantais, nas capas que agora estendeis, nos hossanas que também bradais, acolhei a Cristo uns nos outros, conhecei-O sempre mais e melhor e dai testemunho evangélico no mundo escolar e juvenil que é o vosso. Ganhareis assim a experiência viva duma Igreja jovem, em que vos continuareis a apoiar depois, na concretização familiar, profissional ou vocacional das vossas existências. - Continuai assim, dos Ramos de agora à Páscoa da vida! Amados irmãos e irmãs: - Aí passa Jesus, aqui o temos hoje, para aclamar e seguir. Na Cruz da próxima sexta-feira distinguiremos já os primeiros fulgores da Páscoa. E, diante das dificuldades a ultrapassar no tempo em que estamos, mesmo quando não soubermos logo como fazer, saberemos decerto com quem o faremos: - Com Cristo, que entra na cidade para não mais sair dela! Como prometeu e a ressurreição garante: “Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos!” (Mt 28, 20). Prossigamos então, acompanhando-O até ao Fim, que é o absoluto recomeço das coisas.”

RECORDANDO


Salve, Rainha


Salve, Rainha, Mãe de misericórdia,
vida, doçura, e esperança nossa, salve.

A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva,
a Vós suspiramos, gemendo e chorando,
neste vale de lágrimas.


Eia, pois, Advogada nossa,
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei.

E, depois deste desterro,
nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce (sempre) Virgem Maria.

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Amém.

PARA REZAR


SALMO 22 ( 21 )

Todos os que me vêem escarnecem de mim,
estendem os lábios e meneiam a cabeça:
«Confiou no Senhor, Ele que o livre,
Ele que o salve, se é seu amigo».

Matilhas de cães me rodearam,
cercou-me um bando de malfeitores.
Trespassaram as minhas mãos e os meus pés,
posso contar todos os meus ossos.

Repartiram entre si as minhas vestes
e deitaram sortes sobre a minha túnica.
Mas Vós, Senhor, não Vos afasteis de mim,
sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me.

Hei-de falar do vosso nome aos meus irmãos,
hei-de louvar-Vos no meio da assembleia.
Vós que temeis o Senhor, louvai-O,
glorificai-O, vós todos os filhos de Jacob,
reverenciai-O, vós todos os filhos de Israel